Schilderwald – floresta de placas

Nem sempre as coisas sao fáceis...

Viver na Alemanha e se integrar à esta cultura significa também acostumar-se com as placas, pois os alemaes amam placas… tudo muito organizado, sinalizado… no trânsito, tenho que admitir é muito bom! Agora o que me tira do sério sao outras tantas placas com as quais você se depara. Exemplos:

  • Unsere kassierenrinnen sind angewiesen, Ihre Taschen zu kontrolleiren – nossas caixas precisam controlar suas bolsas;
  • Keine Haftung für Garderobe – nao somos responsáveis por vestuários deixados nos cabides.  Tentado explicar o porque dos cabides: é que no inverno por aqui, quando se vai, por exemplo, para um restaurante este já está  aquecido,   precisa- se  entao se desfazer (por um tempinho) da  jaqueta, cachecol, luvas, etc… entao  pendura-se tudo em cabides que lá estao, exclusivamente, para este fim. Assim  se pode sentar, confortavelmente, e se fazer o  pedido;
  • Das öffnen der Verpackung verplichtet zum kauf – a abertura da embalagem, implica em compra;
  • Vorsicht! Bissiger Hund – cuidado! cao que morde;
  • Eltern haften für ihre kinder – pais sao responsáveis por suas criancas.

Tenho que ressaltar que esta última é realmente o máximo!!! Lógico que os pais sao responsáveis pelos seus filhos. No entanto há um aviso extra “se os seus filhos estragaram algo aqui ou se machucarem aqui, a responsabilidade é dos seus pais e nao minha”. Portanto é evidente que as criancas aqui têm que ter um seguro extra. Minhas filhas têm um seguro bem alto, mas gracas a Deus nunca usamos “ainda”…

Hoje li um artigo no Rhein-Zeitung que me ajudou a entender um pouco mais sobre as placas e me senti aliviada quando tive a confirmacao que muitas vezes os “esclarecimentos” das placas nao tem  fundamentacao jurídica: cada caso é um caso.

O artigo me levou também a recordar um episódio que vivenciei há pouco dias em um hospital em Oberwesel – uma cidade linda, que localiza-se às margens do Reno e fica perto da minha vila. Lá fomos visitar uma grande amiga que tem, infleizmente, nos últimos tempo problemas muito graves com a coluna. Após a visita, descemos eu Laura e Vic e buscávamos a porta central de saída do hospital… claro, Vic que é muito rápida encontrou primeiro uma porta e foi correndo para ela e tentou abrí-la para sair do hospital… e antes que eu pudesse ler qualquer placa disparou um alarme que ressoou por todo o saguao do hospital… eu sem entender nada, depois de observar a carinha de susto e desespero da Vic, me deparei com placas na porta … “se você tentar abrir esta porta, vai disparar um alarme”!

Nesta altura o som do alarme perturbava todo mundo e uma Senhora loira, de olhos azuis e muito bem apresentável me disse: “ah, das Kind hat das gemacht… toll gemacht, super!! Ah, a crianca fez isto… fez algo bacana! super!

Eu me limitei a andar para a saída oficial do hospital, nao antes de dizer: “das Kind kann nicht lesen!” – a crianca nao pode ler!

Antes de chegar à recepcao encontramos a recpicionista que praticamente corria para a porta na intencao de desativar o alarme, apesar de ter o pá ou a perna machucados (estava com bandas e mancando) e quase que gritava: “das kann nicht war sein, es gibt drei Schilder!!! -” isso nao pode ser real, existem três placas”.

Eu nao tinha lido o artigo de jornal ainda, mas a lógica me levou a novamente esclarecer: “das Kind kann noch nicht lesen” – “a crianca nao pode ainda ler!”

Normalmente eu pediria mil desculpas e tentaria ajudar com a reorganizacao do alarme e porta, mas eu fiquei tao brava com o tom de voz das duas mulheres que eu quase ainda briguei… me limitei a sair do hospital bufando de raiva….

O que me resta escrever? Cuidado com as placas! E se você quiser mais informacoes sobre as mesmas ou simplesmente trocar ideias é só escrever-me.

Beijos.

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