Posts Tagged ‘crianças’

Etwas Lärm hilft beim denken

Terça-feira, Outubro 19th, 2010

Muita acao ao ar livre é também fundamental para a capacidade de concentracao.

Algo de barulho ajuda a pensar… uma afirmacao científica dos noruegueses que a primeira vista parece meio duvidosa. No entanto estudiosos observaram por longo tempo criancas, em uma sala de aula,  na Noruega e publicaram um trabalho, no qual afirmaram que absoluto silêncio nao significa necessariamente auxílio para a capacidade de concentracao. Surpreendemente eles concluíram que o total silêncio nao ajuda em nada as criancas a concentrarem-se, ao contrário, um pouco de barulho ajuda as criancas a aprenderem mais, por exemplo, algo como um rádio e uma música de fundo sao bastante eficazes para o processo de aprendizagem. Os cientistas explicam que provavelmente um pouco de ruído estimula o cerébro das criancas ao trabalho,  implusionando-as  à concentracao.

É muito interessante também o motivo que levou os cientistas à pesquisa: ajudar as criancas que dependem de medicamentos para poderem concentrar-se.

Eu, particularmente, posso afirmar que preciso também de um pouco de barulho para concentrar-me e acho maravilhoso quando tenho ao fundo uma boa música, mas quando tenho ao fundo o som da televisao, como agora, nao me incomodo muito também. Eu sei que é pedagogicamente incorreto, mas a televisao, com moderacao, é uma ótima babá e eu às vezes preciso bastante de uma babá.

Beijos.

Kinder – Crianças – Filhos

Segunda-feira, Setembro 6th, 2010

Poesia e verdade

Deine Kinder sind nicht deine Kinder.

Seus filhos não são seus filhos.

Se kommen durch dich, aber nicht von dir,

Eles chegam através de você, mas não de você,

und obwol sie bei dir sind,

e apesar deles estarem junto a você,

gehören sie dir nicht.

eles não pertencem a você.

Du kannst ihnen deine liebe geben

Você pode dar o seu amor para Eles

aber nicht deine Gedanken,

mas não os seus pensamentos,

denn sie haben ihre eigenen Gedanken,

pois eles têm seus próprios pensamentos.

Kahlil Gibran

Tradução: Neusa Arnold-Cortez

Schilderwald – floresta de placas

Quarta-feira, Julho 21st, 2010

Nem sempre as coisas sao fáceis...

Viver na Alemanha e se integrar à esta cultura significa também acostumar-se com as placas, pois os alemaes amam placas… tudo muito organizado, sinalizado… no trânsito, tenho que admitir é muito bom! Agora o que me tira do sério sao outras tantas placas com as quais você se depara. Exemplos:

  • Unsere kassierenrinnen sind angewiesen, Ihre Taschen zu kontrolleiren – nossas caixas precisam controlar suas bolsas;
  • Keine Haftung für Garderobe – nao somos responsáveis por vestuários deixados nos cabides.  Tentado explicar o porque dos cabides: é que no inverno por aqui, quando se vai, por exemplo, para um restaurante este já está  aquecido,   precisa- se  entao se desfazer (por um tempinho) da  jaqueta, cachecol, luvas, etc… entao  pendura-se tudo em cabides que lá estao, exclusivamente, para este fim. Assim  se pode sentar, confortavelmente, e se fazer o  pedido;
  • Das öffnen der Verpackung verplichtet zum kauf – a abertura da embalagem, implica em compra;
  • Vorsicht! Bissiger Hund – cuidado! cao que morde;
  • Eltern haften für ihre kinder – pais sao responsáveis por suas criancas.

Tenho que ressaltar que esta última é realmente o máximo!!! Lógico que os pais sao responsáveis pelos seus filhos. No entanto há um aviso extra “se os seus filhos estragaram algo aqui ou se machucarem aqui, a responsabilidade é dos seus pais e nao minha”. Portanto é evidente que as criancas aqui têm que ter um seguro extra. Minhas filhas têm um seguro bem alto, mas gracas a Deus nunca usamos “ainda”…

Hoje li um artigo no Rhein-Zeitung que me ajudou a entender um pouco mais sobre as placas e me senti aliviada quando tive a confirmacao que muitas vezes os “esclarecimentos” das placas nao tem  fundamentacao jurídica: cada caso é um caso.

O artigo me levou também a recordar um episódio que vivenciei há pouco dias em um hospital em Oberwesel – uma cidade linda, que localiza-se às margens do Reno e fica perto da minha vila. Lá fomos visitar uma grande amiga que tem, infleizmente, nos últimos tempo problemas muito graves com a coluna. Após a visita, descemos eu Laura e Vic e buscávamos a porta central de saída do hospital… claro, Vic que é muito rápida encontrou primeiro uma porta e foi correndo para ela e tentou abrí-la para sair do hospital… e antes que eu pudesse ler qualquer placa disparou um alarme que ressoou por todo o saguao do hospital… eu sem entender nada, depois de observar a carinha de susto e desespero da Vic, me deparei com placas na porta … “se você tentar abrir esta porta, vai disparar um alarme”!

Nesta altura o som do alarme perturbava todo mundo e uma Senhora loira, de olhos azuis e muito bem apresentável me disse: “ah, das Kind hat das gemacht… toll gemacht, super!! Ah, a crianca fez isto… fez algo bacana! super!

Eu me limitei a andar para a saída oficial do hospital, nao antes de dizer: “das Kind kann nicht lesen!” – a crianca nao pode ler!

Antes de chegar à recepcao encontramos a recpicionista que praticamente corria para a porta na intencao de desativar o alarme, apesar de ter o pá ou a perna machucados (estava com bandas e mancando) e quase que gritava: “das kann nicht war sein, es gibt drei Schilder!!! -” isso nao pode ser real, existem três placas”.

Eu nao tinha lido o artigo de jornal ainda, mas a lógica me levou a novamente esclarecer: “das Kind kann noch nicht lesen” – “a crianca nao pode ainda ler!”

Normalmente eu pediria mil desculpas e tentaria ajudar com a reorganizacao do alarme e porta, mas eu fiquei tao brava com o tom de voz das duas mulheres que eu quase ainda briguei… me limitei a sair do hospital bufando de raiva….

O que me resta escrever? Cuidado com as placas! E se você quiser mais informacoes sobre as mesmas ou simplesmente trocar ideias é só escrever-me.

Beijos.

Primeira Comunhão

Domingo, Maio 2nd, 2010

Linda! Aqui ocupada em cortar os bolos.

Sinceramente eu nunca fui uma das pessoas mais católicas do mundo. Depois então que comecei a entender um pouco de História e ter mais informações sobre a Igreja Católica, então!                     A minha relação com Deus e toda a sua criação tem uma outra dimensão e me livrei dos conflitos de consciência entre ir à missa todos ou domingos ou uma vez e outra, foi superada por mim faz tempo. E na verdade, eu estive muito bem com ela até ser mãe…

Quando você  se torna mãe, então todas as suas atitudes giram em torno da sua cria. Assim eu me declarei aqui  (pois considero que o  tipo de religião que você pratica nao tem a menor importância), a religião dos meus pais e a única que conheci um pouco melhor – ou seja – a católica. Com o passar dos anos fui considerando que tomei uma atitude confortável, pois aqui na região a maioria é católica e acham importante pertencer à igreja e mantêm todas as tradições de séculos…

Bem, assim não foi nada complicado para mim quando no último ano Laura estava na lista das crianlas que fariam a primeira comunhão este ano. Eu já sabia através das minhas amigas mexicanas e peruanas que este evento era um pouco complicado por aqui… eu fiquei bem atenta aos detalhes e tratei de providenciar tudo com muito antecedência… Eu tinha medo que Laura ficasse com vergonha, caso tudo não funcionasse como deveria ser…

Como viajamos antes para o Brasil, tratei de organizar tudo antes, mas quando chegamos eu não estava a par de alguns dos detalhes finais da cerimônia… no entanto pude me interar a tempo e tudo transcorreu sem gafes…

Eu me emocionei muito, parecia uma boba com lágrimas nos olhos quando as crianças participavam mais diretamente da missa… evitei olhar para Laura, pois tinha medo de cair em prantos! Eu estava muito feliz porque minha filha estava feliz por poder compartilhar àquele momento com os amigos e colegas de classe.

Depois comemoramos a data, como é tradição aqui. Num ambiente tranquilo e discontraído, almoçamos juntos com amigos   e em torno das quatro da tarde, tomamos café e comemos bolo. No fim da tarde eu tinha vontade de dançar de tão feliz que eu estava, afinal tínhamos também Bittburger e  porque tudo esteve bem e Laura estava satisfeita com a sua 1a Comunhão, além do mais ela havia gostado do gosto da hóstia e de tantos presentes e cartões…

Algumas vezes ser feliz é tão fácil! Por que algumas pessoas complicam tanto?

Beijos

Anjos

Domingo, Fevereiro 28th, 2010

Sternenkinder – Crianças Estrelas

Sternenkinder, significam “crianças-estrelas”. Nao é linda a expressão?

Hoje eu me emocionei de novo com uma reportagem que li no jornal, sobre o drama de um casal para o reconhecimento que os seus filhos “existiram”. E por que o não reconhecimento de três crianças que foram desejadas e amadas, mas porque não se explica morreram antes de atingirem o peso de quinhentas gramas?

Eu, claro , chorei com o depoimento dos pais que estão recorrendo à justiça para oficializarem a existência dos três bebês.

Ao mesmo tempo eu pensava no meu privilégio em ser mãe de duas crianças maravilhosas e super saudáveis, as quais para mim representam literalmente “estrelas”.

Hoje, ao ler o depoimento do casal que por três vezes sentiram a dor de perder os seus filhos, sem qualquer explicação lógica, me senti tão agradecida à Deus e ao universo por saber que enquanto eu lia o jornal e tomava tranquilamente o meu café, minhas estrelas  estavam dormindo e que daí a pouco acordariam  e estariam correndo pela casa e deixando para trás o caos de sempre.

Eu me senti tão orgulhosa das estórias da Vic e da docura da Laura e pensei comigo: “como eu amo minhas filhas! E que lindo poder tê-las comigo e poder observar que elas estão crescendo e aprendendo tanto…”

Quanto aos pais daqueles bebês que com certeza são anjinhos lindos que voam por ai soltos, alegres e arteiros… eu só pude, mesmo que a distância, compartilhar um pouco da dor da perda… que é irremediável!

Beijos.