Habilidades

Porque - "tudo é relativo".

Voll krass – simplesmente brilhante! Assim eu poderia definir a minha última semana, pois ela esteve bem recheada  de novas experiências. Mas como nada funciona 100 % em nossas vidas, dois fatos me aborreceram bastante. Um mais do que o outro. Comecando por aquele que me aborreceu menos:

  • Na sexta tivemos na escola da Vic a Festa ABC: uma ideia brilhante da professora para coroar o estudo de todas as letras do alfabeto, incluindo a leitura e escrita e todas as combinacoes possíveis das mesmas, ou seja as criancas estao alfabetizadas. Achei linda a iniciativa da professora, pois é uma forma também de valorizar o esforςo dos pequenos do domínio de habilidades fundamentais para toda a vida. E temos que admitir que o processo do aprendizado da leitura e escrita não é nada fácil, tanto é que infelizmente, em pleno século XXI, ainda existem milhões de analfabetos ou semi-analfabetos espalhados por muitos países. Pois bem, o fato é que empolgada com a festa, lá eu estava envolvida diretamente com a proposta de uma Coreo A E I O U – nao ousei muito e trabalhei com uma  boa e conhecida música, já com uma coreografia praticamente pronta, afinal eu nao tinha dias para treiná-la com as crianças, senão apenas cerca de 3 horas e apresentá-la no fim da ABC Festa. Tudo teria corrido muito bem e eu estaria absolutamente satisfeita com o resultado se nao fosse o fato de depois da 1a hora de trabalho eu ter despachado minha filha para a cozinha. Nao foi possível suportar a Vic bagunçando a minha coreografia e perturbando as outras crianças (no auge da agitaςão) que tentavam aprender os passos da mesma… em um impulso eu deixei muito claro que ela deveria ir ajudar na ABC Sopa, um outro workschop organizado para a festa. Confesso que não foi agradável vê-la saindo triste e com a cabeça baixa da sala de música… mas eu não tive tempo para pensar sobre isto, pois na minha frente estavam as outras crianςas – com carinhas de espanto –  olhando para mim e esperando novas orientações. Depois da pausa eu falei que ela poderia vir para a nossa sala se se comportasse direito, mas ela já havia tomado a decisão de nao participar mais da  nossa danςa. Assim quando a apresentamos para o restante da classe, pais e avós que chegaram no final da manhã para participarem da festa, Vic estava na “platéia” e nao fez qualquer comentário sobre a nossa performance.
  • O outro aborrecimento refere-se à minha incompetência como motorista. Saindo do pátio da casa para levar Laura e sua mala para a cidade mais próxima, de onde então ela viajaria de ônibus com toda a classe e duas professoras para um seminário em Bad Ems, me esqueci que meu príncipe encrementou a entrada do mesmo com umas pedras (grandes) e lá estavam elas comprimindo a parte lateral do nosso velho e poderoso Kia quando eu, bem rápido (!) deixava o pátio para alcanςar a rua… ou seja mais uma “marquinha” no carro… levei uma bronca e ouvi algumas ofensas, sem poder revidar, já que nao havia o que ser dito, apenas lamentado…

Hoje já estou um pouco conformada, pois sábado em contato com outras mães e contando sobre a A E I O U – dança e o problema que tive com Vic, elas me falaram que isto é absolutamente normal e que elas enfrentam também este tipo de situaςão com frequência. Quanto ao Kia…  melhor pensar que é melhor o carro com estrago, do que eu… ou seja – “es gibt schlimmeres” – há coisa pior!

Beijos e linda semana!

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