Archive for the ‘História’ Category

Brasil mostrando a sua cara

Quarta-feira, Maio 30th, 2018

Mesmo que quisesse me alienar, já que estou a 10.000 kms de distância física do Brasil, eu não poderia! Através dos meios de comunicação paralelos é interessante manter-se informada, bisbilhotar e de alguma forma  participar deste  momento econômico, político e social tão importante na História do nosso país!

Acompanhei também o movimento “Fora Dilma” e me perguntava o porque a parcela da população que promovia este momento acreditava que os problemas do país como que um “milagre” – apenas trocando os atores – seriam resolvidos. Eu tenho o privilégio de poder observar tudo de fora do país, mas ao mesmo tempo sinto um certo peso na consciência por não estar sofrendo com o caos instalado no país que amo tanto! Por circunstâncias da vida e não para fugir dos problemas  estou vivendo fora do Brasil desde 2000, até porque acredito que o “paraíso” não se encontra neste planeta. Em qualquer lugar que se esteja a luta diária de pessoas honestas, socialmente e ecológicamente comprometidas é árdua!

A paralização dos caminhoneiros no âmbito nacional está expondo abertamente as feridas do povo brasileiro e afetando a comodidade das classes privilegiadas. O momento atual é muito interessante e positivo. Percebo as pessoas se conscientizando dos seus direitos e falando abertamente sobre as suas prioridades, independentemente de partidos ou ideologias. Infelizmente muitos ainda acreditam em “milagres” e agora pregam  a substituição de “Temer e sua equipe administrativa” pelos militares. Ainda não entenderam que simplesmente “trocar personagens” não abala a estrutura decadente de 518 anos. As pessoas que clamam por intervenção militar  não conhecem o significado de expressōes como Socialismo e Comunismo. Suas convicções refletem a ignorância de uma parcela  da população vítima do sistema carrasco que se instalou no país desde a chegada dos portugueses no Brasil. Um sistema que sempre privilegiou àqueles que têm acesso à Educação e à informação  de qualidade.

O processo de mudança estrutural é lento e doloroso, mas necessário! Sob a minha ótica pessoal, o povo já pagou esta conta! É hora da classe política e da economicamente privilegiada pagarem as parcelas que os tocam!

 

Beijos com carinho!

Impressões do leste

Domingo, Outubro 25th, 2015

ou da Alemanha – aquém do Muro (de Berlim, de mentalidades, tradições e superstições).

No último fim de semana eu estava realmente livre e feliz com a perspectiva de uma semana de férias e uma breve viagem para o leste do país. Meu interesse por àquela parte do país é antiga e eu estava empolgada por, enfim, conhecer um pouco mais da Alemanha lotada de resquícios de quarenta anos de socialismo e isolamento do ocidente. Minha aventura iria desta vez para 245 quilômetros aquém de Berlim. Eu conheceria o coração de Sachen e três de suas principais cidades:  Chemnitz, Dresden e Leipzig.

Minha curiosidade por pentencer por algumas horas à vida, História e cultura da região era enorme e valeu a pena o cansaço da ida através de horas intermináveis de trem, mas por um preço ( promoção) sensacional – 29 Euros para 3 pessoas e o stress da volta dirigindo por quase 5 horas.

Sim, uma sucessão de aventuras, eu vivencie nesta última semana e no momento me sinto cansada e despreparada para voltar amanhã à rotina de trabalho, mas toda nova experiência acrescenta e por isso sempre compensa.

No meu primeiro dia completo em Sachen visitei Chemnitz – o nome novo para a terceira maior cidade do estado, a qual chamava-se antes da reunificação Karl Marx Stadt. O trânsito tranquilo mesmo no centro  foi a primeira surpresa positiva que tive da cidade. Os  prédios quadrados e antigos localizados entre largas vias me jogaram para o passado que já observei muitas vezes em fotos da ex RDA. Achei muito engraçado encontrar ao mesmo tempo a marca principal da cidade – o rosto de Marx esculpido em pedra e um pequeno restaurante turco, onde serve-se, naturalmente, a especialidade  mais popular na Alemanha – o Döner Kebab. Bastante exótico! Não pude deixar de pensar se Marx gostaria de Döner, se tivesse a chance de experimentar o sanduíche turco.

Observei também a discrição mais acentuada dos estrangeiros que transitavam pelas ruas desta cidade. Sente-se um certo peso na atmosfera e pode-se observar certo medo e insegurança nos olhos de pessoas com pele mais escura ou das mulheres envoltas em suas vestes muçulmanas. O que, infelizmente, é compreensível, considerando o grande tema “refugiados” e etc, tão negativamente em pauta no país, cujas manifestações  mais radicais ocorrem justamente na cidade que visitei no dia seguinte – Dresden.

Como principal adjetivo para Dresden penso no termo: Fascinação! Muita História, arte, cultura e beleza em muitas esquinas! Para a minha alegria, meu dia em Dresden foi fantástico e embriagente de beleza e harmonia entre culturas, arquiteturas, passado e presente.

A terceira cidade que planejei visitei pelo seu peso histórico foi Leipizig. Para não perder tempo fui passear de ônibus através da cidade, com as crianças, outros turistas e um guia muito simpático e bem informado, o qual nos mostrou muitos cantos da cidade e nos contou muitas histórias atrás das fachadas de prédios, vilas e apartamentos que compõem o grande centro da cidade, a qual tem, segundo o guia, um número maior de habitantes do que a capital do estado – Dresden.

No meu último dia de leste estive novamente no centro histórico mais efervecente do país – Berlim. Queria muito contagiar minhas filhas com a História do próprio país. Não sei ainda se tive algum sucesso…

Hoje, de volta para o aconhego de casa e as preocupações com a volta ao trabalho, concluo que estive poucas horas no leste para tantas informações e impressões. Preciso voltar num dia destes…

Beijos e uma semana

sensacional para vocês, para todos nós!

Ps. Fotos, talvez amanhã ou depois…

Os restos do Muro de Berlim

Sexta-feira, Julho 24th, 2015
Para saber mais: O Paraíso sem Bananas!

Para saber mais: O Paraíso sem Bananas!

Estudo: a divisão do território alemão e suas consequências ainda perduram.

25 anos após a reunificação da Alemanha, as diferenças do estilo de vida entre os alemães do leste e do oeste tornaram-se amenas em muitos aspectos. No entanto, por questões estruturais uma completa unidade entre a ex RDA (socialista) e a RFA (capistalista) nunca será concretizada.

Segundo o Instituto Berlinense de povoamento e desenvolvimento, com relação à taxa de natalidade, educação formal e condições ambientais não existe mais diferenças marcantes entre o leste e o oeste, porém quanto aos temas: Desenvolvimento populacional, robustez ecônomica, bens, herança ou na agricultura – as diferenças são visíveis.

No leste vivem mais solteiros, menos voluntários e maior evasão escolar. No oeste, uma a cada quatro crianças frequentam a pré-escola antes dos 3 anos. No leste mais da metade. Uma a cada 3 crianças recebem orientação religiosa no oeste. No leste uma a cada oito.

Segundo esta mesma pesquisa – quanto ao tema imigração – a Alemanha também está dividida. A tolerância para o fênomeno no leste é menor que no oeste e radicalismos de direita são mais frequentes na região leste do país.

Os alemães do leste vão raramente para as urnas e têm salários mais baixos. Possuem rendimento bruto estagnado há anos com margem de 25% inferior aos alemães do oeste. Também a produção nas empresas, após um rápido crescimento nos primeiros anos de unificação, atualmente não se aproxima das taxas do nível  ocidental.

Mas afinal onde estão as semelhanças entre o leste e o oeste?

  • As mulheres têm o mesmo número de filhos
  • Mães que trabalham (fora de casa) são bem vistas em ambos os lados
  • todos têm acessos à todos os programas de televisão
  • o telefone é acessível em todas as partes

Uma notícia conclusiva: o fluxo de migração do leste para o oeste foi estancado.

 

Tradução resumida do artigo “Was Ost und West noch trennt” – Rhein-Hunsrück-Zeitung, em 23.07.2015. As informações da pesquisa do Intituto berlinense foram divulgadas por seu diretor:  Reiner Klingholz.

 

 

Beijos e

um lindo dia!

 

Fragmentos de acontecimentos…

Sexta-feira, Maio 1st, 2015
Experiências Reais de quem sobreviveu à Segunda Guerra Mundial

Relatos autênticos.

Já se passou quase uma semana desde que, pela primeira vez em minha vida, fiz questão de comemorar com alguns bons amigos e conhecidos o meu aniversário. Foi uma festa simples, mas penso que bastante agradável para todos nós! Os motivos que me levaram a vencer a barreira da timidez e das dificuldades para me reunir com as pessoas e estar no centro das atenções vão muito além do aniversário.

Eu me senti na obrigação de agradecer ao universo e seu criador por  esta sensação de  felicidade, sobretudo por me encontrar em plena estabilidade física, psíquica e emocional apesar das cinco décadas bem vividas, por minhas filhas e por estar quase sempre motivada para aprender e enfrentar novidades e desafios.

Algumas vezes me sinto bastante cansada por tantas horas de concentraςão na escola, no trabalho, no trânsito, mas um dia como este de preguiςa me ajuda bastante a recuperar a energia para os próximos dias difícies e estressantes.

Sem mais lamurías, através deste post, gostaria também de compartilhar com vocês que neste encontro com amigos,

Wera e Irene, maravilhosas Testemunhas do Tempo passado e presente!

Maravilhosas Testemunhas do Tempo passado e presente!

apresentei oficialmente o meu novo projeto Histórico-Literário. E estou realmente contente pela tarefa cumprida. Sinceramente, concluir este projeto sem grandes gastos foi um enorme desafio. Me enveredei por caminhos desconhecidos desde a diagramação, ilustração até o layout de capa. Para não correr o risco de ter livros empilhados pelo apartamento e a preocupação com vendas – optei pelo caminho “on Demand”, até porque não tenho nenhuma obrigação com o mercado. Meu compromisso em terminar este projeto era sobretudo com minhas testemunhas, meus amigos e comigo mesma.

Sim, me sinto em dia com minhas promessas em transmitir na língua portuguesa os relatos das pessoas que se prontificaram a conversar comigo sobre suas experiências de fuga, de medo, frio, fome e guerra. O cotidiano de pessoas muito especiais que não optaram pela guerra, mas enfrentaram com coragem as consequências amargas da destruição e atualmente contribuem decisivamente para que a Alemanha seja um país mais tolerante e justo, independentemente de raças e credos.

Altura e simpatia: minha única Testemunha masculina.

Altura e simpatia: minha única Testemunha masculina.

Beijos e

lindo fim de semana!♥

Um novo projeto histórico-literário

Sábado, Abril 4th, 2015
Alemanha - Tempo, História, Extremo.

Alemanha – Tempo, História, Extremo.

Me sinto muito feliz em poder compartilhar com vocês nesta manhã, infelizmente, nada ensolarada de primavera que em alguns dias meu segundo e provavelmente último projeto histórico-literário estará saindo da editora. Estive trabalhando nele já há três anos, porém andei correndo contra o tempo nestes últimos dias para poder apresenta-lo no fim deste mês, quando então vou comemorar também com meus amigos o meu aniversário. Sem planejar muito vou acabar combinando  este acontecimento muito agradável para mim com um nem tanto agradável assim. É lógico que não é fácil para uma mulher sentir, divulgar e sobretudo comemorar 50 anos de vida. Por outro, quando penso em 50 anos de vida, me sinto na obrigação de estar contente e sobretudo agradecida ao Criador por chegar até aqui saudável e ter tido a oportunidade de viver intensamente cada ano deste meio século. Cresci rodeada não por luxo, mas por pessoas muito carinhosas, educadas e com fortes princípios. Princípios estes que trouxe na bagagem dos anos e procuro vivencia-los a cada dia também com minhas filhas. Elas são o maior presente de aniversário que eu poderia ganhar. Minhas filhas são a minha melhor parte e estou feliz em estar viva, saudável e otimista quanto ao nosso futuro.

Na verdade, neste post não pretendia falar de mim, mas sim do meu mais recente projeto histórico-literário. Sem pretensões comerciais trabalhei neste projeto com muito carinho e estou contente por, enfim, poder publicar que eu o aprontei e poderei compartilhar com vocês: Fragmentos de Memórias AutorizadasHistórias Reais de quem sobreviveu à Segunda Guerra Mundial.

Aqui você pode clicar para conhecer a capa e contra-capa do livro, através do qual você pode se interar de forma exclusiva da rotina de vida, em tempos de guerra, de pessoas muito especiais. São informações compartilhadas sob perspectivas individuais – simplesmente autênticas e emocionantes.

O livro está sendo editado apenas sob encomenda. Se você tiver interesse em conhecê-lo me avise por gentileza!

 

Beijos e

lindo fim de semana de primavera, outono

inverno ou verão!♥

 

Quando o Brasil foi tomado pela Ditadura: vale a pena saber!

Quarta-feira, Março 12th, 2014

"...Brasil de um sonho intenso, um raio vívido..."

Marςo de 1964.

Autor: Frei Betto em 07.03.2014

Em 1964 eu morava no Rio, em um “apertamento” na esquina das ruas Laranjeiras e Pereira da Silva. Ali se instalavam os jovens dirigentes da JEC (Juventude Estudantil Católica) e da JUC (Juventude Universitária Católica), movimentos da Ação Católica. Ali se hospedavam, com frequência, os líderes estudantis Betinho, Vinicius Caldeira Brant e José Serra.

Eu havia ingressado no curso de Jornalismo na Universidade do Brasil (atual UFRJ) e, entre meus professores, se destacavam Alceu Amoroso Lima, Danton Jobim e Hermes Lima. À direita, Hélio Vianna, professor de história, cunhado do marechal Castelo Branco.

Desde que cheguei ao Rio, vindo de Minas, o Brasil vivia em turbulência política. Despertava o gigante adormecido em berço esplêndido. Tudo era novo sob o governo João Goulart: a bossa, o cinema, a literatura…

A Sudene, dirigida por Celso Furtado, aliada ao governador de Pernambuco, Miguel Arraes, redesenhava um Nordeste livre do mando coronelístico de usineiros e latifundiários. Francisco Julião defendia as Ligas Camponesas, que lutavam por reforma agrária. Paulo Freire implantava, a partir de Angicos (RN), seu método de conscientização política dos pobres através da alfabetização. Gestava a pedagogia do oprimido.

No Sul, Leonel Brizola enfrentava os monopólios estrangeiros e defendia a soberania brasileira. Marinheiros e sargentos do Exército se organizavam, no Rio, para reivindicar seus direitos.

Verás que um filho teu não foge à luta”. Porém, os filhos não tinham suficiente lucidez para perceber que, desde a renúncia do presidente Jânio Quadros, em 1961, vinha sendo chocado, pelas classes dominantes, o ovo da serpente…

A embaixada estadunidense, ainda instalada no Rio, e tendo à frente Lincoln Gordon, movia-se à sombra para atiçar os militares brasileiros – muitos deles treinados nos EUA – contra a ordem democrática (vide “Taking charge: the Johnson White House Tapes – 1963-1964”, de Michael Beschloss).

Quem conhece a história dos golpes de Estado na América Latina sabe que todos foram patrocinados pela Casa Branca. Daí a piada: nunca houve golpe nos EUA porque não há, em Washington, embaixada ianque…

Os EUA, inconformados com o êxito da Revolução Cubana em 1959, temiam o avanço do comunismo na América Latina. O presidente Lyndon Johnson (1963-1969) estava convencido de que o Brasil era tão vulnerável à influência soviética quanto o Vietnam.

Rios de dinheiro foram destinados a preparar as condições para o golpe de 1º de abril de 1964. Para os pobres, que tanto ansiavam por reformas estruturais (chamadas na época de “reformas de base”, e até hoje não realizadas), os EUA ofereciam as migalhas das cestas básicas distribuídas pela Aliança para o Progresso. O empresariado se articulava no IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática) e no IPES (Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais).

Os EUA sequer admitiriam que o Brasil se tornasse como o Egito de Nasser, um país independente das órbitas ianque e soviética. Navios estadunidenses da Operação Brother Sam rumavam em direção aos nossos portos.

Jango convocou o megacomício de 13 de março de 1964, na Central do Brasil. Eu queria estar lá, mas padre Eduardo Koaik (mais tarde bispo de Piracicaba, SP, e colega de seminário de Carlos Heitor Cony) decidiu que aproveitaríamos o feriado para um dia de estudos da direção nacional da JEC, da qual eu fazia parte, em Itaipava (RJ).

Em 29 de março, com passagem cedida pelo Ministério da Educação (leia-se: Betinho, chefe de gabinete do ministro Paulo de Tarso dos Santos), embarquei para Belém. Na capital paraense, o golpe militar me surpreendeu dia 1º de abril de 1964. Custei a acreditar que o presidente Jango, constitucionalmente eleito, havia se refugiado no Uruguai.

Aguardei a tão propalada reação popular. O PCB (Partido Comunista Brasileiro), com quem a JEC mantinha alianças na política estudantil, garantira que, em caso de golpe, Prestes havia de convocar milhares de trabalhadores em armas.

A Ação Popular, movimento de esquerda oriundo da Ação Católica, prometia mobilizar seus militantes para defender a ordem democrática.

Esperei em vão. Reações isoladas, inclusive de altos oficiais das Forças Armadas, foram logo abafadas sem necessidade de um só disparo de arma de fogo. E ninguém acreditava que a ditadura duraria, a partir de 1o de abril de 1964, 21 anos.

Texto publicado na íntegra, o  qual me foi gentilmente enviado por Mozart V. Cortez.

Obrigada querido primo!

Beijos e linda semana ainda para todos vocês que me visitaram!


As bolinhas de gude de Anne Frank

Sexta-feira, Fevereiro 7th, 2014

Os fatos são sonoros. O que importa são os silencios por trás deles. Clarice Lispector

foram encontradas.

Anne Frank foi uma menina que se tornou conhecida, mundialmente, através de seu diário. Neste diário ela escreveu o que estava vivenciando durante a Segunda Guerra Mundial. Ela e sua família por serem judias foram obrigadas a fugir da Alemanha por causa da perseguição  dos nazistas, os quais naquele período ocupavam o poder. Os nazistas perseguiram implacavelmente os judeus e todas as pessoas que consideravam “lebensunwertem”- “indignos para viveram”, entre Elas estavam também  os ciganos, os homossexuais, os deficientes físicos ou doentes mentais e os encaminhavam para os campos de concentraςão, onde morriam sufocados por gases que escapavam das “duchas”.

Anne e seus pais tentaram fugir dos nazistas e se esconderam por longo tempo em porões ou casas abandonadas. Quando Ela tinha treze anos, viveu em Amsterdã, a capital da Holanda. Lá Ela presenteou uma amiga, que morava na vizinhança, uma caixinha de alumínio. Esta caixinha deveria ser guardada por sua amiga, já que Ela tinha que novamente fugir. Nesta caixinha encontravam-se suas bolinhas de gude.

No entanto, antes que Anne fugisse com sua família para um novo esconderijo, os nazistas os encontraram. Anne foi assassinada.

Sua amiga, para a qual Anne presenteou sua caixinha de alumínio, tem hoje oitenta e três anos e se chama Toosje Kupers. Durante muitos anos Ela manteve a caixinha no fundo de um armário e a esqueceu completamente. Porém, recentemente, ao desvaziar os armários porque teve que mudar-se da casa, redescobriu a caxinha.

Toosje levou a caixinha de Anne para o Museu Anne-Frank, em Amsterdã. O museu foi organizado na casa onde Anne, naquele tempo, se escondeu com sua família.

Tradução – fonte: Kindernachrichten, Rhein-Hunsrück-Zeitung, 05.02.14

Ps. Mais um bom motivo para se visitar Amsterdã, não é mesmo?

Beijos e um final de semana maravilhoso!

Velhas, mas explosivas:

Sábado, Janeiro 11th, 2014

Cuidado: granadas.

"Quem não conhece o passado, não pode entender o presente."

Em uma construção, numa cidade próxima daqui:  Euskirchen, mais um fato nos trouxe de volta fragmentos  da  Segunda Guerra Mundial. O motorista de um dos tratores que ali trabalhava – morreu e treze pessoas ficaram feridas,  por causa da explosão de mais uma bomba que foi jogada sobre a região, nos dias  de  guerra. Infelizmente, estas bombas que se chamam “Blindgänger”- bombas que não explodiram – são encontradas, frequentemente, em regiões que foram alvos específicos da forςa aliada, por exemplo – as regiões paralelas ao Rio Reno e Rio Ruhr. Ainda hoje, escondem-se, no coração da terra muitos exemplares deste tipo de bomba. Todos os anos especialistas procuram estes resquícios da guerra para desarmarem estas velhas, porém, altamente explosivas bombas, antes que  causem danos materiais e, principalmente, humanos. Nesta procura, antes, são analisadas as fotos antigas para a identificação das áreas que estiveram, com maior intensidade, na mira dos pilotos americanos, franceses ou ingleses. Em muitos casos, os especialistas encontram estas bombas antes dos moradores  e as desarmam, graças ao conhecimento e recursos técnicos que adquiriram. Em  alguns casos Eles optam por  “explosões controladas”, as quais são muito bem organizadas, inclusive com o evacuamento de quarterões completos de cidades. Infelizmente, quantas bombas ainda estão escondidas no subsolo deste país, os especialistas não podem informar.

Artigo traduzido da coluna: Notícias para Crianças, Rhein-Hunsrück-Zeitung, em 04.01.2014

Bem, para você, especialmente, um pouco de História Alemã no fim de semana, afinal… saber é sempre bom!

Beijos.

Balanςo do terror – Pogrom

Domingo, Novembro 10th, 2013

Estrela negra - para os ciganos - identificaςão em tempos de guerra.

Na noite de 09 para 10 de novembro de 1938 sinagogas judaicas são incendiadas por toda a Alemanha. O balanςo “oficial” do terror pode-se  traduzir através dos números:

  • 91 mortos,
  • 267 igrejas e casas comunitárias são destruídas e
  • 7500 casas comerciais são destruídas

No entanto segundo informaςões do Museu de História Alemã mais de 1300 pessoas morreram nesta noite e mais da metade das sinogogas ou casas de oraςão foram semi ou totalmente destruídas em toda a Alemanha e Áustria. No dia 10 de novembro foram transportados mais de 30.000 judeus para campos de concentração. Como pretexto para a “ira expontânea do povo”, os nacionais socialistas usam o assassinato do secretário da delegação alemã – Ernst vom Rath – no consulado de Paris pelo jovem Herschel Grynszpan, o qual – segundo os nazistas – através desta ação pretendia chamar a atenção  para a causa  dos 17.000 judeus, entre Eles seus pais, que foram deportados para a Polônia.

O regime nazista declarou cinicamente que a aςão “Pogrom” ou Noite dos Cristais referiu-se à uma reaςão justa e a indignação do povo alemão como compreensível, a qual signalizaria a despedida das atividades comerciais judias em território alemão. Paralelamente outras privações, expropriaςões e a propaganda em  torno do “arianismo”tinham como objetivo específico movimentar os judeus para emigrarem-se.  A propósito, depois do Pogrom “Público” de novembro/1938 a perseguiςão aos judeus adquire um novo caráter – a eliminação silenciosa. (…)

Fonte: Rhein-Zeitung Nr. 260

Beijos e linda semana apesar dos pesares!

Aqui um link muito interessante para consultas, sobre o qual me chamou a atenção minha querida Sandrinha Santos


Londres e seu charme me aguardam!

Terça-feira, Setembro 17th, 2013

"...Desde que o vento me opõe resistência velejo com todos os ventos."

Logicamente com bastante expectativa estive hoje medindo a minha pequena bagagem de mão – segundo a companhia aérea as medidas não podem exceder a 55 cm x 40 cm x 20 cm e o peso absolutamente restrito a 10 kg. Esta foi a minha menor preocupação já que minha estadia na charmosa capital britânica se restringe a dois dias. Infelizmente minha pequena mala ainda  está vazia, mas minha apresentação em power point no espaςo que será  gentilmente cedido para mim no I Encontro Mundial de Escritores Brasileiros está devagar tomando silhueta. Difícil é se ater a doze minutos,  considerando tanto a explicitar e sobretudo meu próprio entusiasmo em apresentar para convidados tão interessantes e intelectualizados o meu livro. Sim,  O Paraíso sem Bananas está viajando para Londres para juntar-se à outras tantas obras artísticas e literárias sensacionais reunidas num grande evento denominado Focus Brasil. Sem dúvida, uma grande oportunidade para brasileiros espalhados por todo o mundo para divulgarem seus trabalhos e compartilharem de uma miscelânia apetitosa de prosa, poesia, crônica, relatos, fatos, imagens, indagações, afirmações, mundos de verdades e de mentiras.

Como eu me interei deste interessante Encontro até é fácil esclarecer, mas o porque realmente me senti interessada por Ele – não sei. Abandonar minhas responsabilidades, minha família, meus coelhos, minha pequena e aconchegante Mermuth  não é simples. No entanto a aventura que o desconhecido significa me atrai terminantemente. Espiar outras esquinas, ouvir outros sons, sentir outros cheiros, ler outras placas me impulsionam algumas vezes ao caos emocioanal, mas me fortalecem na busca do meu aperfeiçoamento individual enquanto pessoa do Mundo. Talvez exatamente esta necessidade de ir além das fronteiras, combinada com as possibilidades do destino, me tirou do magnetismo das montanhas de Minas Gerais. Hoje estou aqui plantada em território germânico, mas dentro das possibilidades em conexão com o mundo, com o universo. Contudo minha aventura Londrina esteve por várias vezes quase comprometida até que minha participação neste grande evento fosse oficialmente confirmada e até vinte quatro horas atrás estive me questionando se deveria voar ou não, pois me procurando na agenda de trabalho do dia 20 não me encontrei, automaticamente não teria mais compromisso com o Evento. Mas, de novo procurei averiguar o porquê da minha ausência e fui atendida por duas grandes  Pessoas e Profissionais – Sônia, escritora e diretora da ACIMA e professora Else Vieira, também escritora e principal responsável pela organização do Encontro. Me senti hoje com a necessidade de agradecê-las publicamente pelo apoio e carinho que me dispensaram ao tomarem conhecimento da não inclusão oficial do meu nome na agenda e publicidade on-line. Para mim o ocorrido significou mais uma oportunidade de apredizagem, tolerância e a constatação de que estarei em breve conhecendo pessoalmente outras Pessoas bastante especiais, principalmente Sônia e Professora Else. Me alegro agora por poder passar algumas horas em Londres, vivenciar na pele seu charme e mistério! Me alegro em conhecer tantos brasileiros envolvidos e entusiasmados por nosso idioma, nossa cultura, nossos contrastes! Me alegro por apresentar meu trabalho num Ilha tão interessante! Me alegro por mais esta oportunidade de aprendizagem e crescimento!

Beijos, até mais

e provavelmente meu próximo post terá como título: Uma caipira em Londres.