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A síndrome do ninho (não) vazio

Sábado, Março 2nd, 2019

Um portrait de outros tempos.

Reclamações de uma mãe:

Estava pensando sobre a expressão “A síndrome do ninho vazio”. Razões não me faltam. Minhas filhas se mostram, apesar da pouca idade, tão independentes e seguras de si. Sei que tenho que me orgulhar deste fato, afinal o nosso objetivo enquanto mãe/pais é justamente preparar os filhos para a vida, já que como, acertadamente,  disse Gibran: “Os nossos filhos não são nossos filhos, mas sim filhos da vida.” No entanto o sentimento de apego e saudade do ninho ocupado me assalta frequentemente. Procurei ler sobre o assunto e conclui que todas as dicas que se encontram para  se superar esta síndrome, na verdade, já segui a risca. Prevendo esta doença e outras consequências adjacentes voltei para a escola e me dedico à uma nova profissão ou seja eu trabalho de verdade e não “apenas” em casa. Além de que tenho Hobbys, vou para a academia no mínimo uma vez por semana e encontro amigas. Então eu me pergunto o porquê da síndrome e resolvi dar uma reclamada sim e totalmente indiscreta, via blog mesmo. Sim, já fui mais indiscreta e escrevi muito sobre minha vida privada, mas nos últimos anos estive bem cuidadosa, afinal o mundo on-line está muito pervertido desde que se inventou e se propagou as chamadas “fake news” ou notícias falsas, realmente se leva algumas horas para se constatar a veracidade de uma notícia, um comentário, um ponto de vista. No princípio desta onda horrorosa de notícias falsas que circulam pelo mundo tão rápido como um “raio”, em função do acesso quase que generalizado à Internet, eu me senti meio que paralizada, depois atônica, nos últimos meses procuro acreditar que este fenômeno está propiciando oportunidades para as pessoas para aguçarem sua capacidade crítica ao se depararem com qualquer nova informação sobre os mais diferentes acontecimentos ao redor do mundo. Contudo, o fato é que numa era de proximidade entre os povos, nunca se esteve tão distante das pessoas, suas verdades, seus sonhos, seus medos e princípios. Eu, por minha vez procuro não me deixar varrer pelo avalanche de novidades, no qual  a cada segundo o mundo virtual tenta me arremessar , afinal minha caminhada no mundo real é mais significativa e para mim ainda o que conta são as veracidades, as batalhas individuais de todos nós e atualmente para ser sincera entre outras dores, sinto as dores do ninho (ainda não totalmente) vazio e não vejo ainda qualquer alternativa para as mesmas, a não ser aceitá-las e arranjar-me com elas. Como se pode amar tanto mais as próprias extensões do que a sim mesma? Alguém conhece uma solução prática?

Beijos!

Lindo do domingo, com carnaval ou não!