Posts Tagged ‘Conflitos’

Muitos têm stress ou (melhor) pressão!

Quinta-feira, Novembro 22nd, 2012

"Wer die Relativitätstheorie befriffen hat, dem fällt Ein-Stein vom Herzen/ Quem compreendeu a teoria da relatividade, derrubou uma pedra do coração." Gerhard Krug

Um pequeno bálsamo para mães/pais e crianςas…

Vocês se sentem por parte da escola algumas vezes realmente pressionados e têm a sensação de que no momento tudo é demais? Então vocês nao estão sozinhos. Pesquisadores obtiveram muito recentemente o resultado de uma grande pesquisa realizada em todo o território alemão e concluiram através das respostas às perguntas por Eles elaboradas que uma a cada três crianςas que frequentam as segundas e terceiras séries se sentem muitos stressados, ou seja sob muita pressão no ambiente escolar. Segundo os resultados da pesquisa os fatores de stress que  acompanham e perturbam os pequenos em suas rotinas de vida para  podem ser ordenados da seguinte forma:

  1. Escola;
  2. Brigas e aborrecimentos;
  3. Situaςões de conflitos na família.

Mas o que significa realmente este termo -stress- tão moderno e popular?

Do  inglês para o português podemos traduzir para pressão/tensão e para o alemão – Druck/Anspannung.

Sob pressão todos nós  reagimos de forma especial tanto física, mental, psicológica ou espiritualmente. Estas reaςões nos ajudam a sermos capazes de solucionar certos problemas e superar muito desafios. No entanto muitas pessoas não se sentem bem quando muito pressionadas e procuram assim aconchego na solidão e em situações de ralaxamento. Por isso é muito importante que encontremos em nossas rotinas de vida o equilíbrio entre tensão e relaxamento, pois convivermos bem com a tensão nos fortalece para a superaςão de novos desafios, mas por outro lado não devemos esquecer do relaxamento e nos dedicarmos também aos nossos hobbys. Ouvir música, praticar esportes, brincar ou simplemente não fazer nada – só isso pode nos ajudar com muita frequência a enfrentar o próximo dia com mais disposiςão e otimismo!

Texto traduzido “praticamente” na íntegra da coluna Kindernachrichten/notícias para crianças: Jornal Rhein-Hunsrück. Nr.: 272 – 22.11.12

Ps: A matéria de capa de hoje do jornal veio a calhar com o meu momento. Me sinto agora melhor por saber que não estou sozinha na batalha. É muito triste para uma mãe perceber o stress, o medo e a desolaςão nos olhinhos de uma crianςa que gostaria apenas de ter mais tempo para brincar do que se prender a uma cadeira horas inteiras correndo atrás das melhores notas… Eu sei que se conselho fosse bom, seria vendido, no entanto enquanto mãe e educadora eu cheguei a conclusão que não deveríamos aceitar que nossas crianςas fossem despachadas para a escola com 5 anos.

Beijos para pequenos e grandes!

Conflitos em 4 paredes

Quinta-feira, Agosto 18th, 2011

Coloque a boca no trambone, se for necessário.

Ontem pela manha me deparei com vários temas bastante interessantes no caderno “Leben” do jornal regional. O título do texto principal – “Vom Streit der Eltern lernt das Kind”/ A crianca aprende com a briga dos pais – me chamou especialmente a atencao, afinal quem está livre de uma boa briga com o/a parceiro? Quem pode dizer que todos os dias sao só de flores? Nao, infelizmente nem todos os dias sao de flores. Os conflitos fazem parte de qualquer relacao e algumas vezes nao conseguimos resolvê-los tao diplomaticamente quanto gostaríamos. Nao é nada agradável quando temos que alterar o volume do nosso tom normal de conversa para nos fazermos entender ou impormos o nosso ponto de vista – envolve uma perda enorme de energia e abala tremendamente o sistema nervoso. No entanto sabemos faz tempo que “felizes para sempre” nao existe. Agora como tratar das nossas diferencas íntimas ou nao quando a relacao também é composta por criancas? Como nao envolvê-las nas discórdias conjugais? É possível isso? Como? Quando? Devemos realmente poupá-las dos conflitos?

Penso que os pais, em sua grande maioria, gostariam sim de manter os filhos afastados daquelas situacoes onde parece que “a casa vai cair” – o que é absolutamente correto. Porém fingir para as criancas que tudo transcorre 100% todos os dias seria humanamente impossível além do que nao estaríamos preparando nossos filhos para a vida. As rusgas fazem parte de todas as relacoes, inclusive entre os pais. O desafio é como chegarmos aos acordos entre as partes. Resolver conflitos é um aprendizado e como todo aprendizado é um processo, exigindo assim tempo, perseveranca, erros e acertos. Este aprendizado tao importante para a vida e que faz parte do “ser competente socialmente” adquire-se, como todos os outros, inicialmente em casa com os pais e irmaos. Mas como transformar um conflito e tudo o que ele representa:  desgaste, tristeza, lágrimas – em algo positivo para os filhos?

Alguns aspectos que devemos ter muito claro para nós mesmos:

  • O conflito deve ser tratado em alto nível – nao pertencem em hipótese alguma à orelhas das criancas: palavroes, falta de dinheiro, separacao, intimidades. Quando uma escalacao é evidente deve-se aguardar a saída das criancas para a escola ou para um passeio;
  • Tudo o que se relaciona à uma relacao entre casais uma crianca só terá condicoes de entender quando ela mesma tiver vivenciando uma relacao;
  • É tabu também transformar a crianca em mensageira. “fala pro seu pai….”  “fala prá sua mae…”
  • Muito importante: esclarecer para a crianca que há amor na relacao, porém no momento há entre os pais uma tremenda divergência de opiniao e exatamente isto está causando discussoes e problemas, mas o empenho na busca de solucoes é grande por ambas as partes;
  • Mais importante ainda para a crianca é ser envolvida no momento da reconciliacao. É fundamental para a crianca sentir e saber que a tempestade passou ao menos temporariamente.

Eu sei que nada é tao simples quanto ler um texto. No entanto penso que saber um pouco mais sobre como se comportar em situacoes difícieis pode melhorar a nossa qualidade de vida e proporcionar uma vida mais harmoniosa em família. Nao resolve se fingirmos que nada está nos incomodando para evitar um “quebra-pau”. Precisamos sim algumas vezes expor os nossos sentimentos de descontentamento e dor, afinal quem está livre deles?

Beijos.

Fonte: Rhein-Zeitung n° 189

Israel – História e dor.

Terça-feira, Maio 24th, 2011

Saiba, lembre-se e nao cometa os mesmos erros!

Há 63 anos atrás Israel foi denominado “Estado”, ou seja Israel é um jovem país. Antes, por longos anos, os judeus nao tiveram um país próprio. Eles viveram espalhados em diversas áreas do planeta, principalmente nos países europeus – inclusive Alemanha. Os judeus, onde quer que estivessem, sempre tiveram que batalhar muito contra preconceitos e perseguicoes. No entanto, a perseguicao que sofreram na Alemanha – a partir do ano de 1933, quando Adolf Hitler assumiu o comando político do país – foi muito grave. Ele tinha como objetivo a dizimacao do povo judeu. Durante a Segunda Guerra Mundial foram, infelizmente, seis milhoes de judeus assassinados. Quem pôde fugiu do país ainda antes do início da Guerra. Muitos foram para a América para fugir da fúria e loucuras nazistas. Milhares, fugiram para a regiao onde os seus antepassados viveram, ou seja onde hoje localiza-se o Estado  Israel. Esta regiao foi há 2000 anos atrás uma das áreas mais importante do Reino Judaico até que os Romanos a invadiram e se apossaram da regiao. Assim, os habitantes desta regiao – os judeus, se viram desapatriados e por questoes de sobrevivência, se espalharam por muitos países nos diferentes continentes. Os sucessores dos romanos na regiao que antes pertencia aos judeus foram os árabes.

Após a derrota de Hitler e o fim da Segunda Guerra Mundial, os sobreviventes judeus solicitaram um país próprio, um território onde eles se sentissem em seguranca e em liberdade (algo totalmente compreensível!). No entanto, depara-se com um outro grande problema – há séculos, o território que antes pertencia à eles foi ocupado pelos árabes, denominados  Palestinos – os quais assim como os judeus construíram nesta área “Cidades Santas”, ou redutos religiosos do Islã (Religiao oficial própria). Assim nao admitiram simplesmente abandonar a regiao. O conflito estava evidente e na busca de uma solucao para o mesmo, políticos de quase todos os países do Planeta – no ano de 1947 –  optaram por dividir a regiao em Estado Judeu e Estado Árabe. Os judeus concordaram com a saída diplomática e a aceitaram, mas os Palestinos a recusaram. Quando entao, meio ano depois David Ben Gurion (represente político judeu) conclamou o Estado (País) de Israel, explode uma guerra na regiao – Estados Árabes nao reconhecem o novo país. Israel ganha a guerra, porém, infelizmente nao a paz. É o ínico do conflito constante que existe na regiao do Oriente Próximo.

Depois da guerra, Israel se apossa de várias regioes Arábicas e expulsam os Palestinos que viviam nestas áreas. Os quais fugiram para o reduto Árabe na regiao – Faixa de Gaza e Ocidente da Jordânia.  Infelizmente, a tensao perdura até os dias atuais. Muita violência e sofrimento fazem parte da História dos dois povos, apesar das tentativas de resolucao destes conflitos – por parte de vários políticos do mundo todo. Assim, violência e dor também, para o desgosto de todos nós, estiveram presentes durante as comemoracoes de aniversário da fundacao do Estado de Israel.

Sinto muito! Es tut mir Leid!  I’m sorry!!

Lo Siento mucho!

אני מצטערת

Texto base: traducao “Israels Geschichte”, escrito por Sonya Ross – Rhein Zeitung (21.05.2011)