Corredores, dobrinhas, sorrisos e claro: livros…

Estive bem acompanhada em Frankfurt, sem dúvida!

em Frankfurt.

Penso sim que eu poderia simplificar minhas impressões sobre a  Feira de livros em Frankfurt com estas quatro palavras em destaque. No entanto não estou segura se estaria sendo correta e não demasiadamente irônica através da minha visão parcial dos acontecimentos.

Sim, queridos e queridas não que minha vida seja apenas uma sucessão de aventuras, mas confesso que depois de Londres por acaso me percebi novamente atrelada à uma nova aventura – desta vez uma doméstica, apartir da qual conclui que depois de treze anos em terras germânicas me sinto segura o bastante para me locomover por aqui dirigindo, inclusive com minhas filhas através das rodovias  A61, 643 e 66 até chegar no centro de Frankfurt e procurar estacionamento nas proximidades da Feira, localizada num colosso de construção, onde através de pátios internos pode e deve locomover-se de micro-ônibus. Com muita sorte e certamente conduzida pelos anjos encontrei diretamente o prédio de estacionamentos, do qual partiam ônibus gratuitos para os pavilhões da feira – aqui pude me encantar com a capacidade de organização dos alemães – tudo funcionando com a precisão de um relógio suíço.

Bem, já dentro dos inúmeros corredores aquecidos dos pavilhões me senti meio tonta com a diversidade de obras em vários idiomas, as quais estavam sendo expostas por representantes dos respectivos países em estandes bem frequentados ou não. As atrações eram muitas, mas sinceramente a que mais me atraiu foi a presenςa do Brasil. Me senti muito orgulhosa e a vontade no pavilhão brasileiro e gostei muito do que vi: muitas pessoas deitadas em redes que nos lembravam um pouco da tranquilidade baiana, outras tantas acomodadas em almofadas de

Eu e Vic entre amigos especiais: Sandra: autora do Minerinha n'Alemanha e Rubens: autor do trilíngue -Schneelöwen

diferentes formatos, talvez lendo pela primeira vez algo mais de Brasil, outros tantos curiosos assistindo imagens belíssimas das nossas diversidades naturais e conhecendo um pouco dos nossos contrastes culturais… enfim me senti muito bem em vivenciar o meu país de forma tão bem representada neste centro cultural no coração europeu, não nos esquecendo das nossas raízes e de todos os problemas herdados de uma colonizaςão de exploração e suas consequências secularizadas através dos governos sucessivos. Problemas este que foram explicitados muito claramente pelo escritor Luiz Ruffato em seu discurso de abertura, o que lhe rendeu muitas críticas negativas – segundo Ele mesmo, o qual  foi encontrado por acaso pela minha querida Sandra e nos permitiu não apenas cumprimentá-lo pela sua coragem em expor internacionalmente nossos problemas mais graves, mas também por seu apelo à mudanças conjunturais e o papel, além da grande responsabilidade, da literatura nesta dinâmica.

Mas sinceramente acabei me esquecendo dos nossos problemas conjunturais quando encontrei o aconchegante estande da Literarte organizado por uma simpatia de pessoa, jornalista e escritora Dyandreia Portugal a qual tive o grande prazer de conhecer pessoalmente nesta sua estadia em Frankfurt. No pequeno, mas lindo espaço organizado por Ela senti-me realmente em casa, a decoração, a alegria e a descontração que dominava àquele ambiente estava contagiante e sem dúvida poderíamos até ter feito uma rodinha de pagode ali se não fosse o aperto dos corredores. Porém, mesmo sem pagode ou cachaςa de Minas estivemos muito felizes embriagadas com o cheiro de livros, muitos livros e sorrisos expontâneos ou simplesmente colocados para as lentes dos fotógrafos profissionais ou não. E quanto às dobrinhas?

Fica por conta de sua imaginação…

Beijos e linda semana ainda!

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2 Responses to “Corredores, dobrinhas, sorrisos e claro: livros…”

  1. Como sempre gostei muito do seu texto. Apenas se esqueceu de dizer que esses mesmos anjos que te conduziram bem, me deixaram fora da Feira.
    Mas nao tem nada nao, o legal é que mesmo sem cachaca, ficamos tontos (mais do que somos) de emocao. Beijos

  2. Neusa diz:

    Querido Rubens, nao seja mal agradecido! Você foi conduzido pelos anjos apenas para uma entrada diferente!
    Sim, mesmo sem cachaca (que pena!) ficamos embriagados e alegrinhos!
    Um grande abraco e cuide-se muito!

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