Caipiríssima em Londres

Londres – surpreendentemente ensolarada e colorida!

Sim, caipiríssima e sem exagero, fui conhecer na última semana um pouco da capital inglesa por três causas muito importantes:,

  • Para participar de um evento muito interessante, o  Encontro Mundial de Escritores Brasileiros – promovido pela Fundação Focus Brasil e sob a coordenação da nossa queridíssima  Professora Else Vieira
  • Para conhecer algo desta grande e super charmosa cidade européia, a qual, voando se localiza há apenas ca de 40 minutos do meu município;
  • Para superar o meu medo do idioma e de tudo que envolve uma cultura estrangeira.

O resultado desta minha aventura,   posso considerar como altamente positivo, mas para incentivar meus queridos leitores a se aventurarem pelo mundo eu não poderia deixar de escrever sobre minhas gafes londrinas.

  1. Meus pequenos problemas começaram mesmo no pequeno aeroporto Frankfurt-Hahn de onde voei para  Londres Stansted. Não atendendo aos conselhos de meu viajado príncipe, levei comigo tudo o que tinha e gosto para compor uma certa maquiagem, além de tubos completos de creme, pasta de dentes, etc. Se até quinta feira, eu tive sorte conseguindo transportar tudo em diferentes partes da bagagem, alí o funcionário estatal foi implacável comigo e como eu não tinha mais tempo para comprar sacos de pláticos erméticos – só fiquei com a opção de salvar meus 100 ml do Chanel 16. Tudo o mais foi pro lixo. Por experiência própria,  apartir daquela manhã de quinta, na bagagem de mão apenas pequenos tubos (até 100 ml) fechados em saquinhos erméticos, os quais são vendidos nos aeroportos. Na volta, eu comprei alguns por 1 libra para poder trazer os poucos cosmésticos que comprei, assim que cheguei em Stansted, pelo olho da cara, antes mesmo de tomar o ônibus para Londres, afinal como se sente uma mulher sem um brilho nos lábios e uma gota de make-up no rosto?
  2. Outro problema? Logicamente sobre o meu precário inglês, não preciso fazer nenhuma observação, mas a maioria dos ingleses ou imigrantes que encontrei e vivem em Londres foram bastante simpáticos comigo,tentaram me esclarecer todas as dúvidas, o problema é que não arriscam mesmo nenhuma palavra em português, espanhol, italiano ou alemão – Eles falam exclusivamente  inglês, alguns mais atenciosas gesticulam com as  mãos indicando o caminho.
  3. Não adquirindo ainda o hábito dos alemães de estudarem muito sobre um país antes de conhecê-lo fui para Londres disposta a aprender tudo na prática mesmo, inclusive a reconhecer as moedas pelo seu tamanho e peso. Levei um susto quando não percebi um 2 bem grande em uma moeda que pensei valessem 2 Libras. Ali estava

    Secular e atraente: Big-Ben ao fundo.

    escrito com letras minúsculas two Pounds, ou seja não se lê libras nas moedas, na verdade nem nas notas,  se vê apenas o símbolo que todos nós lemos rapidamente como libras esterlinas, mas o nome mais popular para a moeda inglesa por aqui é Pound.

  4. O trânsito? Realmente tudo ao contrário. Que felicidade a minha por não ter que dirigir nem um minuto naquele caos de taxis pretos e ônibus vermelhos. Minha vontade de andar num ônibus deste foi enorme, mas na minha ignorância não me arrisquei a comprar um bilhete e parar num dos subúrbios de Londres, mais pelo receio de ter que pagar um taxi de volta para o centro do que propriamente medo de assalto ou coisa parecida.
  5. Minha dificuldade em localizar-me geograficamente, mesmo com um mapa nas mãos me imprimiram calos nos pés e uma canseira interminável porque sempre tomei a direção contrária da correta. Assim para encontrar o pa-

    Praςa Trafalgar Square – linda e movimentada!

    lácio de Backingham, o qual localiza-se bem próximo da Estação Victoria levei talvez uma hora. Não que eu seja realmente fã da família real inglesa, mas eu queria aproveitar minhas últimas horas e ver algo turístico. Lá encontrei uma multidão de pessoas de várias nacionalidades se comprimindo para tirar uma foto da troca de guardas. Eu, com muito sacrifício vi de longe os rapazes de jaqueta vermelha e chapéu esquisito preto com àquela sempre seriedade de estátua.

Na verdade, se eu fosse escrever sobre detalhes e todas as  minhas gafes em Londres este post seria longo e cansativo demais. Assim vou conclui-lo, mas sem deixar de citar a existência de um Restaurante brasileiro também  nas proximidades da estação. Alí, entre minhas andanças, atraida pela bandeira verde-amarela e cheia de esperança por ouvir um pouco de português, tomei uma cerveja e conheci rapazes muito gentis – os quais me deram dicas para chegar pontualmente no outro dia na Trafalguar Square, onde localiza-se o Consulado brasileiro – onde tive o prazer de encontrar outros brasileiros simpáticos e empolgados com a arte literária e mergulhados  em sonhos, poesia e um Mundo Melhor para todos os habitantes deste planeta.

Beijos e muitas aventuras positivas!

Tags: , , , , , , ,

Leave a Reply

*