Coréia do Norte X Coréia do Sul

A vida pode ser mais simples do que parece.

Depois de dois jogos de futebol bastante interessantes, ontem: Alemanha x Inglaterra;  Argentina x México – eu já me alegrei bastante com a vitória da Alemanha e me indignei com a vitória da Argentina, afinal Argentina é um adversário terrível para nós, talvez o pior que a selecao brasileira pode vir a encontrar…

Futebol a parte, eu me senti motivada a escrever hoje sobre as Coréias, ou melhor a Coréia dividida em Coréia do Norte – socialista e Coréia do Sul – capitalista. Essa divisao ocorreu, assim como na Alemanha, quando se deu o fim da segunda guerra mundial. Os Estados Unidos e a Uniao Soviética colocaram os japoneses “para correr” e ocuparam o país. Os americanos ocuparam o sul e os soviéticos ocuparam o norte.

Diferentemente do Muro de Belim, que foi derrubado em 1989, fato este que abriu espaco político para o processo de reunificacao da Alemanha em 1990, na Coréia o fim da divisao nao está absolutamente em questao. Como nao existe entre eles um acordo de paz, ainda prevalece por lá o “estado de guerra”.

Os coreanos assistiram com muito interesse, curiosidade e uma certa pitada de inveja, o processo de reunificacao alemao e sonharam também pela própria reunificacao, apesar de todos os problemas que envolveriam a reconstrucao do norte. No entanto, após  tantos anos do estabelecimento da “zona militarizada” (38. Breitengrad), nao se vê qualquer perspectiva de reunificacao entre as Coréias. A esperanca que se depositava na “política do brilho do sol” do ex-presidente da Coréia do Sul, Kim Dae-jung, foram descartadas.

Ao povo coreano, infelizmente, nao resta nenhuma outra alternativa a nao ser sentir saudades, principalmente da paz  e sonhar em poder, talvez, um dia que um pouco mais de harmonia exista entre coreanos do norte e coreanos do sul. Os alemaes tiveram a chance de vivenciar e constatar o quanto se pode ampliar os horizontes quando muros sao derrubados.  Sem sombra de dúvida, os coreanos já mereceriam viver esta experiência.

Texto escrito sob a referência de comentário feito por Dietmar Brück em Tages thema – Rhein Zeitung, 26/06/2010

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