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25 anos de Reunificação

Samstag, 3. Oktober 2015

E 25 programas que você não pode deixar de fazer quando  visitar a Alemanha:

1. Um passeio de barco através do Reno, especialmente Região de Loreley

2.Tomar champagner e comer salsichas com molho de curry na ilha de Sylt

3.Depois de uma noite em St.Pauli, ainda tomar   aguardente de trigo no tradicional Silbersack

4.Assistir o schow de Winnetou no teatro ao ar livre em Bad Segeberg

5.Passar uma noite „de bruxas“  Walpurgisnacht– em Blocksberg (Harz)

6.Passear por ai de Trabi

7.Conhecer o palácio Neuschwanstein

8. Ficar em pé no zugspitze

9.Pular uma noite de carnaval em Colônia (Região Renana)

10.Tomar uma caneca de cerveja em Munique na „Oktoberfest“

11.Fazer uma caminhada pelo vale do Tegernsee

12.Subir para o castelo Wartburg, onde Luther traduziu a bíblia

13.Conhecer a „Semperoper“ (casa de espetáculos) em Dresden

14.Visitar a cripta do príncipe em Weimar com os caixões de Goethe e Schiller

15.Cantar com os estudantes em parte velha de Heidelberg

16. Ir para Helgoland de balça e ficar com enjôos

17.Assitir um jogo de futebol no estádio entre os  rivais BVB x Schalke

18. Atravessar o portal Brandenburg e dormir no hotel Adlon (Berlim)

19.Comer Labskaus em Hamburg, Salsicha branca em Munique e Döner em Kreuzberg

20.Conhecer uma mina no vale do Ruhr

21.Provar do Lüttje-Lage  na festa dos „caçadores“ em Hannover

22. Tomar muitas canecas de Glühwein (vinho quente) no mercado de natal em Nürnberg-  Christkindlesmarkt

23.Dirigir no tempo 200 km/h pela rodovia

24.Andar descalço pela lama em maré baixa (norte)

25.Praticar nudismo no mar báltico.

 

 

Muita cultura e diversão para todos os gostos e gêneros!

Beijos e

Lindo fim de semana!

 

Fonte: Bild – Bundesaugabe, 01.10.2015

 

 

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O fascínio alemão pelas datas

Sonntag, 5. April 2015
"Die Freude, die wir an einer Sache haben, liegt nicht an der sache, sondern in uns."

„Die Freude, die wir an einer Sache haben, liegt nicht an der sache, sondern in uns.“

E o meu descaso pelas ocasiões e cumprimentos forςados!

Hoje estou podendo sem qualquer sentimento de culpa pensar e escrever sobre o meu descaso pelo realce que os alemães impõem às datas. Estou sozinha com meu cansaço e meus pensamentos. Minha família está de férias, os três foram aproveitar os dias livres na Bavária. Eu os incentivei a ir, afinal não é porque eu preciso trabalhar que todos precisam se entediar na rotina morna de Mermuth.

Sim, ontem e hoje  estive trabalhando e me assustava a cada vez que uma pessoa abria um sorriso forçado para mim e dizia „Frohe Ostern (Feliz páscoa)“! Pessoas que normalmente custam a dizer a cada manhã um „Bom dia“!

Não sei se é uma questão pessoal ou cutural, mas o fato é que eu absolutamente não penso ou me comporto tão diferente quando estamos por volta do natal, páscoa ou aniversários. Na verdade, para mim, é muito mais importante como  no dia-a-dia – em alta rotina – nos interessamos pelas pessoas, do que em uma data de calendário. Talvez tenha trazido este jeito da educação que meus pais me deram. Entre nós a única grande comemoração era o natal, quando a família se reunia e estávamos felizes por apenas  estarmos juntos – os adultos conversando entre si e as crianças correndo livres pelo quintal afora. Ninguém se preocupava com um pacote de presente. Hoje, quando falo sobre isso na minha família alemã/brasileira ninguém acredita em mim…

…Talvez porque aqui vivenciamos o oposto! E, como me encabula esta fascinaςão alemã pelas datas e sobretudo o stress na preparação do cardápio, presentes e visitas! Quem precisa de um cardápio especial de páscoa? Quem precisa de presente de páscoa? Quem precisa planejar meses antes quem vai visitar quem ou quem será visitado porque é tempo de páscoa? Quem precisa parecer mais simpático porque é páscoa? E você sabia que os alemães tem dois dias de feriado no natal – 25 e 26 e dois dias na páscoa? Sim, aqui se comemora o domingo e a segunda de páscoa. Quem pode me explicar por quê? Estivemos hoje estressados no trabalho com o cardápio especial e o bolo das 15:00. O que me agradou mesmou foram as estradas completamente vazias lá pelas sete da manhã e fiquei contente por não precisar de um supermercado ou farmácia, afinal tudo esteve fechado hoje também, em plena segunda-feira.

A verdade é que ainda näo me acostumei com o jeito extremo dos alemäes – se vou me acostumar um dia, continua uma pergunta!

 

Beijos e

uma linda semana prá vocês, sem ou com ovos!

 

 

 

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Um pouco de primavera e muito de Brasil!

Freitag, 26. April 2013

"...E o sol da liberdade em raios fúlgidos, brilhou no céu da pátria neste instante..."

A verdade é que minha recente semana transcorreu quase que normalmente! De novo, a rotina… rotina? Qual?! Algumas preocupaςões de menos pesaram nos meus ombros, mas o significado da palavra rotina não reconheço a não ser o fato de ter que pular da cama às seis todos os dias… tudo bem! Me sinto feliz por ter lá minhas ocupaςões e preocupaςões, afinal tudo faz parte de nossas vidas.

A novidade é que esta semana tive a ousadia, acho que inspirada pelo bom tempo que invadiu o país e nossas almas, de convidar dois grupos de crianςas que me „aturam“ nas nossas aulas de artes e esportes a compartilharem comigo uma „tarde de sol à brasileira“. Eu não estava muito segura de que seria um sucesso, pois penso que todas (ou quase) as crianςas do mundo têm receio de provar alguma receita nova. Tenho visto com muita frequência, inclusive as minhas filhas, preferindo o que já conhecem ao invés do desconhecido. No entanto eu me senti corajosa e confiante que Elas ficariam felizes em poderem experimentar algo novo numa linda semana de primavera. Assim me dediquei algum tempo estudando algumas receitas de bolo de cenoura e optei por uma que parecia fantástica, mas com uma calda meio complicada…

Sim, na quarta-feira parecia que meu bolo estaria fadado ao fracasso por tantas interferências que tive ao prepará-lo e por último a ligaςão da diretora da escola da Vic me avisando que deveria buscá-la na escola, pois Ela estava reclamando de dor de barriga. Eu corri prá lá meio preocupada com Vic e com meu bolo no forno. Chegando no pátio da escola percebi que o caso não era grave. Grave foi conseguir a consistência ideal da cobertura do bolo, cuja mistura „meio a olho“ de chocolate ao leite, com chocolate meio amargo derretido em creme aquecido em banho-maria…. patatipatatá… me pareceu insuperável!

Não importa! Fato é que naquele dia eu estava fadada ao sucesso e as crianςas ficaram muito felizes quando eu avisei que faríamos piniquik e para isso bati um „bolo à brasileira“. Me diverti muito quando Elas, muito desconfiados, me perguntaram:

_ O que significa „bolo à brasileira“?

Eu respondi o mais naturalmente que pude:

_ Este é um bolo que nós no Brasil comemos com muita frequência e satisfaςão!

Algumas  delas, meio curiosas e ao mesmo tempo receosas:

_ Bolo de quê?

Eu,… aguardando certa rejeiςão:

_ De cenoura… e cobertura de chocolate!

Elas… a maioria me informou que não gostava de cenoura!

Eu, muito paciente e pesistente:

_ Mas este bolo eu preparei com carinho prá vocês e é muito gostoso e saudável! Por favor, provem, se não gostarem não precisam comer, eu levo de volta prá casa e como sozinha! Mas antes gostaria que vocês também provassem algo que trouxe para tomarmos: Guaraná!

Elas, muito surpresas… Gu-a-hra-ná? Was ist das? O que é isso?

Eu, cheio de „pompa e sabedoria“- aproveitando que todas Elas por certo já ouviram falar ou leram algo sobre a Amazônia.

_ Guaraná é uma fruta que se encontra na Amazônia. Ou seja Guaraná é parecido com Apfelschorle, só que não é feito com maςãs, mas sim com Guaraná.

Elas muito curiosas, algumas céticas… se limitaram a exclamar uum „Ahhhahhh!!!!“

Resultado: com tanta diplomacia, consegui que todas provassem do bolo e do Guaraná e para a minha alegria não trouxe nada do bolo ou do Guaraná de volta para casa. Elas gostaram tanto do bolo que me pediram a receita e quanto ao Guaraná me perguntaram onde podem comprar. Claro que não fiz qualquer tipo de propaganda, pois já tenho outros planos para popularizar o nosso adorável bolo de cenoura e o encanto do guaraná, mas longe de mim vender… me sinto recompensada de divulgar e saborear algo do meu „explêndido Brasil“ aqui pertinho de mim, mas tão longe de vocês…

Beijos e lindo fim de semana!

Quem sabe com bolo de cenoura e guaraná?

Um brinde!

Ps. Querido Rubens não me esqueci de pagar os Guaranás, pensei que talvez não haja problemas em pagar tudo na próxima semana juntamente com as despesas de Munique… por favor me escreva se estou errada! Bjs.

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Neuelich

Montag, 18. Juli 2011

Em Wurzburgo - um dia lindo/raro de verao.

ou seja recentemente. Neuelich… waren wir  in Würzburg. Melhor dizendo, estivemos ontem em Wurzburgo – uma cidade encantadora localizada no estado da Bavaria. Uma das regioes da Alemanha que já visitei com certa frequência. Sim, eu amo a Bavaria, mas viajo com mais frequência para aquela parte da Alemanha basicamente sob influência de marido. Penso que ele por sua vez, por influência do pai. Os dois sempre, quando planejam uma viajem, a direcao é sul, sempre… Ontem, no entanto, nao estávamos na Bavaria em férias. Foi uma viajem curta, de dois dias, mas muito interessante e talvez a mais tranquila que eu tive nos últimos onze anos. Foi inédito para mim o fato de enfrentarmos 2 horas de congestionamento na A3 e nao vivenciar uma crise de nervos em funcao da minha „tripulacao“.  Chegamos em tempo para mudarmos de roupa, melhorar o penteado, recolocar perfume e sair correndo para a cerimônia de entrega de diplomas, do qual o príncipe tomou parte diretamente. Após os discursos das autoridades, durante as quais Vic quase morreu de tédio, participamos de uma sessao de comes e bebes – para o meu espanto – tudo grátis e também para o meu espanto, os lugares nao estavam reservados… os convidados tinham que se virar para se sentarem junto aos seus amigos – muito diferente! Logo que passei a viver aqui observei  que uma grande preocupacao que se tem ao se organizar uma festa ou evento é com a quantidade de cadeiras… eles ficam completamente desconcertados quando uma visita ou convidado nao tem „uma cadeira“, a qual significa claramente „um espaco“ a mesa ou seja, quando nao se tem um espaco a mesa – para onde com o prato? O copo? Os talheres? O vexame está armado! Improvisar? Difícil… improvisacao nao faz parte da cultura alema. Sentar-se no sofá? só se for para comer snacks acompanhados  de uma taca de vinho,  cerveja ou o que se preferir. No fundo, o que eu gostaria de escrever é que ainda estou me acostumando com o fato de que aqui no que se refere a refeicoes o lugar mais do fixo é a mesa… ! Que haja mesas suficientes e cadeiras suficientes para todos da família, convidados e cia…

No entanto, neste fim de semana, tive a maravilhosa experiência de vivenciar algo bem diferente – a informalidade dentro da formalidade. Mais tarde fomos para uma festa de vinho. Uma festa organizada na montanha em meio as plantacoes de vinho. Fiquei bem impressionada pela beleza da simplicidade de uma festa que tinha muito charme apesar de toda a rusticalidade de mesas em formato de barris e fornos recheados com  Flammkuchen. A decoracao do ambiente eram as plantacoes sem fim de uvas. A tarde estava linda e ali entre pessoas bem humoradas e uma boa música ao vivo pudemos observar a tarde cair e a noite chegar. Com a chegada das luzes noturnas nao foi mais possível convencer Laura e Vic a permancerem nesta festa, pois daquela montanha as luzes de um parque que estava instalado na cidade ficaram ainda mais atraentes. Era impossível nao se sentir atraida por todos aqueles brinquedos iluminados lá embaixo. Todos nós, inclusive os  colegas de Jörg – com muito bom humor (que satisfacao!!!) descemos para o parque, onde permancemos até muito tarde. Laura e Vic se divertiram muito em brinquedos „brutais“ ou nao.

Ontem estivemos na cidade propriamente. Visitamos um mercado nos arredores de uma igreja – Marienkapelle – uma obra arquitetônica muito linda. Na volta para casa ainda tentamos fazer compras num schopping extremamente moderno – nao em formato prédio, mas sim vila – Wertheim Village – que se localiza às margens da A3, entre Würburg e Frankfurt. Nao compramos nada, nao tínhamos energia para experimentar roupas ou sapatos, mas foi uma experiência boa visitar um lugar tao lindo, de tao bom gosto.

Ontem a noite pudemos assistir a final do campeonato mundial de futebol feminino. Achei o jogo tao emocionante que nem cheguei a dormir no sofá. Pena que as meninas alemas e brasileiras puderam apenas assistir a final, mas penso que  com este campeonato todas nós mulheres ganhamos algo. Tenho certeza que o nível do futebol que as meninas jogaram surpreendeu nao apenas à nós outras mulheres, mas senao também a mídia e os homens. Me alegrei pela vitória do Japao. Amei que, enfim, depois de tanto sofrimento, as meninas japonesas deram um motivo para os Japoneses se alegrarem e festejarem um pouco – pelo menos por algumas horas.

Beijos e linda semana.

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Atestado de saúde à la Alemanha

Dienstag, 25. Januar 2011

Por que simplificar, quando se pode complicar?

A cor cinza predomina lá fora. A típica cor do inverno. Acabei de observar pela janela que cai do céu uma mistura de neve e água. Sim, chove e neva ao mesmo tempo. Sinceramente ainda nao me acostumei com a frequência com que temos mal tempo neste país. Nao gosto de reclamar muito, sobretudo quando lembro das últimas catástrofes que a populacao do Rio e Sidney vivenciou nas últimas semanas. No entanto expor os sentimentos sempre nos ajuda na obtencao de luz interna, a qual é muito mais importante que a luz externa – da qual sinto uma imensa saudade neste momento.
A propósito, sobre a exposicao de sentimentos – me senti inspirada a escrever hoje. Preciso compartilhar algumas das minhas últimas experiências. Eu deveria agora estar passando a montanha de roupas que lavei na última semana, ainda mais considerando que tenho uma nova tábua de passar roupas, pois a última que tivemos já foi usada por mais de 20 anos, segundo meu marido – o qual nao podia olhar mais para ela e colocou na cabeca que precisávamos de uma nova. Ontem fui eu ( meio contrariada confesso, pois eu continuaria usando a velha, já que detesto passar roupa seja sobre qualquer superfície) aproveitando uma promocao da rede ALDI, comprar uma nova tábua de passar. Ao colocar a tábua no carro, me senti de novo irritada, pois o seu tamanho é desproporcional ao porta-malas e  conseguir ajeitá-la entre os bancos me custou um tempo que eu nao tinha. No entanto quando cheguei em casa fiquei impressionada quando ao desempacotar a tábua observei que a mesma trazia consigo um certificado de garantia de três anos! Eu nao pude deixar de rir e pensar em como eu me surpreendo tanto ainda com a cultura alema. Eu nunca havia pensado na possibilidade de obter garantia para uma tábua de passar roupas…
A mais pura verdade é que mesmo depois de estar vivendo mais de dez anos neste país, eu me espanto ainda em como certos detalhes desta cultura me parecem, infelizmente, incompreensíveis – outro exemplo: obter um atestado de saúde. Tem já umas duas semanas que estou feliz da vida pela possilidade de poder num futuro próximo trabalhar de novo com criancas e adolescentes, mesmo nao sendo diretamente a minha área – nao tem problemas. Apenas ao pensar em mais acao, acompanhada pela energia e alegria das criancas me senti rejuvenecida (ao menos internamente) uns 10 anos. Lógico, como nada é fácil, tenho que me capacitar para tal empreendimento – o que considero muito positivo! Como parte da burocracia para obter a licenca para o cargo, além da capacitacao vou precisar atestar que sou saudável… normal. Muito entusiasmada com as novidades marquei no comeco da semana passada uma consulta médica para ontem. Até meu marido me questionar sobre o quanto o „Atestado“ custaria – eu tinha certo cá  com os meus botoes que tudo seria muito simples, já que eu sou (gracas a Deus) uma pessoa saudável. Eu me mostrei otimista, frente à sua afirmacao de que isto custaria algo mais que os 10 Euros (o que se paga antes de consultas – além claro do que  o seguro de saúde paga por uma consulta normal) afirmando que nao seria possível que um „simples atestado de saúde“ para uma pessoa saudável seria algo complicado de se conseguir…
Minha consulta estava marcada para as 16.30 hs. Eu estava lá 10 minutos antes e absolutamente convicta que teria em maos o meu „Atestado de saúde“. Agora perguntem-me o que eu tive em maos?
_ O lembrete da minha próxima consulta. Eu tive uma consulta médica (pré-marcada),  apresentei o meu cartao do seguro, paguei os 10 Euros para que o médico ficasse  informado:

  1. Que eu preciso de um atestado de saúde (novamente, pois antes a secretária já havia obtido esta informacao, também o por que do mesmo);
  2. Que eu nao sou fumante;
  3. Que eu nao sou portadora de uma doenca.

E me informar:

  1. Que eu terei que arcar com o preco do „Atestado“;
  2. Que terei que marcar uma nova consulta para os exames.

Eu me depedi dele muito „alegre e agradecida“, pois sou uma pessoa diplomática e para nao deixar de ser, eu simplesmente respirei fundo e nao perguntei – de forma prepositada – o quanto vai custar este „Atestado de saúde“  com a simples  intencao de nao perder a tremenda disposicao que eu estava sentindo em „seguir em frente“ e com „saúde física e mental“.
Estou dramatizando? Ou nao?

Beijos.

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Ano novo, velhos problemas?

Sonntag, 2. Januar 2011

"A vida é um jogo, jogue-o"! Madre Tereza de Calcutá.

Domingo a noite. Segundo dia do ano novo. Há realmente a sensacao de algo novo? Pensando bem, tenho sim a certeza de poder usar certos novos objetos que para mim parecem um super luxo, como por exemplo o meu novo Laptop (com o qual nao tenho ainda muita intimidade) ou tao ou mais interessante ainda ter a possibilidade de  fazer um pouco de esporte (na esperanca de perder 2 kilos e eliminar uma dor incômoda nas conexoes de alguns ossos) com a ajuda e incentivo de  um treinador pessoal através de um jogo para Wii, denominado Wiifitplus – uma novidade muito agradável, ao menos para mim, Laura e Vic. No entanto, as últimas horas, as quais  nos trouxeram tantas possibilidades de descanso, aconchego e confraternizacao nao foram, infelizmente, preenchidas apenas com momentos de alegria e discontracao. Com toda a família em férias, as oportunidades também para rusgas e discórdias crescem. As criancas precisam de ocupacao enquanto os adultos querem a manutencao da ordem e relativo silêncio. Eu cresci num ambiente meio caótico, entao nao tenho muitos problemas com o vai e vem de pessoas,  porém meu marido nao. Para ele é difícil observar que nem tudo está dentro do padrao da ordem considerada por ele aceitável. Uma das expressoes que mais tenho ouvido nos últimos tempos – hast du kaputt gemacht? (você estragou?) – tem me causado verdadeiro pânico. Estragar algo nao é agradável para ninguém em qualquer lugar do mundo, penso eu. No entanto por aqui, a coisa tem uma outra dimensao – catastrófica mesmo. Prefiro pensar que por questoes culturais, pela heranca incubada dos dias sombrios que as guerras trouxeram para a populacao civil. Para mim, ainda é muito difícil conviver com o medo de a cada minuto poder estragar algo. E, acredito que por este mesmo receio absoluto, eu e as criancas acabamos  organizando pequenos estragos pelo apartamento afora, o que causa logicamente mal estar em todos nós. Por isso, hoje  eu havia planejado escrever um post sobre como „aprender a brigar de forma eficiente“ – algo que li e considerei muito importante – mas fui digitando simplesmente palavras que se tornaram frases com uma conotacao mais pessoal do que um artigo com auxílio psicológico para momentos de crise.

Há ainda muito o que escrever sobre os últimos dias, mas nao há tempo ou atmosfera. Nao posso, no entanto, deixar de compartilhar com vocês  que estou aprendendo bastante devagar, mas com certa eficácia os significados das expressoes:  „Plugins“ e „Widgets“. Assim estou um pouco satisfeita comigo mesmo apesar dos últimos pequenos estragos que provoquei aqui. Tenho que ressaltar também que aprendi algo mais sobre como conviver com a neve e o gelo. Fiquei de novo atolada com o carro, já de noite, na vila próxima  e por isso levei  uma bronca extra do meu marido, pois eu cheguei em casa sem o carro e o informei que precisa de um trator, o qual nao foi possível conseguir. Na manha seguinte fomos buscar o carro munidos de pás e picaretas, as quais nao foram necessárias, pois depois de ir com o carro para frente e para trás (no mesmo rastro)  pelo menos 10 vezes meu marido saiu – „triunfante“ e com um leve sorriso no rosto – do reduto de neve e gelo, no qual eu havia abandonado o nosso mais possante meio de locomocao. Eu me limitei a observá-lo aliviada, pensativa e concluí lá com os meus botoes; „ah, da próxima vez já sei o que devo fazer…“

Beijos e linda semana.

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Nikolaus e Cia…

Dienstag, 7. Dezember 2010

Simples, personalizados.

Parece absurdo mas é a pura verdade! Desde setembro  já pudemos, infelizmente, observar e logicamente comprar alguns produtos típicos que normalmente sao comercializados na época das festas natalinas, tais como bolachas, Lebkuchen, Christstollen, Glüwein, Chocolates em forma de Papai noel, etc. A invasao comercial é muitas vezes desconcertante e chega a irritar os consumidores ao invés de instigá-los à compra. Eu, sinceramente, demorei um tanto para inspirar-me  para as festas natalinas e posso afirmar que só estive um pouco preocupada com a decoracao, a qual ainda nao está pronta, quando senti um ar de crítica por parte da Vic quando ela me informou que as casas das amigas já estavam todas decoradas…

Para mim representa um exagero tudo o que os alemaes promovem e têm como extremamente importante nesta fase do ano. No entanto, com relacao às criancas chega ao ponto do absurdo. Elas sao por todos os lados e em todos os lugares acediadas por chocolates e outras coisas doces, além de pequenos presentes, sendo que em suas respectivas famílias sao religiosamente executados todas as sortes de rituais centenários. Enquanto mae eu tenho tentado diminuir bastante a ânsia de consumo com a qual Laura e Vic sao atacadas, principalmente nesta época. Contudo nao tenho tido muito sucesso, para ser sincera. O sentimento de „quase super protecao“ me domina com mais frequência do que eu gostaria. Assim, como resultado, temos aqui em casa também dois „Calendários de Advento“ , o que significam presentinhos úteis ou  chocolates, balas, etc… entre os dias 1° e 24 de dezembro. Para o dia 24 a noite já estao em estoque dois grandes presentes. Ontem tivemos também a „visita de Nikolaus“, uma espécie de papai noel que deixa, no meio da noite, presentes pequenos e montanhas de coisas doces nas botas que as criancas, cuidadosamente,   deixam separadas  próxima a porta na entrada principal de suas  respectivas casas ou apartamentos.

No sábado, segundo meu marido, eu teria que organizar o „saco do Nikolaus“ já que na segunda de manha, com certeza, as criancas sairiam direto da cama para verificar se Nikolaus havia nos visitado. Assim para evitar decepcionar meus dois anjos, lá estava eu no meio da tarde procurando algo de prático e algo de doce para Nikolaus deixar de presente para minhas filhas. O fato é que nao tive coragem de comprar os saquinhos tradicionais de estopa para Nikolaus, estavam muito caros na minha opiniao – melhor- absurdamente caros! Resultado: sábado à noite, ao invés de ver televisao e tranquilamente tomar uma taca de Rioja, eu estava costurando e decorando os „sacos“ para Nikolaus. Eu gostei tanto do resultado que me senti motivada a publicar um post sobre o velhinho barbudo que nao é papai noel e „visita“ a criancada muitos dias antes do natal, já que no natal quem visita as criancas é a Christkind – uma figura muito estranha que na verdade deixa as criancas pequenas com medo e as maiores curiosas para saber qual das vizinhas está escondida por trás dos véus que cobrem o rosto da „Cristo-crianca“. E claro, nao preciso esclarecer que ela nao faz isso de graca, afinal todos precisam de algo extra para as festas de natal, as quais ao meu ver seriam muito mais lindas se nao fossem tao comerciais…  Sei que estou apenas sonhando!

Beijos.

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Schilderwald – floresta de placas

Mittwoch, 21. Juli 2010

Nem sempre as coisas sao fáceis...

Viver na Alemanha e se integrar à esta cultura significa também acostumar-se com as placas, pois os alemaes amam placas… tudo muito organizado, sinalizado… no trânsito, tenho que admitir é muito bom! Agora o que me tira do sério sao outras tantas placas com as quais você se depara. Exemplos:

  • Unsere kassierenrinnen sind angewiesen, Ihre Taschen zu kontrolleiren – nossas caixas precisam controlar suas bolsas;
  • Keine Haftung für Garderobe – nao somos responsáveis por vestuários deixados nos cabides.  Tentado explicar o porque dos cabides: é que no inverno por aqui, quando se vai, por exemplo, para um restaurante este já está  aquecido,   precisa- se  entao se desfazer (por um tempinho) da  jaqueta, cachecol, luvas, etc… entao  pendura-se tudo em cabides que lá estao, exclusivamente, para este fim. Assim  se pode sentar, confortavelmente, e se fazer o  pedido;
  • Das öffnen der Verpackung verplichtet zum kauf – a abertura da embalagem, implica em compra;
  • Vorsicht! Bissiger Hund – cuidado! cao que morde;
  • Eltern haften für ihre kinder – pais sao responsáveis por suas criancas.

Tenho que ressaltar que esta última é realmente o máximo!!! Lógico que os pais sao responsáveis pelos seus filhos. No entanto há um aviso extra „se os seus filhos estragaram algo aqui ou se machucarem aqui, a responsabilidade é dos seus pais e nao minha“. Portanto é evidente que as criancas aqui têm que ter um seguro extra. Minhas filhas têm um seguro bem alto, mas gracas a Deus nunca usamos „ainda“…

Hoje li um artigo no Rhein-Zeitung que me ajudou a entender um pouco mais sobre as placas e me senti aliviada quando tive a confirmacao que muitas vezes os „esclarecimentos“ das placas nao tem  fundamentacao jurídica: cada caso é um caso.

O artigo me levou também a recordar um episódio que vivenciei há pouco dias em um hospital em Oberwesel – uma cidade linda, que localiza-se às margens do Reno e fica perto da minha vila. Lá fomos visitar uma grande amiga que tem, infleizmente, nos últimos tempo problemas muito graves com a coluna. Após a visita, descemos eu Laura e Vic e buscávamos a porta central de saída do hospital… claro, Vic que é muito rápida encontrou primeiro uma porta e foi correndo para ela e tentou abrí-la para sair do hospital… e antes que eu pudesse ler qualquer placa disparou um alarme que ressoou por todo o saguao do hospital… eu sem entender nada, depois de observar a carinha de susto e desespero da Vic, me deparei com placas na porta … „se você tentar abrir esta porta, vai disparar um alarme“!

Nesta altura o som do alarme perturbava todo mundo e uma Senhora loira, de olhos azuis e muito bem apresentável me disse: „ah, das Kind hat das gemacht… toll gemacht, super!! Ah, a crianca fez isto… fez algo bacana! super!

Eu me limitei a andar para a saída oficial do hospital, nao antes de dizer: „das Kind kann nicht lesen!“ – a crianca nao pode ler!

Antes de chegar à recepcao encontramos a recpicionista que praticamente corria para a porta na intencao de desativar o alarme, apesar de ter o pá ou a perna machucados (estava com bandas e mancando) e quase que gritava: „das kann nicht war sein, es gibt drei Schilder!!! -“ isso nao pode ser real, existem três placas“.

Eu nao tinha lido o artigo de jornal ainda, mas a lógica me levou a novamente esclarecer: „das Kind kann noch nicht lesen“ – „a crianca nao pode ainda ler!“

Normalmente eu pediria mil desculpas e tentaria ajudar com a reorganizacao do alarme e porta, mas eu fiquei tao brava com o tom de voz das duas mulheres que eu quase ainda briguei… me limitei a sair do hospital bufando de raiva….

O que me resta escrever? Cuidado com as placas! E se você quiser mais informacoes sobre as mesmas ou simplesmente trocar ideias é só escrever-me.

Beijos.

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