Archiv für die Kategorie „viagem“

Autistas são (também) pessoas maravilhosas!

Samstag, 29. September 2018

Na verdade eu gostaria de escrever sobre Amsterdã, a capital holandesa que conheci na última semana e o título do post seria „Amsterdã, cuidado bicicleta!“. Sim, é verdade nunca me senti mais ameaçada por uma bicicleta do que em Amsterdã… A quantidade de ciclistas e a velocidade com que atravessam a cidade, que por sinal é toda atravessada por ciclovias, me espantou de uma tal forma que passei a tomar muito mais cuidado por não estar ocupando uma „ciclovia“ do que uma „rodovia“. Foi sim uma esperiência fantástica a de tirar uns dias de férias na  na Holanda, um país que fica aqui do lado, mas o qual eu nunca tinha realmente „de perto“ experimentado. Os canais, as vacas soltas, a liberdade dos ciclistas me encantaram muito! Já planejo voltar no verão do ano que vem.

Agora o que ocupava tão intensamente os meus pensamentos que provocou a explosão das palavras escritas são as pessoas com o diagnóstico „ASS“ /“ASD“ ou melhor em português: Transtornos do espectro do autismo, com os quais me ocupo profissionalmente, mas com tanta paixão que algumas vezes, mesmo chegando em casa, meus pensamentos permanecem com eles.   Há tempos sinto que uma boa parte do meu coração pertence aos autistas. Não sei explicar o por quê, mas hoje depois de meses me ocupando intensamente com as necessidades especiais de alguns seres humanos portadores do „Autismo“, me sinto imensamente tocada e mergulhada no mundo destas pessoas tão sensíveis e especiais. Procuro intensamente entender a lógica das suas opções para favorecer-lhes  segurança e assim poderem se expressar  através das palavras ou dos gestos. Uma vez que se sentem compreendidos, transportam tanta paz através dos olhos que me sinto „de bem“ com o mundo todo. Tenho que agradecer muito à vida por me proporcionar tomar parte da rotina diária de algumas pessoas portadoras de autismo, pois me sinto absolutamente realizada ao contribuir para que eles tenham acesso à certa qualidade de vida apesar da muralha que se interpõe entre nossos mundos.

 

Beijos ♥

 

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Férias, Mar e Cultura

Mittwoch, 26. April 2017

Nem sonhei tanto! Eu precisava apenas com muita urgência certa distância da rotina,a qual nos últimos meses esteve extremamente sobrecarregada de altos e baixos. Pensei o quanto seria bom a beira mar sentir o sol e a brisa batendo no rosto para esquecer os pesadalos dos últimos meses, mas a meteorologia não estava lá interessada nos meus planos e previa chuva no nordeste de Chipre.  Não prestei muita atenção na previsão pessimista e fui por isso presenteada pelo universo com lindos dias de sol e temperaturas super amenas às margens do nosso espetacular Mar Mediterrâneo de águas anis-turquis. E como se não bastasse os 20 graus diários acabei conhecendo e me surpreendendo com a graça da parte antiga de Famagusta – a segunda cidade mais movimentada da ilha.Famagusta é famosa por uma belíssima construção do período veneziano, a muralha que circunda a parte antiga da cidade. No que diz respeito à arquitetura, destaca-se também por uma igreja do mesmo período, convertida em mesquita depois da invasão pelos turcos otomanos.

Entre as construções históricas pudemos também conhecer  pequenos bazares, onde o profissionalismo turco na arte de vender não no deixou ir embora sem algumas sacolas de bons produtos a preços acessíveis. E para completar a deliciosa mistura de mar e cultura, pudemos visitar no fim da tarde as  Ruinas de Salamis https://es.wikipedia.org/wiki/Salamina- cidade romana antiga. Já sinto saudades da brisa e da história do Mediterrâneo!

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Uma caipira em Berlim

Dienstag, 25. Oktober 2016

A típica Alemanha cinza predomina lá fora. Folhas coloridas e outras já secas  cobrem de forma desordenada as calçadas e esquinas. Bandos de gansos selvagens e pássaros já buscam o aconchego do verão no sul do continente ou norte africano. Nós humanos, plantados nas nossas obrigações e rotina aqui ficamos, tentando desesperadamente nos acostumar com os dias escuros, curtos, nebulosos e úmidos. Nos apegamos ao aconchego da casa quentinha, às luzes extras das velas e nos alegramos  com a chegada, em algumas semanas, do tempo de advento – outra oportunidade para encher o ambiente de cheiro de canela, chocalate, pinhos e natal. Tive sorte de, neste meio tempo, poder fugir um pouco de dias pesados de trabalho e preocupações com os trabalhos e provas finais do meu novo curso profissionalizante. A pressão é grande, o desafio me parece algumas vezes mais poderoso do que minha capacidade física, psiquíca e intelectual. Assim, não pensei muito, e, aproveitando também a última semana de férias de outono das filhotas fui me aventurar pela capital alemã. Pela primeira vez tive que realmente estudar a lógica de funcionamento da rede de trens urbanos de Berlim. Fiquei com receio de não conseguir chegar ao Brandenburger Tor, perdida que estava entre linhas de trens em lilás, laranja, marrom, beje… e… caramba… num sistema circulatório de horários e anti-horários. Sacanagem! Não havia Google maps que realmente nos ajudaram no sistema de trens subterrâneos de Berlim. Contudo, com uma boa dose de calma e humor conseguimos interpretar o mapa de papel que guardei na bolsa com tanto cuidado quanto minha própria carteira. No final das contas, depois que se sabe parece mais uma brincadeira de criança andar de trem prá lá e prá cá com tikets para um dia completo que são bem mais econômicos do que os isolados.

 Berlim assusta e fascina ao mesmo tempo! Tanta História e curiosidades em cada esquina, cada prédio, cada monumento… Por outro lado, na correria de toda cidade grande os rostos desconhecidos, cansados e alguns becos onde a marca de pessoas que abandonaram as perspectivas de vida pode ser vista e sentida. A cidade grande me assusta, mas ao mesmo tempo me fascina. Já tenho planos de voltar prá lá e concretizar o sonho de observar Berlim e seus encantos sob a ótica do Rio Spree. Enquanto isso vivo cada dia em Hunsrück na batalha contra os desafios, os preconceitos, as maldições e bendições de uma vida de despatriada com saudades e preocupações com o nosso Brasil que parece que deixou de ser brasileiro desde que optou por uma linha política estranha, esquisita, que ninguém entende, aceita ou realmente rejeita. „Brasil! Mostra a sua cara…!“

Beijos!

Lindo fim de semana!

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„Pelos bailes da (alma) vida…“

Samstag, 6. August 2016

Num turbilhão de pensamentos me veio à cabeça, agora mesmo, o maravilhoso som de nosso grande Milton Nascimento e me percebi aberta para compartilhar algumas sensações, impressões e sentimentos, os quais me arrebataram nos últimos tempos. Faz bastante tempo que não encontro em mim  mesma qualquer motivação para escrever aqui… cansaço, desânimo, falta de tempo. Quando comecei, encurralada por circunstâncias pessoais, uma „quase“ que nova formação profissional numa escola alemã, sob um sistema dual, ou seja teoria e prática paralelamente eu não tinha ideia de que estava prestes a medir diariamente minha capacidade intelectual, emocional e física. Eu me sentia tão motivada e não sei exatamente porque não tinha dúvidas de que daria conta do recado. Me sentia forte contra todas as prováveis dificuldades para conciliar todos os desafios em função do idioma, minha idade, minhas responsabilidades de mãe, esposa, dona de casa, amiga, irmã, tia, conhecida, colega. O fato é que estando na reta final do meu curso me sinto de novo empolgada pelas conquistas (bastante áridas) dos dois últimos anos, mas entre um bismestre e outro tive sérias dúvidas se realmente conseguiria ir em frente. Me senti muitas vezes no meu limite. Nesta busca de descanso físico, psíquico e emocional embarquei com a família há algumas semanas para a Ásia. Fomos todos sedentos para a trópica Sri Lanka. Eu só queria colocar as pernas prá cima todos os dias a beira-mar, mas acabei impulsionada à novas aventuras pelo litoral e interior do país. Me admirei pela calma, educação e simpatia daquele povo de pele batida pelo sol, habitantes de uma ilha bem próxima ao Equador. Andando na confusão de pessoas e tráfico senti a convivência pacífica entre indus, cristãos, muçulmanos e budistas, os quais representam a maioria da população. Fui muito bem recebida nos dois templos que visitei, as pessoas me olhavam nos olhos e sorriam prá mim. Me senti um pouco intrusa naquele mundo de flores, incensos e abdicação. Observando a paciência e tolerância das pessoas num trem super lotado (trajeto Kandy – interior/ litoral) me senti envergonhada pela minha boa vida num país europeu, indo prá lá e prá cá no conforto do carro aquecido ou refrigerado e no silêncio daquelas pessoas ressoavam nossas reclamações mesquinhas por nada.

Uma coisa é certa, não voltei descansada das férias, mas contagiada pela beleza da ilha tropical que visitei e sobretudo pelos príncipios das pessoas que habitam esta pequena porção do paraíso.

Por falar em paraíso,  as imagens deslumbrantes do Rio de Janeiro e outras regiões do Brasil que chegam até nós em função dos jogos olímpicos me fizeram perceber que sinto uma saudade danada desta outra porção do paraíso. Ontem, assistindo a festa de abertura dos jogos me  peguei várias vezes com lágrimas nos olhos e como foi bom ouvir Tom Jobim, Jorge Benjor, assistir à espetáculos de luzes, sons, dança, cores, história e criatividade! Independente de Temers, Aércios, Dilmas e Lulas, eu gostaria tanto de sonhar com um Brasil de oportunidades para todas as pessoas de boa vontade! Gostaria também de sonhar com brasileiros  interessados em injetar energia  em causas sociais e não individuais e sobretudo a consientização de que cada um de nós é responsável por um país, um mundo livre de corrupção, pobreza e injustiça

Beijos e

lindo fim de semana!

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Sì l’Italia è la vita sono belle

Sonntag, 27. März 2016
Pisa fabulosa!

Pisa fabulosa!

Sim, a Itália e a vida são belas – principalmente quando se está de férias e em plena primavera! Nestes últimos dias tive o privilégio de recarregar as baterias de sol passeando pelo norte de um país encantador por sua beleza natural e histórica. Há tempos, me sinto atraída por conhecer La bella Italia, mas são raras as oportunidades para se fugir do corre corre do dia-a-dia e (paralelamente) conciliar os interesses da família com os próprios. Assim com muita sorte, nestas férias de páscoa, descemos para o sul e pudemos conhecer cidades encantadoras como Milão, Veneza e Pisa, sem gastar uma montanha de dinheiro, pois alugamos um pequeno apartamento nos arredores do centro de Milão e de lá, utilizando o transporte público (muito bom e em conta) da cidade fomos nos aventurar por esta cidade tão fascinante que tem muito mais a oferecer do que as vitrines de marcas famosas como Chanel, Gucci ou Rolex. Eu estava mesmo era interessada nos monumentos e vida cultural da cidade, as quais superaram todas as minhas expectativas. Fiquei encantada com a Catedral principal da cidade, conhecida por todos como a Duomo, um monumento em estilo gótico construído durante 400 anos e me senti como uma criança num parque de diversão ao andar sobre o seu telhado e poder ver de perto a Madonina, padroeira da cidade e ao mesmo tempo olhar os detalhes artísticos externos desta obra, na qual DaVinci participou. Atravessar e observar os detalhes da Galeria Vittorio Emanuelle II foi para mim uma grande sensação, assim como o super famoso teatro Scalla. Na verdade, gostaria de visitar cada canto de Milão, mas o tempo foi curto! Fomos de carro no terceiro dia de viagem para Veneza e achei a cidade mais linda e

encantadora do que havia imaginado! O céu azul num dia claro, ensolarado em contraste com os últimos meses cinzas da Alemanha numa cidade tão fascinante, me fizeram tão bem que me curei, repentinamente, de uma gripe encrustada de semanas! Por mim ficaria em veneza por dias a fio, mas desta vez ainda não foi possível, infelizmente. Depois de um dia tranquilíssimo na região do lago de Garda fomos conhecer Pisa e me surpreendi de novo com a beleza das ruelas, construções e monumentos que atravessamos e observamos antes de chegar à torre inclinada e lindíssima! Gostaria muito de ter subido até sua cúpula, mas de novo o tempo foi curto demais! Já planejei voltar à Itália, pois me surpreendi e me encantei não apenas com os monumentos e possibilidades culturais deste país, meio que primo nosso, mas também com a simpatia dos italianos… Eles foram tão gentis comigo e com o meu idioma próprio: uma mistura de português, espanhol e italiano!

Va bene!

Prego!

Amore tichau!

Ps: Aqui  uma super dica e lindas fotos para  você que quer saber mais sobre Milão.

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Impressões do leste

Sonntag, 25. Oktober 2015

ou da Alemanha – aquém do Muro (de Berlim, de mentalidades, tradições e superstições).

No último fim de semana eu estava realmente livre e feliz com a perspectiva de uma semana de férias e uma breve viagem para o leste do país. Meu interesse por àquela parte do país é antiga e eu estava empolgada por, enfim, conhecer um pouco mais da Alemanha lotada de resquícios de quarenta anos de socialismo e isolamento do ocidente. Minha aventura iria desta vez para 245 quilômetros aquém de Berlim. Eu conheceria o coração de Sachen e três de suas principais cidades:  Chemnitz, Dresden e Leipzig.

Minha curiosidade por pentencer por algumas horas à vida, História e cultura da região era enorme e valeu a pena o cansaço da ida através de horas intermináveis de trem, mas por um preço ( promoção) sensacional – 29 Euros para 3 pessoas e o stress da volta dirigindo por quase 5 horas.

Sim, uma sucessão de aventuras, eu vivencie nesta última semana e no momento me sinto cansada e despreparada para voltar amanhã à rotina de trabalho, mas toda nova experiência acrescenta e por isso sempre compensa.

No meu primeiro dia completo em Sachen visitei Chemnitz – o nome novo para a terceira maior cidade do estado, a qual chamava-se antes da reunificação Karl Marx Stadt. O trânsito tranquilo mesmo no centro  foi a primeira surpresa positiva que tive da cidade. Os  prédios quadrados e antigos localizados entre largas vias me jogaram para o passado que já observei muitas vezes em fotos da ex RDA. Achei muito engraçado encontrar ao mesmo tempo a marca principal da cidade – o rosto de Marx esculpido em pedra e um pequeno restaurante turco, onde serve-se, naturalmente, a especialidade  mais popular na Alemanha – o Döner Kebab. Bastante exótico! Não pude deixar de pensar se Marx gostaria de Döner, se tivesse a chance de experimentar o sanduíche turco.

Observei também a discrição mais acentuada dos estrangeiros que transitavam pelas ruas desta cidade. Sente-se um certo peso na atmosfera e pode-se observar certo medo e insegurança nos olhos de pessoas com pele mais escura ou das mulheres envoltas em suas vestes muçulmanas. O que, infelizmente, é compreensível, considerando o grande tema „refugiados“ e etc, tão negativamente em pauta no país, cujas manifestações  mais radicais ocorrem justamente na cidade que visitei no dia seguinte – Dresden.

Como principal adjetivo para Dresden penso no termo: Fascinação! Muita História, arte, cultura e beleza em muitas esquinas! Para a minha alegria, meu dia em Dresden foi fantástico e embriagente de beleza e harmonia entre culturas, arquiteturas, passado e presente.

A terceira cidade que planejei visitei pelo seu peso histórico foi Leipizig. Para não perder tempo fui passear de ônibus através da cidade, com as crianças, outros turistas e um guia muito simpático e bem informado, o qual nos mostrou muitos cantos da cidade e nos contou muitas histórias atrás das fachadas de prédios, vilas e apartamentos que compõem o grande centro da cidade, a qual tem, segundo o guia, um número maior de habitantes do que a capital do estado – Dresden.

No meu último dia de leste estive novamente no centro histórico mais efervecente do país – Berlim. Queria muito contagiar minhas filhas com a História do próprio país. Não sei ainda se tive algum sucesso…

Hoje, de volta para o aconhego de casa e as preocupações com a volta ao trabalho, concluo que estive poucas horas no leste para tantas informações e impressões. Preciso voltar num dia destes…

Beijos e uma semana

sensacional para vocês, para todos nós!

Ps. Fotos, talvez amanhã ou depois…

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Quênia – beleza e sofrimento!

Sonntag, 16. August 2015
"Was wir von der Sonne lernen sollten: Wenn sie kommt, dann strahlt sie."

„Was wir von der Sonne lernen sollten: Wenn sie kommt, dann strahlt sie.“

Depois de três semanas de férias aqui estou de novo quase que reintregada em minha cozinha e na rotina de vida „normal“. Preciso confessar que me sinto quase „nova em folha“, pois consegui, literalmente, folgar por vários dias longe do país, longe dos aparelhinhos tecnológicos e longe dos desafios que vinha encarando nos últimos meses. Desafios, os quais quando comparados ao nível de vida da maioria da população africana, me parecem muito banais.

Em minha temporada de férias do Quênia, consegui não apenas reabastecer minhas pilhas descarregadas, mas também conhecer e experimentar algo da beleza e do sofrimento daquele país banhado na sua porção leste pelo oceano índico e habitado no seu interior por animais imponentes e fascinantes como elefantes, girafas, zebras, leões e leopardos.

Nestes dias eu pedi silenciosamente licença para o resto do mundo e mergulhei na cultura, fauna e flora daquela porção do continente mais sofrido e explorado do planeta. Eu me senti  não apenas fascinada e absorta na riqueza e maravilha da vida marinha na área de  Diani Beach, mas também encantada pelas savanas e seus habitantes selvagens. Observei muitos templos naturais, os quais devem permanecer intocáveis por nós humanos.

Infelizmente a imponência da fauna e flora do país se contrasta com as paisagens urbanas e muitas de  suas ruas enlameadas, sem paralelepípidos ou calçadas, lotadas de lojas improvisadas em cabanas de chão batido. A caminho para os nossos paraísos encomendados na praia ou  Tsavo- Park observei centenas de pessoas magras e cansadas correndo, de um lado para o outro, na expectativa de garantirem de uma forma ou de outra o pão-de-cada-dia. Observei também muitas pessoas simplesmente estáticas em seus mundos, acostumadas com o caos e o rústico que as cercam.

Contudo, a alegria e a  simpatia da grande maioria das pessoas e principalmente das crianças que ousei encarar nos olhos são contagiantes. Não posso explicar, mas me senti de alguma forma meio que em casa, embora tão distante de Alemanha ou Brasil. Sem dúvida foi uma experiência singular, da qual jamais vou me esquecer. Por ali, me senti bem perto do paraíso e do seu criador.

 

Lindo domingo!

Beijos.

 

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Caipiríssima em Londres

Mittwoch, 25. September 2013

Londres – surpreendentemente ensolarada e colorida!

Sim, caipiríssima e sem exagero, fui conhecer na última semana um pouco da capital inglesa por três causas muito importantes:,

  • Para participar de um evento muito interessante, o  Encontro Mundial de Escritores Brasileiros – promovido pela Fundação Focus Brasil e sob a coordenação da nossa queridíssima  Professora Else Vieira
  • Para conhecer algo desta grande e super charmosa cidade européia, a qual, voando se localiza há apenas ca de 40 minutos do meu município;
  • Para superar o meu medo do idioma e de tudo que envolve uma cultura estrangeira.

O resultado desta minha aventura,   posso considerar como altamente positivo, mas para incentivar meus queridos leitores a se aventurarem pelo mundo eu não poderia deixar de escrever sobre minhas gafes londrinas.

  1. Meus pequenos problemas começaram mesmo no pequeno aeroporto Frankfurt-Hahn de onde voei para  Londres Stansted. Não atendendo aos conselhos de meu viajado príncipe, levei comigo tudo o que tinha e gosto para compor uma certa maquiagem, além de tubos completos de creme, pasta de dentes, etc. Se até quinta feira, eu tive sorte conseguindo transportar tudo em diferentes partes da bagagem, alí o funcionário estatal foi implacável comigo e como eu não tinha mais tempo para comprar sacos de pláticos erméticos – só fiquei com a opção de salvar meus 100 ml do Chanel 16. Tudo o mais foi pro lixo. Por experiência própria,  apartir daquela manhã de quinta, na bagagem de mão apenas pequenos tubos (até 100 ml) fechados em saquinhos erméticos, os quais são vendidos nos aeroportos. Na volta, eu comprei alguns por 1 libra para poder trazer os poucos cosmésticos que comprei, assim que cheguei em Stansted, pelo olho da cara, antes mesmo de tomar o ônibus para Londres, afinal como se sente uma mulher sem um brilho nos lábios e uma gota de make-up no rosto?
  2. Outro problema? Logicamente sobre o meu precário inglês, não preciso fazer nenhuma observação, mas a maioria dos ingleses ou imigrantes que encontrei e vivem em Londres foram bastante simpáticos comigo,tentaram me esclarecer todas as dúvidas, o problema é que não arriscam mesmo nenhuma palavra em português, espanhol, italiano ou alemão – Eles falam exclusivamente  inglês, alguns mais atenciosas gesticulam com as  mãos indicando o caminho.
  3. Não adquirindo ainda o hábito dos alemães de estudarem muito sobre um país antes de conhecê-lo fui para Londres disposta a aprender tudo na prática mesmo, inclusive a reconhecer as moedas pelo seu tamanho e peso. Levei um susto quando não percebi um 2 bem grande em uma moeda que pensei valessem 2 Libras. Ali estava

    Secular e atraente: Big-Ben ao fundo.

    escrito com letras minúsculas two Pounds, ou seja não se lê libras nas moedas, na verdade nem nas notas,  se vê apenas o símbolo que todos nós lemos rapidamente como libras esterlinas, mas o nome mais popular para a moeda inglesa por aqui é Pound.

  4. O trânsito? Realmente tudo ao contrário. Que felicidade a minha por não ter que dirigir nem um minuto naquele caos de taxis pretos e ônibus vermelhos. Minha vontade de andar num ônibus deste foi enorme, mas na minha ignorância não me arrisquei a comprar um bilhete e parar num dos subúrbios de Londres, mais pelo receio de ter que pagar um taxi de volta para o centro do que propriamente medo de assalto ou coisa parecida.
  5. Minha dificuldade em localizar-me geograficamente, mesmo com um mapa nas mãos me imprimiram calos nos pés e uma canseira interminável porque sempre tomei a direção contrária da correta. Assim para encontrar o pa-

    Praςa Trafalgar Square – linda e movimentada!

    lácio de Backingham, o qual localiza-se bem próximo da Estação Victoria levei talvez uma hora. Não que eu seja realmente fã da família real inglesa, mas eu queria aproveitar minhas últimas horas e ver algo turístico. Lá encontrei uma multidão de pessoas de várias nacionalidades se comprimindo para tirar uma foto da troca de guardas. Eu, com muito sacrifício vi de longe os rapazes de jaqueta vermelha e chapéu esquisito preto com àquela sempre seriedade de estátua.

Na verdade, se eu fosse escrever sobre detalhes e todas as  minhas gafes em Londres este post seria longo e cansativo demais. Assim vou conclui-lo, mas sem deixar de citar a existência de um Restaurante brasileiro também  nas proximidades da estação. Alí, entre minhas andanças, atraida pela bandeira verde-amarela e cheia de esperança por ouvir um pouco de português, tomei uma cerveja e conheci rapazes muito gentis – os quais me deram dicas para chegar pontualmente no outro dia na Trafalguar Square, onde localiza-se o Consulado brasileiro – onde tive o prazer de encontrar outros brasileiros simpáticos e empolgados com a arte literária e mergulhados  em sonhos, poesia e um Mundo Melhor para todos os habitantes deste planeta.

Beijos e muitas aventuras positivas!

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„Brasil: terra boa e gostosa…“ 2

Montag, 23. April 2012

Só charme e talento!

Preciso urgentemente escrever de novo sobre o Brasil antes que eu me atole de vez na minha rotina de vida aqui. Após cerca de dois anos sem colocar os pés por lá, tenho que admitir que me surpreendi com a velocidade com que o Brasil vem implantando algumas novidades em seu contexto sócio-econômico-político. Ao sair de Guarulhos, enquanto admirava a beleza e exuberância do verde, não pude deixar de reparar que as pistas estão mais bem cuidadas e limpas e repletas de carros muito bons, além de inúmeros radares eletrônicos que nos pareceram em atividade  (preferi não testar!).  Ficou claro para mim que tem se investido bastante no Departamento de Estradas e Rodagens. Me surpreendi também muito positivamente quando constatei que as sacolas plásticas estão em baixa e foram mesmo proibidas em alguns estados como MG e SP. Ao visitar alguns centros comerciais fui informada que eu  não poderia obter ali uma sacola plástica, o que eu achei muito positivo. Em um dos supermercados de Itajubá tive mesmo a minha compra deposta diretamente no porta-malas – exatamente o que tenho que fazer aqui quando esqueςo da minha caixa para compras ou das sacolas de tecido. Observei que o sistema de seleςão do lixo está bem mais divulgado  que há cerca de 12 anos atrás – quando me envolvi de alma e coraςão num projeto com esta concepςão ainda quando trabalhava na SRE/Itajubá (Superintência Regional de Ensino). Placas e informaςões sobre turismo rural, parques sob proteςão,  trilhas e nichos naturais também pudemos encontrar durante viagens entre os estados do RJ, SP e MG. Penso que há ainda necessidade de muito investimento  na divulgaςão de informaςões e infra-estrutura para que o país seja mais atrativo para o turismo internacional. No entanto com o potencial do Brasil eu só posso vislumbrar um futuro ainda mais promissor para toda a populaςão, a qual tem obrigaςão de cobrar das autoridades as responsabilidades sociais assumidas em época de campanha.

Agora uma linda particularidade que vivenciei em férias: ver e ouvir o Gustavo Riêra cantando e tocando violão. Ele não tem mais que dez anos, mas sua intimidade com o violão me encantou tanto  que acabei pedindo a autorizaςão dos seus pais, amigos de outros tempos de balada Itajubense, para publicar aqui uma foto dele e alguns elogios. Nos nossos poucos, mas super interessantes momentos de conversa, cervejinha e descontraςão o Gu nos surprendia sempre no final com o seu talento natural para a música. Quando ele pegava o seu violão eu tinha, então, ouvidos e olhos só prá ele! Através dele conheci as versões mais lindas de músicas de bandas e artistas como Legião Urbana, Pink Floyd, Gun’s and Roses, Bon Jovi, Bruno Mars (a mais afinada e linda „Talking to the moon“ que já ouvi). Laura também ficou bem impressionada por ele saber todas as notas de cor e sua capacidade de improvisaςão, muito diferente do que ela está acostumada aqui – o livro de notas simplesmente pertence ao instrumento e improvisar para os alemães é quase impossível, este é um talento inerente à nossa cultura. Este talento que aprendi a apreciar e admirar mais ainda depois que passei a conviver com  uma outra cultura.

Bem, preciso voltar para a realidade alemã e me desligar dos encantos brasileiros! Os desafios de uma semana dura me chamam!

Beijos, os mais especiais para o Gustavo!

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„Eu voltei prás coisas que eu deixei…“

Sonntag, 15. April 2012
O Rio é lindo!

O Rio é lindo!

E quantas coisas… difícil escrever rapidinho um post para tentar  descrever as minhas últimas duas semanas. Já vou concluindo que apenas com este post não posso compartilhar minhas emoςões ao visitar o meu país e diga-se de passagem – como turista, pois apesar de poder entrar no Brasil como brasileira, desta vez me fui obrigada  a usar o meu passapore alemão e entrar na fila de estrangeiros para atravessar a barreira de fiscalizaςão, pois o meu passaporte brasileiro assim como o da Vic estavam com o prazo de validade vencidos e eu não me animei com toda a burocracia e dificuldades para ir à Frankfurt renovar os nossos passaportes, sem falar nos preςos e no mal humor dos funcionários do consulado. Eu simplesmente resolvi me poupar do transtorno que sempre tenho quando tenho que me comunicar de alguma forma com o consulado e tudo transcorreu da forma mais simples e tranquila possível, graςas a Deus!

Movimentadas foram mesmas as duas semanas que estivemos no Brasil. Sobre as mesmas provavelmente vou escrever outros posts. Este é para matar as saudades das teclas e „falar“: oi, estou de volta à minha rotina alemã, mas com os pensamentos e o coraςão lá no Brasil, pois não foi possível matar as saudades da terrinha, tanto é que hoje cozinhei arroz com feijão – ao menos à mesa eu me senti mais no Brasil que por aqui, onde eu encontrei ainda o frio e uma natureza meio que morta. Eu estava esperando mais vida e calor. O frio alemão quase me chamou de volta à realidade, mas eu me permiti ainda umas horas de ilusão tentando sentir o calor e o brilho do sol  e admirando mesmo que em pensamento a riqueza do verde em abundância, a confusão de cores, a discontraςão e   facilidade dos brasileiros em trocar beijos.

Um dos idealizadores dos teleféricos – os quais foram construídos por brasileiros e portugueses com equipamentos e materiais alemães.

Nestas duas semanas visitamos também o Rio – a cidade maravilhosa, mas que antes eu ousava apenas passar por perto, pois a visão que eu tinha da capital carioca era extremamente negativa. Eu não pensava em apresentá-la para minhas filhas, mas as notícias que ouvi sobre o Rio nos últimos meses me fez mudar de ideia e acabei convencendo meu príncipe que o Rio seria uma cidade interessante  de ser visitada. E sinceramente valeu a pena correr atrás de um GPS brasileiro (o qual gentilmente a Selma, uma grande amiga, nos emprestou)  para chegar sem mais problemas no Flamengo, onde nos hospedamos por dois dias. O Flamengo em si já me impressionou positivamente, principalmente o parque e a praia. Nos outros dias fomos conhecer o Pão de Aςúcar e o Corcovado. Para a minha surpresa tudo transcorreu muito tranquilamente, apesar de termos dispensado uma excursão pronta recomendada pelo hotel. Fomos mesmo de ônibus de linha e sendo ajudados pelos cobradores chegamos nos nossos destinos e estávamos de volta ao hotel sem qualquer incoveniência. Fiquei positivamente surpresa com a normalidade com a qual se pode transitar pelas ruas da zona sul do Rio e sinceramente empolgada com a sua beleza. Me senti orgulhosa do Rio! Do Brasil? Sempre…

Beijos e linda semana!

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