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Gramática alemã

Segunda-feira, Julho 22nd, 2019

Um dias destes num dos muitos desvairios para escrever um protocolo de uma das reuniões de trabalho, descobri que existem algumas dicas que nos facilitam a determinar artigos dos substantivos alemães, afinal se você troca um “das” por “der” ou der por die, você automaticamente comete erros gramaticais intoleráveis. As terminações de palavras que indicam um “die” já são bem conhecidas, mas as indicações para o “das” e o “der” foram, ao menos para mim, uma nova descoberta, a qual me motivou a escrever um post, depois de meses. Ando, infelizmente, sem inspiração e tempo para me dedicar ao blog. Espero que este meu impulso, numa linda tarde de verão em terras gemânicas, poderá ser útil àqueles que se dedicam ao idioma alemão.

Dica 1: A maioria das palavras do gênero neutro, ou seja àquelas que exigem o artigo definido “das” são:

  • As cores (das Gelb, das Grün)
  • Palavras com os sufixos: chen (das Mädchen)/ment(das Departament)/ tum (das Datum)

Dica 2: A maioria das palavras do gênero masculino, ou seja àquelas que exigem o artigo definido “der” são:

  • Com datas: Der Dienstag, der Januar, der Frühling;
  • Também a maioria ralacionada ao tempo: Der Sturm, der Regen, der Schnee;
  • Bebidas: Das Bier, mas, der Wein, der Wodka, der Cocktail
  • Palavras terminadas com: ig ( Der Essig)/ ling (Der Flüchtling), en (Der Garten), ich (Der Teppich)

Dica 3: O gênero feminino e o artigo definido “die”:

  • A maioria das frutas, mas atenção: A maçã=Der Apfel
  • sufixos que nos mostram que provavelmente a palavra é do gênero feminino: Heit ( Die Schönheit)/ Schaft: (Die Freundschaft)/ Ei (die Polizei)/ Keit (Die Sauberkeit)/ Ung (Die Zeitung)/ Ion (Die Union)

Mais sobre o tema e outras abordagens gramaticais olhe para o www.deutsch.heute-lernen.de

Boa sorte e

tudo de bom!

Educar é… buscar soluções

Sábado, Novembro 19th, 2011

Parece uma destas frases prontas o título do meu post, mas ela foi escorrendo assim expontaneamente dos meus dedos enquanto eu pensava na minha semana e no meu contato  com as crianças – as minhas próprias e as de outras mães. Cada vez que penso no meu papel de Educadora junto à elas sinto um misto enorme de felicidade e medo. O desafio de educar ou tomar parte diretamente da educaςão de outras pessoas é desafiante e fabuloso, mas o nível de responsabilidade que envolve todo o processo é apavorante. São incontáveis os momentos de conflitos, confrontaςões e surpresas (positivas e negativas) que vivenciamos todos os dias – há cerca de vinte anos não sei mais o que significa a palavra tédio – existe realmente o sentimento de tédio? Não o reconheςo…

Os canais para o aprendizado sao múltiplos

No grande desafio que a tarefa “Educar” representa está incluída necessariamente a obrigaςão de aprendermos sempre quando enfrentamos novas situaςões, sermos  tolerantes com as fragilidades dos outros e também com as nossas próprias e sobretudo sermos coerentes com os nossos princípios, valores e responsabilidades. Mas a questão mesmo é como encarar tanta responsabilidade e com amor, quando o  caos do dia-a-dia nos envolve num turbilhão de dificuldades , sem contar  os momentos  de discussões intermináveis por tudo e por todos? Não é extremamente cansativo só em pensar em discutir um tema com nossos filhos? E com os filhos dos outros então? Socorro…

Pensando em situaςões conflitantes, eu gostaria de compartilhar com vocês algumas dicas de “Educaςão” que li outro dia na revista “Starke Kinder” (Crianςas fortes), pois as considero bastante interessantes e eficazes.

O que pode ajudar as crianςas a enfrentarem situaςões conflitantes:

  • Quando regras (para o cotidiano em família) fundamentadas e  esclarecidas – são  estabelecidas;
  • Quando as regras são observadas e seguidas não só pelas crianςas, mas também pelos adultos;
  • Após estabelecer limites compreensíveis: um claro e fundamentado  “n ã o” causa um efeito positivo em contrapartida a um “t a l v e z”;
  • Em uma situaςão extrema de conflito e sentimento de raiva, aguardar alguns momentos para depois tentar conversar com o (a) filho (a);
  • Quando todos os envolvidos nas situaςões de conflito têm chances para exporem os próprios pontos de vistas;
  • Quando todos respeitam a opinião e necessidades do outro e em conjunto procura-se soluςões para os problemas;

Fácil? Não! Necessário? Sim!

Beijos e lindo domingo com ou sem conflitos!

Delícia de Cappucino

Quarta-feira, Maio 11th, 2011

O Cappucino para todos os momentos!

Já sao mais de dez horas. As horas nao passam… elas voam! Depois de nao suportar mais o estômago reclamando por um segundo café da manha, me dei por vencida, coloquei do lado minhas apostilas sobre montanhas de informacoes fisiológicas, pedagógicas, metodológicas, técnicas e nao sei mais o que, ou seja tudo o que preciso ter na cabeca até sexta para encarar a minha prova teórica e resolvi simplesmente tomar uma boa xícara de Cappucino e pensei que seria interessante compartilhar a minha última experiência com Cappucinos – o que tomo com muito prazer, ao menos uma vez por dia. Até recentemente nao tinha, no entanto, algum especial que realmente me fizesse pensar/falar: “uhm, que delícia de Cappucino!” – claro isto até conhecer Helmut, um vizinho que tem 82 anos, com qual tenho conversado com frequência sobre diversos temas, inclusive os seus problemas com os ossos, juntas e etc.. e suas lembrancas da Guerra. Sobre as quais, inclusive, planejo ainda escrever. O fato é que regamos nossas conversas com o melhor Cappuccino que eu já havia tomado em minha vida – Unser Bester! Cappuccino mit feiner Kakaonot – e aprendi também com Helmut que o Cappucino fica ainda mais especial ( com 5 colheres -café) e cremoso quando o regamos “bem” (já na xícara) com “Schagsahne” (nata para bater) – tao popular por aqui como o creme-de-leite no Brasil. Já conhecia as mil e uma utilidades do “Schlagsahne”, mas associado ao Cappucino ainda nao.

Ainda sobre o Schlagsahne, gosto muito de batê-lo eu mesma quando quero ter rapidinho um pouco de creme Chantilly para bolos e tortas. Assim sempre tenho uma caixinha na geladeira, a qual despejo em um recipiente um pouco alto e bato até conseguir a consistência desejada (cuidado para nao bater em excesso, senao você tem manteiga, nao o creme). Acrescento acúcar e bato uns poucos segundos mais. Pronto! tenho o creme delicioso, geladinho e na quantidade que eu desejo para servir ao lado da torta ou do bolo.

No mais, tenho que admtir que aqui estou escrevendo com muito prazer duas pequenas dicas de cozinha, mas no fundo estou me distraindo do medo (tenho tido pesadelos!) e da ansiedade que sinto em funcao do desafio que vou enfrentar no fim de semana. Preciso de sorte…

Beijos.

Puberdade=pais a prova

Sexta-feira, Março 11th, 2011

"Como abracar um Cacto?"

Com o comeco da puberdade os pais, com frequência, nao reconhecem mais os seus próprios filhotes. A doce proximidade da infância transforma-se em distância “aborrecente”. Aqui em casa, para a minha sorte, ainda nao estamos na fase aguda desta fase da vida das criancas, porém os indícios da mesma já sao bastante visíveis e penetrantes, por isso mesmo venho me preparando psicologicamente para ter uma chance de dancar mais ou menos conforme os rítmos malucos dos hormônios da minha filha pré-aborrecente e os meus próprios, os quais também sao colocados ao menos uma vez a cada mês (penso, esta é uma característica generalizada entre nós do sexo feminino)  em movimentos parecidos com os  de uma montanha russa, o que sem dúvida pode dificultar um pouco  a  convivência harmônica da família. No entanto quando somos capazes de compreender um pouquinho os nossos sentimentos e o porquê estamos tao sensíveis, carentes ou irritadas – podemos logicamente amenizar certos conflitos conoscos mesmas e com as pessoas que convivem conosco. Assim na esperanca de poder entender as mudancas de comportamento e postura da minha filhota “pré-aborrecente” tenho tido muito interesse no assunto – puberdade –  procuro ouvir com atencao a experiência de outras maes e ler artigos sobre o tema. Eu sei que nao há nenhuma resposta pronta ou manual de instrucoes para se evitar os conflitos normais que sao pertinentes à fase. No entanto, pensando que dicas de especialistas nos ajudam a lidar com certas situacoes, eu resolvi compartilhar com vocês  algumas informacoes que obtive lendo o caderno Leben/ Rhein-Hunsrück-Zeitung (n° 42). Resumindo em pontos concisos –  estes sao alguns  esclarecimentos que obtive e outros que reforcei  em relacao ao tema:

  • Nesta fase temos a impressao que nao conhecemos mais os nossos próprios filhos tamanha a mudanca que se opera nas criancas. Quase nao reconhecemos mais seus gostos, valores e prioridades;
  • As criancas em fase de puberdade colocam tudo e todos a prova, principalmente os próprios pais;
  • A puberdade coloca a “vida interior” da crianca em tormenta;
  • Entre o caos produzido pelas mudancas causadas pelos surtos hormonais, alteracoes do cérebro e  o esforco espendido para crescer/ tornar-se independente – as criancas perdem o controle sobre si mesmas;
  • Elas tomam atitudes incompreensíveis para os pais (os quais também nao sao realmente obrigados a entender). Isto é o indício que necessitam se firmarem em suas prórprias personalidades e para isso precisam  estabelecer e obter reconhecimento de suas fronteiras – em relacao aos pais (principalmente);
  • Os pais devem respeitar  a esfera de privacidade e o certo “distanciamento” que por vezes os filhos buscam – nao enervar com mil perguntas/questionamentos;
  • É normal e saudável a preocupacao dos pais para com os filhos, queremos estar informados sobre o desempenho na escola, relacionamentos com amigos, etc – por isso temos que cuidar para que o nosso contato com eles nao se rompa, mesmo depois de uma briga ou grande discussao;
  • Mesmo sendo/estando, muitas vezes, extremamente hostis –  os adolescentes, no fundo, querem e necessitam que os pais estejam interessados por eles. No entanto, simplesmente cravejá-los de perguntas nao demonstra realmente interesse, senao cobranca;
  • Os pais podem demonstrar  sincero interesse pelos seus “Cactos”, por exemplo, sentando-se em um canto da cama e puxando uma conversa com ele, perguntando como ele se sente… a diferenca entre o real interesse e perguntas enervantes/vazias é muito fácil de ser identificada;
  • Por último, valem ainda para nós pais, as seguintes dicas:
  1. Tentar nao se deixar provocar;
  2. Nao falar como tagarela (blá.. blá…blá… blá) na cabeca das criancas;
  3. Evitar ao extremo  insinuacoes e confrontacoes.

Bem, munidos de certa fundamentacao teórica –  só me resta desejar a todos nós muita paciência e sorte!

Beijos.