Artikel-Schlagworte: „Educaςão“

„Como nossos pais“

Donnerstag, 16. August 2018

Hoje vivenciamos um dia extraordinário de verão. A natureza nos presentea bondosamente o calor do sol e na medida certa. Nossos corpos e almas podem simplesmente se deleitar na delicia do céu azul e se embalsamar nos sons da natureza. Sou grata ao universo pelo bálsamo de poder me misturar nesta calmaria de tons fascinantes. Apenas o contraste da minha alma cinza dolorida pela dor da minha cria sobressalta-se ao espetáculo natural e sensacional que o dia apresenta. Desde que me tornei mãe e acredito que este seja um fênomeno natural à maioria das mães e talvez de pais também… Não sei… Afinal nunca fui pai… As dores dos nossos filhos nos massacram muito mais que as nossas próprias. As nossas dores passam a não ter muita importância, seja qual for a intensidade delas. No entanto, as dores dos filhos nos atravessam de tal forma que podem nos tirar, literalmente, dos trilhos. E hoje foi um desses dias, nos quais eu sai dos trilhos para defender a integridade da minha criança que decidiu a aproximadamente três anos não ser mais criança e a se aventurar nas alegrias e decepções de amores. Estes amores que nós próprios buscamos um dia e também naqueles tempos preocupávamos nossos pais e não conseguíamos muito bem entender suas angústias, preocupações… E a dificuldade de se ouvir o „eu avisei“…

„Me diz porque que o céu é azul… me explica a grande fúria do Mundo…“

Agora depois de tantos anos e considerando minhas próprias crias… evito ou tento evitar  o „eu avisei“ até porque não diminui em nada a dor de uma decepςão que dilacera ou o receio de consequências de atos inconsequentes. As tentativas para suavizar as dores e os medos dos filhos me parecem como as ações de Dom Quixote… Colossais e ineficientes e o quanto é doloroso vivenciar os filhos crescendo não apenas com seus acertos, mas sobretudo com os seus erros. Como é difícil não ser capaz de conter as experiências negativas que dilaceram em alguns momentos a vida de nossos filhos. E como é quase insuportável a dor de observá-los através da amargura de decepções. Me resta hoje, neste momento… Apenas aceitar as regras da escola da vida: Elas são severas, mas eficientes. Se aplicam  também  aos nossos filhos independentemente de nós e nossos pais…

Beijos

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O que precisa ser incorporado ao processo de Educação

Sonntag, 1. März 2015
por  Leonardo Boff

Geralmente o processo educativo da sociedade com suas instituições como a rede de escolas e de universidades estão sempre atrasadas em relação às mudanças que acontecem. Não antecipam eventuais processos e custam-lhes fazer as mudanças necessárias para estar à altura deles.
Entre outras, duas são as grandes mudanças que estão ocorrendo na Terra: a introdução da comunicação global via internet e redes sociais e a grande crise ecológica que põe em risco o sistema-vida e o sistema-Terra. Podemos eventualmente desaparecer da face da Terra. Para impedir esse apocalipse a educação deve ser outra, diversa daquela que dominou até agora.
Não basta o conhecimento. Precisamos de consciência: uma nova mente e um novo coração. Precisamos também de uma nova prática. Urge nos reinventar como humanos, no sentido de inaugurar uma nova forma de habitar o planeta com outro tipo de civilização. Como dizia muito bem Hannah Arendt:”podemos nos informar a vida inteira sem nunca nos educar”. Hoje temos que nos reeducar e no reinventar como humanos.
Por isso, acrescento às dimensões acima referidas, estas duas: aprender a cuidar e aprender a se espiritualizar.
Mas antes faz-se mister, previamente, resgatar a inteligência cordial, sensível ou emocional. Sem ela, falar do cuidado e da espiritualidade faz pouco sentido. A causa reside no fato de que todo sistema moderno de ensino se funda na razão intelectual, instrumental e analítica. Ela é uma forma de conhecer e de dominar a realidade, fazendo-a mero objeto. Sob o pretexto de que a razão sensível impediria a objetividade do conhecimento, foi recalcada. Com isso surgiu uma visão fria do mundo. Ocorreu uma espécie de lobotomia que nos impede de nos sentir parte da natureza e de perceber a dor os outros.
Sabemos que a razão intelectual, como a temos hoje, é recente, possui cerca de 200 mil anos quando surgiu o homo sapiens com seu cérebro neo-cortical. Mas antes dele, surgiu há cerca de 200 milhões de anos, o cérebro límbico, por ocasião da emergência dos mamíferos. Com eles, entrou no mundo o amor,o cuidado, o sentimento que se devotam à cria. Nós humanos, esquecemos que somos mamíferos intelectuais. Logo, somos fundamentalmente portadores de emoções, paixões e afetos. No cérebro límbico reside o nicho da ética, dos sentimentos oceânicos como os religiosos. Antes ainda há 300 milhões de anos, irrompeu o cérebro reptilíneo que responde por nossos reações instintivas; mas não é o caso de abordá-lo aqui.
O que importa é que hoje temos que enriquecer nossa razão intelectual com a razão cordial, muito mais ancestral, se quisermos fazer valer o cuidado e a espiritualidade.
Sem essas duas dimensões não iremos nos mobilizar para cuidar da Terra, da água, do clima, das relações inclusivas. Precisamos cuidar de tudo, sem o que as coisas se deterioram e perecem. E então iríamos encontro de um cenário dramático.
Outra tarefa é resgatar a dimensão da espiritualidade. Ela não deve ser identificada com a religião. Ela subjaz à religião porque é anterior a ela. A espiritualidade é uma dimensão inerente ao ser humano como a razão, a vontade e sexualidade. É o lado do profundo, de onde emergem as questões do sentido terminal da vida e do mundo.
Infelizmente estas questões foram tidas como algo privado e sem grande valor. Mas sem sua incorporação, a vida perde irradiação e alegria. Mas há um dado novo: os neurólogos concluiram que sempre que o ser humano aborda estas questões do sentido, do sagrado e de Deus, há uma aceleração sensível nos neurônios do lobo frontal. Chamaram a isso “ponto Deus” no cérebro, uma espécie de órgão interior pelo qual captmos a Presença de uma Energia poderosa e amorosa que liga e re-liga todas as coisas.
Avivar esse “ponto Deus” nos faz mais solidários, amorosos e cuidadosos. Ele se opõe ao consumismo e materialismo de nossa cultura. Todos, especialmente os que estão na escola, devem ser iniciados nessa espiritualidade, pois nos torna mais sensíveis aos outros, mais ligados à mãe Terra, à natureza e ao cuidado, valores sem os quais não garantiremos um futuro bom para nós.
Inteligência cordial e espiritualidade são as exigências mais urgentes que a a tual situação ameaçadora nos faz.
Leonardo Boff é colunista do JBonline e escreveu Saber cuidar, Vozes 2000 e O cuidado necessário e Vozes 2013.
Obrigada querido Mozart por compartilhar comigo este e outros trabalhos maravilhosos e sérios deste autor tão comprometido com as verdades universais.
Grande beijo
e lindo domingo de paz  para todos os habitantes do Planeta Terra.

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O Brasil em foco – dasafios!

Donnerstag, 12. Juni 2014

"...Brasil mostra a sua cara, quero ver quem paga prá gente ficar assim..."

Não importa onde e quando, fato é que se ouve e se fala sobre o Brasil em todos os cantos!

É realmente impressionante a influência do futebol sobre as pessoas de todas as idades,  cores, idiomas e níveis sociais. Penso sim que por isso mesmo seja um bom momento para chamar a atenςão da mídia mundial para realidades não tão democráticas quanto (aparentemente) o futebol. No entanto, apesar de toda a ira contra as demandas do governo atual na construção/reforma de estádios e compra de aparatos de seguranςa, as demonstrações que podem realmente celebrar mudanças positivas, são as pacíficas. É evidente que sair por aí saqueando e destruindo  bens materiais evidenciam apenas ignorância social, histórica e política.

Tenho acompanhado, meio que com vergonha, daqui do meu conforto de primeiro mundo muitas notícias, programas especiais e mensagens sobre o meu próprio país. O Brasil está em foco e, infelizmente, o que não gostaríamos de mostrar para o Mundo também está em absoluta evidência – exemplos: a desigualdade social, canais de esgosto abertos, o lixo atirado em cantos próximos aos grandes e modernos estádios, a rotina de vida em favelas do Rio, São Paulo, Salvador, a violência aterrorizante em esquinas mal iluminadas.

Sinceramente, quando o tema são as grandes cidades, prefiro que minhas filhas não vejam o programa, porém não saem dos meus lábios nenhum comentário sobre o assunto. Fico triste quando vejo imagens negativas sobre o país que amamos tanto. Elas também não fazem nenhuma observação negativa, afinal já conhecem muito mais do Brasil do que a grande maioria dos seus colegas e conhecidos, já experimentaram na própria pele muita delícia e amargura de Brasil.

Daqui também, do meu conforto, fica simples observar as contradições em palavras e atitudes de autoridades, estrelas do futebol, da televisão e das pessoas em geral que defendem ou atacam o governo. Penso muito naquele velho dito popular: „falar é fácil, fazer é difícil“ ,ou seja, como sempre o que se ouve é muito bla, bla, bla, bla… se culpa, se xinga,  se ofende simplesmente, sem se medir as próprias palavras e sobretudo as próprias atitudes.

Sim, o governo atual tem culpa por todos os problemas atuais que afligem a população. Sim, os governos anteriores também têm culpa sobre o caos político-econômico- social que fazem com que o estigma da pobreza se transfira de geração para geração. Sim, todos temos culpa quando transferimos nossas responsabilidades de cidadão para o Estado. Todos nós podemos e devemos contribuir para a solução de enormes  problemas que nos afligem. Posso, com conhecimento de causa, afirmar que o posicionamento da população alemã é bem diferente do da brasileira. Aqui temos muito a aprender no sentido de não apenas cobrar do governo, mas trabalhar em prol da comunidade. Milhares de pessoas dedicam horas de suas vidas  à associações esportivas, religiosas, culturais com o objetivo específico de proporcionar a si mesmo e às outras pessoas uma qualidade melhor de vida. Grande parte dos pais não se limitam a criticar o que se passa na escola, eles participam diretamente das atividades escolares assim que solicitados e contribuem sempre com uma associação extra que organiza um  caixa específico para proporcionar apoio financeiro às atividades „extra curriculum“.

A lama na qual o sistema de saúde e educação no Brasil se encontra é secular e enquanto apenas se apontar culpados ao invés se sentir parte do problema não haverá saída. A  „classe média“ sente o peso, está revoltada com os preços das escolas particulares e plano de saúde privados. Estas empresas sim têm ganhado muito com os problemas sociais. No entanto, é evidente que  a direção para  uma democracia saudável é outra. Numa democracia saudável  pode-se obsevar que o vizinho possui todas as condições de vida  que eu mesma.

A solução para o problema de segurança não é construir muros mais altos, mas sim ocupar positivamente o moleque da favela ou da periferia. Que Ele frequente uma escola pública com a mesma „suposta“ qualidade do que a privada. Que quando esteja doente corra para um hospital ou clínica com os mesmos recursos que uma instituição privada. Que Ele possa aprender idiomas e praticar esportes. Que Ele se sinta parte da comunidade, da cidade, do país e não de redutos de pobreza e lixo.

Sim, parece demagogia, mas como não sou política, não faςo demagogia. Sonho, apenas, em um dia observar as pessoas agindo mais do que reclamando dos problemas que nos entristecem. A verdade dói, mas precisa ser dita: os problemas são graves e não serão resolvidos de „cima“ para „baixo“, talvez tenhamos uma chance de sonhar com um Brasil mais seguro, humano, saudável – se as atitudes realmente se estabelecerem de „baixo“ para „cima“. E, sobretudo se uma burguesia menos hipócrita se sentir também parte do problema. Priorizar investimentos sociais ao seu redor, ao invés de investir em carros blindados e seguranςas pessoais.

Abaixo podemos ver um exemplo de atitude. Compartilho agora com vocês, com muito prazer, algo do  trabalho de Lionizia Goyáartista plástica e escritora presidente Pró-Tempore ALB/Uberlândia – MG

Arte e pintura para crianςas e adolescentes – a iniciativa exemplar de uma Goiana/mineira

Beijos!  Muita alegria  e atitude!

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Sementes da Primavera em Munique – uma Estrela entre nós!

Sonntag, 21. Juli 2013

Série: Entrevistas

Parte III

Da Lama do Nordeste à fama da Europa

Uma História real de luta pela dignidade! Um alerta!

O crepúsculo me assaltou de repente, mas tenho ainda o privilégio enorme de observar os últimos raios de sol, o qual para a nossa delícia nos banhou hoje sem compaixão!

Minha música de fundo é o canto das andorinhas e o som dos tratores – é época de colheita e o bom tempo me permite observar o bom humor estampado nos sorrisos das pessoas que corajosamente ainda trabalham com a terra.

Vivo um momento divino, devo confessar! O que me deixa ainda mais tímida ao escrever sobre Lúcia Amélia Brüllhardt. Sim, lá estava Ela, na primeira fase do  I Encontro de Escritores Brasileiros na Baviera, sentada bem do meu lado – a Estrela Lúcia Amélia. Eu não sabia nada sobre Ela, mas sua presença marcante me chamou a atenção bastante rápido. Seus cabelos vermelhos, sua pequena estatura,  seus movimentos rápidos e a forma emocional e veemente  como Ela transmite  suas verdades e as suas concepções não me deixaram dúvidas de que Lúcia tinha uma História de vida explosiva. Eu não pude saber a princípio nada muito pessoal sobre Ela, mas eu tinha certeza absoluta desde o nosso primeiro contato  que Lúcia Amélia é uma destas raras pessoas que sabem como dar a volta por cima. Eu passei a admirá-la ainda mais após o nosso segundo encontro – quando pude ouvi-la falando sobre o seu primeiro trabalho literário: Da Lama do Nordeste à fama da Europa – uma obra biográfica, na qual somos convidados a conhecer e nos embalar nos seus sonhos com a arte, com a danςa, nos seus sonhos de independência pessoal e financeira,  nos seus sonhos com o glamour europeu. Infelizmente seus sonhos se tornaram num amontoado de pesadelos…

No entanto Lúcia transformou seus pesadelos em um projeto de vida, de novas perspectivas, de valores fundamentados em verdades sólidas – O Madalena’s: uma organização não governamental, cuja finalidade básica é a prevenção.

Bem, as próximas palavras para nos esclarecer seu trabalho como escritora, cantora, atriz, fundadora e coordenadora do Madalena’s deixo a cargo da própria Lúcia.

Com muito prazer compartilho com vocês a „conversa“ que tive com esta Mulher surpreendente!

1.Querida Lúcia Amélia é um grande prazer para mim saber algo mais sobre a sua trajetória profissional e sobretudo poder publica-la neste meu espaço virtual. Primeiramente gostaria de saber quando você ouviu falar do “Projeto Adote um Autor” e como você pode descrever sua experiência de adoção:

A primeira vez que ouvi foi no FOCUS LONDRES , em setembro de 2012. Minha experiência de adoção foi simplesmente M A R A V I L H O S A !!!

2.Você acredita que a experiência que obtivemos em Munique pode se repetir em outros estados ou países? Teríamos a chance de contar com o apoio de uma associação como a  DBKV e V?

A Experiência em Munique, com certeza, poderá ser repetida em diversos outros países, porém para ter um bom êxito dependerá da união, humildade, colaboração e o desejo de fazermos algo em prol dos autores brasileiros na Europa.Infelizmente o que tenho notado na longa estrada da vida é que „algumas“ pessoas estão querendo trabalhar individualmente, mas quando à noite observo o céu vejo que ele fica somente bonito quanto TODAS ESTRELAS brilham juntas!

3.Você atua em alguma associação?

Moro na Suiça e sou presidente de uma associação Brasileira que funciona há 13 anos, onde trabalhamos em união com diversas outras associações. O que vivi em Munique, já conhecia a experiência aqui da Suiça, poís somente com união podemos seguir em frente e sermos fortes.

4.Esta associação a qual você se refere é a Madalena’s?

Sim, aqui na Suiça somos conhecidos como uma Association Brésilienne (Associação Brasileira Madalena’s)uma associação Brasileira que funciona há 13 anos, onde trabalhamos em união com diversas outras associações.

5.Por favor nos esclareça algo mais sobre Ela considerando os motivos de sua fundação, finalidades e serviços que presta à comunidade mundial:

Aqui na Suíça, no ano 2000, começamos a efetuar um trabalho de apoio e ajuda à mulheres e homens trabalhadores (as) do sexo, pessoas de diversas nacionalidades. E em vários cantões da Suíça romana e alemã, vimos a precariedade nas quais elas vivem sendo exploradas sexualmente, abusadas, humilhadas, tanto emocionalmente como fisicamente .Concluímos que existia uma real necessidade de socorro às vítimas em território Suíço. Sendo na época, uma grande parte mulheres brasileiras*, por esta razão, no dia dezesseis de março de dois mil e seis (16.03.2006), fundamos e registramos no Brasil a ONG “Prevenção Madalena’s” a fim de prevenir, informar e alertar diretamente nas escolas a juventude brasileira, através de filmes e palestras, sobre o perigo da exploração sexual e do tráfico de seres humanos, nos quais uma grande parte deles é vítima ao vir para Europa sem o devido preparo.

* Atualmente o quadro mudou e a maioria são mulheres provenientes do Leste Europeu.

Porque "prevenir é melhor que remediar"!

6.Como extensão do Projeto Madalena’s você idealizou o Madaleninhas. Por favor, nos permita saber mais sobre este valioso trabalho preventivo:

Durante aproximadamente 13 anos, nosso trabalho no Brasil, foi direcionado principalmente aos jovens adolescentes .Somente em Pernambuco atingimos 200 escolas com o trabalho de prevenção.Com a grande explosão do tema „Tráfico de Seres Humanos“ no Brasil, através de novelas, jornais, rádios e revistas. E aqui na Suíça com a diminuição de brasileiras no “ MILIEU ROUGE“ vimos que nosso objetivo em território Brasileiro e Suíço tinham sido atingidos. No dia 21 de dezembro de 2012, quando comemorávamos os 12 anos do Madalena’s Irene Zwetsch olha para mim e pergunta : – Por que você não escreve algo direcionado para o público infantil ? Neste exato momento em minha mente veio as seguintes palavras “ Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos“(Pitágoras ). Nosso Objetivo com a cartilha “As Aventuras de Mada-Leninha, o desaparecimento de Bubu“.É de alertar e informar as crianças brasileiras de 07 a 12 anos, sobre Tráfico de Pessoas e de Crianças que ocorre dentro do território nacional ou exterior. Incentivamos as crianças a desenvolver o prazer pela leitura, à estudar, obter uma formação profissional.

7.Uma grande curiosidade: como você se relaciona com a comunidade suíça?

Sou muito bem integrada na Suíça e com os nativos. Deixo aqui BEM CLARO que até hoje, todos os suíços que conheci são pessoas que acrescentaram e ou acrescentam algo de muito bom em minha vida.Eu vivo com os Suiços e tenho um trabalho com a comunidade brasileira. Falo francês, alemão e Italiano facilitando assim ultrapassar barreiras.Sou muito feliz vivendo entre os suíços. aceito a mentalidade, cultura e as tradições.

8.Depois de tantos anos vivendo neste país, você considera a Suíça como sua casa?

A Suiça será sempre minha casa, foi aqui que criei raízes e assim decidi. Aqui sou valorizada e respeitada como ser humano, e tratada com dignidade sem descriminação e sem preconceito (É MINHA EXPERIÊNCIA).

9.Qual é o nível de aceitação do seu trabalho em terras suíςas?

Positivamente surpreendente . Tive a oportunidade de ter sido feito um filme com a minha história de vida em francês “ Lúcia, un autre destin “ ( distribuído em 23 países francófonos pela MiMAVISION / DELTA VISION ), inúmeros convites para palestras em diversos locais.Participação em TVs , rádios, revistas. Na Suíça o trabalho do Madalena’s foi melhor aceito que no Brasil. No Brasil tem aquele problemática de que ONG pega dinheiro do governo e não faz nada, não tem credibilidade, etc. O Madalena’s nunca recebeu e nem recebe nenhum apoio financeiro por parte do governo brasileiro. Nosso trabalho é financiado por doações de amigos, por meu esposo, pela vendas de livros, palestra , eventos.

10. Lendo sobre sua atuação artística na Europa, me surpreendi ao descobrir que você tem uma considerável discografia. Quais os caminhos que levaram você também aos estúdios e seus microfones?

Minha intimidade com a música é desde criança. Meu avô e minha mãe são responsáveis pela façanha ( risadas). Lembro que aos 10 anos ganhei o primeiro lugar em um concurso na TV GAZETA, em Vitória do Espírito Santo.

11.Conte um pouco sobre fatos marcantes durante o “processo de publicação” do seu primeiro livro.

Algo que jamais poderei esquecer foi a venda de 1500 exemplares antes mesmo do livro ter sido publicado e a entrega de cada exemplar autografado nas mãos dos adolescentes estudantes que vieram receber o exemplar (ainda tenho calo no dedo , risos….)

12.Por favor, nos revele seu “sonho de projeto ”:

Atualmente meu grande sonho é ver a prevenção como matéria obrigatória em todas escolas do Brasil.

Bem, me resta apenas agradecer você Lúcia por nos ter dado o enorme prazer de podermos conhecer algo mais do seu extraordinário trabalho e ter tido novamente contato com a pessoa admirável que você é! Desejo a você S U C E S S O e com este espaço você pode contar sempre para divulgar seus projetos velhos e novos!

Abaixo, você querido leitor, pode acessar os links da Autora e conhecer ainda mais profundamente seu trabalho, suas obras, seus projetos:

www.luciaamelia.ch

www.prevencaomadalenas.com.br

www.chezlucia.com

REBRA: escritora_ptbr.php?id=1796

Beijos.



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Muitos têm stress ou (melhor) pressão!

Donnerstag, 22. November 2012

"Wer die Relativitätstheorie befriffen hat, dem fällt Ein-Stein vom Herzen/ Quem compreendeu a teoria da relatividade, derrubou uma pedra do coração." Gerhard Krug

Um pequeno bálsamo para mães/pais e crianςas…

Vocês se sentem por parte da escola algumas vezes realmente pressionados e têm a sensação de que no momento tudo é demais? Então vocês nao estão sozinhos. Pesquisadores obtiveram muito recentemente o resultado de uma grande pesquisa realizada em todo o território alemão e concluiram através das respostas às perguntas por Eles elaboradas que uma a cada três crianςas que frequentam as segundas e terceiras séries se sentem muitos stressados, ou seja sob muita pressão no ambiente escolar. Segundo os resultados da pesquisa os fatores de stress que  acompanham e perturbam os pequenos em suas rotinas de vida para  podem ser ordenados da seguinte forma:

  1. Escola;
  2. Brigas e aborrecimentos;
  3. Situaςões de conflitos na família.

Mas o que significa realmente este termo -stress- tão moderno e popular?

Do  inglês para o português podemos traduzir para pressão/tensão e para o alemão – Druck/Anspannung.

Sob pressão todos nós  reagimos de forma especial tanto física, mental, psicológica ou espiritualmente. Estas reaςões nos ajudam a sermos capazes de solucionar certos problemas e superar muito desafios. No entanto muitas pessoas não se sentem bem quando muito pressionadas e procuram assim aconchego na solidão e em situações de ralaxamento. Por isso é muito importante que encontremos em nossas rotinas de vida o equilíbrio entre tensão e relaxamento, pois convivermos bem com a tensão nos fortalece para a superaςão de novos desafios, mas por outro lado não devemos esquecer do relaxamento e nos dedicarmos também aos nossos hobbys. Ouvir música, praticar esportes, brincar ou simplemente não fazer nada – só isso pode nos ajudar com muita frequência a enfrentar o próximo dia com mais disposiςão e otimismo!

Texto traduzido „praticamente“ na íntegra da coluna Kindernachrichten/notícias para crianças: Jornal Rhein-Hunsrück. Nr.: 272 – 22.11.12

Ps: A matéria de capa de hoje do jornal veio a calhar com o meu momento. Me sinto agora melhor por saber que não estou sozinha na batalha. É muito triste para uma mãe perceber o stress, o medo e a desolaςão nos olhinhos de uma crianςa que gostaria apenas de ter mais tempo para brincar do que se prender a uma cadeira horas inteiras correndo atrás das melhores notas… Eu sei que se conselho fosse bom, seria vendido, no entanto enquanto mãe e educadora eu cheguei a conclusão que não deveríamos aceitar que nossas crianςas fossem despachadas para a escola com 5 anos.

Beijos para pequenos e grandes!

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Um domingo perfeito

Montag, 4. Juni 2012

Ninguém é tão rico que não precisa dele e ninguém tão pobre que não possa oferecê-lo. É grátis e faz toda a diferenςa. Não se compra, solicita-se, empresta-se ou imprimi-se. Ele possui o seu valor quando é presenteado - o sorriso."

para ir pro cinema. Assim posso tentar descrever o dia de ontem: frio, cinza e muito molhado! Não tenho nada a reclamar, pelo contrário… este foi exatamente o programa que havia decido para mim há semanas atrás quando li a notícia de que seria exibido no Pro-Winzkino de Simmern um filme, cujos atores principais estão muito distantes de Hollywood, mas para a minha sorte e honra aqui no nosso município. Eles fazem parte das pessoas que compõem o grupo denominado „Die Vergessene Generacion – Kinder des Krieges/ “ A geraςão esquecida – Filhos da Guerra“. Eu já tive o prazer de conversar pessoalmente com alguns deles e com outros que não compuseram ainda uma  fita cinematográfica. O fato é que não sei explicar porque, mas a motivaςão para escrever um material didático sobre o tema não me sai da cabeςa apesar de já ter ouvido tantas vezes opiniões contrárias e negativas sobre esta possibilidade. No entanto, ontem obtive mais uma confirmaςão de que não vou abandonar o rascunho de projeto tão facilmente! Quando eu cheguei no Hall de entrada do cinema, fiquei muito feliz por constatar não estar muito atrasada, pois ainda havia algum representante de autoridades (não sei exatamente o nome dele) oficializando a abertura do evento, apenas então fomos para a sala de projeςão, porém antes disso todas as pessoas daquele círculo que me conhecem  me presentearam sorrisos e muito acolhimento, fiquei muito feliz por sentir-me de certa forma parte deles.

Durante a projeςão eu estava muito bem acompanhada por uma das „Testemunhas do Tempo“, a qual me concedeu no último ano a honra de poder visitá-la e   traduzir  suas lembranςas de dias cruéis de guerra. É simplesmente inacreditável que esta Mulher, Mãe e Avó consiga ser tão carinhosa, amável e alegre após ter vivenciado momentos realmente dramáticos, sobrevivendo ao longo de anos sobre um fio entre a vida e a morte quando tinha direito, enquanto crianςa, a brincar e ir para a escola. Ontem, ao lado desta grande Mulher, eu me emocionei e chorei muito ao assistir o depoimento dela e das outras testemunhas. Foi muito tocante! Estou convencida de que vou em algum tempo e lugar tentar compartilhar um pouco do que venho  vivenciando conhecendo pessoas lindas, apesar das marcas de suas feridas daquele tempo – as quais  ainda não estão cicatrizadas. Esta é uma faceta da 2a Guerra Mundial que não consta nas enciclopédias ou documentários oficiais. Esta é uma faceta da Guerra que me atrai como imã – Histórias personalizadas e cheias de sentimentos.

Me resta apenas agradecer aos „Filhos da Guerra“ por serem tão generosas conosco e nos permitirem compartilhar de suas lembranςas, de seus medos e verdades.

Beijos.

Em tempo: Estou muito feliz porque para este meu novo projeto conquistei a parceria do Professor de História Cleber Diniz, da Coordenadora Pedagógica Alessandra Cruz, dos colegas e Direςão da Fundaςão Roge.

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De Mulher para Mulher/ De Mãe para Mãe…

Donnerstag, 24. Mai 2012

©Que tenhamos sabedoria para silenciar nos momentos onde não há nada para ser dito!

„A importância de fechar a boca e abrir os braços

Uma amiga ligou com notícias perturbadoras: a filha solteira estava grávida. Relatou a cena terrível ocorrida no momento em que a filha finalmente contou a ela e ao marido sobre a gravidez… Houve acusações e recriminações, variações sobre o tema „Como pôde fazer isso conosco?“

Meu coração doeu por todos: pelos pais que se sentiam traídos e pela filha que se envolveu numa situação complicada como aquela. Será que eu poderia ajudar, servir de ponte entre as duas partes?…Fiquei tão arrasada com a situação que fiz o que faço – com alguma frequência – quando não consigo pensar com clareza: liguei para minha mãe. Ela me lembrou de algo que sempre a ouvi dizer.
Imediatamente, escrevi um bilhete para minha amiga, compartilhando o conselho de minha mãe: „Quando uma criança está em apuros, feche a boca e abra os braços.“….Tentei seguir o mesmo conselho na criação de meus filhos. Tendo tido cinco em seis anos, é claro que nem sempre conseguia. Tenho uma boca enorme e uma paciência minúscula.
Lembro-me de quando Kim, a mais velha, estava com quatro anos e derrubou o abajur de seu quarto. Depois de me certificar de que não estava machucada, me lancei numa invectiva sobre aquele abajur ser uma antiguidade, sobre estar em nossa família há três gerações, sobre ela precisar ter mais cuidado e como foi que aquilo tinha acontecido – e só então percebi o pavor estampado em seu rosto. Os olhos estavam arregalados, o lábio tremia.
Então me lembrei das palavras de minha mãe. Parei no meio da frase e abri os braços.
Kim correu para eles dizendo: – Desculpa… Desculpa – repetia, entre soluços. Nos sentamos em sua cama, abraçadas, nos embalando. Eu me sentia péssima por tê-la
assustado e por fazê-la crer, até mesmo por um segundo, que aquele abajur era mais valioso para mim do que ela.
– Eu também sinto muito, Kim – disse quando ela se acalmou o bastante para conseguir me ouvir. Gente é mais importante do que abajures. Ainda bem que você não se cortou. Felizmente, ela me perdoou.
O incidente do abajur não deixou marcas perenes. Mas o episódio me ensinou que é melhor segurar a língua do que tentar voltar atrás após um momento de fúria, medo, desapontamento ou frustração.
Quando meus filhos eram adolescentes – todos os cinco ao mesmo tempo – me deram inúmeros outros motivos para colocar a sabedoria de minha mãe em prática: problemas com amigos, o desejo de ser popular, não ter par para ir ao baile da escola, multas de trânsito, experimentos de ciência malsucedidos e ficar em recuperação.
Confesso, sem pudores, que seguir o conselho de minha mãe não era a primeira coisa que me passava pela mente quando um professor ou diretor telefonava da escola. Depois de ir buscar o infrator da vez, a conversa do carro era, por vezes, ruidosa e unilateral.
Entretanto, nas ocasiões em que me lembrava da técnica de mamãe, eu não precisava voltar atrás no meu mordaz sarcasmo, me desculpar por suposições errôneas ou suspender castigos muito pouco razoáveis.


É impressionante como a gente acaba sabendo muito mais da história e da motivação atrás dela, quando está abraçando uma criança, mesmo uma criança num corpo adulto.
Quando eu segurava a língua, acabava ouvindo meus filhos falarem de seus medos, de sua raiva, de culpas e arrependimentos. Não ficavam na defensiva porque eu não os estava acusando de coisa alguma. Podiam admitir que estavam errados sabendo que eram amados, contudo. Dava para trabalharmos com „o que você acha que devemos fazer agora“, em vez de ficarmos presos a „como foi que a gente veio parar aqui?“


Meus filhos hoje estão crescidos, a maioria já constituiu a própria família. Um deles veio me ver há alguns meses e disse „Mãe, cometi uma idiotice…“ Depois de um abraço, nos sentamos à mesa da cozinha.
Escutei e me limitei a assentir com a cabeça durante quase uma hora enquanto aquela criança maravilhosa passava o seu problema por uma peneira. …Quando nos levantamos, recebi um abraço de urso que quase esmagou os meus pulmões.
– Obrigado, mãe! Sabia que você me ajudaria a resolver isto.
É incrível como pareço inteligente quando fecho a boca e abro os braços.“

Este  texto maravilhoso, tive o prazer de receber via e-mail de uma amiga muito especial que se chama também Neusa – Neusa Rennó. Ela  mora em Itajubá-MG –  tem  dedicado toda a sua vida à Educaςão, aos filhos, aos amigos e à Literatura.

Beijos!

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Errar é umano ou Humano (?) !

Dienstag, 22. Mai 2012

Educaςão:

"Es ist normal, veschieden zu sein" - "É normal ser diferente"

muitos adultos e crianςas têm dificuldades em admitir os próprios erros já que corrigí-los geram sentimentos desagradáveis como vergonha e culpa. Por isto  pode ocorrer que uma crianςa (ou mesmo um  adulto!)  estrage algo pertencente à uma outra crianςa ou adulto e se recuse a admitir sua responsabilidade. Se os pais se tornarem cientes do problema devem diretamente conversar com  a crianςa sobre o mesmo. „Importante: deve-se ressaltar não apenas  a atitude que não está correta, porém sobretudo quais as atitudes adequadas a serem tomadas futuramente. Em nenhum caso está permitido a sua desvalorizaςão enquanto pessoa „, nos esclarece Karin Jacob na Conferência Estadual de Aconselhamento Educacional. Os pais devem esclarecer aos seus filhos que cometer erros são inerentes à vida. Os errros nos permitem aprender e nos favorecem oportunidades para aprimorarmos nossos talentos e habilidades. Em uma próxima situaςão seremos capazes de  „fazer melhor“! Logicamente, nós enquanto pais e educadores devemos ser os exemplos ideais, ou seja, que sejamos capazes de admitirmos  e vivenciarmos nossos próprios erros e saibamos como trabalhá-los. Deste processo doloroso e necessário faz parte a busca em conjunto de caminhos que nos levam não só a corrigir nossas falhas, mas  a nos enriquecermos com a experiência negativa.

Traduςão do texto „Das Eingestehen von Fehlern vorleben“:  Rhein-Zeitung

Beijos e uma linda semana!

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Verwöhnte Kinder – Crianςas mimadas

Montag, 28. Juni 2010

Os amigos, reais ou não, são importantes também para a resoluςão de conflitos internos.

Muitas vezes eu me senti, acho que assim como todas as mães, tentada a fazer „certas“ vontades das minhas filhas, mesmo ser estar de acordo com elas. Eu como não sou perfeita e nem de ferro já cai algumas vezes no erro de responder sim, ao invés de não para uma pergunta ou outra. Muitas vezes estamos tão atrapalhadas  com as nossas obrigaςões que nada melhor que crianςas tranquilas e satisfeitas, ao invés de reclamaςões, choro e discussões na cabeςa! No entanto, sempre me policiei bastante para não atendê-las 100% nas suas reinvidicaςões. Eu não suporto tirania e teria um colapso se viesse a educar minhas filhas para a tirania. Assim apesar do medo do escândalo em um supermercado ou loja de brinquedos nunca comprei algo somente para atender uma extra vontade de Laura ou Vic. Confesso que em uma determinada fase foi difícil, pois elas testaram o tempo todo as fronteiras, como todas as crianςas normalmente fazem, mas hoje me sinto muito tranquila em dizer simplesmente um não  para Vic, por exemplo, quando ela quer mais um bichinho de pelúcia em uma loja, quando ela já tem uma montanha no próprio quarto.

Educar é uma tarefa muito árdua, que exige tempo, dedicaςão e muita paciência. Podemos cair no erro em tentar suprir uma carência afetiva com a compra de um produto, ou compensar a falta do tempo, que dizemos não ter para  as criancas, fazendo todas as suas vontades na expectativa de fazê-las felizes e satisfeitas.

Sobre este tema eu li na última semana na revista da escolinha da Vic,  Mobile, que me ajudou muito a reafirmar as minhas próprias concepςões. Neste artigo, especialistas em educaςão, afirmam que nunca devemos fazer pela crianςa o que ela mesma pode fazer, claro com excessão de situaςões especiais como doenςa ou perigo. Segundo eles, crianςas cujas tarefas elas mesmos são capazes de realizar, mas  são executadas pelos pais, se tornam paulatinamente desencorajadas. Elas não compreendem  a ordem de coisas a sua volta, raramente vivenciam os aspectos  positivos de sua personalidade e não sabem o que são capazes de fazer por elas mesmas, o que leva a crianςa a permanente dependência e a sentir muito medo perante à desafios.

Precisamos ter claro para nós, que falta de limites não significa liberdade, senão inseguranςa e podemos ajudar muito os nossos filhos nos atentando a proporcionar-lhes espaςo para descobrir, experimentar e sofrer as consequências das próprias atitudes. Assim eles estarão descobrindo as suas fortalezas e trabalhando as suas dificuldades. Mas sem dúvida, o nosso apoio diário é fundamental, fazendo cobranςas quanto as suas responsabilidades e dando-lhes colo quando baterem de cheio com  uma situaςão frustrante. Os conflitos são quase que constantes, porém aprender que não se  recebe tudo sempre  em bandejas de prata prepara a crianςa para a vida. Este, creio eu, é o nosso papel, ajudá-las a tornarem-se pessoas que sabem lidar com sucessos e insucessos, alegria e tristeza, felicidade e frustraςão… afinal a vida é uma dinâmica só, uma sequência de diferentes fases, as quais são impregnadas, misturadas à diferentes sentimentos…

Um beijo e muita energia positiva para você!

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A Lei do Reforςo Positivo

Sonntag, 6. Juni 2010

Porque "o sol nasce prá todos, só não sabe quem não quer..."

Há alguns anos atrás, que para mim parece – foram ontem – nos meus tempos de aluna de magistério na E.E. Major João Pereira, eu ouvi pela primeira vez esta expressão „lei do reforςo positivo“. Eu entendi o que isto significava, teoricamente, porém na prática só nos últimos anos tenho prestado mais atenςão à  esta lei. Me atendo à este princípio, ao meu instinto de mulher e mãe – tenho  procurado sempre não reforςar os erros das minhas filhas, senão os acertos. Algumas vezes eu cheguei a me questionar se estava realmente tomando o caminho certo, inicialmente com Laura, não gastando muito da minha energia em puní-la quando ela não fazia tudo exatamente como e quando deveria fazer, porém a preocupaςão em elogiá-la nos seus acertos batia forte no meu peito e eu não exitava em expressar a minha satisficaςão com eles.   Paralelamente,  sempre  procurei apoiá-la nas suas dificuldades e incentivá-la para a superacão das mesmas.

Desde cedo, eu pude reconhecer os seus fracos e os seus fortes. Eu quis salvá-la dos seus fracos, como eu penso todas as mães querem fazer por seus filhotes, mas claro, isto está além das possibilidades da nossa capacidade de doaςão e do nosso amor.  Eu procurei então mostrar para Ela os seus fracos para que ela pudesse superá-los. Também não foi possível, apesar de todo o meu esforςo com explicaςões, sermões, broncas… eu dizia todos os dias para ela: Laura, você precisa  estar muito mais concentrada e aplicada nas suas atividades escolares… Laura… logo virão as notas! Então….

As primeiras notas chegaram com a terceira série e as lágrimas também! Eu fiquei tão ou mais triste que Laura por suas primeiras notas. Choramos juntas quando lamentávamos o seu 5 no primeiro trabalho de matemática.

As lágrimas e a tristeza amadureceram a sua cabecinha tão linda e inocente! Laura passou a ficar preocupada com os trabalhos e concluiu que deveria se preparar melhor. Outras notas chegaram e desde então, já me alegrei bastante com a sua alegria por uma boa nota.

Na última semana ela chegou em casa vibrando de alegria por ter tirado um 1 (a melhor nota que se pode ter)- em alemão,  e sua última nota de matemática foi 2, com o detalhe de que não houve um 1 na classe.

Um dia destes ela me disse: “ mamãe, eu não quero ser ruim na escola… eu não quero tirar mais uma nota ruim…“

Eu quase explodi de felicidade, não pelas notas em si, mas pelo fato que minha filha aprendeu muito rápido que temos que batalhar para superar os desafios que vamos encontrando pelos nossos caminhos e que o sentimento de realizaςão nos fortalece a lutar ainda mais para a superaςão dos nossos fracos.

É muito doloroso reconhecer que não sabemos tudo, que precisamos muitas vezes de ajuda para a superaςão dos nossos limites, porém sentir o sabor do sucesso nos permite lustrar a auto-estima, o que nos rende o respeito de nós mesmos para conosco e o das pessoas que nos cercam. Quando nos sentimos capazes e aceitos as perspectivas se abrem e a obtenςão de sucesso naquilo que fazemos se torna bem mais provável. É a lei do reforco positivo agindo… Precisamos estar muito atentos aos nossos acertos e erros, utilizá-los sempre a nosso favor – os acertos servem para lustrar a nossa auto-estima, o que é muito importante e os erros para analisarmos os nossos fracos e aprender com eles para a superaςão dos mesmos, ao menos em parte… afinal ninguém é perfeito e a vida é assim: uma dinâmica fenomenal do processo: ensino-aprendizagem.

Beijos e sucesso!

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