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De Mulher para Mulher

Sábado, Dezembro 10th, 2016

Até porque penso que nenhum homem deste planeta possa realmente entender o universo feminino: Um complexo desgraçado ou engraçado (como se queira interpretar) de sentimentos, medos, procupações, alegrias, amores e neuras. Logicamente não se pode generalizar, mas assim me percebo, me sinto e assim percebo muitas das minhas relações do sexo feminino. O universo masculino há muito tempo procuro sim compreender, desde os tempos de infância, quando meu meu pai me parecia mais um muro do que que uma pessoa. Assim, falando enquanto mulher para mulheres percebo uma tênue possibilidade de ser entendida, se é que alguém pode ou quer ler este post, afinal o  mundo virtual é outra complexidade entre pessoas, prioridades e sentimentos.

Antes que eu me perca pensei em escrever sobre a idade, as rugas, a deformação corporal, psicológica, espiritual… os tormentos de uma mulher que ultrapassou o 1/2 século de vida. Não sei se é o caso da maioria, mas sei que este é o meu caso… Sim, passei dos 50, nem eu mesma acredito! Mas este é o fato! Procuro entender os preconceitos, as posições das pessoas que estão próximas a mim nesta fase da minha vida. Se estivesse muito preocupada com a opinião delas, estaria muitas vezes deprimida. É óbvia a linha de divisão entre jovens e não-jovens ou jovens e velhos? Algumas vezes me sinto assim… quando me defronto com o comportamento dos meus (alguns) colegas de escola ou vida de forma geral.

Por que escola? Claro, na busca de perspectivas concretas de trabalho, aposentadoria, seguro de saúde num país que não é o meu, me vi forçada a voltar para os bancos de escola, a qual estou prestes a finalizar (Graças a Deus!). Como eu poderia definir esta opção? Complicada, mas necessária! Quais entraves? O idioma,  a idade, o saco! Claro… nada acontece por acaso… estamos nesta vida para aprender…sempre, em qualquer lugar, em qualquer cultura. Conselho? Há alguém que precisa? Há alguém que gostaria de um? Há alguma mulher que necessita urgentemente de se sentir de novo uma pessoa? Há alguma mulher que gostaria imensamente de novo se encontrar? Encare seus problemas nus e crus, arregasse as mangas e vai fazer o que você tem que fazer? As lágrimas? Você pode secar! Os medos? Você pode superar… se você quiser… Se você nao puder? Procure ajuda!

 

Beijos e lindo fim de semana!

 

Sim ao ano Novo! Sim aos desafios!

Terça-feira, Dezembro 31st, 2013

"Erfolg kommt durch "ich kann" und nicht durch "ich kann nicht."

Afinal para a nossa sorte ou azar não temos, absolutamente, outra opção! Por isso prefiro olhar de forma otimista para o novo tempo que ganhamos de presente. Sim, porque o futuro é um novo presente que ganhamos da vida e sou grata por este maravilhoso presente, aliás por mais este outro presente, pois entre tantos outros não-materiais  – como minha saúde, amizades, amores frustrados ou não, minha família – recebi também: o ano que passou e outros anos passados. Sou também muito grata aos anos passados, porque eles me permitiram aprender a ser uma pessoa melhor, eles compuseram os meus anos escolares na grande e fascinante escola da vida.

Me considero, neste momento, muito privilegiada por ter tido tantas oportunidades de aprendizagem, pois tenho sorrido, chorado, odiado e amado muito nestes meus anos de vida. Eu gosto de viver assim intensamente, gosto de sentir intensamente e isto inclui também os momentos amargos, decepcionantes, desgastantes, desmoronantes. Eles são os lembretes para que não nos esquecamos de saborear e agradecer todos os momentos felizes, alegres, saudáveis, descompromissados. E, sem dúvida, são eles que nos preparam para  desafios novos e maiores. Os desafios também são grandes presentes, os quais  vamos recebendo ao longo da nossa frágil caminhada sobre este planeta. Morreríamos de marasmo e tédio se não fossem os desafios e no final das contas, o que saberíamos sobre nós mesmos? Como reconheceríamos nossos fortes e fracos? Como  poderíamos nos presentear para as pessoas, bichos e plantas que amamos? Por isso mesmo, desejo para você, querido (a) leitor (a), neste ano novo e também nos próximos, de coração aberto:  muitos desafios, porque sei que com eles estaremos motivados, rejuvenecidos e fortalecidos para nos tornarmos seres, talvez, com menos imperfeições, principalmente se contribuirmos para nossa melhoria pessoal, para a melhoria de um planeta mais verde, mais humano, justo e  alegre!

Tudo de bom!

Lindo fim de semana!

Beijos!

conjugando o verbo amar – para meninos e meninas

Quarta-feira, Maio 22nd, 2013

Somos mais complexas do que (algumas vezes) podemos suportar.

Ontem recebi uma linda mensagem da Regina, uma amiga muito especial. E Considerando o peso das verdades contidas neste texto, eu não poderia deixar de compartilhá-lo com vocês.  Assim tenho certeza que vale a pena perder alguns minutos para ler estas verdades de uma relação:
Amar não é suportar tudo. Aguentar qualquer coisa.
Não é porque você ama que o amor se faz sozinho.
Não é porque você conquistou quem desejava que deve relaxar.
Não é porque alcançou a independência financeira que já tem autonomia afetiva.
Quando chega em casa do trabalho, depois de oito horas de incômodo, da chuva de cobranças e prazos, cansado, estressado, faminto, não adianta afundar no sofá, esticar as pernas, esquentar algo e se apagar.
Não terá direito à solidão e ficar em paz. Não terá direito a não conversar. Não terá direito a não ser afetuoso. Não terá direito a assistir televisão sem ninguém por perto.
Se pretende se isolar, não ouse casar, não procure dividir o tempo e o abajur.
Quando regressa do serviço, acabou a vida profissional, porém começa a vida pessoal. E do zero.
Sua mulher não tem que tolerar seu desaparecimento, sua anulação, sua desistência pelos corredores.
Ela quer senti-lo, entendê-lo, percebê-lo.
A noite é manhã para o amor.
Quando retorna da rua, agora é o instante de trabalhar o relacionamento.
Da mesma forma em que seria demitido se ofendesse um colega, não desfruta de espaço para agressão e gritos. É a esfera da delicadeza, das pontas dos dedos no rosto, de emoldurar a confiança.
Controle-se, comporte-se, cuidado com o que diz, não se entregue ao cansaço.
Sua esposa nada tem a ver com aquilo que cumpriu à luz do sol. Não conta pontos sua dedicação no escritório.
É um novo turno, sem antecedentes, sem pré-história.
É a primeira vez durante o dia que trocará assunto com ela (que seja separando as melhores peripécias). É a primeira vez durante o dia que se dedicará a ouvi-la (que decore a intensidade das palavras). É a primeira vez durante o dia que passará as mãos em seus cabelos (que seja mais generoso do que a escova). É a primeira vez durante o dia que beijará sua boca (que seja com calma da janela). É a primeira vez durante o dia que presta atenção no que ela veste e como se veste (que seja com atenção de alfaiate).
Não há como trapacear. Não há como despistar, postergar para o final de semana.
É só você e ela.
Tome guaraná cerebral, emborque litros de café, triture amendoim com os dentes. Mas se mantenha acordado. Não se ganha um casamento empatando.
É o período de oferecer atenção integral – ela espera que confirme os motivos para estarem juntos.
Por mais absurdo que soe, assim que pousa sua pasta no chão da residência, inicia o expediente amoroso – todos que amam têm dupla jornada.
É acolher as dúvidas, abraçar demorado, preparar a janta, perguntar sobre os amigos, valorizar os apelidos, deitar próximo, não se distanciar do campo elétrico da pele.
Amar é muito mais grave do que uma profissão. Muito mais complicado. Não tem aposentadoria.
Texto escrito por Fabrício Carpinejar

Beijos e tudo de bom!

A favor da maré

Quinta-feira, Janeiro 17th, 2013

Wer ein Stück Freiheit gewinnt, verliert ein Stück Geborgenheit. Herbert Wagner

Sim, esta é minha filosofia de vida dos últimos tempos. Já fazem anos que me deixo embalar (quando consigo) docemente na maré da grande escola chamada v i d a. Os acontecimentos tristes me surpreendem, me atropelam e algumas vezes me desesperam, mas hoje estou segura que posso compartilhar com vocês que estou absolutamente envolvida pela correnteza positiva que me suga por canais que não sei definir, mas me sinto otimista a espera da primavera.

Parece meio inconveniente pensar na primavera quando estamos de novo envoltos num manto branco de neve e gelo e com temperaturas que não atingem zero graus. No entanto hoje estive por muito tempo lá fora e me senti fortalecida pelo branco/cinza da paisagem e por isso mesmo resolvi me expor neste cantinho do Mundo. Agora no começo da noite posso conversar com você ouvindo apenas a minha voz, mas quero te dizer que vale a pena viver cada dor e experimentar cada sorriso e que a vida é boa apesar de sua complexidade, ou melhor, apesar da nossa própria complexidade! Me pergunto muitas vezes por que não podemos estar mais satisfeitos e tranquilos com o que podemos naturalmente vivenciar, porque a ânsia da procura por aquilo que não está ao alcance de nossas mãos e de nossas almas. Quem pode explicar? Acho que ninguém! Porque simplesmente a procura está inerente à nossa essência e nos impulsiona ao crescimento. Assim estamos constantemente nos lanςando em novos desafios e aprendendo com Eles, tentamos nos aprimorar com os momentos bons e maus, os quais estes desafios nos propiciam.

Lindos e lindas, o ano novo já está engatado e para a minha sorte, dor e prazer sinto que tenho um bom e movimento ano pela frente. Estou melhor integrada nos meus ninhos de trabalho, pois me sinto aceita pela maioria das crianςas. Me causa imensa satisfaςão que a maioria delas consegue pronunciar quase que perfeitamente o meu nome e se sentem aconhegadas no nosso ambiente de trabalho. No entanto, os desafios estão presentes e têm urgência de superaςão, mas pelo menos hoje me sinto mais fortalecida e animada para nossas próximas festas, eventos, aventuras e desventuras…

Sobre Eles escrevo num outro dia…

Ótimo fim de semana!

Beijos.

Técnica – amor X ódio

Quinta-feira, Maio 10th, 2012

Em um tempo muito distante eu sonhava que poderia me dar ao luxo de me manter longe de tudo que envolve o termo  “Técnica”. Eu sonhava profundamente que poderia me alegrar e me desesperar apenas com papéis,  livros, canetas, enciclopédias, dicionários,  projetos pedagógicos, fontes históricas, além de fraldas, panelas, rodos, vassouras,etc… etc…  Apenas agora depois de quase doze anos vivendo neste país e vinte anos sem meus pais confesso que me sinto orgulhosa por ter descoberto em mim o telento para a multifuncionalidade. A minha experiência de estar sem meus pais neste planeta foi dolorosa, pois no fundo são os pais (lógico, há execessão de regra) quem têm para nós os braςos abertos e acolheres quando estamos em fase de “fundo de poςo”, porém desesperadora também tem sido certas fases minhas neste país, onde o chique chama-se “selber machen”/”fazer você mesma”. Não posso “falar” por outras brasileiras que vivem aqui, mas a minha experiência sendo casada com um ( quando convém à ele )-desses “típicos” alemães, àqueles do gênero que preferem fazer tudo sozinhos, mesmo que  isto demore meses e custe nervos sem fim… é desconcertante. O fato é que para não ficar dando “murro em ponta de faca” venho incorporando esta característica na minha personalidade  até por que é realmente muito mais prático e econômico quando você mesma pode seguir em frente com os seus projetos, sem ter que implorar por alguém fazer algo por você. Me encabula o fato de ouvir com tanta frequência a “falta de tempo” das pessoas. É constrangedor solicitar uma ajudinha, até mesmo para as pessoas mais jovens ou mesmo para as crianςas, pois deduce-se automaticamente que ninguém tem tempo disponível para investir em assuntos ou projetos que não sejam absolutamente prioritários para elas mesmas. Se bem que tenho vivenciado isto no Brasil também, enquanto visita. Pensando bem, talvez isto aqui na Alemanha seja mais chocante porque se fala e se demonstra “na lata” o que se pensa – diferente de nós brasileiros que muitas vezes usamos a diplomacia para não ferir sentimentos… (!). Não sei o que é certo ou errado, ou se há certo ou errado. Não estou aqui também para julgar pessoas e culturas, mas sim para compartilhar algo positivo: tenho acesso e posso garantir que funciona muito bem dois programas grátis para computadores para todos os interessados em trabalhar com fotos/imagens e ontem descobri o espetáculo de trabalhar também com a reprogramaςão de músicas. São aqui certos detalhes técnicos que eu nunca sonhei em aprender ou ter que aprender, mas como “água na bunda faz aprender a nadar”- e para seguir em frente com o meu trabalho numa nova coreografia, me ocupei ontem  com um programa e me senti depois a mulher mais realizada do mundo, pois tive as músicas que preciso exatamente no tempo e rítmo que andei estudando com minhas mais recentes e dedicadas danςarinas…

Sem mais “tempo”, aqui estão os super -anjos- programas que têm facilitado a minha vida:

  • Para o trabalho com imagens:

GIMP (32 Bit) – Download – CHIP Online

www.chip.de/downloads/GIMP-32-Bit_12992070.h…Bewertung: 95% – 15221 Bewertungen

vor 3 Tagen – GIMP (32 Bit) 2.8 Deutsch Free-Download kostenlos. GIMP im Ein-Fenster-Modus: Die Linux-Bildbearbeitung GIMP steht ab sofort in einer

  • Para trabalhar com audio:

WavePad – Download

wavepad.softonic.com.br/Diese Seite übersetzen
8 Bewertungen – Kostenlos – Windows – Multimedia

WavePad, download grátis. WavePad 4.46:

Só me resta desejar-lhes ótima diversão e afirmar com todas as letras: Você vai odiar e amar!

Beijos.

Expectativas…

Sexta-feira, Janeiro 27th, 2012

"Ziel des lebens ist da leben selbst" - "O objetivo da vida é a própria vida". Samuel Beckett

Me sinto hoje como se tivesse sido atropelada, muito cansada! Por outro lado feliz porque hoje é o meu dia preferido – sexta feira. No entanto tenho a previsão de um fim de semana muito badalado, cheio de expectativas, estress, mas tenho certeza que será muito produtivo! Hoje, daqui a pouco, vou estou participando de um evento na escola da Laura em homenagem às vítimas do holocausto. Sábado e domingo vou estar  muito envolvida com a programaςão de carnaval  na vila mais próxima. Amanhã vamos ter o nosso ensaio geral e no domingo a primeira apresentaςão da estaςão 2012. Para mim o evento representa um grande desafio considerando que vamos ter a estréia da nossa coreografia – “Wir hexen eine bessere Welt”/ Nós transformamos o mundo para melhor – impossível uma traduςão literal, já que em português não existe o verbo “bruxar”. Fato é que estou absolutamente envolvida com a coreografia e minhas pequenas grandes dancarinas (garotas de 5 a 8 anos) que se propuseram com o maior entusiasmo (para minha surpresa!) estudar e apresentar uma coreografia com a música tema de Bibi Blocksberg: a pequena, linda, justa e doce bruxinha.

O grande desafio no entanto ainda  será apresentar uma coreografia com uma conotaςão “crítica”, algo que ainda não observei aqui na nossa região. A coreografia se encerra quando as crianςas apresentam para o público uma faixa onde se lê em vermelho “Wir hexen eine bessere Welt” e 3 coraςões onde se lê: Gerechtigkeit (justiςa), Toleranz (tolerância), Frieden (paz). Não sei se a mensagem da coreografia poderia ser mais clara, mas estou bem curiosa para perceber como as pessoas reagirão a minha estréia como uma espécie de pseudo-coreógrafa com uma boa pitada de ousadia. Logicamente que gostaria muito de obter um “feedbeck” positivo, mas não estou muito segura disto. Insisto apenas na ideia porque as crianςas receberam com alegria e entusiasmo a possilidade de danςar uma coreografia de Bibi Blocksberg – uma bruxinha que elas “conhecem” e amam.

Conto para vocês o resultado da  experiência.

Mudando de assunto, hoje é o dia também da entrega de boletins. Os sentimentos se misturam – de alegria por bons resultados e o receio dos resultados não desejáveis. No entanto tenho percebido que Laura e Vic tiveram um salto de crescimento, não apenas físico, mas também em outros aspectos. Tenho a afirmar, porém, que a batalha é árdua e diária, mas quando se compreende que “educaςão é um processo”, portanto sem resultado imediatos – fica mais fácil não se decepcionar com notas e comentários no boletim que não traduzem realmente perfeiςão… e no final das contas… quem é perfeito?

Beijos e lindo fim de semana!

Dasafiar é preciso…

Sexta-feira, Dezembro 30th, 2011
Com carinho!

Com carinho e esperança, a qual não podemos ousar perdê-la.

Me sinto absolutamente em falta com este espaςo tão especial e que gosto tanto, tanto! Já se passaram muitos dias desde que dediquei umas duas horinhas para o meu cantinho na web. A mais pura verdade é que não tenho conseguido conciliar minhas atividades práticas com os meus hobbys. Logicamente a vida latente que flui ao meu redor é muito mais urgente e exigente que o sossego em poder  dedicar-me a escrever e publicar relatos, textos e outras coisas extras que “me puxam”  para a frente do Lap-Top. Bem, as festas natalinas se foram, eu sobrevivi… por menos que eu goste e aceite a pressão que paira no ar por volta deste acontecimento, acabo também envolta em preparativos e compras para os rituais de natal, logicamente com o intuito de não ser a “estraga-prazer”. Acho um pouco exagerado como os alemães comemoram a data. Principalmente no que se refere aos presentes e chocolates para as crianςas. Com o calendário de advento comeςam as distribuiςões de chocolates ou pequenos presentes (cada dia pela manhã, antes de mais nada, as crianςas procuram uma novidade na respectiva data), no dia 6 recebem a visita de Nikolaus (não apenas em casa, como também na escola, associaςões esportivas, etc), no dia 24: no auge da festa – então “a surpresa” (o brinquedo desejado) enviada por Christkind (Menino Jesus). O natal se comemora no dia 24 (Heiligabend), 25 e de quebra no dia 26. Este ano, no entanto consegui fazer algo realmente que considero importante – ir à igreja, acender velas especialmente para o menino Jesus, envolver a família numa atmosfera mais religiosa que material. A cada ano que passa me sinto mais distante da confusão comercial que envolve a festa e mais atenta ao significado espiritual do natal. Eu gostaria muito que todas as pessoas do mundo tivessem tido a oportunidade de comemorar a “perspectiva de esperanςa” que o natal representa. Eu me senti muito privilegiada de mais uma vez poder comemorar o Renascimento de Cristo junto à uma família saudável e com possibilidades de um futuro promissor. Mas senti muito pelas pessoas que se encontravam  sozinhas, tristes, doentes, desesperadas, vítimas de guerras, injustiςas… Penso que um magnífico presente de natal seria realmente se pudéssemos vislumbrar um mundo melhor para todas as pessoas e animais em todos os continentes…  um sonho bom, mas nós temos o direito de sonhar ainda – piegas, não me importo mais em parecer piegas. Outro dia li que as pessoas depois que atingem quase meio século de vida, são mais felizes. A verdade se constata em uma reportagem científica na revista Focus, que vale a pena ser lida. Quanto a mim tenho me sentido sim melhor do que em outros anos. No entanto ainda tenho tremido nas bases com novos desafios, apesar da “experiência” de vida. Tudo bem, os desafios nos mantém vivos.

Não sei se nos próximos dias vou sentar-me aqui de novo com esta calma para espairecer e filosofar, afinal estamos em férias. Meu príncipe e minhas princesinhas não me deixam muito espaςo para reflexões. Por isso mesmo gostaria de  registrar que desejo a você que me cedeu a honra da sua visita, em meu cantinho on-line, um ano novo cheio de desafios e toda a saúde, motivaςão e disposicão para encará-los e superá-los!

Beijos, com carinho!

Ampliando perspectivas…

Quinta-feira, Agosto 4th, 2011

Mermuth é explêndida!

Exatamente assim me senti na última terca-feira – com a possibilidade de olhar algo além do presente imediato. Numa tarde fantástica tive o privilégio nao apenas de vivenciar um dia lindo de sol e de calor, mas também de receber uma visita inédita e também de fazer uma visita inédita. Neste dia tive a sensacao rara e deliciosa de que “tudo deu certo” num dia muito mais produtivo do que eu poderia imaginar. Comecando pela manha, me senti obrigada a trabalhar muito rápido para tentar colocar o jardim em melhores condicoes para se tomar um café lá embaixo – o dia estava espetacular, depois de semanas de chuva e mal tempo, eu receberia a visita de uma das funcionárias do jornal Rhein-Hunrück-Zeitung, uma pessoa muito simpática que acabei conhecendo por puro acaso e na primeira vez que nos vemos, entre outros temas,  abordamos também na nossa conversa o fato de eu ter muito interesse pela História recente da Alemanha. Nao pude deixar de comentar (lógico, com certo orgulho! Sou apenas humana!) com ela – que tinha ido um pouco longe com este hobby e havia  escrito/ publicado um paradidático sobre a Alemanha Socialista (O Paraíso sem Bananas). Para a minha alegria ela ficou mais interessada na minha aventura literária do que eu poderia imaginar e me perguntou sobre uma possibilidade futura para saber mais sobre o livro e talvez organizar uma publicacao para uma das revistas internas do jornal. Lógico que a minha resposta foi afirmativa e tenho que admitir que depois de muitas semanas desta nossa conversa eu já havia desistido de receber qualquer mensagem do seu escritório, mas nesta semana tive sim o prazer de receber sua visita, tomamos café no jardim e conversamos sobre este trabalho meu e sobre a possibilidade de trabalhar num material próprio, sob perspectivas individuais –  experiências de pessoas que sobreviveram  à Segunda Guerra Mundial. Ela nao apenas me ouviu atentamente como prometeu me ajudar em relacao à algumas testemunhas. Nao sei ainda se vamos obter sucesso, mas estou feliz por receber uma ajuda tao valiosa e despretenciosa – um desses tremendos presentes da vida que a gente recebe quando se está quase desistindo de algo que parecia enraizado na alma. Sei lá por que muitas vezes sinto que tenho que remar exatamente contra a maré, ultrapassar limites que parecem insuperáveis, “dar murro em ponta de faca”… quem entende?

Nao importa, seguindo o fluxo dos acontecimentos e da agenda –  no comeco da noite eu estava de novo encontrando pessoas pouco conhecidas ou nada conhecidas, mas que a partir da próxima semana vou estar encontrando com muito mais frequência, pois já passei a trabalhar para o mesmo club esportivo que elas. Nossa chefe, uma pessoa muito linda que conheco desde que Laura tinha 18 meses, organizou para nós um primeiro encontro, numa atmosfera muito, muito agrádavel! Nao pude acreditar que ao invés de uma mesa redonda para tratar de planos e datas eu encontrei uma mesa posta no jardim e preparada com muito carinho – decoracao, canapés, velas e para tomar poderíamos ter água, sucos ou vinhos: secos, semí-secos, doces ou seja luxo absoluto! Contudo, apesar do acolhimento super gentil de cony nao pude estar tao à vontade considerando que sou “a nova”, mas ao fim da nossa reuniao de trabalho mesmo após tomarmos apenas água ou Weinschorle (vinho com água mineral gasosa) duas horas depois voltei para casa com uma sensacao agradável de grande aceitacao e sinceramente – “frio na barriga” – na próxima semana estarei assumindo oficialmente as sessoes de esporte com duas turmas e nas próximas semanas com uma mais, ou seja 3 turmas. Incrível as surpresas que vamos vivenciando ao longo de nossas vidas… me sinto como se minha vida, neste exato momento, esteja tomando um novo rumo… o que me deixa um pouco tranquila é saber que estou de certa forma, mesmo há 10 000 kms de distância e num país tao diferente do meu, em um reduto que conheco – o reduto da Educacao. De novo uma oportunidade para envolver-me de corpo, alma, sangue e suor com pessoas… é ameacador, é apavorante, mas é o desafio me agrada muito!!!

Porque estou numa semana mais do que positiva hoje recebi expontaneamente a pergunta de uma Senhora muito elegante, inteligente e bem humorada – apesar dos seus 70 + anos –  a informacao de que gostaria de conversar comigo sobre as suas experiências pessoais em torno da  Segunda Guerra Mundial. Já havia conversado um pouco com ela sobre os tempos de Hitler, mas hoje ela tomou a iniciativa de me perguntar se quero mesmo registrar suas memórias daqueles dias – eu respondi muito rápido: Ja!! Wenn Sie Zeit für mich haben!

Sabe que? Ela estava feliz e eu também!

Hoje ainda tive a oportunidade maravilhosa de visitar uma grande mulher – Aricélia, que estava muito bem acompanhada pelo docinho da Cíntia. E quem me acompanhava? Só grandes mulheres: D. Eloísa, Regina, Laura, Victoria, Sarah e Aline (nomes por ordem de idade – breve info).

Ou seja, nao posso reclamar de nada… o mundo está em ordem (mesmo que seja “por enquanto”!)

Beijos.

“Novas em folha”!

Segunda-feira, Abril 11th, 2011

"... nao tenho tempo a perder, só quero saber o que pode dar certo..."

Confesso que com certa dor na consciência aqui estou eu, disposta a compartilhar algumas experiências que acumulei nos últimos dias. A tarde está linda e há bastante trabalho no jardim, inclusive o corte de metade da grama que deixei para trás desde a última quinta-feira, quando o fim da tarde chegou rápido demais e eu nao terminei o que havia comecado pela manha. Hoje a minha motivacao para terminar o servico comecado está em níveis negativos… estou me sentindo muito cansada pelo fim de semana super desportivo que vivenciei e pela gripe do feno, ou me expressando melhor: o inferno do pólen. Nunca me senti tao sensível ao pólen, nos últimos anos o feno e a grama representavam o grande desafio para o meu sistema imunológico, este ano porém o pólen tem ocupado também o equipamento de resistência do meu corpo… deve ser a idade! (Para o meu desespero!!!). Contudo, esta historinha de alergia nao é nada importante, em outros tempos eu diria que  – tudo isso é pura “frescura”. O que é importante mesmo e o que me tocou profundamente nos últimos dias e me alienou completamente dos acontecimentos externos – nacionais ou internacionais, foram os seguintes:

  • Com a minha terceira aula de corte e costura pude terminar a leggings que havia planejado confeccionar para Vic. Ela gostou tanto da calca que nao a tira mais do corpo e informa todo mundo com muito orgulho que foi sua própria mae que a costurou “ponta a ponta” – Selbstgemacht: a expressao ideal para tais realizaoes e que os alemaes amam e admiram muito!
  • A visita da classe da Vic aqui em Mermuth – a professora planejou um passeio pela nossa vila, a qual se localiza ca de 1 km da escola. Logicamente vindo a Mermuth eu nao poderia deixar de convidá-los para uma pausa aqui comigo. Preparei “metade” do jardim, coloquei a mesa, a decorei com carinho com flores do nosso jardim e ali servi um  bolo de cerejas e outro de queijo (uma certa variacao é fundamental) além de café, água e sucos para a professora, outras 5 ou 6 maes que acompanhavam a turma e claro as 21 criancas que compoem a classe da Vic. Logicamente o stress no dia anterior e na manha antes da chegada das minhas lindas, grandes e pequenas visitas. Porém como já tive experiências semelhantes anteriores, a visita foi um sucesso, os adultos foram para o parque da vila com um sorriso nos lábios, resultado da satisfacao por terem sido tao bem recebidos no nosso jardim – com certeza nunca ouviram falar na “hospitalidade mineira”. Inescritível  foi ver e sentir a alegria das criancas por experimentarem novidades, brincarem com a nossa pequena tartaruga e por fim ainda serem surpreendidos com o convite para tomarem sorvete. Eu fiquei feliz, sobretudo com a alegria de Vic, que se sentia a própria princesa nos seus domínios privados. Por último ainda pude ampliar o meu vocabulário aprendendo com Benjamin que “Bude”, significa Wohnung – apartamento.
  • A alegria pela visita de tantas criancas lindas e amáveis e a sensacao de leveza por ter superado a ansiedade em receber tantos convidados durou apenas algumas horas, pois no fim da tarde deste mesmo dia eu estaria enfrentando outro desafio, desta vez totalmente desconhecido – o primeiro módulo  do meu curso de capacitacao para coordenar atividades esportivas. Sobre o qual vou escrever um outro post. Posso adiantar, no entanto, que estou fisicamente “quebrada”, porém psicologicamente mais inteira que antes e com a leve sensacao de que “tudo pode dar certo”.

Beijos.

Planos e danos…

Sexta-feira, Fevereiro 11th, 2011

"...tudo vale a pena, quando a alma nao é pequena..."

A manha está bem cinza e molhada! Já estamos na expectativa do fim de semana. Eu, infelizmente, nao tenho nenhuma esperanca de poder relaxar! Pelo contrário, penso que sábado e domingo serao mais estressantes que a semana que se encerra, pois planejamos reformar a sala este mês e amanha vamos para lojas e supermercados de construcao – a primeira parte desagrádavel de uma reforma ou construcao (!). Só para desabafar tenho que explicitar que desde que cheguei neste país estou sempre envolvida com reformas, construcoes, etc… no princípio parece muito interessante e produtivo, mas ao longo dos anos vai desanimando de uma tal forma! Como a mao-de-obra é bem cara os alemaes têm mania de fazerem tudo eles mesmos. Com isto economizam bastante para investir em material e tudo o mais. Meu marido, empreendedor como só ele… quando nao sabe fazer algo, pesquisa horas antes e depois tenta colocar em prática toda a teoria sugada de todas as fontes imagináveis, na esperanca de dispensar toda a mao de obra qualificada para qualquer projeto que ele tem para a casa. Após muito stress e certo tempo, normalmente tudo funciona bem… o dramático é que em todas as suas aventuras arquitetônicas eu sou o seu braco direito… com isto, praticamente, desde que cheguei neste país tenho desenvolvido um leque de habilidades impensáveis. Já tenho certa habilidade para auxiliar numa  construcao, desde o alicerce até o acabamento. Assim reformar uma sala de estar a primeira vista parece muito simples, só que depois que você já tirou dezenas de  kilômetros  de papel de parede e também ajudou na recolocacao de outras dezenas, você acaba sentindo pânico quando pensa em reformar  mais um cômodo da casa. Eu sei, chata eu, com tanta reclamacao… mas eu estou só comecando!

  • Vic está doente!
  • Laura tem prova de conhecimentos gerais segunda-feira;
  • Hoje as duas têm treino para apresentacao no domingo de coreografias de carnaval – funken (como se chama/como se explica isso em português?)
  • Amanha além das compras para a “reforma”, tenho que comprar bilhetes de entrada para uma apresentacao de coreografia de uma das damas (no fim do mês). As entradas serao vendidas somente entre 13.11 hs até 14.11 hs (tipisch!);
  • Domingo temos a apresentacao das coreografias. As duas damas já estao nervosas e ansiosas;
  • Também passei um tempo tentando personalizar o meu blog (flickr, twitter…) nada funciona! Claro que o problema sou eu e minha incompetência técnica.

Me sentindo melhor agora, gostaria de comecar propriamente o meu post, o qual se refere a separacao do Sudao. Li um texto bem bacana sobre isto e gostaria de compartilhar, mas infelizmente nao tenho mais tempo hoje – quem sabe na próxima semana.

Um beijo e ótimo fim de semana!