Ciúmes…

O ciúmes apenas em uma dose mínima pode fazer bem.

Um dos sentimentos mais comuns e que nos assalta a todos em vários momentos de nossas vidas. Por que, afinal de contas, sentimos ciúmes? E como superar a dor e o tormento que este sentimento nos provoca?

Esta semana li um artigo muito interessante sobre este sentimento que pode provocar muitos desencontros, tristeza, mágoa e incompreensao entre pessoas que na verdade se amam.

Muitas vezes temos medo dos nossos sentimentos e para nos proteger tentamos enfiá-los em gavetas, as quais  mantemos trancadas. Contudo eles nos perseguem mesmo assim,  a toda hora e a todo lugar, nos provocando a sensacao de desconforto, angústia, solidao e tristeza. Há anos atrás tive a experiência fenomenal de participar de um grupo de amigos chamado CVV – Centro de Valorizacao da Vida – onde eu conheci pessoas fantásticas e aprendi muito sobre os meus próprios sentimentos e a como  lidar com eles. Também ao ler este artigo pude compreender algo mais sobre o sentimento de ciúmes e me sinto, agora, motivada a compartilhar com vocês algumas informacoes que poderao ser úteis para um processo de auto-ajuda ou na compreensao de pessoas importantes para nós, as quais sofrem ou nos fazem sofrer por causa deste sentimento negativo.

  • De onde vem o sentimento?

Muitas vezes   o ciúmes predomina na relacao  porque há carência de auto-estima e se pensa que o outro é mais lindo ou interessante.  Daí a dúvida sobre o que se representa para a outra pessoa – até que ponto sou importante? –  além do questionamento constante sobre as próprias  habilidades, ou seja, o indivíduo experimenta o sentimento de ciúmes a medida que se sente inseguro quanto a si mesmo e quanto aos sentimentos das pessoas que lhe sao caras.

  • Ciúmes como um sinal:

que pode ser entendido como amor. Algumas pessoas podem se sentir vaidosas e felizes com cenas de ciúmes do outro, pois aí está um indício que tem peso na relacao, que o outro nao fica indiferente às suas atitudes e preferências. Porém, cuidado! O ciúmes quando se torna muito constante e insistente pode enervar… e muito! Muitos problemas podem surgir e tomar grandes dimensoes.

  • Consequências:

Quando o indivíduo é ou se torna muito ciumento acaba por tomar atitudes para “controlar”: atencao às chamada telefônicas, encontros a sós com amigos, etc… o que acaba se tornando um tormento para ambas as partes. Algo que nao traduz uma relacao de amor,  senao inseguranca, baixo nível de auto-confianca e medos, os quais por sua vez podem ser provenientes da infância.

  • O fim da relacao:

Os sucessivos desentendimentos e a desconfianca sem fundamento acabam transformando o indivíduo ciumento num assassino de relacionamentos.

  • O que se pode fazer?

A pessoa muito ciumenta pode ou deve procurar ajuda psicológica, pois o sentimento de ciúmes nao é genético e nao nasce conosco, nós o incorporamos, assim pode ser “desaprendido”, ou seja, pode-se aprender a nao ser ciumento ou ao menos ter menos ciúmes.

  • Dialogar:

Sobre ciúmes pode ajudar já uma boa conversa com uma pessoas confiável, mas com a vítima melhor ainda. Pode-se desatar muitos nós quando se fala abertamente sobre as preocupacoes e problemas que ocupam os pensamentos e o coracao. Possivelmente uma boa conversa poderá afastar muitos fantasmas que assombram a relacao através do ciúmes ou talvez evidenciar a real intencao do outro em realmente  provocar o sentimento de ciúmes no parceiro quando, por exemplo, paquera descaradamente – nao respeitando a pessoa que está ao lado.

  • Pensar em si mesmo:

É muito importante reconhecer os próprios sentimentos, os próprios fortes e fracos, ter claro para si mesmo o que é um ser humano de extremo valor. Se o outro realmente nao reconhece este valor e nao é capaz de fornecer apoio à (ao) parceira(o) provavelmente nao é capaz de reconhecer também o sentimento de amor, mas isso é azar só dele!

Texto base – Aliki Nassoufis; Rhein-Zeitung n° 262, 11.11.2010

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