Archive for the ‘Generalidades’ Category

“Toda forma de amor valerá”!

Terça-feira, Junho 4th, 2019

É dia de festa sim! Hoje se comemora 50 anos de luta contra os preconceitos relacionados às diferentes formas de realização integral do ser humano em suas formas múltiplas de ser, querer, desejar, estar de bem consigo mesmo e com o universo. “Não julgues para não seres julgado”. Seja feliz assim com as suas próprias opções e deixe os seus semelhantes serem felizes de acordo com as respectivas opções. O universo precisa de pessoas resolvidas e otimistas. A minha admiração para você que diariamente trabalha em prol de almas e não conveniências!

Beijos.

Carta aberta à Tábata Amaral

Domingo, Maio 5th, 2019
 

Sim, estou muito preocupada com os rumos que a Educação está tomando no Brasil. Embora viva há muitos anos na Alemanha sempre estive conectada, inclusive politicamente, com o Brasil. Acho muito triste o retrocesso, no qual o nosso lindo “verde e amarelo, branco, azul, anil” Brasil já está mergulhado… Acredito que desde o impeachment de Dilma Rousseff. Eu não sou PT, mas votei em Lula e em Dilma (1° Mandato) em Frankfut, pois acreditava que o Brasil necessitava ventilação, com urgência, no seu sistema sócio-econômico e político. Vivenciei com entusiasmo a libertação do país das garras do FMI (Inacreditável) e de uma janela em terras germânicas, observei o Mundo admirando um Brasil que caminhava a passos largos para um processo de erradicação da miséria e da ignorância. Infelizmente o PT se perdeu… As lideranças também se corromperam ou não se fortaleceram o suficiente para não caírem na velha e mordaz máquina de privilégios, representada pelo poder político no mundo e no Brasil. É realmente lamentável que o povo não pôde (nem poderia) – num espaço de tempo tão curto – assegurar a sua capacidade de raciocinar na luta pelos seus direitos enquanto “pessoa/gente” e “cidadão” de um país com tanto potencial quando o Brasil. Assim a velha, retrógrada, larápia e infâmia política, aproveitando dos erros dos governos anteriores, está de volta ao poder no Brasil. E me assusta o quão a passos largos tenta impor as regras de domínio da classe elitizada à um povo sem acesso à Educação (pensamento crítico/embasamento histórico-sócio-econômico), à saúde, até mesmo à vida, já que prega a liberação de armas (Lobismo) ao invés da implantação de projetos sociais. Hoje estava assistindo uma entrevista sua pelo youtube e pensei na maravilha que seria poder apoiá-la na sua juventude, competência, leveza e sobretudo na sua coragem de se envolver neste velho jogo sujo que se chama política. Eu a admiro por isso e por favor não perca a sua essência e a consciência de suas origens, pois são elas que mantêm a sua autenticidade e a tornam um raio de luz neste mundo atual de obscuridade, num país que já foi habitado por gente tão alegre e, justamente por sua alegria e resilência admirada no mundo inteiro.

Desculpe-me pela intimidade do “você”.

Grande abraço e muita força para a luta contra os dragões da ignorância e da ganância.

Ótima semana de trabalho para todos nós!

Beijos


Filosofando

Sexta-feira, Abril 5th, 2019

Não tente fugir.

A vida é sim composta de problemas

e soluções.

É sim uma sucessão de recomeços.

Não se iluda que pode ser diferente.


NN

Mulher: No Mundo do Trabalho…

Quinta-feira, Março 7th, 2019

“Sonhadores não podem ser domados. Sonhos não estão à venda”.

Ei chefe, isso é meu!
Muitas mulheres são muito modestas quanto ao se refere às suas qualidades. Por quê?

Sempre tem este ou àquele colega que posta regularmente no Face, Instagram ou Twitter super elogios às reuniōes de trabalho. Muitas vezes se pensa “Puxa-saco” ou “Convencido/a”! No entanto é bem provável que os/as chefes fiquem satisfeitos com esta reaçāo positiva do/a funcionário/a. As mulheres conversam 20 vezes mais sobre supostas deficiências do que os homens, descobre, a partir de pesquisas, o  consultor de empresas McKinsey. “Elas pensam que estão se vangloriando quando conversam sobre suas qualidades e objetivos”, ressalta Cordula Nussbaum: Karriere-coach. De preferência, elas aguardam que os chefes “as descubram”. A realidade: Em 30% dos casos, as posições são ocupadas através de contatos pessoais – segundo Nussbaum. Ou seja, torne-se visível!

Vamos destacar 7 dicas para mais reconhecimento feminino no mundo complexo do Trabalho.

    1. Lá, eu quero chegar! Diariamente, no trabalho, temos que comprovar a nossa capacidade, porém o mais importante para se avançar na carreira é deixar claro aonde você pretende chegar, afirma Nussbaum.
    2. O que eu posso, o que eu não posso? Quando temos o nosso objetivo definido, precisamos estar cientes dos nossos pontos  fortes e também de nossas fragilidades.
    3. Sete pontos -de -contato: Uma velha  sabedoria no mundo do Marketing/Negócios: Precisamos de 7 pontos positivos de contato antes de obtermos  confiança. Ou seja, é aconselhável buscar diferentes maneiras de se “tornar visível” para chefes ou clientes:  a reunião de trabalho, a apresentação de um projeto, o conhecimento sobre o assunto a ser tratado, as conversas informais com os chefes, etc. Ou seja você precisa ter vários canais positivos de comunicação.
    4. “Eu” ao invés de “Nós”: Principalmente as mulheres dizem “nós” administramos muito bem o projeto. Isto é algo simpático e as aproximam das pessoas. No entanto é evidente que a liderança na concretização das propostas fica empalidecida. Assim,  a própria atuação para o sucesso do projeto deve ser diplomaticamente esclarecida. É também mais confortável para os chefes obterem informações claras e precisas.
    5. Redes Socias: Banalidades no Facebook não são realmente necessárias, mas informações concisas e  profissionais em plataformas como Linkedin, Xing ou Intranet podem contar pontos positivos para a carreira.
    6. Seja precisa: A atenςão das pessoas é curta. No mundo profissional frequentemente sua duração é de apenas dois minuntos, segundo Nussbaum. Assim, em apresentações, conferências, etc, seja objetiva. Eficiência gera simpatia!
    7. Tudo isso foi eu: Antes de compromissos importantes compensa dar uma lustrada no próprio ego. Pense nas suas realizações dos últimos meses. Pense em pessoas que você admira e descubra o como   suas qualidades se sobressaem. E você? Como pode convencer-se e convencer seus chefes sobre o seu potencial? Que você o possui, estou certa!

Tudo de bom! ♥

Beijos!

Tradução livre: Artigo Hey.Chef. Das ist von mir! Carola Kleinschmidt, Brigitte N° 4/2019

A síndrome do ninho (não) vazio

Sábado, Março 2nd, 2019

Um portrait de outros tempos.

Reclamações de uma mãe:

Estava pensando sobre a expressão “A síndrome do ninho vazio”. Razões não me faltam. Minhas filhas se mostram, apesar da pouca idade, tão independentes e seguras de si. Sei que tenho que me orgulhar deste fato, afinal o nosso objetivo enquanto mãe/pais é justamente preparar os filhos para a vida, já que como, acertadamente,  disse Gibran: “Os nossos filhos não são nossos filhos, mas sim filhos da vida.” No entanto o sentimento de apego e saudade do ninho ocupado me assalta frequentemente. Procurei ler sobre o assunto e conclui que todas as dicas que se encontram para  se superar esta síndrome, na verdade, já segui a risca. Prevendo esta doença e outras consequências adjacentes voltei para a escola e me dedico à uma nova profissão ou seja eu trabalho de verdade e não “apenas” em casa. Além de que tenho Hobbys, vou para a academia no mínimo uma vez por semana e encontro amigas. Então eu me pergunto o porquê da síndrome e resolvi dar uma reclamada sim e totalmente indiscreta, via blog mesmo. Sim, já fui mais indiscreta e escrevi muito sobre minha vida privada, mas nos últimos anos estive bem cuidadosa, afinal o mundo on-line está muito pervertido desde que se inventou e se propagou as chamadas “fake news” ou notícias falsas, realmente se leva algumas horas para se constatar a veracidade de uma notícia, um comentário, um ponto de vista. No princípio desta onda horrorosa de notícias falsas que circulam pelo mundo tão rápido como um “raio”, em função do acesso quase que generalizado à Internet, eu me senti meio que paralizada, depois atônica, nos últimos meses procuro acreditar que este fenômeno está propiciando oportunidades para as pessoas para aguçarem sua capacidade crítica ao se depararem com qualquer nova informação sobre os mais diferentes acontecimentos ao redor do mundo. Contudo, o fato é que numa era de proximidade entre os povos, nunca se esteve tão distante das pessoas, suas verdades, seus sonhos, seus medos e princípios. Eu, por minha vez procuro não me deixar varrer pelo avalanche de novidades, no qual  a cada segundo o mundo virtual tenta me arremessar , afinal minha caminhada no mundo real é mais significativa e para mim ainda o que conta são as veracidades, as batalhas individuais de todos nós e atualmente para ser sincera entre outras dores, sinto as dores do ninho (ainda não totalmente) vazio e não vejo ainda qualquer alternativa para as mesmas, a não ser aceitá-las e arranjar-me com elas. Como se pode amar tanto mais as próprias extensões do que a si mesma? Alguém conhece uma solução prática?

Beijos!

Lindo do domingo, com carnaval ou não!

Mulher: Quebrando Tabus (II)

Segunda-feira, Janeiro 7th, 2019

Através de estudos tem-se a informação de que com o avanço da idade os contatos socias tendem a diminuir, o que não significa realmente a busca de solidão. Este comportamento se explica através de uma outra perspectiva de futuro, a  de curto prazo: Enquanto as pessoas mais jovens se esforçam para conhecer um número maior de pessoas e assimilar mais informações, as pessoas maduras se concentram no que elas elegeram como importantes. (…)

Também a capacidade de memorização torna-se lenta, o mais tardar  a partir da menopausa. Esquecemos nomes de filmes, os quais ontem assistimos e nos perguntamos frequentemente “onde mesmo deixei o telefone e as chaves?” As células cerebrais (lóbulo frontal) não trabalham mais de forma tão efetiva como antes. As informações são trabalhadas e assimiladas de forma mais lenta, assim a correlação entre nomes e fisionomias se tornam também mais desafiadora.   Estudos laboratoriais demonstram que as pessoas mais jovens   são capazes de assimilar infomações mais rapidamente que as pessoas com mais idade. No entanto essa certa lentidão proporciona  processos mais complexos de raciocínio e decisões maduras e acertadas. E  melhor ainda…. Exames (Seattle) atestam que em média, importantes aspectos da capacidade cognitiva se intensificam após a menopausa, mas precisamente entre 0s 53 e 60 anos. Com relação ao vocabulário e memória oral a fluência se intensifica e se estende também  após os 60 anos. Também as competências socias e a capacidade de julgar se aprimoram com o passar dos anos, o que é lógico com o acumúlo de experiências, as quais  respaldam a adequação comportamental e análises corretas de contextos. “Sem sombra de dúvida, o cérebro a partir da meia idade   aprimora suas funções” – resume Scherry Willis, psicóloga do desenvolvimento. Pessoas “maduras” são lentas, mas quando se refere à soluções refinadas em cenários reais, os jovens são facilmente deixados “para trás”. Em outros tempos se denominava esta capacidade de “sabedoria” e a sociedade demonstrava grande respeito em relação às pessoas denominadas sábias.

Existem ainda muitas mulheres que se amedorantam quando se deparam com a realidade da menopausa e a  terceira fase da vida. Enquanto que algumas de nós sequer notam as alterações hormonais, muitas sofrem com as ondas de calor,  suor, alterações de humor e estado de espírito. Contudo, indiferente de como vivenciamos esta fase, num momento ela será ultrapassada. Nossos corpos ganham de novo sossego e paz. Os níves de ostrogênio retornam àquela fase anterior a adolescência. Na verdade algo de bastante positivo, pois em comparação com as adolescentes, as meninas de nove anos estão quase sempre de bem consigo mesmas e  são bastante ativas e alegres. (…)

 

Tradução – 2a  parte do artigo “so gut ging`s mir noch nie” de Antje Brunnabend. Revista Brigitte, Nr 5 Germany

 

Queridas,

o melhor está por vir. Com certeza!

Feliz 2019.

Beijos.

Mulher: Quebrando tabus (I)

Quarta-feira, Novembro 14th, 2018

Criatividade cognitiva, perpecepção do belo, equilíbrio: Depois da menopausa se inicia um tempo feliz.

Nós estamos acostumados a perceber a vida como uma curva geométrica: nascemos, crescemos e nos desenvolvemos, nos capacitamos e fortalecemos nossos talentos até atingirmos o auge da maturidade.  Apartir de então, acreditamos que entramos em declinio: perda das forças, queda de cabelos,  dores articulares, perda da capacidade visual, desajeitamento. “No entanto, quanto mais aprendemos sobre a chegada da Idade, mas claramente percebemos que é totamente falso se afirmar sobre  uma regressão generalizada”, ressalta a psicóloga Laura Carstensen, a qual pesquisa sobre a Idade na Universidade de Stanford. Pelo contrário, esta fase da vida traz consigo consideráveis melhorias em muitas áreas. Ao invés de associarmos nossa vida com uma curva geométrica, deveríamos sim compará-la com uma escada: O ser humano se aprimora  ininterruptamente  ao longo de sua vida.  A expressão  grega”Climatério” não é totalmente nova e significa subindo a escada até o degrau  mais alto. Algo  muito diferente de retrocesso. Mas o que se passa nesta “terceira idade”da vida, como a atriz Jane Fonda a nomeou? Historicamente nesta fase de nossas vidas nos encontramos em uma única e sobretudo excitante situação, sendo que suas consequências  ainda não foram cientificamente pesquisadas, pois em um curto espaço de tempo (120 anos) nossa expectativa de vida   praticamente duplicou. Com isso atualmente as mulheres que se encontram após menopausa ou climatério têm muito mais tempo ou perspectiva de futuro do que qualquer geração anterior. E paralelamente se sentem surpreendemente jovens: Segundo uma pesquisa as mulheres modernas se sentem 11 anos mais jovens do que realmente são! E não se trata apenas de aparência. Estudos também comprovam que mulheres maduras se sentem mais felizes que as jovens. Sociólogos “falam” sobre um fenômeno que dominaram “Paradoxo das idades”: Pois o fato de se envelhecer trás consigo perdas, no entanto elas estão associadas a menos stress, preocupações e a simples satisfação com a vida intensifica-se. Somente em idades bastante avançadas, no fim da vida, percebe-se uma leve regressão – esclarece Carstensen, “mas jamais tão perturbadora como nos anos de juventude.”

 

Tradução (1a parte) do artigo “so gut ging’s mir noch nie”/ ” Eu nunca estive tão bem” de Antje Brunnabend.

Revista Brigitte Nr5 2018

 

 

Autistas são (também) pessoas maravilhosas!

Sábado, Setembro 29th, 2018

Na verdade eu gostaria de escrever sobre Amsterdã, a capital holandesa que conheci na última semana e o título do post seria “Amsterdã, cuidado bicicleta!”. Sim, é verdade nunca me senti mais ameaçada por uma bicicleta do que em Amsterdã… A quantidade de ciclistas e a velocidade com que atravessam a cidade, que por sinal é toda atravessada por ciclovias, me espantou de uma tal forma que passei a tomar muito mais cuidado por não estar ocupando uma “ciclovia” do que uma “rodovia”. Foi sim uma esperiência fantástica a de tirar uns dias de férias na  na Holanda, um país que fica aqui do lado, mas o qual eu nunca tinha realmente “de perto” experimentado. Os canais, as vacas soltas, a liberdade dos ciclistas me encantaram muito! Já planejo voltar no verão do ano que vem.

Agora o que ocupava tão intensamente os meus pensamentos que provocou a explosão das palavras escritas são as pessoas com o diagnóstico “ASS” /”ASD” ou melhor em português: Transtornos do espectro do autismo, com os quais me ocupo profissionalmente, mas com tanta paixão que algumas vezes, mesmo chegando em casa, meus pensamentos permanecem com eles.   Há tempos sinto que uma boa parte do meu coração pertence aos autistas. Não sei explicar o por quê, mas hoje depois de meses me ocupando intensamente com as necessidades especiais de alguns seres humanos portadores do “Autismo”, me sinto imensamente tocada e mergulhada no mundo destas pessoas tão sensíveis e especiais. Procuro intensamente entender a lógica das suas opções para favorecer-lhes  segurança e assim poderem se expressar  através das palavras ou dos gestos. Uma vez que se sentem compreendidos, transportam tanta paz através dos olhos que me sinto “de bem” com o mundo todo. Tenho que agradecer muito à vida por me proporcionar tomar parte da rotina diária de algumas pessoas portadoras de autismo, pois me sinto absolutamente realizada ao contribuir para que eles tenham acesso à certa qualidade de vida apesar da muralha que se interpõe entre nossos mundos.

 

Beijos ♥

 

O preconceito, a ignorância, a hipocrisia e a violência andam de mãos dadas…

Terça-feira, Setembro 18th, 2018

e me causam repulsa e medo ao mesmo tempo. Há tempos que minhas teclas andam paralisadas até porque as palavras me fogem quando gostaria de expressar o meu espanto, a minha desilusão e sobretudo o medo que me causa o contexto político que assola o Brasil. Sim vivo anos fora do país onde nasci e cresci, mas do qual nunca consegui ou planejei me afastar. Novamente, quase que às vespéras das eleições presidenciais posso entender que a população brasileira está desesperada por soluções rápidas para o colapso ecônomico e social que a atinge. contudo uma solução mágica para os problemas seculares não existe. A  violência da desiguladade social que assola  o país de ponta a ponta jamais será substituida por “ordem e progresso” através de discursos hipócritas e medidas superficiais. As feridas da colonização portuguesa, do imperialismo e do neo-liberalismo estão abertas e sangram. É muito simples culpar os últimos governos pelo caos que se instalou no contexto sócio-econômico-político brasileiro. E a crença de que um governo autoritário, ignorante, violento e preconceituoso irá tirar o país deste caos é absurdamente ingênua. É realmente muito triste observar que uma boa parcela da população do Brasil planeja apoiar mais vez um candidato à presidência que está aberta e literalmente blefando. Jamais na História da Humanidade a injustiça e a violência social foram exterminadas como um passo de mágica, de cima para baixo- através de discursos vazios, preconceituosos e violentos. O Brasil necessita de projetos sociais – que se concretizem. A população marginalizada precisa ter acesso à educação, à saúde, ao emprego. Os impostos devem ser obrigatoriamente retornados à benefícios para a população e não para uma minoria hipócrita – cercada por fios elétricos e seguranças – privilegiada à séculos. O povo brasileiro necessita urgentemente se conscientizar de que a classe política existe para trabalhar em prol da população e não a servir-se de benefícios ou privilegiar grupos econômicos, os quais sempre usaram a máquina do Estado para cavar permanentemente o fosso entre as classes socias.

Estou muito transtornada e perplexa para escrever mais. A esperança de que a sensatez se sobreponha em outubro nas urnas brasileiras – é a última que morre.

 

Beijos,

ótima semana ainda!

 

“Como nossos pais”

Quinta-feira, Agosto 16th, 2018

Hoje vivenciamos um dia extraordinário de verão. A natureza nos presentea bondosamente o calor do sol e na medida certa. Nossos corpos e almas podem simplesmente se deleitar na delicia do céu azul e se embalsamar nos sons da natureza. Sou grata ao universo pelo bálsamo de poder me misturar nesta calmaria de tons fascinantes. Apenas o contraste da minha alma cinza dolorida pela dor da minha cria sobressalta-se ao espetáculo natural e sensacional que o dia apresenta. Desde que me tornei mãe e acredito que este seja um fênomeno natural à maioria das mães e talvez de pais também… Não sei… Afinal nunca fui pai… As dores dos nossos filhos nos massacram muito mais que as nossas próprias. As nossas dores passam a não ter muita importância, seja qual for a intensidade delas. No entanto, as dores dos filhos nos atravessam de tal forma que podem nos tirar, literalmente, dos trilhos. E hoje foi um desses dias, nos quais eu sai dos trilhos para defender a integridade da minha criança que decidiu a aproximadamente três anos não ser mais criança e a se aventurar nas alegrias e decepções de amores. Estes amores que nós próprios buscamos um dia e também naqueles tempos preocupávamos nossos pais e não conseguíamos muito bem entender suas angústias, preocupações… E a dificuldade de se ouvir o “eu avisei”…

“Me diz porque que o céu é azul… me explica a grande fúria do Mundo…”

Agora depois de tantos anos e considerando minhas próprias crias… evito ou tento evitar  o “eu avisei” até porque não diminui em nada a dor de uma decepςão que dilacera ou o receio de consequências de atos inconsequentes. As tentativas para suavizar as dores e os medos dos filhos me parecem como as ações de Dom Quixote… Colossais e ineficientes e o quanto é doloroso vivenciar os filhos crescendo não apenas com seus acertos, mas sobretudo com os seus erros. Como é difícil não ser capaz de conter as experiências negativas que dilaceram em alguns momentos a vida de nossos filhos. E como é quase insuportável a dor de observá-los através da amargura de decepções. Me resta hoje, neste momento… Apenas aceitar as regras da escola da vida: Elas são severas, mas eficientes. Se aplicam  também  aos nossos filhos independentemente de nós e nossos pais…

Beijos