Posts Tagged ‘Cotidiano’

Sobre o peso da negatividade…

Sexta-feira, Março 16th, 2018

“… Damit wir uns in diesem Chaos zurecht finden und die Aufgaben des Alltags bewältigen zu konnen brauchen wir die Fähigkeit Unwichtiges auszublenden und unsere Aufmerksamkeit gezielt auf die wichtigen Dinge zu lenken…”

“… Para que possamos nos encontrar ao meio deste caos e poder realizar todas as nossas tarefas diárias, precisamos ter a capacidade de ignorar banalidades e direcionar nossa atenção de forma objetiva no que realmente é importante…”

Não sei onde li este pensamento, nem quem escreveu. Tenho a mania desde sempre de anotar em qualquer papel que encontro a  minha frente o que leio e bate com meu estado de espiríto daquele momento. Não sei também a quanto tempo tenho estas linhas registradas em um caderno usado. O fato é que ontem encontrei este registro e ele de novo me fez pensar sobre a minha ansiedade dos últimos tempos. Tentei analisar a minha ansiedade e angústia (infundadas)  das últimas semanas. Sou uma daquelas criaturas que na verdade não devem se dar ao direito de reclamar de nada. Sou feliz e agradecida ao universo por estar saudável, ter me redescoberto profissionalmente depois de uma longa pausa por poder vivenciar os primeiros anos de minhas filhas com toda a intensidade possível e atualmente não preciso de mais nada. Me perguntava então porque o desânimo, porque a leve sensação de insatisfação e angústia que têm acompanhado. Não encontrei outra resposta senão o peso que a negatividade de uma pessoa mal resolvida  (no ciclo de trabalho) influencia meu estado de alma e faz com que eu me sinta cansada e desanimada. Me pergunto se individuos deste genêro são justos consigo mesmos e com as pessoas ao seu redor: Lançar a própria amargura e frustração sobre quem estiver por perto! Com certeza todos nós já passamos por situações semelhante e infelizmente não estaremos livres delas num futuro próximo ou distante, dai esta necessidade da capacidade e ignorar/ congelar energia negativa. Meu questionamento ainda se refere ao “como”. Embora já tenha lido muito a respeito e tentar aplicar alguns métodos “zens”, ainda me deparo com o problema. Alguém conhece realmente um método eficaz?

 

Beijos e muita energia positiva para você,

que me lê!

Ärger in Deutschland 2/Aborrecimento

Sexta-feira, Novembro 20th, 2015

(grande) na Alemanha 2.

Há mais de cinco anos escrevi o Aborrecimentos na Alemanha” 1. De novo, posso começar o texto afirmando que não gosto de reclamar… mas considerando que hoje estou chata,  vou reclamar um pouco e  escrever sobre chatices neste país, o qual muitos observam com lentes coloridas, lindas perspectivas turísticas e outros com com esperança de dias (econômicos) melhores. O dificil é ser chata o suficiente para afirmar que ambos os grupos têm uma visão ilusória deste país. Penso que todos temos, na verdade, visões ilusórias de realidades que observamos de fora para dentro.

A verdade é que depois de cinco anos do meu post com o mesmo título – versão 1, águas rolaram sob pontes, aprendi (duramente) outro tanto sobre o idioma e a cultura deste país e por isso mesmo encaro desafios de outras dimensões e intensidades. Estou hoje um pouco cansada de sorrir frente aos desafios e disposta e expor-me para afirmar que enquanto estrangeiros nesta terra, permanecemos estrangeiros e não importa muito o quanto você se ajustou nos costumes germânicos, você será sempre uma estranha no ninho, até porque entre eles mesmos há muitos entraves, inclusive culturais de povoado para povoado, de sotaque para sotaque. Assim como nós brasileiros reconhecemos e admiramos ou não os sotaques e características típicas do nordeste, sudeste e sul – sem citar os sotaques e particularidades paulistas, cariocas e mineiros,…

Hoje me sinto amarga com a (tendência para)  organização que existe neste país. Por causa de 100 metros, não sei a conta que vou receber por estacionar – com certa “possibilidade” de  atrapalhar a saída de um treiler de sua garagem. Considerando que as vésperas do tempo de advento e um tempo horrível de chuva ninguém sai por ai viajando num treiler. Contudo, o morador da casa fez questão de avisar o mundo inteiro que um automóvel qualquer atrapalhava a possibilidade dele sair de sua garagem.

Bem, na verdade considerando a semana super difícil que tive e a manhã pouco produtiva (revimos o condicionamento de Pavlov) na escola, fiquei muito transtornada ao ler o bilhete amarelo no parabrisa do carro e receber pessoalmente informações extras do morador que eu pagaria caro por não estacionar 100 m distante de sua garagem, onde guarda um grande carro. Não me contive, assim, em escrever um post, meio que venenoso sobre o que existe nas entrelinhas quando se resolve viver por aqui.

Talvez eu esteja muito cansada hoje e sobrecarregada das experiências da última semana – trabalhando sem pausa, sem apoio, num grupo de pessoas dementes, deficientes, doentes, idosas e presa aos compromissos teóricos de  ontem e hoje, cujos resultados práticos  me deprimem, poderiam me fazer desistir de algo que realmente gosto de fazer e sobretudo desistir de novas perspectivas e talvez de parte de mim mesma.

Gostaria muito de avisar ao mundo que não se iluda com uma vida fácil neste país com sólidas e centenárias regras.

Ps. Acho engraçado os discursos políticos e ou religiosos sobre integração dos refugiados. É claro que eles representam apenas mão de obra bem “em conta”.

 

Tudo de bom, apesar de todos os pesares ♥

Beijos com amor

O fascínio alemão pelas datas

Domingo, Abril 5th, 2015
"Die Freude, die wir an einer Sache haben, liegt nicht an der sache, sondern in uns."

“Die Freude, die wir an einer Sache haben, liegt nicht an der sache, sondern in uns.”

E o meu descaso pelas ocasiões e cumprimentos forςados!

Hoje estou podendo sem qualquer sentimento de culpa pensar e escrever sobre o meu descaso pelo realce que os alemães impõem às datas. Estou sozinha com meu cansaço e meus pensamentos. Minha família está de férias, os três foram aproveitar os dias livres na Bavária. Eu os incentivei a ir, afinal não é porque eu preciso trabalhar que todos precisam se entediar na rotina morna de Mermuth.

Sim, ontem e hoje  estive trabalhando e me assustava a cada vez que uma pessoa abria um sorriso forçado para mim e dizia “Frohe Ostern (Feliz páscoa)”! Pessoas que normalmente custam a dizer a cada manhã um “Bom dia”!

Não sei se é uma questão pessoal ou cutural, mas o fato é que eu absolutamente não penso ou me comporto tão diferente quando estamos por volta do natal, páscoa ou aniversários. Na verdade, para mim, é muito mais importante como  no dia-a-dia – em alta rotina – nos interessamos pelas pessoas, do que em uma data de calendário. Talvez tenha trazido este jeito da educação que meus pais me deram. Entre nós a única grande comemoração era o natal, quando a família se reunia e estávamos felizes por apenas  estarmos juntos – os adultos conversando entre si e as crianças correndo livres pelo quintal afora. Ninguém se preocupava com um pacote de presente. Hoje, quando falo sobre isso na minha família alemã/brasileira ninguém acredita em mim…

…Talvez porque aqui vivenciamos o oposto! E, como me encabula esta fascinaςão alemã pelas datas e sobretudo o stress na preparação do cardápio, presentes e visitas! Quem precisa de um cardápio especial de páscoa? Quem precisa de presente de páscoa? Quem precisa planejar meses antes quem vai visitar quem ou quem será visitado porque é tempo de páscoa? Quem precisa parecer mais simpático porque é páscoa? E você sabia que os alemães tem dois dias de feriado no natal – 25 e 26 e dois dias na páscoa? Sim, aqui se comemora o domingo e a segunda de páscoa. Quem pode me explicar por quê? Estivemos hoje estressados no trabalho com o cardápio especial e o bolo das 15:00. O que me agradou mesmou foram as estradas completamente vazias lá pelas sete da manhã e fiquei contente por não precisar de um supermercado ou farmácia, afinal tudo esteve fechado hoje também, em plena segunda-feira.

A verdade é que ainda näo me acostumei com o jeito extremo dos alemäes – se vou me acostumar um dia, continua uma pergunta!

 

Beijos e

uma linda semana prá vocês, sem ou com ovos!

 

 

 

conjugando o verbo amar – para meninos e meninas

Quarta-feira, Maio 22nd, 2013

Somos mais complexas do que (algumas vezes) podemos suportar.

Ontem recebi uma linda mensagem da Regina, uma amiga muito especial. E Considerando o peso das verdades contidas neste texto, eu não poderia deixar de compartilhá-lo com vocês.  Assim tenho certeza que vale a pena perder alguns minutos para ler estas verdades de uma relação:
Amar não é suportar tudo. Aguentar qualquer coisa.
Não é porque você ama que o amor se faz sozinho.
Não é porque você conquistou quem desejava que deve relaxar.
Não é porque alcançou a independência financeira que já tem autonomia afetiva.
Quando chega em casa do trabalho, depois de oito horas de incômodo, da chuva de cobranças e prazos, cansado, estressado, faminto, não adianta afundar no sofá, esticar as pernas, esquentar algo e se apagar.
Não terá direito à solidão e ficar em paz. Não terá direito a não conversar. Não terá direito a não ser afetuoso. Não terá direito a assistir televisão sem ninguém por perto.
Se pretende se isolar, não ouse casar, não procure dividir o tempo e o abajur.
Quando regressa do serviço, acabou a vida profissional, porém começa a vida pessoal. E do zero.
Sua mulher não tem que tolerar seu desaparecimento, sua anulação, sua desistência pelos corredores.
Ela quer senti-lo, entendê-lo, percebê-lo.
A noite é manhã para o amor.
Quando retorna da rua, agora é o instante de trabalhar o relacionamento.
Da mesma forma em que seria demitido se ofendesse um colega, não desfruta de espaço para agressão e gritos. É a esfera da delicadeza, das pontas dos dedos no rosto, de emoldurar a confiança.
Controle-se, comporte-se, cuidado com o que diz, não se entregue ao cansaço.
Sua esposa nada tem a ver com aquilo que cumpriu à luz do sol. Não conta pontos sua dedicação no escritório.
É um novo turno, sem antecedentes, sem pré-história.
É a primeira vez durante o dia que trocará assunto com ela (que seja separando as melhores peripécias). É a primeira vez durante o dia que se dedicará a ouvi-la (que decore a intensidade das palavras). É a primeira vez durante o dia que passará as mãos em seus cabelos (que seja mais generoso do que a escova). É a primeira vez durante o dia que beijará sua boca (que seja com calma da janela). É a primeira vez durante o dia que presta atenção no que ela veste e como se veste (que seja com atenção de alfaiate).
Não há como trapacear. Não há como despistar, postergar para o final de semana.
É só você e ela.
Tome guaraná cerebral, emborque litros de café, triture amendoim com os dentes. Mas se mantenha acordado. Não se ganha um casamento empatando.
É o período de oferecer atenção integral – ela espera que confirme os motivos para estarem juntos.
Por mais absurdo que soe, assim que pousa sua pasta no chão da residência, inicia o expediente amoroso – todos que amam têm dupla jornada.
É acolher as dúvidas, abraçar demorado, preparar a janta, perguntar sobre os amigos, valorizar os apelidos, deitar próximo, não se distanciar do campo elétrico da pele.
Amar é muito mais grave do que uma profissão. Muito mais complicado. Não tem aposentadoria.
Texto escrito por Fabrício Carpinejar

Beijos e tudo de bom!

“Cá” entre nós!

Quinta-feira, Agosto 30th, 2012

"Já errei, acertei, perdoei, odiei... estou sempre aprendendo viver..." Chaplin

Estou com muitas dificuldades para escrever um post de caráter pessoal. Faz tempo que não me sento para organizar parte dos meus  pensamentos, minhas dificuldades, meus altos e baixos e sobretudo publicá-los. Atualmente tenho muitos problemas para encarar o mundo vasto e algumas vezes bastante sombrio que a Web representa. No entanto, tenho que admitir que através das minhas aventuras no plano virtual tenho “encontrado” pessoas amáveis e inteligentes e tenho a chance também de “reencontrar” pessoas queridas que fazem parte também do meu mundo real,  pessoas que estão entre  1 a 10.000 kms de distância. Temos encarado também aqui em casa muitos problemas técnicos com a rede telefônica e por consequência a nossa conexão. Estou sim de certa forma tentando me desculpar pela minha “ausência” aqui neste retângulo que de forma interessante me transporta além de fronteiras internacionais e oceanos – isso me deslumbra um pouco, mas de verdade! – só um pouco. Meu deslumbre indescritível se encontra ao meu redor, nas pessoas que me inundam de alegria, espanto, raiva, tédio, tristeza, vergonha, decepção, ansiedade… ou seja as pessoas com as quais convivo e deixam transbordar a própria autenticidade. Entre estas pessoas se encontram meu pequeno, mas estupendo círculo de amigas, todas as crianςas e pré-adolescentes com os quais trabalho, boa parte dos meus vizinhos, o pai das minhas filhas e logicamente Elas. Minhas filhas que neste mês completaram mais um ano de vida. Tenho que agradecer bem alto ao criador por tê-las me presenteado assim doces, mas também algumas vezes  rebeldes como são e principalmente saudáveis física-pisico-socialmente. Me entristeςo muito quando percebo que alguém está doente e não sei qual das formas de doenςa é mais dolorosa: a física ou a psíquica. De qualquer forma penso que temos que nos cuidar para que nossa alma não adoeςa, então temos uma chance de passar por esta vida mais satisfeitos do que insatisfeitos, afinal o que conta mesmo e nos proporciona profundos momentos de paz e felicidade são as coisas mais simples e naturais como o sorriso de uma crianςa, o olhar curioso de um bebê, o pôr do sol, o nascer do sol, uma chuva forte num dia quente de verão, o calor aconchegante de uma casa cheirando a café numa manhã calma e fria, a alegria de nossos filhos quando chegam em casa contando sobre suas mais recentes experiências…

A propósito, sobre recentes experiências tenho muito a compartilhar:

  • Minha cozinha, meu lugar preferido para trabalhar e filosofar está reformada e fazem parte da decoraςão  alguns detalhes muito pessoais e (pelo menos para nós) – muito interessantes. Por exemplo uma foto ampliada de algumas montanhas de Minas Gerais. A moldura tem o formato janela. Uma ideia maravilhosa, tenho que admitir, do  meu príncipe.
  • Sobre o cansaςo e conflitos que esta reforma nos custou, melhor não comeςar a escrever!
  • As crianςas voltaram para a escola e já estamos profundamente envolvidos com trabalhos, avaliaςões e notas. Notas, inclusive  são novidades para Vic, mas já teve que digerir um 2 (no Brasil significa um 8 – na escala 0-10) em Artes, e um 3 (ou seja um 7 na escala 0-10) em Ditado – nada mal, mas Ela estava convicta que teria um 2 em funςão dos seus “4 pequenos erros” – Ela chegou em casa meio decepcionada com o “3”, mas por sorte não pensou muito mais no assunto. Para a minha tranquilidade “parece” estar um pouco preocupada com o trabalho de Matemática que vai ter na próxima semana;
  • Estou fazendo esporte com as crianςas 3 vezes na semana e o meu grupo de terςas está lotado de crianςas bem pequenas, doces e arteiras;
  • Nas quartas-feiras  tenho vivenciado  aventuras com gesso, terrakota e cores com crianςas de 5as e 6as séries – a experiência está sendo ótima!
  • Em duas semanas reencontro meu grupo animado de meninas para nos prepararmos para o carnaval 2013;
  • Na próxima semana vou ter o prazer de receber uma equipe de televisão aqui em casa (SWR), a qual por puríssima coincidência descobriu que uma brasileira em Mermuth se interessa tanto por História Alemã que ousou escreveu um livro sobre parte desta História e está muito envolvida num segundo projeto. Ontem um representante desta equipe me telefonou e me pareceu muito simpático e interessado em conversar comigo a respeito. Agora a ressonância disto e como eu vou me comportar em frente as câmeras – só Deus sabe! Tenho que confessar que já me sinto tímida! Estou pensando também se devo marcar uma hora na cabeleleira e perguntar sobre um make-up…

Acho que já escrevi demais… acho que estava com saudades!

Beijos

Dicas (práticas) do Consultório

Sábado, Agosto 4th, 2012

"Esconda a sua loucura atrás de um lindo sorriso.Isso basta". Paulo Coelho

Um final de semana diferente me aguarda, muito tranquilo… talvez até tranquilo demais. Estou sozinha em casa com meus pensamentos, ocupaςões domésticas e projetos para o futuro. É o terceiro ano consecutivo que Meus Três foram acampar juntamente com outros pais e crianςas aqui da nossa vila e dessa aςão, a qual tem um quê de aventura e gostinho de fim de férias, as mães estão fora, permanecem em casa e estam proibidas de participarem da aventura dos Meninos e Meninas. Às mães é concedida a  permissão de  ocuparem o próprio tempo com Elas apenas e decidirem desde a organizarem  grandes programas com amigas ou dormirem o tempo tempo se assim desejarem. Acho muito interessante esta tradiςão daqui! Meu final de semana, no entanto, mesmo sozinha já está repleto e não de programas com amigas, pois elas já estão comprometidas com  outras atividades. Acho que de diferente mesmo vou apenas dormir algumas horas extras que normalmente até porque tenho que me carregar de energia para a próxima semana que será de reforma na cozinha, ou seja meu campo preferido de trabalho e filosofia estará caótico! Jörg já me disse: “a partir de segunda, você não reconhecerá mais a sua cozinha…” Deus meu!

Mas particularidades a parte, comecei este post com o objetivo de compartilhar algumas dicas úteis que li ontem e considero bem importantes para nos ajudar em nossos relacionamentos, afinal é ilusório de que alguma relaςão sobreviva sem conflitos, sem contradiςões, sem altos/baixos e já sabemos também faz tempo que almas gêmeas não existem a não ser em ficςão. Assim encarar a realidade e trabalhar as diferenςas ajudam muito a amenizar os conflitos. Logicamente certa flexibilidade, em qualquer situaςão é fundamental senão a única possibilidade é mesmo viver sozinho, mas como disse o poeta: “…ninguém é feliz sozinho…”

Alguns aspectos a serem considerados:

1-Férias:

  • Quando um dos parceiros gostaria de ir para as montanhas e o outro para o mar o melhor mesmo é tentar estabelecer um acordo no qual em um período de férias os dois viajam para as montanhas e no outro período para o mar;
  • Isso vale também para as atividades – quando um quer ir para a praia e o outro jogar futebol ou golfe – vale o consenso no revezamento dos programas;
  • Existe também a possibilidades de programas separados, os dois não precisam estar juntos 24 horas por dia. Assim enquanto Ela vai às compras ou ao cabelereiro, Ele pode se ocupar sozinho com uma atividade que o agrada muito e a Ela não exatamente;
  • Absolutamente irreal também é pensar que os problemas por si mesmos se resolverão nas férias. É melhor não esperar que cicatrizes e conflitos se evaporem apenas com o “clima de férias”.

2-Caixas:

Quando os dois se relacionam de forma muito diferenciada com dinheiro, faz sentido a existência de contas separadas. Quando os dois têm bons rendimentos vale a pena a organização de um caixa extra para despesas comuns com a casa. Muitas situaςões conflitantes e desagradáveis podem existir se um tentar mudar a maneira do outro de investir ou gastar, pois este aprendizado está muito ligado a forma como fomos educados – normalmente aprendemos com os nossos pais no que e como investir ou desperdiςar o nosso dinheiro.

3-Amigos:

Paralelo aos amigos comuns, devemos ter os nossos próprios amigos independentes de nossa relaςão amorosa. É saudável para ambas as partes passar algum tempo sozinhas com pessoas que lhe são confiáveis para uma boa conversa ou a prática de algum hobby.

4- Pequenos segredos:

Os casais não precisam sempre falar sobre tudo. Um pouquinho de segredo fazem como “o outro” permaneςa interessante, atrativo. Psicólogos afirmam que os pequenos segredos permitem que possamos fantasiar através/em  nossos parceiros. Sem segredos o efeito se perde. Absoluta transparência não fortalece o relacionamento, pode torná-lo apenas entediante. Mais importante  é que sejamos para nossos parceiros pessoas previsíveis e confiáveis.

Beijos e boa sorte!

Fonte: Rhein-Hunsrück-Zeitung n°: 179,  em “Leben – Familie & Beziehung”

“Je mehr Liebe du gibst/ Quanto mais amor voa doa…

Terça-feira, Maio 29th, 2012

mehr davon du besitzt/ mais você posssui do mesmo.

Lindo, pensei eu… observando o quadro de recados de um dos apartamentos desconhecidos que visitei no último sábado, quando então ajudei Jörg na instalaςão de mais de uma centena de alarmes contra incêndio. Nem eu mesma pude acreditar nesta soma, mas como sei que Ele gosta e precisa de exatidão, acredito piamente em seu relatório. Eu sei apenas que no sábado a noite eu não consegui acompanhar o Euro Vision Contest por mais que dez minutos de tão cansada que estava. E talvez hoje possa compartilhar o como foram interessantes os meus mais recentes dias. E afirmo com todas as letras: cheios de altos e baixos, com algumas lágrimas e sorrisos.

  • Penúltima sexta: Café da manhã com amigas, aliás muito queridas – ainda comemorando o meu aniversário;
  • Sábado: dia de trabalho em Koblenz, logicamente cheio de novidades nem sempre agradáveis;
  • Domingo: Quermesse em Mermuth – onde trabalhei, voluntariamente, oferecendo atividades recreativas para as crianςas- aqui vivenciei uma experiência muito positiva me engajando numa cooperaςão com os bombeiros voluntários da vila. Só posso elogiar a receptividade deles e me esbaldar com os sorrisos que tenho ganhado dos habitantes da vila por ter me envolvido  num evento tradicional e popular entre os moradores do lugar;
  • Durante a semana: minhas aulas de esporte com as crianςas ao ar livre e pés descalςos – aproveitando o verão que deu o ar de sua graςa neste país gelado;
  • Último sábado: quase dez  horas de trabalho em Koblenz na instalaςão de  alarmes . Horas nas quais  vivencei experiências lindas e horríveis – paralelamente. Contraditório? Absolutamente não. Posso explicar exemplificando que  encontrei muitas pessoas jovens, simpáticas, receptivas, porém quase que encerrando um dia extraordinário com “chave de ouro”- tive uma experiência totalmente negativa, senão horripilante – a de entrar em um apartamento, cujos habitantes são Neo-Nazistas. Eu senti ímpetos de permanecer no corredor do prédio, quando observei os lenςóis pretos que cobriam os colchões espalhados pelos cômodos, as toalhas negras estendidas nos varais, cartazes fixados nas parees com propagandas pró- Neo. No entanto, o que mais me amendrontou foi o cachorro que também habita este apartamento- ele tem quase o meu tamanho,  insistia em me cheirar e assustar. O tempo todo eu pensava:  ” Ele vai me devorar agora mesmo…”  Esta foi uma das mais terríveis experiências que vivenciei nos meus quase 12 anos de Alemanha. Par a minha sorte, o dono do cachorro, nada simpático, mas pensando prático  tratou de levá-lo para longe de mim ao perceber o meu pânico e a seguranςa nas atitudes seguras, acertadas e firmes do meu “chefe alemão”. Não posso descrever o ambiente pesado e desagradável que permeceu naqueles cômodos por todos os minutos, nos quais tive  que ali permanecer – muito amedrontador  e desconfortável, posso afirmar com todas as letras!
  • Bem, no domingo tentei colocar “a casa” em ordem e a tarde aceitando um convite inusitado para tomar café na casa de um dos meus vizinhos apaixonados pelo Brasil, acabei lá ficando na companhia de outras pessoas próximas, até tarde, tomando o pouco de cerveja gelada que ele tinha em estoque, olhando mil fotos de todos os lugares que ele já conheceu e  ouvindo uma sequência meio doida de músicas de diferentes artistas e estilos como: U2, Metallica, Paula Fernandes, Kiss,  Böhse Onkelz , Paula Fernandes de novo…  o meu vizinho está encantado com Ela e eu também!

No mais, quanto a esta semana… fica para a próxima! Nem conto… Laura sofrendo de insônia por causa de um trabalho de matemática e Victoria em prantos porque seu coelhinho fugiu…

Finalizando, vale a pena ouvir!

Beijos.

Prima – vera!

Terça-feira, Março 6th, 2012

"O pessimista reclama do vento. O otimista espera que ele se vira. O realista reajusta as velas ..."

Depois de muitos dias cinzas e úmidos, a manhã de hoje está clara e agradável. A primavera está de novo presente em nossas vidas! Estou feliz por poder ouvir de novo o canto de alguns pássaros que já voltaram para os nossos jardins. O verde dá sinais de renascimento. Os “sininhos de neve”/ “Schneeglöckchen” – estão por toda parte. Domingo enquanto passeava por aí com as criancas para tomarmos ar puro, tive o prazer de observar o céu cheio de gansos. Sim, me senti renascer um pouco ao observar o fênomeno – é sempre uma grande alegria recebê-los na chegada da primavera. A sensaςão de esperanςa invade a alma. Esperanςa de muito verde, cores, sol, leveza e discontraςão. O inverno alemão é sempre uma provaςão para nós que crescemos com a delícia de temperaturas tropicais. Não gosto de reclamar muito não, mas estou muito contente com o fato de que quase deixamos para trás mais um inverno. A perspectiva das férias de Páscoa e de visitar o Brasil também me anima bastante. Procuro não pensar que serão apenas duas semanas de fuga de um cotidiano  pesado. Estou me sentindo hoje muito séria e meio chata, mas penso que seja pelo fato de estar ainda sentindo os sintomas de uma gripe horrorosa que me pegou há dias e ainda não me abandonou, infelizmente. Tenho me arrastado para continuar bravamente com todas as minhas atividades, mas confesso que estive muito desanimada com tudo e todos… fazia tempo que não me sentia tão deprimida! Mas só porque estou me sentindo um pouco melhor aqui estou eu compartilhando algumas das minhas recentes alegrias e tormentos. Venho repetindo para mim mesma:  “nicht die Flügel hängen lassen” / “não deixe as asas penduradas” .

Beijos e linda semana!

Dasafiar é preciso…

Sexta-feira, Dezembro 30th, 2011
Com carinho!

Com carinho e esperança, a qual não podemos ousar perdê-la.

Me sinto absolutamente em falta com este espaςo tão especial e que gosto tanto, tanto! Já se passaram muitos dias desde que dediquei umas duas horinhas para o meu cantinho na web. A mais pura verdade é que não tenho conseguido conciliar minhas atividades práticas com os meus hobbys. Logicamente a vida latente que flui ao meu redor é muito mais urgente e exigente que o sossego em poder  dedicar-me a escrever e publicar relatos, textos e outras coisas extras que “me puxam”  para a frente do Lap-Top. Bem, as festas natalinas se foram, eu sobrevivi… por menos que eu goste e aceite a pressão que paira no ar por volta deste acontecimento, acabo também envolta em preparativos e compras para os rituais de natal, logicamente com o intuito de não ser a “estraga-prazer”. Acho um pouco exagerado como os alemães comemoram a data. Principalmente no que se refere aos presentes e chocolates para as crianςas. Com o calendário de advento comeςam as distribuiςões de chocolates ou pequenos presentes (cada dia pela manhã, antes de mais nada, as crianςas procuram uma novidade na respectiva data), no dia 6 recebem a visita de Nikolaus (não apenas em casa, como também na escola, associaςões esportivas, etc), no dia 24: no auge da festa – então “a surpresa” (o brinquedo desejado) enviada por Christkind (Menino Jesus). O natal se comemora no dia 24 (Heiligabend), 25 e de quebra no dia 26. Este ano, no entanto consegui fazer algo realmente que considero importante – ir à igreja, acender velas especialmente para o menino Jesus, envolver a família numa atmosfera mais religiosa que material. A cada ano que passa me sinto mais distante da confusão comercial que envolve a festa e mais atenta ao significado espiritual do natal. Eu gostaria muito que todas as pessoas do mundo tivessem tido a oportunidade de comemorar a “perspectiva de esperanςa” que o natal representa. Eu me senti muito privilegiada de mais uma vez poder comemorar o Renascimento de Cristo junto à uma família saudável e com possibilidades de um futuro promissor. Mas senti muito pelas pessoas que se encontravam  sozinhas, tristes, doentes, desesperadas, vítimas de guerras, injustiςas… Penso que um magnífico presente de natal seria realmente se pudéssemos vislumbrar um mundo melhor para todas as pessoas e animais em todos os continentes…  um sonho bom, mas nós temos o direito de sonhar ainda – piegas, não me importo mais em parecer piegas. Outro dia li que as pessoas depois que atingem quase meio século de vida, são mais felizes. A verdade se constata em uma reportagem científica na revista Focus, que vale a pena ser lida. Quanto a mim tenho me sentido sim melhor do que em outros anos. No entanto ainda tenho tremido nas bases com novos desafios, apesar da “experiência” de vida. Tudo bem, os desafios nos mantém vivos.

Não sei se nos próximos dias vou sentar-me aqui de novo com esta calma para espairecer e filosofar, afinal estamos em férias. Meu príncipe e minhas princesinhas não me deixam muito espaςo para reflexões. Por isso mesmo gostaria de  registrar que desejo a você que me cedeu a honra da sua visita, em meu cantinho on-line, um ano novo cheio de desafios e toda a saúde, motivaςão e disposicão para encará-los e superá-los!

Beijos, com carinho!

Educar é… buscar soluções

Sábado, Novembro 19th, 2011

Parece uma destas frases prontas o título do meu post, mas ela foi escorrendo assim expontaneamente dos meus dedos enquanto eu pensava na minha semana e no meu contato  com as crianças – as minhas próprias e as de outras mães. Cada vez que penso no meu papel de Educadora junto à elas sinto um misto enorme de felicidade e medo. O desafio de educar ou tomar parte diretamente da educaςão de outras pessoas é desafiante e fabuloso, mas o nível de responsabilidade que envolve todo o processo é apavorante. São incontáveis os momentos de conflitos, confrontaςões e surpresas (positivas e negativas) que vivenciamos todos os dias – há cerca de vinte anos não sei mais o que significa a palavra tédio – existe realmente o sentimento de tédio? Não o reconheςo…

Os canais para o aprendizado sao múltiplos

No grande desafio que a tarefa “Educar” representa está incluída necessariamente a obrigaςão de aprendermos sempre quando enfrentamos novas situaςões, sermos  tolerantes com as fragilidades dos outros e também com as nossas próprias e sobretudo sermos coerentes com os nossos princípios, valores e responsabilidades. Mas a questão mesmo é como encarar tanta responsabilidade e com amor, quando o  caos do dia-a-dia nos envolve num turbilhão de dificuldades , sem contar  os momentos  de discussões intermináveis por tudo e por todos? Não é extremamente cansativo só em pensar em discutir um tema com nossos filhos? E com os filhos dos outros então? Socorro…

Pensando em situaςões conflitantes, eu gostaria de compartilhar com vocês algumas dicas de “Educaςão” que li outro dia na revista “Starke Kinder” (Crianςas fortes), pois as considero bastante interessantes e eficazes.

O que pode ajudar as crianςas a enfrentarem situaςões conflitantes:

  • Quando regras (para o cotidiano em família) fundamentadas e  esclarecidas – são  estabelecidas;
  • Quando as regras são observadas e seguidas não só pelas crianςas, mas também pelos adultos;
  • Após estabelecer limites compreensíveis: um claro e fundamentado  “n ã o” causa um efeito positivo em contrapartida a um “t a l v e z”;
  • Em uma situaςão extrema de conflito e sentimento de raiva, aguardar alguns momentos para depois tentar conversar com o (a) filho (a);
  • Quando todos os envolvidos nas situaςões de conflito têm chances para exporem os próprios pontos de vistas;
  • Quando todos respeitam a opinião e necessidades do outro e em conjunto procura-se soluςões para os problemas;

Fácil? Não! Necessário? Sim!

Beijos e lindo domingo com ou sem conflitos!