A vida começa aos 50

e o preventivo número 2.

Na verdade, hoje é um dia prá lá de divertido para a mulherada em terras germânicas. Nesta quinta (schwerdonnerstag) às 11.11 da manhã – tradicionalmente – as mulheres (carnavalescas) se reunem em grupos, saem para as ruas, invadem as prefeituras e comandam a abertura das festas de carnaval. Normalmente, nesta quinta,  as mulheres (weiberfastnacht) estão permitidas, sem  qualquer restrição ou crítica a beberem mais que o normalmente e fazerem muita festa e barulho.

Eu, particularmente, como nunca fui realmente fã de carnaval nem no Brasil, me abstenho deste excesso e encaro minha quinta de carnaval como outra qualquer. Porém, nesta quinta eu tinha um compromisso extra… muito distante de festa carnavalesca… um compromisso com a ginecologista para o preventivo 2016. Sim, eu me preocupo e procuro estar atenta à minha saúde, afinal quero ver minhas filhas adultas, realizadas, felizes.

Fui decidida para o consultório, contente por -enfim- ter encontrado por aqui uma competente e gentil médica, muito diferente do meu ex- troglodita ginecologista. No entanto, não pude conter minha “surpresa” já ao conversar  com a recepcionista que ao verificar a minha idade, ao invés de perguntar – como normalmente – quando tive “meus dias”, me questionou se eu “ainda tenho meus dias”. Achei engraçada a pergunta, que de engraçada não tem nada… uma pergunta normal do ponto de vista da moça, mas sob o meu ponto de vista completamente nova, estranha mesmo! Achei engraçado também o meu sentimento de alegria ao responder positivamente à pergunta. Enquanto esperava para ser chamada ao consultório fiquei pensando sobre o tempo, idades, fases da vida e conclui que estou totamente despreparada para o segundo 1/2 século de vida. Me sinto como se tivesse 30 anos, em toda a plenitude.

Minha segunda “surpresa” eu teria ainda envolta nos pensamentos que a pergunta da recepcionista me cravou na alma, nesta manhã de quinta de carnaval. A médica gentilmente me “lembrou” que eu agora, depois dos 50, deveria também começar com um outro preventivo – o do intestino. Eu não estava também preparada para esta “novidade”, mas pensei comigo e comentei com a médica, tentando disfarçar o mal jeito, que “prevenir é sempre melhor que remediar”. Ela me explicou o procedimento e fomos para a área de exames. Bem, para nós mulheres e mães, nada tão  drámatico. Sobrevivi bem aos exames de toques… os laboratoriais, como de praxe, demoram um pouco mais. No entanto, o fato de que os anos realmente passam ainda está difícil de digerir. Envelhecer também é uma árdua tarefa!

Beijos de

amor e solidariedade ♠

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