Posts Tagged ‘Comportamento’

Mulher: Quebrando tabus (I)

Quarta-feira, Novembro 14th, 2018

Criatividade cognitiva, perpecepção do belo, equilíbrio: Depois da menopausa se inicia um tempo feliz.

Nós estamos acostumados a perceber a vida como uma curva geométrica: nascemos, crescemos e nos desenvolvemos, nos capacitamos e fortalecemos nossos talentos até atingirmos o auge da maturidade.  Apartir de então, acreditamos que entramos em declinio: perda das forças, queda de cabelos,  dores articulares, perda da capacidade visual, desajeitamento. “No entanto, quanto mais aprendemos sobre a chegada da Idade, mas claramente percebemos que é totamente falso se afirmar sobre  uma regressão generalizada”, ressalta a psicóloga Laura Carstensen, a qual pesquisa sobre a Idade na Universidade de Stanford. Pelo contrário, esta fase da vida traz consigo consideráveis melhorias em muitas áreas. Ao invés de associarmos nossa vida com uma curva geométrica, deveríamos sim compará-la com uma escada: O ser humano se aprimora  ininterruptamente  ao longo de sua vida.  A expressão  grega”Climatério” não é totalmente nova e significa subindo a escada até o degrau  mais alto. Algo  muito diferente de retrocesso. Mas o que se passa nesta “terceira idade”da vida, como a atriz Jane Fonda a nomeou? Historicamente nesta fase de nossas vidas nos encontramos em uma única e sobretudo excitante situação, sendo que suas consequências  ainda não foram cientificamente pesquisadas, pois em um curto espaço de tempo (120 anos) nossa expectativa de vida   praticamente duplicou. Com isso atualmente as mulheres que se encontram após menopausa ou climatério têm muito mais tempo ou perspectiva de futuro do que qualquer geração anterior. E paralelamente se sentem surpreendemente jovens: Segundo uma pesquisa as mulheres modernas se sentem 11 anos mais jovens do que realmente são! E não se trata apenas de aparência. Estudos também comprovam que mulheres maduras se sentem mais felizes que as jovens. Sociólogos “falam” sobre um fenômeno que dominaram “Paradoxo das idades”: Pois o fato de se envelhecer trás consigo perdas, no entanto elas estão associadas a menos stress, preocupações e a simples satisfação com a vida intensifica-se. Somente em idades bastante avançadas, no fim da vida, percebe-se uma leve regressão – esclarece Carstensen, “mas jamais tão perturbadora como nos anos de juventude.”

 

Tradução (1a parte) do artigo “so gut ging’s mir noch nie”/ ” Eu nunca estive tão bem” de Antje Brunnabend.

Revista Brigitte Nr5 2018

 

 

Autistas são (também) pessoas maravilhosas!

Sábado, Setembro 29th, 2018

Na verdade eu gostaria de escrever sobre Amsterdã, a capital holandesa que conheci na última semana e o título do post seria “Amsterdã, cuidado bicicleta!”. Sim, é verdade nunca me senti mais ameaçada por uma bicicleta do que em Amsterdã… A quantidade de ciclistas e a velocidade com que atravessam a cidade, que por sinal é toda atravessada por ciclovias, me espantou de uma tal forma que passei a tomar muito mais cuidado por não estar ocupando uma “ciclovia” do que uma “rodovia”. Foi sim uma esperiência fantástica a de tirar uns dias de férias na  na Holanda, um país que fica aqui do lado, mas o qual eu nunca tinha realmente “de perto” experimentado. Os canais, as vacas soltas, a liberdade dos ciclistas me encantaram muito! Já planejo voltar no verão do ano que vem.

Agora o que ocupava tão intensamente os meus pensamentos que provocou a explosão das palavras escritas são as pessoas com o diagnóstico “ASS” /”ASD” ou melhor em português: Transtornos do espectro do autismo, com os quais me ocupo profissionalmente, mas com tanta paixão que algumas vezes, mesmo chegando em casa, meus pensamentos permanecem com eles.   Há tempos sinto que uma boa parte do meu coração pertence aos autistas. Não sei explicar o por quê, mas hoje depois de meses me ocupando intensamente com as necessidades especiais de alguns seres humanos portadores do “Autismo”, me sinto imensamente tocada e mergulhada no mundo destas pessoas tão sensíveis e especiais. Procuro intensamente entender a lógica das suas opções para favorecer-lhes  segurança e assim poderem se expressar  através das palavras ou dos gestos. Uma vez que se sentem compreendidos, transportam tanta paz através dos olhos que me sinto “de bem” com o mundo todo. Tenho que agradecer muito à vida por me proporcionar tomar parte da rotina diária de algumas pessoas portadoras de autismo, pois me sinto absolutamente realizada ao contribuir para que eles tenham acesso à certa qualidade de vida apesar da muralha que se interpõe entre nossos mundos.

 

Beijos ♥

 

Sobre ser feminista…

Terça-feira, Setembro 25th, 2018

Por Ruth Manus
“Semana passada fui dar aula sobre assédio sexual num curso de pós graduação em São Paulo. Cheguei na sala, composta predominantemente por advogados, e perguntei “Quem aqui se considera feminista?”. Silêncio. Uma moça levanta timidamente o braço. Dois ou três caras fazem comentários baixinho e riem. Disse “Ok. Vou fazer duas leituras rápidas para vocês”. Continuei.“Dicionário Houaiss da língua portuguesa: FEMINISMO: teoria que sustenta a igualdade política, social e econômica de ambos os sexos. Dicionário Jurídico da Professora Maria Helena Diniz: FEMINISMO: movimento que busca equiparar a mulher ao homem no que atina aos direitos, emancipando-a jurídica, econômica e sexualmente.”Esperei um pouquinho e mudei a pergunta “Quem aqui pode me dizer que NÃO se considera feminista?”. Ninguém levantou a mão. Pois é. Tenho a sensação de que 99% do mundo não entendeu até agora o que é feminismo. Porque se as pessoas entendessem, quase todo mundo teria orgulho de se dizer feminista. E o melhor: dizer “eu não sou feminista” seria considerado algo mais feio do que dizer “eu não gosto de filhote de golden”. Não vou perder tempo aqui dizendo que feministas não são mulheres que não se depilam, não usam soutien e não transam. Primeiro porque ser feminista não tem a ver com ser mulher, tem a ver com ser humano. Segundo porque nunca entendi que raio que os pelos têm a ver com posicionamentos ideológicos. Terceiro porque soutien serve para sustentar peitos, não para sustentar ideias. E quarto porque eu já vi gente deixar de transar por causa da igreja, por causa de promessa, por falta de opção, por infecção ginecológica, problemas de ereção… Mas por feminismo nunca vi. Alguém já viu? Enfim. Acho que ser feminista não é bom ou ruim. Ser feminista é necessário. Uma vez ouvi uma amiga dizer “a mulher que diz que nunca foi discriminada é apenas uma mulher muito distraída”. É simples assim. Não precisamos ir até o Oriente Médio. Não precisamos ir até tribos africanas. Não precisamos ir ao sertão do nordeste. Não precisamos ir até a periferia de São Paulo. Não precisamos sair dos nossos bairros. O machismo que limita, que agride, que marginaliza, que ofende, que diminui, mora ao lado, dorme por perto. E agora, quem poderá nos defender? O feminismo. O mesmo feminismo que nos tornou civilmente capazes e independentes perante a lei. O mesmo feminismo que nos possibilitou votarmos e sermos votadas. O mesmo feminismo que segue lutando diariamente por uma sociedade mais justa para mulheres, homens, mães, pais, filhas, filhos, trabalhadoras e trabalhadores. No século XIX, as brilhantes irmãs Brontë escreviam através de pseudônimos masculinos por saberem que suas obras não seriam aceitas na sociedade se soubessem que as autoras eram mulheres. Se não fosse o feminismo eu provavelmente também não estaria escrevendo aqui neste momento. Pelo menos não como Ruth. Nós precisamos falar sobre feminismo. Com nossos amigos, nossos pais, nossos filhos, grandes ou pequenos. É hora de falar sobre igualdade entre meninos e meninas. É hora de falar que meninas podem jogar bola e ter carrinhos e que meninos podem cuidar de bonecas. Quem não quer ter um filho feminista? Quem não quer que eles vivam num mundo de igualdade, no qual nem meninos nem meninas sejam massacrados pela truculência do machismo? Nesse domingo, o tema da redação do Enem foi a violência contra a mulher. Milhões de jovens tiveram que parar para pensar sobre isso. Que avanço lindo. Pensar é sempre o primeiro passo. Perceber que a questão existe, que o tema não é antiquado e que, infelizmente, as questões de gênero estão muito longe de serem superadas. A violência persiste, a discriminação no ambiente de trabalho persiste, a desigualdade salarial persiste, a discriminação com as tarefas domésticas persiste, as pequenas (e não menos graves) agressões machistas do dia a dia persistem. Então a luta tem que persistir. O feminismo não é de esquerda nem de direita. Não é só para mulheres nem é só para homens. Não é ameaça. Não é um estranho. Mas perceba que quando você trata os feministas na terceira pessoa do plural, excluindo-se deste rol, você está afirmando não fazer parte do grupo que prega a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres. Pense bem de que lado você quer estar.

Se você percebeu que é feminista, fique tranquilo. Nós não contaremos para ninguém. Mas, sabe? Se eu fosse você, eu sairia contando para todo mundo. Porque ser feminista é lindo, é importante, é sinal da inteligência e da decência de qualquer ser humano. Como diz o lindo livrinho da nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie (leiam, ele é pequenino e indispensável): Sejamos todos feministas. E o mundo será melhor a cada dia. Pode apostar.”

Tão lúcido este posicionamento, o qual reproduz o meu próprio – por isso tive que publicá-lo no meu blog pessoal.

Beijos e linda semana ainda!

“Pedra no sapato”

Domingo, Janeiro 14th, 2018

Sim, vivenciamos a todo vapor o ano novo. Desculpem-me se não escrevi nenhuma mensagem de natal ou de desejos de feliz ano aqui ou em qualquer rede social. Estive muito ocupada com as pessoas que estão por perto de mim e que não tem acesso à redes socias ou nem sequer conhecem o significado do termo “mídia”, a

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qual comparo com cada vez mais frequência à um balão vazio rodopiando por ai, sem rumo, nem eira  e nem beira. Algumas vezes busco, nas horas de descanso,  mensagens com substância e nem sempre encontro. O vazio da aparência me sufoca. Ando nestes últimos tempos  me redescobrindo como eu mesma. Me sinto quase que nua perante algumas análises de mim mesma, do mundo que me cerca e do mundo de forma generalizada. Me percebo muitas vezes como uma “pedra no sapato” das pessoas com as quais convivo, o que me trás muitas vezes a pura sensação de desconforto. Eu gostaria de simplesmente estar representando o meu papel de “pessoa” neste mundo, com todas as suas habilidades, marcas, sucessos, insucessos e incapacidades, mas o dia-a-dia me atrai para profundas reflexōes sobre o destino de pessoas marcadas de solidão e incompreensão. Uma luta se trava dentro de mim sobre como não sair da minha própria zona de conforto e comprar brigas que não são as minhas.  Acabo me envolvendo nestas batalhas, nas quais nem sempre saio ganhando. No entanto me sinto feliz ao perceber que sou capaz de abalar algumas estruturas e  a noite colocar a cabeça no travesseiro e dormir. A paz na consciência não tem preço. Simplesmente estar de bem conosco mesmos significa qualidade de vida.

Sim, é ano novo! Sim, são novos e velhos desafios! O teatro político, econômico e social invade nossas vidas através dos meios de comunicação, mas no fundo o que conta mesmo são nossas batalhas pessoais e cotidianas. Desejo para você, de coração, muita força, saúde e persistência para a luta diária. Persiga seus sonhos, insista em suas qualidades e não desista jamais de suas verdades mesmo que se sinta muitas vezes uma pedra no sapato das pessoas. Independente de anos novos ou velhos persista em suas positivas convicções de sociedade, de mundo. Vale a pena!

Beijos!

Uma semana espetacular!

“Carreira é mais importante para as mulheres do que filhos”

Sábado, Setembro 30th, 2017

Pesquisa: O que as mães esperam do Estado

Berlim: As prioridades de vida entre homens e mulheres se assemelham cada vez mais. Este é o resultado de uma pesquisa da Revista feminina “Brigitte”. O desejo de “igualdade” é grande, mas ainda não se concretizou, afirmou Brigitte Huber  (chefe redatora) durante a apresentação dos resultados da pesquisa ” Minha vida, meu emprego e eu”.

2000 homens e mulheres entre 18 e 69 anos responderam à perguntas relacionadas à carreira, ao desejo de ter filhos, salários e  serviços domésticos. As respostas apontam na direção de que as mulheres nos dias atuais têm fortes ambições, assim como os homens de seguirem uma carreira. Sobre o significado/importância do trabalho – o peso é equivalente para homens e mulheres. Apenas para as mulheres (82%) é mais importante do que para os homens (74%) o contato com  pessoas no campo profissional. Sem dúvida, para ambos  a flexibilidade financeira e as atividades significativas no dia-a-dia que o trabalho proporciona são fundamentais.

Tornarem-se mães pelo contrário, não é realmente um aspecto prioritário para as mulhures no se refere à realização pessoal, afirma Brigitte Huber.  A independência financeira para 94% das entrevistadas é absoluta prioridade. Apenas 68% mencionaram sobre  o desejo de se tornarem mãe.

Esta nova prioridade feminina se explica, segundo a técnica em comunicação e sexóloga Christiane  Funken  (Universidade Técnica de Berlim) através dos altos índices de separação e o medo da pobreza na velhice. (…). A verdade é que ainda é muito difícil  se conciliar a vida profissional com as responsabilidades de mãe e os deveres de casa. Como alternativa para a superação deste entrave, as entrevistadas sugerem um aumento signifitivo do valor (Kindergeld)  repassado pelo Estado (através de impostos ) para as famílias, mais flexibilidade de horários de trabalho e outras formas de atendimento  às crianças independentemente do círculo familiar.

 

Tradução livre “Karriere ist Frauen wichtiger als Kinder” – Rhein- Hunsrück- Zeitung

 

Uma drástica realidade!

Para se pensar. Nós Mulheres somos realmente muito  mais que mão-de-obra…

 

Beijos e uma linda  semana!

 

Outono, despedidas, incertezas…

Quinta-feira, Setembro 28th, 2017

” O ser humano tem três formas de agir com sabedoria: a primeira através da reflexão, esta é a mais nobre. A segunda através da imitação, esta é a mais fácil e a terceira através da experiência – esta é a mais amarga”.

Este com certeza é um ditado chinês que combina perfeitamente com o meu estado de espírito atual, principalmente a terceira alternativa, assim como a estação do ano que nos alcança no hemisfério norte. A nostalgia do outono misturada com a neblina diária e as cores das folhas que se despedem de uma fase da vida – caem bem com o meu estado de espiríto nas recentes semanas. Depois da euforia da formatura e a ansiedade por causa dos novos desafios, minha nova rotina de vida começou de uma forma inesperadamente positiva, mas como tudo que é bom dura pouco, outras semanas de muita provação me envolveram de tal forma que  me sinto doente de corpo e alma. Ontem estive pensando o que fazer para chacoalhar/ eliminar a poeira sinistra que se infiltra nos meus poros, espantar o desânimo físico e espiritual. Planejei e até fiquei feliz com a possibilidade de ir prá minha Zumba sessão-terapia, mas estava tão cansada que me joguei no sofá, peguei o livro de auto-ajuda (10 Gebote für gelassene Frauen/ 10 mandamentos para mulheres descontraídas) para ler… Em dez minutos não conseguia mais me concentrar, embora o livro seja muito interessante. Hoje, depois de uma noite mal dormida, resolvi tentar colocar em palavras a frustração do lado avesso. Penso muitas vezes em como é fácil escrever sobre vitórias e alegrias e como é complicado expor as fragilidades, mostrar as feridas e cicatrizes. Me sinto também intimidada por “chorar de barriga cheia”. Caramba o mundo está cheio de pessoas que batalham tanto por oportunidades, outras que buscam diariamente a sobrevivência. Como acho triste a ruminação por problemas tão pequenos quando comparados às catastrofes naturais, sócio-econômicas e políticas que se abatem sobre o nosso planeta ♥

Pronto já me sinto melhor!

Beijos e

tudo de bom!

Nada de promessas…

Segunda-feira, Dezembro 26th, 2016

Nem prá este natal, nem pro ano novo!Me sinto absurdamente cansada de promessas para mim mesma… “I promised  may self “- me lembrei da música linda,  me tocou tanto! Um dia perguntei para minha amiga de décadas (Lurdinha), que também curtia a música e sempre foi mais competente em línguas estrangeiras que eu – o significado de “I promised may self”.  Fato é que nunca mais esqueci as “promessas para mim mesma” e muitas vezes me sinto realmente injuriada de promessas. Assim… Não quero estar me desculpando por um post atrasado de natal e nem os recados atrasados de feliz natal que estive postando hoje… claro que para amenizar um pouco a culpa, estive explicando que na Alemanha hoje ainda é natal… Sim, o segundo dia de natal. Sem dúvida uma excentricidade alemã – como se pode pensar em dois dias de natal? Demorei bastante para me adaptar e me organizar para três dias especiais de festa, mas atualmente acho prático, pois se em  um ou dois dias tem que se trabalhar, no terceiro pode-se relaxar e aos poucos aprendi a não me contaminar pelo stress e correria que antecedem os dias de festas. Não me importa a correria das pessoas , ou os estacionamentos lotados de carros e muito menos listas de presentes e compras. Tudo fica muito mais simples e intenso quando priorizamos o que realmente é importante para as pessoas que estimamos, incluindo a nós mesmos. Resolvi que  faria neste período tão especial do ano  apenas o que fosse  essencial e posso afirmar que o mundo não veio abaixo… tudo está ok! As preocupações prevalecem, mas hoje resolvi que tudo fica adiado para outros dias, hoje foi o meu dia livre e decidi que não faço nenhuma promessa para o próximo ano.

Os dias me esperam para pequenas e grandes realizações… saúde é o que interessa, o resto não tem pressa!

Beijos e

tudo de bom!

“Pelos bailes da (alma) vida…”

Sábado, Agosto 6th, 2016

Num turbilhão de pensamentos me veio à cabeça, agora mesmo, o maravilhoso som de nosso grande Milton Nascimento e me percebi aberta para compartilhar algumas sensações, impressões e sentimentos, os quais me arrebataram nos últimos tempos. Faz bastante tempo que não encontro em mim  mesma qualquer motivação para escrever aqui… cansaço, desânimo, falta de tempo. Quando comecei, encurralada por circunstâncias pessoais, uma “quase” que nova formação profissional numa escola alemã, sob um sistema dual, ou seja teoria e prática paralelamente eu não tinha ideia de que estava prestes a medir diariamente minha capacidade intelectual, emocional e física. Eu me sentia tão motivada e não sei exatamente porque não tinha dúvidas de que daria conta do recado. Me sentia forte contra todas as prováveis dificuldades para conciliar todos os desafios em função do idioma, minha idade, minhas responsabilidades de mãe, esposa, dona de casa, amiga, irmã, tia, conhecida, colega. O fato é que estando na reta final do meu curso me sinto de novo empolgada pelas conquistas (bastante áridas) dos dois últimos anos, mas entre um bismestre e outro tive sérias dúvidas se realmente conseguiria ir em frente. Me senti muitas vezes no meu limite. Nesta busca de descanso físico, psíquico e emocional embarquei com a família há algumas semanas para a Ásia. Fomos todos sedentos para a trópica Sri Lanka. Eu só queria colocar as pernas prá cima todos os dias a beira-mar, mas acabei impulsionada à novas aventuras pelo litoral e interior do país. Me admirei pela calma, educação e simpatia daquele povo de pele batida pelo sol, habitantes de uma ilha bem próxima ao Equador. Andando na confusão de pessoas e tráfico senti a convivência pacífica entre indus, cristãos, muçulmanos e budistas, os quais representam a maioria da população. Fui muito bem recebida nos dois templos que visitei, as pessoas me olhavam nos olhos e sorriam prá mim. Me senti um pouco intrusa naquele mundo de flores, incensos e abdicação. Observando a paciência e tolerância das pessoas num trem super lotado (trajeto Kandy – interior/ litoral) me senti envergonhada pela minha boa vida num país europeu, indo prá lá e prá cá no conforto do carro aquecido ou refrigerado e no silêncio daquelas pessoas ressoavam nossas reclamações mesquinhas por nada.

Uma coisa é certa, não voltei descansada das férias, mas contagiada pela beleza da ilha tropical que visitei e sobretudo pelos príncipios das pessoas que habitam esta pequena porção do paraíso.

Por falar em paraíso,  as imagens deslumbrantes do Rio de Janeiro e outras regiões do Brasil que chegam até nós em função dos jogos olímpicos me fizeram perceber que sinto uma saudade danada desta outra porção do paraíso. Ontem, assistindo a festa de abertura dos jogos me  peguei várias vezes com lágrimas nos olhos e como foi bom ouvir Tom Jobim, Jorge Benjor, assistir à espetáculos de luzes, sons, dança, cores, história e criatividade! Independente de Temers, Aércios, Dilmas e Lulas, eu gostaria tanto de sonhar com um Brasil de oportunidades para todas as pessoas de boa vontade! Gostaria também de sonhar com brasileiros  interessados em injetar energia  em causas sociais e não individuais e sobretudo a consientização de que cada um de nós é responsável por um país, um mundo livre de corrupção, pobreza e injustiça

Beijos e

lindo fim de semana!

Nunca é tarde… para nada

Segunda-feira, Julho 18th, 2016

Segunda parte:

No começo se planeja:

  1. Escolha um desejo não realizado. Não será fácil se decidir. Para facilitar sua opção a dica é que se siga o instinto e não a razão.
  2. Se recolha e com toda a calma trace detalhes. Paralelamente integre suas ações para a concretização do seu sonho em sua rotina de vida. Por exemplo, para visitar uma ópera ou ir ao cinema, é preciso optar concretamente por qual área ou filme, qual o dia da semana que será mais adequado e a possibilidade de convencer um(a) amigo(a) para o programa.
  3. Calcule os obstáculos e possibilidades de entraves. O que pode acontecer se houver atraso para a saída do trabalho? Qual o meio de transporte mais viável? Quanto tempo é necessário para o local?

Psicólogos aconselham a se planejar desde o início os prováveis bloqueios/obstáculos para a realização dos planos. Exatamente na primeira tentativa de se sair da “zona de conforto” algo pode rapidamente falhar quando não se planeja  bem (…).

Por que esperar?  Quando o plano está pronto não faz sentido adiá-lo. Independente do que se deseja, compensa sempre não esperar muito para ouvir a sua voz interior (intuição). Costumes, rotina e a necessidade de segurança já tem muito espaço em nossas vidas. A famosa questão “quando, senão agora” vale todos os dias (…). Uma coisa é certa: Ninguém deve se arrepender por decidir-se a concretizar um plano, pois mesmo que o resultado não seja o esperado, pelo mesmo se tem a cabeça e o coração livres para novos planos e vivências.

Então, qual é mesmo aquele seu desejo  insistente, incômodo, contínuo? Comece agora mesmo a planejar concretizá-lo. Vale a pena sim!

Beijos!

 

Nunca é tarde… para nada!

Quarta-feira, Julho 13th, 2016

Primeira parte

Com uma boa estratégia tudo compensa…

O que existe de mais interessante do que forjar  planos?

Se para a  próxima viagem ou para o próximo fim de semana… temos a cabeça cheia de planos e intenções! Nossa  capacidade de imaginar não tem limites. Uma  noite de ópera, por exemplo. Uma maravilhosa sala de schows, um explêndido soprano, um opulento palco. Caramba, porque é tão difícil se concretizar um desejo? Quais os obstáculos que temos que transpor para finalmente experimentar algo de novo?

O grande obstáculo se chama comodismo. Executar algo de novo significa naturalmente a quebra da rotina. Muitas vezes isto se sucede quando observamos o nosso próprio rítmo de vida e todos os rituais saltam aos nossos olhos e nos convencemos de que o nosso bem cuidado cosmos personalizado se tornou apertado demais, sem que tenhamos realmente percebido.

Os cientistas afirmam que o cérebro busca o confortável. Romper com a rotina –  fácil falar,   difícil de praticar. O psicólogo inglês Vincent Deary descobriu que o nosso cérebro busca sempre, automaticamente o caminho mais simples para economizar energia. Nós nascemos com um cérebro, o qual trabalha preferencialmente no piloto automático. Para termos um impulso para  o novo necessitamos de grande incentivo/motivação.

Mulheres se esquivam dos riscos. O problema para concretizar desejos e alcançar novos objetivos recai realmente mais sobre as mulheres do que nos  homens, não por motivos socio-culturais. Atualmente, qualquer um pode da cabeça aos pés se renovar. Na  chamada sociedade multi-opcional pode-se fazer o que quiser, pode-se gostar do que quiser, amar quem quiser, viver onde e como quiser.

Na verdade nós mulheres somos acostumadas a sermos ativas durante a nossa vida inteira. Nós parimos e criamos  nossas crianças, dominamos nossas tarefas dentro e fora de casa e cuidamos do círculo de amigos. Contudo ao, eventualmente, alterarmos o nosso comportamento somos tremendamente hesitantes e cuidadosas. Em cada intenção prevemos mais riscos do que chances: o receio de perda de energia e de super-exposição nos privam de chances para vivenciarmos um novo fantátisco tempo.

De novo, mais ousadia. Então… qual a estratégia para enfim se provar algo de novo? Psicólogos e Life-Coaches sabem que é necessário mais do que a vontade para se concretizar um plano. Eles aconselham a se começar com um Realitäts-Check. Ele ajuda a se reconhecer o que se realmente deseja.

Agora, como se faz este check da realidade?

Amanhã, escrevo sobre ele…

Beijos.

Ps. Tradução literal do artigo “Es ist nie zu spät für nichts” – páginas 25,26 da  revista Victoria-Lebenslust ist zeitlos.