Artikel-Schlagworte: „Ano novo“

Dasafiar é preciso…

Freitag, 30. Dezember 2011
Com carinho!

Com carinho e esperança, a qual não podemos ousar perdê-la.

Me sinto absolutamente em falta com este espaςo tão especial e que gosto tanto, tanto! Já se passaram muitos dias desde que dediquei umas duas horinhas para o meu cantinho na web. A mais pura verdade é que não tenho conseguido conciliar minhas atividades práticas com os meus hobbys. Logicamente a vida latente que flui ao meu redor é muito mais urgente e exigente que o sossego em poder  dedicar-me a escrever e publicar relatos, textos e outras coisas extras que „me puxam“  para a frente do Lap-Top. Bem, as festas natalinas se foram, eu sobrevivi… por menos que eu goste e aceite a pressão que paira no ar por volta deste acontecimento, acabo também envolta em preparativos e compras para os rituais de natal, logicamente com o intuito de não ser a „estraga-prazer“. Acho um pouco exagerado como os alemães comemoram a data. Principalmente no que se refere aos presentes e chocolates para as crianςas. Com o calendário de advento comeςam as distribuiςões de chocolates ou pequenos presentes (cada dia pela manhã, antes de mais nada, as crianςas procuram uma novidade na respectiva data), no dia 6 recebem a visita de Nikolaus (não apenas em casa, como também na escola, associaςões esportivas, etc), no dia 24: no auge da festa – então „a surpresa“ (o brinquedo desejado) enviada por Christkind (Menino Jesus). O natal se comemora no dia 24 (Heiligabend), 25 e de quebra no dia 26. Este ano, no entanto consegui fazer algo realmente que considero importante – ir à igreja, acender velas especialmente para o menino Jesus, envolver a família numa atmosfera mais religiosa que material. A cada ano que passa me sinto mais distante da confusão comercial que envolve a festa e mais atenta ao significado espiritual do natal. Eu gostaria muito que todas as pessoas do mundo tivessem tido a oportunidade de comemorar a „perspectiva de esperanςa“ que o natal representa. Eu me senti muito privilegiada de mais uma vez poder comemorar o Renascimento de Cristo junto à uma família saudável e com possibilidades de um futuro promissor. Mas senti muito pelas pessoas que se encontravam  sozinhas, tristes, doentes, desesperadas, vítimas de guerras, injustiςas… Penso que um magnífico presente de natal seria realmente se pudéssemos vislumbrar um mundo melhor para todas as pessoas e animais em todos os continentes…  um sonho bom, mas nós temos o direito de sonhar ainda – piegas, não me importo mais em parecer piegas. Outro dia li que as pessoas depois que atingem quase meio século de vida, são mais felizes. A verdade se constata em uma reportagem científica na revista Focus, que vale a pena ser lida. Quanto a mim tenho me sentido sim melhor do que em outros anos. No entanto ainda tenho tremido nas bases com novos desafios, apesar da „experiência“ de vida. Tudo bem, os desafios nos mantém vivos.

Não sei se nos próximos dias vou sentar-me aqui de novo com esta calma para espairecer e filosofar, afinal estamos em férias. Meu príncipe e minhas princesinhas não me deixam muito espaςo para reflexões. Por isso mesmo gostaria de  registrar que desejo a você que me cedeu a honra da sua visita, em meu cantinho on-line, um ano novo cheio de desafios e toda a saúde, motivaςão e disposicão para encará-los e superá-los!

Beijos, com carinho!

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Ano do Coelho

Mittwoch, 2. Februar 2011

"Você me da sorte meu amor... você me dá sorte na vida..."

Horóscopo chinês: coelho –  diplomacia

Após o turbulento ano do tigre, segue-se o ano calmo do coelho. Segundo o tradicional calendário lunar, os chineses cumprimentam nesta noite o novo ano. E, felizmente, as previsoes dos profetas sao bastante otimistas. Segundo eles, após o ano da crise econômica que abalou estruturas em todo o mundo, vivenciaremos neste ano o reaquecimento da economia europeia e asiática. O otimismo é ainda mais intenso com relacao à asiática. Porém, para a nossa sorte, os compromissos diplomáticos estarao em alta em todas partes do globo – lê-se no horóscopo chinês.

Para a festa de ano novo, logicamente, o presente em alta sao os coelhinhos de pelúcia, os quais foram produzidos em todos os formatos: pantufas, protecao para os ouvidos, chaveiros, brinquedos, camisetas, etc… tudo com o tema „coelho“ vende-se muito bem, afirmou uma vendedora chinesa. Inclusive  os bombons de leite da marca „grande coelho branco“, a qual a propósito esteve envolvida num escândalo em 2008 (manipulacao de leite tóxico) se alegra com sua nova popularidade – afinal coelhos trazem sorte! Os vendedores dos animais vivos estao também eufóricos com as vendas, inclusive on-line há encomendas do doce e pobre bichinho, o qual é empacotado e enviado pelo correio, claro que com a observacao „frágil“. O problema é que muitos deles morrem  sufocados ou congelados nos pacotes – como criticaram, em jornais, os protetores de animais, os quais clamam pela protecao ao bichinho do ano, pois coelhos sao nao apenas doces e aconchegantes, mas precisam de muito cuidados – afirmou Maggie Chen (protetora de animais).

Quanto as pessoas nascidas no ano do coelho, as informacoes sao bastante positivas: elas têm facilidade para relacionarem-se, sao corajosas, solidárias, pacíficas e pacientes. Elas tomam decisoes intuitivas. Podem ser pessoas também com capacidade oratória  – Fidel Castro pode comprovar esta tese.

Há uma velha lenda que diz que um coelho branco vive na lua com uma linda fada (nao é doce?). Também conhecida é a expressao pejorativa: „Pequeno coelho“ (Tuzaizi) o que significa „fraco e insignificante“.

Concluindo, sabe-se que faz parte do cardápio chinês todos os tipos de „quatro patas“, mas  neste ano com certeza a opcao „coelho“ nao será apresentada com a frequência natural nos cardápios, apesar de que segundo a tradicao comer a carne do coelho traz sorte. No entanto nao foram oferecidos nesta festa de ano novo, ao menos na cadeia de restaurantes „Baguobuyi“ em Pequim, nenhum prato com carne de coelho. Um dos funcionários esclareceu que os clientes nao gostariam de ter esta opcao no cardápio, pois nao se sentiriam bem.

Beijos.

Traducao: texto base ( Andreas Landwehr) caderno welt und Wissen: Rhein-Hunsrück- Zeitung, n° 27

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Ano novo, velhos problemas?

Sonntag, 2. Januar 2011

"A vida é um jogo, jogue-o"! Madre Tereza de Calcutá.

Domingo a noite. Segundo dia do ano novo. Há realmente a sensacao de algo novo? Pensando bem, tenho sim a certeza de poder usar certos novos objetos que para mim parecem um super luxo, como por exemplo o meu novo Laptop (com o qual nao tenho ainda muita intimidade) ou tao ou mais interessante ainda ter a possibilidade de  fazer um pouco de esporte (na esperanca de perder 2 kilos e eliminar uma dor incômoda nas conexoes de alguns ossos) com a ajuda e incentivo de  um treinador pessoal através de um jogo para Wii, denominado Wiifitplus – uma novidade muito agradável, ao menos para mim, Laura e Vic. No entanto, as últimas horas, as quais  nos trouxeram tantas possibilidades de descanso, aconchego e confraternizacao nao foram, infelizmente, preenchidas apenas com momentos de alegria e discontracao. Com toda a família em férias, as oportunidades também para rusgas e discórdias crescem. As criancas precisam de ocupacao enquanto os adultos querem a manutencao da ordem e relativo silêncio. Eu cresci num ambiente meio caótico, entao nao tenho muitos problemas com o vai e vem de pessoas,  porém meu marido nao. Para ele é difícil observar que nem tudo está dentro do padrao da ordem considerada por ele aceitável. Uma das expressoes que mais tenho ouvido nos últimos tempos – hast du kaputt gemacht? (você estragou?) – tem me causado verdadeiro pânico. Estragar algo nao é agradável para ninguém em qualquer lugar do mundo, penso eu. No entanto por aqui, a coisa tem uma outra dimensao – catastrófica mesmo. Prefiro pensar que por questoes culturais, pela heranca incubada dos dias sombrios que as guerras trouxeram para a populacao civil. Para mim, ainda é muito difícil conviver com o medo de a cada minuto poder estragar algo. E, acredito que por este mesmo receio absoluto, eu e as criancas acabamos  organizando pequenos estragos pelo apartamento afora, o que causa logicamente mal estar em todos nós. Por isso, hoje  eu havia planejado escrever um post sobre como „aprender a brigar de forma eficiente“ – algo que li e considerei muito importante – mas fui digitando simplesmente palavras que se tornaram frases com uma conotacao mais pessoal do que um artigo com auxílio psicológico para momentos de crise.

Há ainda muito o que escrever sobre os últimos dias, mas nao há tempo ou atmosfera. Nao posso, no entanto, deixar de compartilhar com vocês  que estou aprendendo bastante devagar, mas com certa eficácia os significados das expressoes:  „Plugins“ e „Widgets“. Assim estou um pouco satisfeita comigo mesmo apesar dos últimos pequenos estragos que provoquei aqui. Tenho que ressaltar também que aprendi algo mais sobre como conviver com a neve e o gelo. Fiquei de novo atolada com o carro, já de noite, na vila próxima  e por isso levei  uma bronca extra do meu marido, pois eu cheguei em casa sem o carro e o informei que precisa de um trator, o qual nao foi possível conseguir. Na manha seguinte fomos buscar o carro munidos de pás e picaretas, as quais nao foram necessárias, pois depois de ir com o carro para frente e para trás (no mesmo rastro)  pelo menos 10 vezes meu marido saiu – „triunfante“ e com um leve sorriso no rosto – do reduto de neve e gelo, no qual eu havia abandonado o nosso mais possante meio de locomocao. Eu me limitei a observá-lo aliviada, pensativa e concluí lá com os meus botoes; „ah, da próxima vez já sei o que devo fazer…“

Beijos e linda semana.

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Otimismo no ar

Dienstag, 28. Dezember 2010

Minas - linda! Até mais!

„Nós seremos um povo de otimistas“ : este é um dos títulos estampados entre as reportagens de capa do jornal Rhein-Hunsrück  de hoje. Eu me surpreendi um pouco com este título. Curiosa e cética, enquanto tomava a minha primera xícara de café li muito rápido o texto e confesso que ler algo assim é muito mais agradável e confortável a notícias que geram preocupacao, tristeza e revolta – as quais sao mais frequentes nos noticiários do que gostaríamos.

Esta notícia, em especial, refere-se ao otimismo demonstrado pelos alemaes – que sao, penso eu por questoes históricas e culturais bastante pessimistas – em relacao ao próximo ano. Segundo o pesquisador Horst Opaschowiski, a esperanca e o otimismo sao os sentimentos que dominam grande parte dos cidadaos nesta passagem de ano. Para uma atmosfera de crise  e medo do futuro, 2011 nao possui mais espaco (Hamburger Stiftung Zukunsfsfragen). Com o impulso crescente da economia e a queda da taxa de desemprego, o pavor da crise que atingiu o país em 2009/2010,   chega ao fim.“ Os consumidores, ao responderem as perguntas referentes à esta pesquisa, demonstraram estarem dispostos a abandonarem a ânsia de economizar pelo medo das difuldades que sao inerentes a uma crise econômica, estando abertos a possibilidade de investirem no próprio bem estar  como passeios e aparatos, mas principalmente em viagens de férias. „Após os tempos de crise, os alemaes estao mais  dispostos à   priorizarem o que realmente é importante e necessário para tornar, de forma  duradoura, a vida mais linda. Destaca-se também a importancia de um certo equilíbrio entre o sentimento  de bem estar (sem remorso) ao proporcionar-se certo conforto e também de se contribuir para um mundo melhor“ – afirmou o pesquisador ao  comentar o resultado desta pesquisa.

Entre os entrevistados, em diferentes estados na Alemanha, 81% estao otimistas quanto ao futuro. A crise financeira deixou também marcas positivas: aprendeu-se com ela a elaborar-se com mais frequência a pergunta: para que? Sendo necessária uma resposta convincente  para a mesma. Esta sensibilizacao  implica mais consciência da necessidade de se buscar motivos e valores ao se consumir, visando: qualidade de vida, saúde, felicidade, bem estar social.(…)

Os alemaes mais otimistas, segundo esta pesquisa, vivem em Hessen. No nosso estado – Renânia Palatinado – 42% dos entrevistados têm perspectivas otimistas para o futuro.

Para o próximo ano e nos posteriores desejo, sinceramente, que vocês também tenham perspectivas muito positivas! Eu, depois de 10 anos vivendo aqui, me sinto pela primeira vez  otimista em relacao ao futuro.

Beijos.

Números e informacoes básicas traduzidas a partir do texto „Wir werden ein Volk der Optimisten“, edicao n° 301, Rhein-Hunsrück-Zeitung.

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Ano novo em setembro?

Donnerstag, 16. September 2010

Diferentes culturas, diferentes verdades - Quem sabe alguma coisa?

Sim. Neste ano, no dia 9 deste mês   comemorou-se o início de mais um ano novo. Difícil acreditar nesta afirmacao, mas é verdade. Esta é apenas uma das muitas diferentes facetas  entre a nossa cultura e a cultura judaica. Para os judeus o ano 5771 teve a poucos dias o seu início, afinal eles comecaram a contar os anos bem antes de nós, por isso é  que estamos atrasados -no ano de 2010. O calendário judaico é também distinto do nosso – para eles o início do ano aconteceu em setembro, ao invés de janeiro. Rosch ha-Schana  é em hebraico o nome da festa de ano novo e significa „comeco do ano“. Neste dia muitas pessoas rezam no „Muro da Lamentacoes“ em Israel ou nas sinagogas – as igreja judaicas. Por aí podemos concluir que a festa de ano novo para os judeus está mais correlacionada com a religiosidade e crenca que para nós ocidentais, cuja maioria celebra a chegada do ano novo somente com comes e bebes. Quanto aos comes, os judeus têm também uma tradicao bastante peculiar, selecionam para as refeicoes pratos doces: bolo de mel, uvas doces e fatias de macas mergulhadas em mel – o significado deste cardápio tem também algo de especial:  a esperanca de um bom, um doce ano novo. Algumas vezes fazem parte também do cardápio um pedaco de peixe ou cabeca de ovelha acompanhados das palavras: “ Que  seja  a sua vontade, que  nós seremos  cabeca e nao  cauda“. Uma outra tradicao que compoe esta festa judaica é jogar uma pedra, de costas, na água – a pedra significa os erros que gostaríamos de deixar para trás: no ano velho.

Beijos e feliz ano novo, mesmo que atrasado, para vocês!

Traducao feita por Neusa Arnold-Cortez de um dos  artigos que compuseram o jornal Rhein-Zeitung (semana 36)

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