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Operaςão “Pente fino”

Quinta-feira, Junho 21st, 2012

Inglês, eficiente, útil!

Esta foi uma expressão que há anos atrás se espalhou pelo território do Brasil. A expressão “operaςão pente-fino” se tornou entre nós bastante popular naqueles dias, graςas aos noticiários de rádio, tv, jornais e as sátiras dos comediantes. Acho que isso foi na década de 80 e me lembro que naqueles anos estávamos muito céticos quanto a possibilidade de sucesso desta “Operaςão” que se tratava de esclarecimentos de atitudes escandalosamente corruptas de políticos em aςão em várias posiςões e estados brasileiros. Não posso nomear nomes pois não me lembro deles e sucesso absoluto a “operaςão”não obteve, mas estou segura que desde então  o tema corrupςão vem sendo tratado mais seriamente em toda a parte do mundo, inclusive no Brasil. No entanto podemos afirmar que desta “praga” que assola e empobrece muitos povos, estamos ainda (infelizmente) longe da  absolviςão.

Voltando para uma realidade mais próxima e concreta, minha esperanςa é de que pelo menos a “praga do piolho” que nos abateu no comeςo desta semana esteja superada com a “operaςão pente-fino” que eu mesma liderei aqui em casa após – por uma feliz (ou infeliz?) concidência ajudando Vic a secar os cabelos depois da ducha- obervar um minúsculo animalzinho com algumas perninhas passeando através de seus longos cachos. Eu me segurei para não entrar em pânico quando, analisando mais criticamente toda a região da cabeςa, obervei que o “animalzinho” havia deixado seus rastros em alguns pontos da cabeςa da minha filha mais nova. Demorei um tempinho… pensei… respirei fundo… então avisei toda a família que tínhamos um “probleminha” a ser , o mais rapidamente possível, resolvido. Eu tive, confesso, vontade de resolver tudo sozinha e quase em segredo, pois tive – penso assim como todas as mães a grande  questão interna: “o que vão pensar da gente?”De mim”?

Sem qualquer experiência no assunto, à noite conversei com Jörg e resolvemos que na próxima manhã a escola seria, como atitude de praxe,  comunicada – até porque  lá comeςou o “nosso problema”, Vic ficaria em casa e uma consulta médica (outro procedimento normal por aqui) seria solicitada para aquisiςão da receita mais adequada de medicamento a ser utilizado.

Hoje, três dias depois das minhas primeiras horas de pânico estou aqui tranquilamente escrevendo este post já que Vic está de novo na escola e com a cabecinha livre de qualquer “praga”, pois tomei todas as medidas necessárias e viáveis, inclusive “trabalhando” horas em sua cabeςa,  colocando o seu bicho de pelúcia preferido para congelar (48 horas), fechando os outros todos em sacos pláticos ( 2 semanas) e lavando roupas de cama e banho em temperatura 60°.

Tenho que admitir que não é fácil tratar abertamente do assunto, eu preferia ter apenas escrito sobre a participaςão, prá lá de interessante que Vic, juntamente com todas as crianςas da Escola, teve num evento muito especial em Koblenz na quebra mundial de um Rekord. Sim, lá está registrado no “Guinness World Records” que – sob a orientaςão/ coordenaςão do escritor Stefan Gemmel e Eva Pftzner – 10.000 crianςas se encontraram no Festung Ehrenbreitstein para juntas lerem algo que Stefan escreveu (Alasgus) exclusivamente para este super evento.

Como se não bastasse esta novidade, Vic também teve uma ótima participaςão na festa de esporte de sua escola. Ela estava muito orgulhosa do seu Ehrenurkunde (Certificado de Honra) com a marca de 725 pontos.

Finalizando, agora sei que eu deveria ter comeςado a “operaςão pente-fino” logo após pegá-la na escola depois da última grande experiência que ela vivenciou juntamente com os seus colegas de classe – na noite de quinta para sexta Eles dormiram na sala de aula, lado a lado em seus sacos de dormir…. uma experiência muito interessante mesmo, sem dúvida… mas aqui está uma dica de mãe para mãe: prepare o pente fino quando souber que a professora está organizando uma atividade assim tão especial!

Beijos.

A Fórmula mágica…

Quarta-feira, Março 14th, 2012

"Prevenir é melhor que remediar".

para quando se sente raiva, medo ou enfrenta-se problemas. Sentimentos desconfortáveis como estes são inerentes à vida. No dia-a-dia eles causam, frequentemente, discórdias e separam as pessoas. Para evitarmos isto foi apresentada à nós a “Fórmula mágica de Klaro”. Ela é muito fácil de ser aplicada e ajuda também na rotina familiar.

Experimente:

1-Stopp!

Antes de agir  de forma impensada, eu tenho que…

2-Acalmar-me

Para isso devo respirar fundo três vezes. Então…

3-Pensar

  • O que aconteceu?
  • Como eu me sinto?
  • Qual seria uma situaςão mais agradável para mim que esta?
  • Como eu posso dizer isto?

Parece muito simples, mas achei fascinante quando Victoria chegou da escola ontem me explicando a fórmula de Klaro – o pequeno mascote do projeto pedagógico que vem sendo trabalhado na escola, o qual tem como objetivo básico combater e prevenir o vício e a violência no ambiente escolar e na família. Considero o projeto espetacular pois através dele as crianςas já com 6, 7 anos aprendem a conhecer, entender  e trabalhar os próprios sentimentos, algo que muitos de nós adultos ainda não aprendemos, infelizmente.

Ps. Outras informaςões sobre “Klaro” você pode ler aqui mesmo no meu blog:

Simplesmente, “Klasse”!

Prevenir é melhor que remediar – parte 1:

Beijos e um lindo dia ainda!

“A gente não quer só comida…”

Sexta-feira, Dezembro 9th, 2011

"você tem sede de quê? você tem fome de quê? A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte..." Titãs

Couve, espinafre, brocóle, abóbora, beringela, beterraba…. a lista poderia se estender por quase um parágrafo  afora. São muitas variedades de verduras e legumes que todos nós consideramos saudáveis, e por isto mesmo gostaríamos muito que nossos filhos os comessem com a maior frequência possível e melhor ainda – sem contestar! No entanto para mim e creo que para a grande maioria dos pais observar as crianςas “comendo de tudo” representa apenas um sonho! Claro que como toda boa mãe, me preocupo bastante com a qualidade da alimentaςão das minhas filhas, porém nunca me extressei muito pelo fato delas serem um pouco mais seletivas do que eu gostaria. Seguindo o exemplo da minha própria mãe que cozinhava todos os dias uma ótima comidinha brasileira, a qual automaticamente inclui cereais (arroz, feijão, macarrão), legumes, verduras e uma pequena porςão de carne ou ovos – procuro colocar à mesa  algumas possibilidades saudáveis para se matar a fome, infelizmente não tao rica como estive acostumada na minha infância, mas algo parecido. Porém raramente tenho  sucesso quando se tratam das verduras e legumes. Também como minha mãe, nunca forcei minhas filhas a comerem algo que não gostam. Incentivo para que provem, testem o próprio paladar para então decidirem se realmente nao gostariam de comer a parte mais “saudável” do cardápio. Para o meu desgosto quase sempre a rejeiςão permanece, mas para a minha alegria  li num dias desses um artigo sobre “esta mania” que as crianςas têm de solicitarem o mesmo cardápio por dias ou semanas afora e rejeitarem continuamente as novidades e os “pratos coloridos e saudáveis”. Me senti aliviada ao ler que “os pais não devem se colocar malucos quando os filhos preferem comer por semanas inteiras apenas macarrão com sal e manteiga ao invés de qualquer outra alternativa apresentada. Segundo uma pesquisa da Universidade Stanford, mesmo as crianςas extremamente seletivas – em curto, médio ou longo período acabam se alimentando dos respectivos nutrientes que o seu corpo necessita. (…)”

Individualidade:

  • É fato que as características individuais devem ser consideradas: há crianςas que se alimentam quantitativa e qualitativa melhor que outras;
  • Fatores psicológicos também estão em jogo em questões gastronômicas: algumas vezes a crianςa sente a necessidade de colocar uma divisa, uma fronteira entre as suas próprias opςões e as dos pais – o que significa que ela está decidida em não ceder aos argumentos dos pais para que se alimente da forma como eles consideram adequada. Aqui, imposiςões são contra-produtivas – apenas reforςam a rejeiςão à alternativas;
  • Algumas vezes, quando a mesa se torna um ponto de discussões e controvérsias – a questão alimentar pode se tornar uma forma da crianςa chamar a atenςão dos pais para si. Assim se as discussões se tornarem muito frequentes/insistentes/enervantes  poderão cimentar o problema com o risco de um provável futuro  distúrbio alimentar.

Dicas:

  • Naturalmente, como os próprios pais se alimentam influencia bastante na alimentaςão das crianςas. Exemplo positivo é fundamental, mesmo que a curto prazo pareςa não surtir efeito;
  • Não desistir de incentivar os filhos à provarem novidades. Normalmente as crianςas são cépticas quanto ao que não conhecem – por questões biológicas de auto-proteςão, porém talvez numa 3a ou 4a tentativa elas provarão de um novo prato;
  • Uma variaςão no preparo do produto pode significar sucesso absoluto, por exemplo: purê de cenoura, ao invés de cenoura na salada ou sopa. Aqui em casa, Laura e Vic só comem cenoura crua mesmo, assim como pimentões (amarelo e laranja) e pepino.
  • Também quanto à organizaςão do prato: com criatividade os legumes, as verduras e frutas podem se tornam mais atraentes – uma carinha sorridente, por exemplo, composta de tomatinhos como olhos, rodela de pepino como nariz e uma tirinha de pimentão como o sorriso;
  • A combinaςão do “nutritivo com o preferido”, pode incentivar também a crianςa a variar o próprio cardápio;
  • Convites à coleguinhas que “comem de tudo”, porém não fazer comparaςões entre eles – quem gosta de ser comparado?
  • Envolver a crianςa na tarefa de preparar os alimentos;
  • Evitar o chavão: “coma porque é saudável”, pois isso leva a crianςa a correlacionar negativamente o que é saudável com um alimento não atrativo para o próprio paladar.
  • Se apesar de todas as tentativas, a crianςa continuar recusando o alimento, não insista. Poupe os seus nervos e proporcione à crianςa a chance por fazer próprias opções. Afinal não existe nada mais saudável que uma refeiςão num ambiente alegre, harmonioso.

Beijos e um lindo fim de semana!

Informaςões básicas traduzidas de um textos do caderno “Leben” – Rhein-Hunsrück-Zeitung, ediςão 285

Consumo X Infância – dicas que nao custam nada

Segunda-feira, Setembro 12th, 2011

Os seres vivos e nao os inanimados sao capazes de nos tocar profundamente.

Vivemos num mundo abolutamente abarrotado de reclames. Nós mesmos adultos somos frequentemtente tentados a “cair em tentacao” frente aos comerciais super bem elaborados que quase nos fazem acreditar que seremos eternamente feliz se obtermos este ou aquele produto que pode ser encontrado fácil, fácil no mercado e por um preco “muito acessível”. A verdade já sabemos – nao sao “coisas” que nos fazem sentirmos melhor, além do que o que há de mais importante na vida nao se compra, se cultiva: saúde, amor, paz. No entanto, nos encontramos muitas vezes em febre de consumo,  um canal de fuga para certa frustracao, insatisfacao e/ou inseguranca. Como encaro todo execesso/radicalismo como prejudicial nao vou também deixar de “tentar” fazer schopping de vez em quando, pois nos faz bem ao olharmos  no espelho e estarmos (um pouco) de bem com a própria figura… porém penso que ter a necessidade de consumo sob “controle” é muito importante e um grande desafio, principalmente para as criancas já que elas sao ainda mais vulneráveis aos ataques constantes da mídia. Assim gostaria de compartilhar com vocês algo muito interessante que tive oportunidade de ler no caderno “Wissen” (saber) do jornal semanal – “Die Zeit” ( O tempo): 4 dicas sobre o que realmente as criancas precisam:

1- Dormir o suficiente: 11 a 13 horas de sono ao necessárias para as criancas entre 3 e 6 anos. 10 a 11 horas de repouso para as criancas entre 7 e 13 anos. Quando a crianca nao dorme o suficiente a sua capacidade de concentracao é altamente prejudicada. Também como consequência estao presentes comportamentos apáticos ou super agitados, além de problemas de distúrbios alimentares.  Ou seja, apesar das discussoes, o ritual de ir para cama em horário fixo é fundamental, além de um ambiente propício ao descanso.

2- Alimentaςao saudável: quanto mais atuais os números, mais altos sao os índices de crianςas obesas – 15% delas (entre 3 a 17 anos) têm problemas com obesidade. Entre as de 11 a 17 anos, sao  frequentes os problemas com distúrbios de alimentacao (mais de 1 em cada 5) – o que trazem como consequência obesidade, mas também extrema magreza ou bulimia. Assim aconselha-se pelo menos uma refeicao ao dia em família, também cozinhar juntos. Chips ou algo do gênero, assim como coisas doces sao tabus antes das refeicoes ou como forma de reconhecimento, elogio.

3- Brincar sozinho ao ar livre: O tempo na frente de uma tela tem sido esticado nos últimos anos. O quarto transforma-se em uma prisao dourada. No entanto, atividades ao livre como subir em árvores, correr, equilibrar-se (competências motoras) adquire-se brincando livre de super-protecao. A confianca em si mesmo, a relacao saudável com o meio ambiente adquire-se explorando concretamente o meio, em relacao direta com a natureza. Ou seja caminhar sempre que possível ao invés de usar o carro, brincar ao ar livre. Cabe aos pais confiarem nos filhos e deixá-los explorar o meio, logicamente com o poder de informacoes fundamentais como com quem estão, onde, até quando.

4- Ler e ler em voz alta: ler em voz alta é algo muito importante para o desenvolvimento dos pequenos, assim como leitura constante. Os especialistas de saúde e educaςão  são unânimes: pessoas que lêem têm mais chance para qualificaςão. Ou seja, apesar de toda a correria do dia-a-dia – os pais necessitam de ter e alimentar o hábito de leitura de seus filhos.

Agora – 4 dicas sobre o que as crianςas realmente nao precisam:

5 -Uma televisao exclusiva no próprio quarto;

6- Mais brinquedos ainda;

7- Lamúrias;

8- Pais com sentimentos de culpa – repense a qualidade de sua relação com o seu (sua) filho (a). O sentimento de culpa não ajuda em nada, portanto lute contra ele. Atente para o tempo e a atencão que você dispensa para o (a)  seu (sua) filhote (a). Disponibilize sempre que puder mais tempo e nao dinheiro.

Beijos e espero que possa ter contribuido um pouco com vocês  para ajudá-los na árdua e divina tarefa de educar os filhos. Para mim pessoalmente o artigo foi super válido.

Dicas  traduzidas (resumidamente) – jornal “Die Zeit” n° 37, 08.09.11. Uma versao detalhada encontra-se em www.zeit.de/erziehungstipps

Conflitos em 4 paredes

Quinta-feira, Agosto 18th, 2011

Coloque a boca no trambone, se for necessário.

Ontem pela manha me deparei com vários temas bastante interessantes no caderno “Leben” do jornal regional. O título do texto principal – “Vom Streit der Eltern lernt das Kind”/ A crianca aprende com a briga dos pais – me chamou especialmente a atencao, afinal quem está livre de uma boa briga com o/a parceiro? Quem pode dizer que todos os dias sao só de flores? Nao, infelizmente nem todos os dias sao de flores. Os conflitos fazem parte de qualquer relacao e algumas vezes nao conseguimos resolvê-los tao diplomaticamente quanto gostaríamos. Nao é nada agradável quando temos que alterar o volume do nosso tom normal de conversa para nos fazermos entender ou impormos o nosso ponto de vista – envolve uma perda enorme de energia e abala tremendamente o sistema nervoso. No entanto sabemos faz tempo que “felizes para sempre” nao existe. Agora como tratar das nossas diferencas íntimas ou nao quando a relacao também é composta por criancas? Como nao envolvê-las nas discórdias conjugais? É possível isso? Como? Quando? Devemos realmente poupá-las dos conflitos?

Penso que os pais, em sua grande maioria, gostariam sim de manter os filhos afastados daquelas situacoes onde parece que “a casa vai cair” – o que é absolutamente correto. Porém fingir para as criancas que tudo transcorre 100% todos os dias seria humanamente impossível além do que nao estaríamos preparando nossos filhos para a vida. As rusgas fazem parte de todas as relacoes, inclusive entre os pais. O desafio é como chegarmos aos acordos entre as partes. Resolver conflitos é um aprendizado e como todo aprendizado é um processo, exigindo assim tempo, perseveranca, erros e acertos. Este aprendizado tao importante para a vida e que faz parte do “ser competente socialmente” adquire-se, como todos os outros, inicialmente em casa com os pais e irmaos. Mas como transformar um conflito e tudo o que ele representa:  desgaste, tristeza, lágrimas – em algo positivo para os filhos?

Alguns aspectos que devemos ter muito claro para nós mesmos:

  • O conflito deve ser tratado em alto nível – nao pertencem em hipótese alguma à orelhas das criancas: palavroes, falta de dinheiro, separacao, intimidades. Quando uma escalacao é evidente deve-se aguardar a saída das criancas para a escola ou para um passeio;
  • Tudo o que se relaciona à uma relacao entre casais uma crianca só terá condicoes de entender quando ela mesma tiver vivenciando uma relacao;
  • É tabu também transformar a crianca em mensageira. “fala pro seu pai….”  “fala prá sua mae…”
  • Muito importante: esclarecer para a crianca que há amor na relacao, porém no momento há entre os pais uma tremenda divergência de opiniao e exatamente isto está causando discussoes e problemas, mas o empenho na busca de solucoes é grande por ambas as partes;
  • Mais importante ainda para a crianca é ser envolvida no momento da reconciliacao. É fundamental para a crianca sentir e saber que a tempestade passou ao menos temporariamente.

Eu sei que nada é tao simples quanto ler um texto. No entanto penso que saber um pouco mais sobre como se comportar em situacoes difícieis pode melhorar a nossa qualidade de vida e proporcionar uma vida mais harmoniosa em família. Nao resolve se fingirmos que nada está nos incomodando para evitar um “quebra-pau”. Precisamos sim algumas vezes expor os nossos sentimentos de descontentamento e dor, afinal quem está livre deles?

Beijos.

Fonte: Rhein-Zeitung n° 189

Extraordinária – Excursao – Exposicao

Segunda-feira, Agosto 15th, 2011

A Esquina Alema (Deutsches Eck) do alto

Uma nova semana está em pleno andamento e eu sinto uma esperanca danada que ela seja um pouco menos tumultuada que a última. Sao tantas as novidades que estou muito confusa em compactar algumas impressoes em um post. Tenho dezenas de pedacos de imagens e diálogos rodopiando na cabeca feito peoes doidos e multicoloridos. Abrindo a semana lá estava Vic no seu primeiro dia de 2a série e sozinha na escola que antes compartilhava com Laura. Na terca estava Laura estreando sua nova escola. Até hoje ela nao consegue falar muito claramente sobre os seus sentimentos em ralacao aos novos desafios, outros colegas de classe e uma rotina muito diferente daquela do último semestre. Eu tentei concentrar minhas energias para apoiar minha família na adaptacao em muitas novas situacoes e em mim mesma no meu novo papel de “Übungsleiterin”. Sinto uma responsabilidade enorme e a preocupacao de fazer bem aquilo que me prôpus fazer me acompanha também nos meus sonhos e ou pesadelos. Enfrentar novos desafios, estar em contato direto com tantas pessoas num país tao diferente do meu têm me deixado mais inquieta do que eu gostaria, daí a minha dificuldade em escrever. Sentar-me e concentrar-me representa, no momento, uma grande dificuldade. Ontem estive lendo o jornal e tive ímpetos de compartilhar o que estava lendo sobre os 50 anos de construcao do Muro de Berlim – um fato histórico super importante para a Alemanha e o mundo. No entanto nao consegui o sossego suficiente para tratar aqui do assunto. Também nunca estive realmente segura sobre o interesse dos meus leitores, que infelizmente quase nunca se manisfestam. Penso que se eu nao tivesse descoberto o meu “Count per Day” (contador de visitas) já teria deixado no esquecimento a insistência em escrever, por outro lado as ideias pesam como chumbo, escrevendo me sinto um pouco mais leve.

Bem o fato é que entre todos os vais e véns, na sexta-feira tive a oportunidade de vistar a Exposicao de Jardins – Buga, em Koblenz. O passeio foi um presente da Associacao de Esportes da vila para as criancas que pertencem ao Club. Eu nao tinha ideia do receio que eu sentiria que alguma crianca se perdesse por  lá entre flores, pessoas, parques, stands. Senti por alguns segundos pânico de que ao voltarmos para casa uma ou duas criancas estivessem esquecidas em Koblenz. Nao tive realmente oportunidade para apreciar os campos cheios de flores, mas ao descer para a “Esquina Alema” (Deutsches Eck) utilizando o teleférico pude sentir uma onda de paz e felicidade por poder ver do alto uma parte de Koblenz que gosto tanto – alí onde o Rio Reno e o Mosela se encontram e tantas pessoas de diferentes países fazem pausa para suas fotos. Senti uma satisfacao enorme ao perceber a expressao de felicidade no rostinho das criancas ao experimentarem algo tao emocionante –  observar do alto, numa perspectiva completamente diferente,  a figura de Wilheim (o primeiro imperador da Alemanha unificada)  montado no seu cavalo. Também vê-las brincando tao esquecidas de tudo e todos, enquanto estávamos no “parque de água” valeu toda a preocupacao que senti antes e durante o passeio, além do tombo que levei a caminho das gôndolas… a culpa foi da Regina! ki…ki…ki…

Beijos e linda semana!

“Novas em folha”!

Segunda-feira, Abril 11th, 2011

"... nao tenho tempo a perder, só quero saber o que pode dar certo..."

Confesso que com certa dor na consciência aqui estou eu, disposta a compartilhar algumas experiências que acumulei nos últimos dias. A tarde está linda e há bastante trabalho no jardim, inclusive o corte de metade da grama que deixei para trás desde a última quinta-feira, quando o fim da tarde chegou rápido demais e eu nao terminei o que havia comecado pela manha. Hoje a minha motivacao para terminar o servico comecado está em níveis negativos… estou me sentindo muito cansada pelo fim de semana super desportivo que vivenciei e pela gripe do feno, ou me expressando melhor: o inferno do pólen. Nunca me senti tao sensível ao pólen, nos últimos anos o feno e a grama representavam o grande desafio para o meu sistema imunológico, este ano porém o pólen tem ocupado também o equipamento de resistência do meu corpo… deve ser a idade! (Para o meu desespero!!!). Contudo, esta historinha de alergia nao é nada importante, em outros tempos eu diria que  – tudo isso é pura “frescura”. O que é importante mesmo e o que me tocou profundamente nos últimos dias e me alienou completamente dos acontecimentos externos – nacionais ou internacionais, foram os seguintes:

  • Com a minha terceira aula de corte e costura pude terminar a leggings que havia planejado confeccionar para Vic. Ela gostou tanto da calca que nao a tira mais do corpo e informa todo mundo com muito orgulho que foi sua própria mae que a costurou “ponta a ponta” – Selbstgemacht: a expressao ideal para tais realizaoes e que os alemaes amam e admiram muito!
  • A visita da classe da Vic aqui em Mermuth – a professora planejou um passeio pela nossa vila, a qual se localiza ca de 1 km da escola. Logicamente vindo a Mermuth eu nao poderia deixar de convidá-los para uma pausa aqui comigo. Preparei “metade” do jardim, coloquei a mesa, a decorei com carinho com flores do nosso jardim e ali servi um  bolo de cerejas e outro de queijo (uma certa variacao é fundamental) além de café, água e sucos para a professora, outras 5 ou 6 maes que acompanhavam a turma e claro as 21 criancas que compoem a classe da Vic. Logicamente o stress no dia anterior e na manha antes da chegada das minhas lindas, grandes e pequenas visitas. Porém como já tive experiências semelhantes anteriores, a visita foi um sucesso, os adultos foram para o parque da vila com um sorriso nos lábios, resultado da satisfacao por terem sido tao bem recebidos no nosso jardim – com certeza nunca ouviram falar na “hospitalidade mineira”. Inescritível  foi ver e sentir a alegria das criancas por experimentarem novidades, brincarem com a nossa pequena tartaruga e por fim ainda serem surpreendidos com o convite para tomarem sorvete. Eu fiquei feliz, sobretudo com a alegria de Vic, que se sentia a própria princesa nos seus domínios privados. Por último ainda pude ampliar o meu vocabulário aprendendo com Benjamin que “Bude”, significa Wohnung – apartamento.
  • A alegria pela visita de tantas criancas lindas e amáveis e a sensacao de leveza por ter superado a ansiedade em receber tantos convidados durou apenas algumas horas, pois no fim da tarde deste mesmo dia eu estaria enfrentando outro desafio, desta vez totalmente desconhecido – o primeiro módulo  do meu curso de capacitacao para coordenar atividades esportivas. Sobre o qual vou escrever um outro post. Posso adiantar, no entanto, que estou fisicamente “quebrada”, porém psicologicamente mais inteira que antes e com a leve sensacao de que “tudo pode dar certo”.

Beijos.

Prevenir é melhor que remediar – parte 2

Segunda-feira, Março 21st, 2011

"Criancas enxergam muitas coisas nao somente diferente, senao claras em relacao a nós".

Oficialmente hoje comeca a primavera e para comemorar o acontecimento estamos sendo presenteados pela natureza com muito sol, a manha está linda, toda iluminada e colorida, depois de meses de neve, gelo e frio. A nossa pequena tartaruga – Paulinha – também já saiu da sua pausa de inverno, devagar volta a se alimentar e a se movimentar pelo apartamento e jardim, onde pode também ouvir o coral dos passarinhos que ficam o dia todo pendurados nos galhos das árvores. É simplesmente lindo observar e sentir de novo a natureza tao forte, vibrante – nós também nos sentimos mais fortes com toda esta energia. Estou com muitos planos para os próximos meses e as perspectivas me parecem favoráveis. Hoje, porém, sem muitas divagacoes,  faco questao de concluir o meu último post. Sao ainda 4 as dicas – as quais nos orientam, sob o meu ponto de vista, de forma bastante eficaz na prevencao de um mal terrível – o vício.

4- Criancas precisam de exemplos reais: os pais sao os exemplos mais importantes para os filhos  e logicamente sao observados criticamente em todas as suas atitudes e posicionamentos. Assim temos que tomar muito cuidado com as contradicoes do “faca o que eu digo, nao o que eu faco”. O melhor caminho é a sinceridade, inclusive com os próprios fracos. Se os  pais sao dependentes de algo, nao se resolve a questao simplesmente negando  ou tentando  esconder o problema, o que pode apenas mascarar uma realidade e colocar a própria credibilidade em cheque-mate. Temos a obrigacao de esclarecer aos nossos filhos que nao somos perfeitos,  também temos problemas, queremos solucioná-los e  esclarecê-los muito bem sobre todos os males que os vícios causam ao ser humano. Tentar jogar os problemas para debaixo do tapete e posar de figura perfeita é o caminho mais inadequado que se tome tomar.

5- As criancas precisam de muito movimento e alimentacao saudável: correr, pular, dar cambalhotas, “plantar bananeira”, gritar, subir em árvores, nadar, andar de bicicleta, patins, patinete, jogar bola – seja o que for, de qualquer forma é  muito importante para as criancas as oportunidades para movimentarem-se livremente, descarregarem “as baterias” – o sentimento de sentir-se bem fisicamente está diretamente relacionado ao  bem estar  espiritual e psicológico. Os movimentos produzem para todo o corpo a necessidade de renovacao de oxigênio, faz o sangue circular mais rápido, causa sede – que deve ser saciada de preferência com água e fome – a qual deve ser saciada com alimentos saudáveis como frutas, Jogurts, legumes, cereais, carnes. Movimentar-se também causa o cansaco saudável para uma boa noite de sono.

6- As  criancas precisam de amigos e da compreensao do mundo a sua volta: a realidade atual é muito distinta daquele que vivenciaram os nossos avós, pais e nós mesmos. Televisao, Vídeo, celular e Computador sao algumas das máquinas que para as criancas fazem parte de uma rotina normal de vida. Por outro lado, ter irmaos e uma família “padrao” nao significa  mais a uma regra. A família na qual a crianca cresce é bastante diferente das geracoes anteriores – uma avó cuidando dos seus netos, os quais viviam na mesma casa, é muito raro de se ver. Atualmente os pais sao praticamente os únicos responsáveis por cuidar e educar seus filhos. Na ausência dos dois, a crianca está sendo cuidada nas escolas ou se encontra sozinha em casa. Assim é fundamental que os pais disponibilizem entre os seus compromissos também algum tempo para as criancas, que seja para uma refeicao em conjunto, onde se pode ter uma boa conversa sobre os últimos acontecimentos e um programa de fim de semana. O papel das instituicoes de educacao também se alterou muito com toda a dinâmica das mudancas. Em muitos casos a escola é o único local onde as criancas têm oportunidades para fazerem amigos, com os quais terá chances de desenvolverem suas competências sociais.  Também na escola elas têm contato com outros adultos, os quais dispoem de tempo para elas e sao também referências comportamentais. Assim precisamos estar muito atentos sobre as experiências  dos nossos filhos dentro da escola e ter a compreensao de que eles precisam de amigos (da mesma idade), se relacionarem com outros adultos, com os quais obterao  novas  experiências, ouvirao outros  pontos de vistas/conceitos, analisarao outras posturas comportamentais e logicamente necessitam do aconchego/da seguranca do ninho familiar: das  pessoas mais próximas – pais e se possível avós.

7- As criancas precisam de sonhos e objtivos: o  caminho  mais eficaz e a longo prazo contra o vício e as drogas sao:

  • equilíbrio psiquíco/íntimo;
  • consciência de si mesmo;
  • consciência do próprio valor;

Os três pilares acima citados sao adquiridos com um trabalho intensivo a partir da aquisicao da:

  • independência de opinioes;
  • concepcao crítica da realidade.

As sugestoes trabalhadas pelo projeto Klasse 2000 para a Educacao contra o vício tem como concepcao básica o clima emocional da família e do meio. Quando este clima é amigável, aberto e positivo está favorável para o desenvolvimento de um estilo adequado de educacao, ou seja:

  • personalisado;
  • segundo as necessidades da crianca;
  • atencioso;
  • parceiro;
  • baseado nao em regras pré concebidas e fixas;
  • baseado na lei do elogio ao esforco e nao na lei do castigo;
  • nao limita, sem necessidade, as acoes da crianca senao promove a sensacao de seguranca e protecao;
  • Orienta no aprendizado da expressao clara do “sim” e do “nao”;

Concluindo – um espaco livre, sem a intervencao dos pais, é necessário para o desenvolvimento saudável da crianca, porém em certas situacoes e circunstâncias temos a obrigacao de interferir, por exemplo: frente à televisao e computador. Temos que ter uma posicao críticas frente a estes utensílios de comunicacao, pois assim nossas criancas também terao uma posicao crítica e nao passiva frente a eles.

Os  desafios sao muitos. Sei que a prática é bem mais complicada que a teoria. No entanto, tenho certeza que a maioria dos pais e profissionais da educacao estao sempre a procura do caminho mais adequado para a educacao de nossas criancas. Espero poder colaborar um pouco neste lindo e interminável  processo.

Beijos.

Prevenir é melhor que remediar – parte 1:

Sexta-feira, Março 18th, 2011

Klaro - dicas maravilhosas!

Como escrevi no meu último post, eu gostaria muito de divulgar aqui algo que li esta semana no jornal do Projeto Klasse 2000. Sao orientacoes muito interessantes direcionadas  para toda a família e também profissionais interessados em ajudar e atuar de forma eficiente na prevencao do vício: sao 7 sugestoes, as quais de forma resumida vou descrever abaixo:

  1. Criancas precisam de seguranca emocional: nao basta às criancas que digamos à elas que a amamos, devemos demonstrar através de atitudes este sentimento – o que significa:

_ Nao existem pais 100% perfeitos. Enquanto os conflitos, brigas e discordâncias nao tomem conta da relacao e pendam até mesmo para a agressao constante e física – nao há nada tao grave. Devemos ter, no entanto, a clareza para tomar as atitudes corretas em momentos decisivos, nao devemos recusar sem um motivo óbvio e realmente sério em  “pegar nossos filhos no colo”, quando eles reclamam o mesmo;

_Após uma discussao ou briga,  dar um tempo para os envolvidos na mesma e para nós mesmos –  devemos, no entanto estar preparados para a reconciliacao mesmo quando estamos seguros que o nosso posicionamento seja correto, devemos sinalizar com um gesto (mesmo que mínimo) de carinho que estamos abertos para uma conversa, pois dói muito para uma crianca quando nao recebe qualquer sinalizacao de reconcialiacao. As criancas experimentam suas emocoes de forma mais direta, dura e intensiva que nós adultos;

_Também  quando estamos cansados, estressados, sem tempo ou em situacao de conflito devemos afirmar para a crianca –  olhando em seus olhos – que apesar de tudo  ela pode estar absolutamente segura que  é amada por nós do jeito que é;

As criancas precisam da seguranca do sentimento de amor e aceitacao por parte de outra pessoa para encontrarem em si mesmas estes sentimentos,  nao necessitando  futuramente de fugir, através do vício,  dos conflitos e angústias internas;

2- Criancas precisam de reconhecimento e confirmacao: todos nós sabemos que as criancas precisam de elogios. Quando nos perguntamos sinceramente quantas vezes elogiamos e quantas vezes criticamos, seremos surpresos ao constatarmos que as críticas brotam muito mais facilmente nos lábios que os elogios. Nós adultos devemos nao só elogiar os resultados obtidos pelas criancas, mas também os esforcos para tais. É muito importante elogiarmos os esforcos delas para a aquisicao de melhores resultados em suas atividades e comportamentos. Nao podemos ou devemos nos deixar influenciar pelos resultados tidos como “os melhores” e pressionar nossos filhos na direcao do “sucesso”. Logicamente todos desejamos “o melhor” para nossos filhos porém nao devemos em hipótese alguma sobrecarregá-los constantemente em direcao ao “resultado ideal” – temos a obrigacao de apoiá-los, incentivá-los e elogiá-los no esforco para atingirem o mesmo.

3- Criancas precisam de espaco livre e estabilidade: os pequenos necessitam das próprias experiências. Apesar do nosso instinto de super ou simplesmente protecao devemos dar espaco para as criancas para vivenciarem na própria pele suas experiências, pois somente assim elas terao possibilidades de compreenderem a realidade em torno de si e também vivenciarem o real sucesso após o esforco que dispensaram para as acoes. A super protecao é tao perigosa quanto o abandono. As criancas têm o direito de suas conquistas mais particulares. Nosso papel é ajudá-los nas descobertas, nao o de mostrar todos os detalhes do caminho ou mesmo os atalhos. Pais que fazem absolutamente tudo por seus filhos tiram as possibilidades das mesmas de crescerem ao vivenciarem os próprios fracasssos e sucessos. Elas terao muitas dificuldades para se tornem independentes. O que nao significa deixar de impor limites. Nao se preocupar com regras/limites  significa também abandono. Antigamente as “proibicoes” eram as orientacoes mais corretas, atualmente sabe-se que elas nao funcionam  mais – está claro que para nós o que funciona chama-se “estabilidade” – exemplos: em umas das refeicoes diárias: estarem juntos e terem tempo para conversarem sobre as atividades do dia ou antes do sono – quinze minutos de leitura ou uma vez por semana praticarem juntos uma modalidade esportiva… Espaco livre e estabilidade permitem à crianca possibilidades para a vivência pessoal do “sucesso” /orientacao positiva e protejem as criancas e jovens da busca de auto afirmacao/satisfacao através de meios externos e artificiais que poderao levá-las ao vício e a destruicao de si mesmas. (…)

No próximo post vou estar compartilhando com vocês as outras 4 sugestoes. Hoje sinceramente nao posso mais ler, pensar, traduzir. Estou muuuuuuuuito cansada!

Beijos e lindo fim de semana!

Valores…

Quinta-feira, Dezembro 9th, 2010

Veracidade, simplicidade, beleza rara.

Hoje o dia foi pesado de atividades e literalmente pesado de neve! Nossas vilas parecem de sonho, mergulhadas em branco. Me sinto como se estivesse numa história de príncipes e princesas do século XI. No entanto, as dificuldades em caminhar através da neve, tanto a pé, como de carro e o frio gelado que castiga a pele, me lembram que estamos apenas em pleno inverno rigoroso do século XXI. Penso que a natureza agradece e eu também por nao ter que ouvir os alarmes do “efeito estufa”. Agora, porém, nao pretendia realmente escrever sobre o tempo (um dos temas mais interessantes para os alemaes, seja para xingar ou elogiar!), mas sobre uma notícia que hoje estava em destaque no jornal “Rhein-Zeitung”. Muito boa, por sinal! Refere-se à escala de valores das criancas e jovens, segundo uma pesquisa realizada pela Unicef e a Revista infantil “Giolino”. A pesquisa foi realizada entre agosto e setembro deste ano entre 1500 criancas nas idades de 6 a 14 anos, cujo resultado tenho o prazer de transcrever abaixo:

1°- Amizade e família – sao os sublimes valores dos valores para as criancas na Alemanha;

2° – Seguranca e confianca – sao extremamente importantes na visao dos entrevistados;

3° – Respeito; justica, solidariedade, responsabilidade e educacao – sao também importantes sob a ótica dos pequenos;

  • Os entrevistados foram também questionados sobre a ausência da mae em funcao do trabalho:  elas reforcaram as dificuldades inerentes à questao, mas consideram importante a seguranca econômica que a família adquire quando ambos os pais têm emprego;

4° – Ao fim da lista destacam as criancas como sendo importantes: dinheiro, propriedades e ordem.

Nao é um bálsamo para o coracao e a alma o resultado desta pesquisa de opiniao?

Beijos.