Meno(s)- pausa:

"Não existe nem vitória, nem derrota no ciclo da natureza, existe movimento". Manuscrito de Accra

apenas um trocadilho bem humorado para me compensar de alguma forma a seriedade do tema “menopausa”. Eu estaria mentindo se escrevesse que estou encarando alegre e facilmente uma nova fase de minha vida. Sim os anos passam muito rápido para todas nós e sem planejarmos ou desejarmos o fato é que novas fases de nossas vidas nos apossam simplesmente!

Na verdade até que visitei meu ginecologista há algumas semanas para os preventivos necessários não havia pensado neste fenômeno que compromete a nossa juventude e nossa capacidade reprodutiva. Me sinto na verdade, ao menos espiritual e psicologicamente, na “flor da idade”, mas o Doutor através de sua pergunta, a qual me pareceu a mais ofensiva do mundo -” A Senhora tem sentido os sintomas da menopausa?” – me jogou uma realidade fria da cara. Eu fiquei de verdade chocada com a pergunta direta e rápida do médico e respondi – sorrindo – para disfarςar minha confusão interna: – ainda não!

Eu sai do consultário do médico pensativa quanto aos sintomas da menopausa e me lembrei de minha mãe conversando com as tias sobre calor e suador inesperado e desagradável… depois me recordei também das reclamações de minhas ex-colegas de trabalho que passavam pela experiência. Assim naquela manhã conclui que eu realmente nao sentia qualquer sintoma sequer parecido com àqueles que já havia ouvido através de conversas discretas entre um cafezinho e outro.

Contudo o bárbaro é que depois de algumas semanas senti pela primeira vez este calor inesperado e estranho. A princípio pensei que fosse o aquecimento que estava num grau muito elevado associado a uma xícara de café quente, mas depois de outros sucessivos me lembrei da pergunta do Doutor e conclui que sim – provavelmente sentia finalmente um dos sintomas da menopausa.

Hoje pensando no tanto  que tenho a fazer, mas com o tema rodopiando na  cabeςa – resolvi compartilhar meus pensamentos para me livrar um pouco deles e também para prestar minha solidariedade à todas as Mulheres que já superaram ou estão nesta fase de suas vidas. Para mim não é difícil encarar o fenômeno em si, pois penso que este é um fenômeno natural -assim  totalmente suportável, mas o que Ele representa não é muito simples encarar! De uma perspectiva pessimista parece que caminho na direςão do nada. De uma perspectiva descontrolada penso que tenho ainda muito o que fazer… De uma perspectiva estética me preocupo com os “pneus” que  insistem em se instalar onde antes haviam “curvas”.

Existe outra alternativa a não ser tentar acreditar que  em todas as fases da vida temos novos desafios e em todas elas podemos encontrar certa beleza?

Beijos.

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