Artikel-Schlagworte: „Alemanha“

Muito além de entraves…

Donnerstag, 29. Juni 2017

Sabe aquela fase em que você sente que a maré está a seu favor? Pois é, hoje me sinto assim! E pensei o porque não deveria escrever aqui que estou contente por estar me sentindo ao menos „agora“ realizada e em paz comigo mesma. Me sinto num daqueles raros momentos que não estou „nem aí“ para o que pensam ou falam de mim… Me permito curtir ao extremo, mesmo que seja apenas comigo mesma, minha libertação do banco da escola. Yes! Tenho meu diploma alemão! Quase no segundo século de vida, lá estava eu de novo numa escola, cercada de colegas de todas as idades e que não falam o meu idioma, senão o alemão ou russo. Contudo,  eu estava cheia de expectativa e motivação para encarar três anos de uma outra qualificação profissional e o que mais me animava é que o tempo na prática era bem maior que o tempo teórico. Confesso que me iludi pensando que não seria tão pesado quanto ouvi, ao informar algumas pessoas que havia me decidido, por vários motivos, fazer um curso profissionalizante de três anos – para trabalhar com pessoas deficientes física e psiquicamente. Muitas pessoas se assustaram com a minha disposição para encarar uma longa e diária maratona de trabalho, provas, projetos e a dificuldade de conciliar tudo com as tarefas de mãe e dona-de-casa.  Como se sabe, na  Alemanha não se tem o luxo de uma ajudante doméstica, como no Brasil. Aqui a gente tem que se virar mesmo e fazer tudo sozinha. Quando eu me encontrava disposta, dividia as tarefas domésticas com Laura e Vici, mas quando eu já estava saturada de „encheção de saco“ descarregava meu cansaço cognitivo e frutraçōes na vassoura, no rodo, no aspirador de pó e panelas… Vocês sabem da dificuldade para se envolver adolescentes nas nossas preocupações com a limpeza e organização da casa! Mas ficar reclamando nunca foi meu „slogan de vida“ e procurei na medida do possível, dia-a-dia, superar os desafios da minha própria opção e estou muito aliviada de ter conseguido terminar, até que com bastante sucesso (considerando minha idade e problemas com a língua) minha escola de formação profissional alemã e me sinto feliz por estar exercendo de coração uma profissão (Heilerziehungspflegerin ) reconhecida neste país, do qual  dificilmente vou me afastar. Logicamente para mim me sentir de novo absolutamente integrada no mundo do trabalho é uma satisfação muito grande, mas o que me levou a escrever este post foi a necessidade de motivar outras pessoas a recomeçarem, quando sentirem esta necessidade. Não se deixem abater pelas dificuldades, afinal a sensação de realização é muito boa e dar um „pé na bunda“ da frustração é melhor ainda!

Beijos ♥

 

Share This:

Ärger in Deutschland 2/Aborrecimento

Freitag, 20. November 2015

(grande) na Alemanha 2.

Há mais de cinco anos escrevi o Aborrecimentos na Alemanha“ 1. De novo, posso começar o texto afirmando que não gosto de reclamar… mas considerando que hoje estou chata,  vou reclamar um pouco e  escrever sobre chatices neste país, o qual muitos observam com lentes coloridas, lindas perspectivas turísticas e outros com com esperança de dias (econômicos) melhores. O dificil é ser chata o suficiente para afirmar que ambos os grupos têm uma visão ilusória deste país. Penso que todos temos, na verdade, visões ilusórias de realidades que observamos de fora para dentro.

A verdade é que depois de cinco anos do meu post com o mesmo título – versão 1, águas rolaram sob pontes, aprendi (duramente) outro tanto sobre o idioma e a cultura deste país e por isso mesmo encaro desafios de outras dimensões e intensidades. Estou hoje um pouco cansada de sorrir frente aos desafios e disposta e expor-me para afirmar que enquanto estrangeiros nesta terra, permanecemos estrangeiros e não importa muito o quanto você se ajustou nos costumes germânicos, você será sempre uma estranha no ninho, até porque entre eles mesmos há muitos entraves, inclusive culturais de povoado para povoado, de sotaque para sotaque. Assim como nós brasileiros reconhecemos e admiramos ou não os sotaques e características típicas do nordeste, sudeste e sul – sem citar os sotaques e particularidades paulistas, cariocas e mineiros,…

Hoje me sinto amarga com a (tendência para)  organização que existe neste país. Por causa de 100 metros, não sei a conta que vou receber por estacionar – com certa „possibilidade“ de  atrapalhar a saída de um treiler de sua garagem. Considerando que as vésperas do tempo de advento e um tempo horrível de chuva ninguém sai por ai viajando num treiler. Contudo, o morador da casa fez questão de avisar o mundo inteiro que um automóvel qualquer atrapalhava a possibilidade dele sair de sua garagem.

Bem, na verdade considerando a semana super difícil que tive e a manhã pouco produtiva (revimos o condicionamento de Pavlov) na escola, fiquei muito transtornada ao ler o bilhete amarelo no parabrisa do carro e receber pessoalmente informações extras do morador que eu pagaria caro por não estacionar 100 m distante de sua garagem, onde guarda um grande carro. Não me contive, assim, em escrever um post, meio que venenoso sobre o que existe nas entrelinhas quando se resolve viver por aqui.

Talvez eu esteja muito cansada hoje e sobrecarregada das experiências da última semana – trabalhando sem pausa, sem apoio, num grupo de pessoas dementes, deficientes, doentes, idosas e presa aos compromissos teóricos de  ontem e hoje, cujos resultados práticos  me deprimem, poderiam me fazer desistir de algo que realmente gosto de fazer e sobretudo desistir de novas perspectivas e talvez de parte de mim mesma.

Gostaria muito de avisar ao mundo que não se iluda com uma vida fácil neste país com sólidas e centenárias regras.

Ps. Acho engraçado os discursos políticos e ou religiosos sobre integração dos refugiados. É claro que eles representam apenas mão de obra bem „em conta“.

 

Tudo de bom, apesar de todos os pesares ♥

Beijos com amor

Share This:

Impressões do leste

Sonntag, 25. Oktober 2015

ou da Alemanha – aquém do Muro (de Berlim, de mentalidades, tradições e superstições).

No último fim de semana eu estava realmente livre e feliz com a perspectiva de uma semana de férias e uma breve viagem para o leste do país. Meu interesse por àquela parte do país é antiga e eu estava empolgada por, enfim, conhecer um pouco mais da Alemanha lotada de resquícios de quarenta anos de socialismo e isolamento do ocidente. Minha aventura iria desta vez para 245 quilômetros aquém de Berlim. Eu conheceria o coração de Sachen e três de suas principais cidades:  Chemnitz, Dresden e Leipzig.

Minha curiosidade por pentencer por algumas horas à vida, História e cultura da região era enorme e valeu a pena o cansaço da ida através de horas intermináveis de trem, mas por um preço ( promoção) sensacional – 29 Euros para 3 pessoas e o stress da volta dirigindo por quase 5 horas.

Sim, uma sucessão de aventuras, eu vivencie nesta última semana e no momento me sinto cansada e despreparada para voltar amanhã à rotina de trabalho, mas toda nova experiência acrescenta e por isso sempre compensa.

No meu primeiro dia completo em Sachen visitei Chemnitz – o nome novo para a terceira maior cidade do estado, a qual chamava-se antes da reunificação Karl Marx Stadt. O trânsito tranquilo mesmo no centro  foi a primeira surpresa positiva que tive da cidade. Os  prédios quadrados e antigos localizados entre largas vias me jogaram para o passado que já observei muitas vezes em fotos da ex RDA. Achei muito engraçado encontrar ao mesmo tempo a marca principal da cidade – o rosto de Marx esculpido em pedra e um pequeno restaurante turco, onde serve-se, naturalmente, a especialidade  mais popular na Alemanha – o Döner Kebab. Bastante exótico! Não pude deixar de pensar se Marx gostaria de Döner, se tivesse a chance de experimentar o sanduíche turco.

Observei também a discrição mais acentuada dos estrangeiros que transitavam pelas ruas desta cidade. Sente-se um certo peso na atmosfera e pode-se observar certo medo e insegurança nos olhos de pessoas com pele mais escura ou das mulheres envoltas em suas vestes muçulmanas. O que, infelizmente, é compreensível, considerando o grande tema „refugiados“ e etc, tão negativamente em pauta no país, cujas manifestações  mais radicais ocorrem justamente na cidade que visitei no dia seguinte – Dresden.

Como principal adjetivo para Dresden penso no termo: Fascinação! Muita História, arte, cultura e beleza em muitas esquinas! Para a minha alegria, meu dia em Dresden foi fantástico e embriagente de beleza e harmonia entre culturas, arquiteturas, passado e presente.

A terceira cidade que planejei visitei pelo seu peso histórico foi Leipizig. Para não perder tempo fui passear de ônibus através da cidade, com as crianças, outros turistas e um guia muito simpático e bem informado, o qual nos mostrou muitos cantos da cidade e nos contou muitas histórias atrás das fachadas de prédios, vilas e apartamentos que compõem o grande centro da cidade, a qual tem, segundo o guia, um número maior de habitantes do que a capital do estado – Dresden.

No meu último dia de leste estive novamente no centro histórico mais efervecente do país – Berlim. Queria muito contagiar minhas filhas com a História do próprio país. Não sei ainda se tive algum sucesso…

Hoje, de volta para o aconhego de casa e as preocupações com a volta ao trabalho, concluo que estive poucas horas no leste para tantas informações e impressões. Preciso voltar num dia destes…

Beijos e uma semana

sensacional para vocês, para todos nós!

Ps. Fotos, talvez amanhã ou depois…

Share This:

25 anos de Reunificação

Samstag, 3. Oktober 2015

E 25 programas que você não pode deixar de fazer quando  visitar a Alemanha:

1. Um passeio de barco através do Reno, especialmente Região de Loreley

2.Tomar champagner e comer salsichas com molho de curry na ilha de Sylt

3.Depois de uma noite em St.Pauli, ainda tomar   aguardente de trigo no tradicional Silbersack

4.Assistir o schow de Winnetou no teatro ao ar livre em Bad Segeberg

5.Passar uma noite „de bruxas“  Walpurgisnacht– em Blocksberg (Harz)

6.Passear por ai de Trabi

7.Conhecer o palácio Neuschwanstein

8. Ficar em pé no zugspitze

9.Pular uma noite de carnaval em Colônia (Região Renana)

10.Tomar uma caneca de cerveja em Munique na „Oktoberfest“

11.Fazer uma caminhada pelo vale do Tegernsee

12.Subir para o castelo Wartburg, onde Luther traduziu a bíblia

13.Conhecer a „Semperoper“ (casa de espetáculos) em Dresden

14.Visitar a cripta do príncipe em Weimar com os caixões de Goethe e Schiller

15.Cantar com os estudantes em parte velha de Heidelberg

16. Ir para Helgoland de balça e ficar com enjôos

17.Assitir um jogo de futebol no estádio entre os  rivais BVB x Schalke

18. Atravessar o portal Brandenburg e dormir no hotel Adlon (Berlim)

19.Comer Labskaus em Hamburg, Salsicha branca em Munique e Döner em Kreuzberg

20.Conhecer uma mina no vale do Ruhr

21.Provar do Lüttje-Lage  na festa dos „caçadores“ em Hannover

22. Tomar muitas canecas de Glühwein (vinho quente) no mercado de natal em Nürnberg-  Christkindlesmarkt

23.Dirigir no tempo 200 km/h pela rodovia

24.Andar descalço pela lama em maré baixa (norte)

25.Praticar nudismo no mar báltico.

 

 

Muita cultura e diversão para todos os gostos e gêneros!

Beijos e

Lindo fim de semana!

 

Fonte: Bild – Bundesaugabe, 01.10.2015

 

 

Share This:

Os restos do Muro de Berlim

Freitag, 24. Juli 2015
Para saber mais: O Paraíso sem Bananas!

Para saber mais: O Paraíso sem Bananas!

Estudo: a divisão do território alemão e suas consequências ainda perduram.

25 anos após a reunificação da Alemanha, as diferenças do estilo de vida entre os alemães do leste e do oeste tornaram-se amenas em muitos aspectos. No entanto, por questões estruturais uma completa unidade entre a ex RDA (socialista) e a RFA (capistalista) nunca será concretizada.

Segundo o Instituto Berlinense de povoamento e desenvolvimento, com relação à taxa de natalidade, educação formal e condições ambientais não existe mais diferenças marcantes entre o leste e o oeste, porém quanto aos temas: Desenvolvimento populacional, robustez ecônomica, bens, herança ou na agricultura – as diferenças são visíveis.

No leste vivem mais solteiros, menos voluntários e maior evasão escolar. No oeste, uma a cada quatro crianças frequentam a pré-escola antes dos 3 anos. No leste mais da metade. Uma a cada 3 crianças recebem orientação religiosa no oeste. No leste uma a cada oito.

Segundo esta mesma pesquisa – quanto ao tema imigração – a Alemanha também está dividida. A tolerância para o fênomeno no leste é menor que no oeste e radicalismos de direita são mais frequentes na região leste do país.

Os alemães do leste vão raramente para as urnas e têm salários mais baixos. Possuem rendimento bruto estagnado há anos com margem de 25% inferior aos alemães do oeste. Também a produção nas empresas, após um rápido crescimento nos primeiros anos de unificação, atualmente não se aproxima das taxas do nível  ocidental.

Mas afinal onde estão as semelhanças entre o leste e o oeste?

  • As mulheres têm o mesmo número de filhos
  • Mães que trabalham (fora de casa) são bem vistas em ambos os lados
  • todos têm acessos à todos os programas de televisão
  • o telefone é acessível em todas as partes

Uma notícia conclusiva: o fluxo de migração do leste para o oeste foi estancado.

 

Tradução resumida do artigo „Was Ost und West noch trennt“ – Rhein-Hunsrück-Zeitung, em 23.07.2015. As informações da pesquisa do Intituto berlinense foram divulgadas por seu diretor:  Reiner Klingholz.

 

 

Beijos e

um lindo dia!

 

Share This:

O fascínio alemão pelas datas

Sonntag, 5. April 2015
"Die Freude, die wir an einer Sache haben, liegt nicht an der sache, sondern in uns."

„Die Freude, die wir an einer Sache haben, liegt nicht an der sache, sondern in uns.“

E o meu descaso pelas ocasiões e cumprimentos forςados!

Hoje estou podendo sem qualquer sentimento de culpa pensar e escrever sobre o meu descaso pelo realce que os alemães impõem às datas. Estou sozinha com meu cansaço e meus pensamentos. Minha família está de férias, os três foram aproveitar os dias livres na Bavária. Eu os incentivei a ir, afinal não é porque eu preciso trabalhar que todos precisam se entediar na rotina morna de Mermuth.

Sim, ontem e hoje  estive trabalhando e me assustava a cada vez que uma pessoa abria um sorriso forçado para mim e dizia „Frohe Ostern (Feliz páscoa)“! Pessoas que normalmente custam a dizer a cada manhã um „Bom dia“!

Não sei se é uma questão pessoal ou cutural, mas o fato é que eu absolutamente não penso ou me comporto tão diferente quando estamos por volta do natal, páscoa ou aniversários. Na verdade, para mim, é muito mais importante como  no dia-a-dia – em alta rotina – nos interessamos pelas pessoas, do que em uma data de calendário. Talvez tenha trazido este jeito da educação que meus pais me deram. Entre nós a única grande comemoração era o natal, quando a família se reunia e estávamos felizes por apenas  estarmos juntos – os adultos conversando entre si e as crianças correndo livres pelo quintal afora. Ninguém se preocupava com um pacote de presente. Hoje, quando falo sobre isso na minha família alemã/brasileira ninguém acredita em mim…

…Talvez porque aqui vivenciamos o oposto! E, como me encabula esta fascinaςão alemã pelas datas e sobretudo o stress na preparação do cardápio, presentes e visitas! Quem precisa de um cardápio especial de páscoa? Quem precisa de presente de páscoa? Quem precisa planejar meses antes quem vai visitar quem ou quem será visitado porque é tempo de páscoa? Quem precisa parecer mais simpático porque é páscoa? E você sabia que os alemães tem dois dias de feriado no natal – 25 e 26 e dois dias na páscoa? Sim, aqui se comemora o domingo e a segunda de páscoa. Quem pode me explicar por quê? Estivemos hoje estressados no trabalho com o cardápio especial e o bolo das 15:00. O que me agradou mesmou foram as estradas completamente vazias lá pelas sete da manhã e fiquei contente por não precisar de um supermercado ou farmácia, afinal tudo esteve fechado hoje também, em plena segunda-feira.

A verdade é que ainda näo me acostumei com o jeito extremo dos alemäes – se vou me acostumar um dia, continua uma pergunta!

 

Beijos e

uma linda semana prá vocês, sem ou com ovos!

 

 

 

Share This:

Um novo projeto histórico-literário

Samstag, 4. April 2015
Alemanha - Tempo, História, Extremo.

Alemanha – Tempo, História, Extremo.

Me sinto muito feliz em poder compartilhar com vocês nesta manhã, infelizmente, nada ensolarada de primavera que em alguns dias meu segundo e provavelmente último projeto histórico-literário estará saindo da editora. Estive trabalhando nele já há três anos, porém andei correndo contra o tempo nestes últimos dias para poder apresenta-lo no fim deste mês, quando então vou comemorar também com meus amigos o meu aniversário. Sem planejar muito vou acabar combinando  este acontecimento muito agradável para mim com um nem tanto agradável assim. É lógico que não é fácil para uma mulher sentir, divulgar e sobretudo comemorar 50 anos de vida. Por outro, quando penso em 50 anos de vida, me sinto na obrigação de estar contente e sobretudo agradecida ao Criador por chegar até aqui saudável e ter tido a oportunidade de viver intensamente cada ano deste meio século. Cresci rodeada não por luxo, mas por pessoas muito carinhosas, educadas e com fortes princípios. Princípios estes que trouxe na bagagem dos anos e procuro vivencia-los a cada dia também com minhas filhas. Elas são o maior presente de aniversário que eu poderia ganhar. Minhas filhas são a minha melhor parte e estou feliz em estar viva, saudável e otimista quanto ao nosso futuro.

Na verdade, neste post não pretendia falar de mim, mas sim do meu mais recente projeto histórico-literário. Sem pretensões comerciais trabalhei neste projeto com muito carinho e estou contente por, enfim, poder publicar que eu o aprontei e poderei compartilhar com vocês: Fragmentos de Memórias AutorizadasHistórias Reais de quem sobreviveu à Segunda Guerra Mundial.

Aqui você pode clicar para conhecer a capa e contra-capa do livro, através do qual você pode se interar de forma exclusiva da rotina de vida, em tempos de guerra, de pessoas muito especiais. São informações compartilhadas sob perspectivas individuais – simplesmente autênticas e emocionantes.

O livro está sendo editado apenas sob encomenda. Se você tiver interesse em conhecê-lo me avise por gentileza!

 

Beijos e

lindo fim de semana de primavera, outono

inverno ou verão!♥

 

Share This:

Ter (haben) ou ser (sein) eis a motivação!

Mittwoch, 25. Februar 2015

Tentando entender o jeito alemão de ser, perceber, julgar, ponderar e viver –  estive hoje seriamente pensando sobre a gramática alemã e sua relação com a cultura do povo gemânico. Já que vivo por aqui há quase quinze anos, e experimentando na pele os últimos invernos, primaveras, verões e outonos neste país tão exêntrico –  me permito hoje a compartilhar com vocês alguns dos verbos mais conjugados e imprenscidíveis no cotidiano do povo alemão. Por favor, tentem compreender o que escrevo sobretudo nas entrelinhas, afinal uma das minhas poucas qualidades é a de ser diplomática.

No momento minha lista está assim definida:

  • haben: ter
  • essen: comer
  • trinken: beber
  • sitzen (schön): sentar num lugar lindo, de preferência bastante confortável e com vista panorâmica
  • nutzen: usar
  • ausnutzen: usar uma pessoa
  • ausnutzen werden: ser usado enquanto pessoa
  • Verarschen: sacanear/tapear
  • Verarscht werden: ser sacaneado/ser tapeado
  • fahren: dirigir
  • kaufen: comprar
  • lesen (die Uhr): ver as horas
  • Termin haben: ter  compromisso com hora marcada
  • fühlen (Körper Temperatur): es mir kalt, es mir warm

No momento não penso em mais nada, mas você pode acrescentar verbos à lista – wenn Du willst, wenn Du Lust und Zeit hast!

Boa noite lindos e lindas do Planeta Água!

Beijos.

Share This:

„Ando tão a flor da pele“

Sonntag, 24. August 2014

"Ando tão a flor da pele que até beijo de novela me faz chorar."

…Que não sei como escrever um post sobre mim mesma. Já perdi a noção de quando escrevi algo sobre mim mesma. O tempo me falta, mas para ser sincera sobretudo a motivação e a indiscrição. Meus dias têm sido absorvidos por experiências tão reais e fortes que o virtual me esbarra apenas de leve. Meus últimos dias do semestre foram regados de despedidas doloridas. Me desliguei oficialmente das minhas aulas de artes e esportes na escola  e associações esportivas onde vinha atuando desde 2011,  afinal  optei por um diploma germânico, o qual já vem sugando minha energia, minha alegria, algumas lágrimas  e muito tempo desde o dia primeiro desde mês.

Sim, na verdade, minha formaςão acadêmica para trabalhar com pessoas com deficiência física e mental (HEP) teve um início fenomenal. A intensidade prática do curso atingiu quase o auge em poucas horas de trabalho – o típico extremo alemão – se você não gosta do que vai fazer no futuro „caia fora agora mesmo“.

Não, eu não tenho decepcionado nem gregos, nem troianos, muito menos a mim mesma. Apesar do  cansaςo de três semanas extremamente difícies atrás de mim, posso compartilhar com vocês,  que me sinto em plena forma e muito feliz por ter optado por um caminho estreito, mas que com certeza me aponta novas e positivas perspectivas profissionais.

Continuo fiel ao meu papel de mãe, amiga, esposa, jardineira, lavadeira, passadeira, arrumadeira, cozinheira e etc. Contudo me sinto  mais inteira por ter conquistado um outro espaςo profissional, o qual exige de mim muito mais do que meus hobbys e me impulsiona a aprender algo totalmente novo, no qual me sinto  praticamente analfabeta. O desafio renova minha sede de vida, faz meu coração pulsar confuso quando utilizo minhas próprias chaves para invadir a morada dos meus dez clientes. Meus únicos e tão especiais clientes! Eles são tão problemáticos desde que nasceram, mas atingiram de cheio minha alma e se apossaram do  meu pobre e insensato coração.

Eu não posso me ater aos detalhes e nem descrever meus sentimentos. Também escrever todas as experiências que tenho vivenciado nestes dias tornaria meu post muito longo e cansativo, mas com certeza posso compartilhar com vocês que estou pronta e curiosa para a escola, pois na prática já me encontrei.

Beijos com muito carinho!

Linda semana!

Share This:

Reno e Poesia

Sonntag, 29. Juni 2014

Share This: