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“Brasil: terra boa e gostosa…” 2

Segunda-feira, Abril 23rd, 2012

Só charme e talento!

Preciso urgentemente escrever de novo sobre o Brasil antes que eu me atole de vez na minha rotina de vida aqui. Após cerca de dois anos sem colocar os pés por lá, tenho que admitir que me surpreendi com a velocidade com que o Brasil vem implantando algumas novidades em seu contexto sócio-econômico-político. Ao sair de Guarulhos, enquanto admirava a beleza e exuberância do verde, não pude deixar de reparar que as pistas estão mais bem cuidadas e limpas e repletas de carros muito bons, além de inúmeros radares eletrônicos que nos pareceram em atividade  (preferi não testar!).  Ficou claro para mim que tem se investido bastante no Departamento de Estradas e Rodagens. Me surpreendi também muito positivamente quando constatei que as sacolas plásticas estão em baixa e foram mesmo proibidas em alguns estados como MG e SP. Ao visitar alguns centros comerciais fui informada que eu  não poderia obter ali uma sacola plástica, o que eu achei muito positivo. Em um dos supermercados de Itajubá tive mesmo a minha compra deposta diretamente no porta-malas – exatamente o que tenho que fazer aqui quando esqueςo da minha caixa para compras ou das sacolas de tecido. Observei que o sistema de seleςão do lixo está bem mais divulgado  que há cerca de 12 anos atrás – quando me envolvi de alma e coraςão num projeto com esta concepςão ainda quando trabalhava na SRE/Itajubá (Superintência Regional de Ensino). Placas e informaςões sobre turismo rural, parques sob proteςão,  trilhas e nichos naturais também pudemos encontrar durante viagens entre os estados do RJ, SP e MG. Penso que há ainda necessidade de muito investimento  na divulgaςão de informaςões e infra-estrutura para que o país seja mais atrativo para o turismo internacional. No entanto com o potencial do Brasil eu só posso vislumbrar um futuro ainda mais promissor para toda a populaςão, a qual tem obrigaςão de cobrar das autoridades as responsabilidades sociais assumidas em época de campanha.

Agora uma linda particularidade que vivenciei em férias: ver e ouvir o Gustavo Riêra cantando e tocando violão. Ele não tem mais que dez anos, mas sua intimidade com o violão me encantou tanto  que acabei pedindo a autorizaςão dos seus pais, amigos de outros tempos de balada Itajubense, para publicar aqui uma foto dele e alguns elogios. Nos nossos poucos, mas super interessantes momentos de conversa, cervejinha e descontraςão o Gu nos surprendia sempre no final com o seu talento natural para a música. Quando ele pegava o seu violão eu tinha, então, ouvidos e olhos só prá ele! Através dele conheci as versões mais lindas de músicas de bandas e artistas como Legião Urbana, Pink Floyd, Gun’s and Roses, Bon Jovi, Bruno Mars (a mais afinada e linda “Talking to the moon” que já ouvi). Laura também ficou bem impressionada por ele saber todas as notas de cor e sua capacidade de improvisaςão, muito diferente do que ela está acostumada aqui – o livro de notas simplesmente pertence ao instrumento e improvisar para os alemães é quase impossível, este é um talento inerente à nossa cultura. Este talento que aprendi a apreciar e admirar mais ainda depois que passei a conviver com  uma outra cultura.

Bem, preciso voltar para a realidade alemã e me desligar dos encantos brasileiros! Os desafios de uma semana dura me chamam!

Beijos, os mais especiais para o Gustavo!

“Eu voltei prás coisas que eu deixei…”

Domingo, Abril 15th, 2012
O Rio é lindo!

O Rio é lindo!

E quantas coisas… difícil escrever rapidinho um post para tentar  descrever as minhas últimas duas semanas. Já vou concluindo que apenas com este post não posso compartilhar minhas emoςões ao visitar o meu país e diga-se de passagem – como turista, pois apesar de poder entrar no Brasil como brasileira, desta vez me fui obrigada  a usar o meu passapore alemão e entrar na fila de estrangeiros para atravessar a barreira de fiscalizaςão, pois o meu passaporte brasileiro assim como o da Vic estavam com o prazo de validade vencidos e eu não me animei com toda a burocracia e dificuldades para ir à Frankfurt renovar os nossos passaportes, sem falar nos preςos e no mal humor dos funcionários do consulado. Eu simplesmente resolvi me poupar do transtorno que sempre tenho quando tenho que me comunicar de alguma forma com o consulado e tudo transcorreu da forma mais simples e tranquila possível, graςas a Deus!

Movimentadas foram mesmas as duas semanas que estivemos no Brasil. Sobre as mesmas provavelmente vou escrever outros posts. Este é para matar as saudades das teclas e “falar”: oi, estou de volta à minha rotina alemã, mas com os pensamentos e o coraςão lá no Brasil, pois não foi possível matar as saudades da terrinha, tanto é que hoje cozinhei arroz com feijão – ao menos à mesa eu me senti mais no Brasil que por aqui, onde eu encontrei ainda o frio e uma natureza meio que morta. Eu estava esperando mais vida e calor. O frio alemão quase me chamou de volta à realidade, mas eu me permiti ainda umas horas de ilusão tentando sentir o calor e o brilho do sol  e admirando mesmo que em pensamento a riqueza do verde em abundância, a confusão de cores, a discontraςão e   facilidade dos brasileiros em trocar beijos.

Um dos idealizadores dos teleféricos – os quais foram construídos por brasileiros e portugueses com equipamentos e materiais alemães.

Nestas duas semanas visitamos também o Rio – a cidade maravilhosa, mas que antes eu ousava apenas passar por perto, pois a visão que eu tinha da capital carioca era extremamente negativa. Eu não pensava em apresentá-la para minhas filhas, mas as notícias que ouvi sobre o Rio nos últimos meses me fez mudar de ideia e acabei convencendo meu príncipe que o Rio seria uma cidade interessante  de ser visitada. E sinceramente valeu a pena correr atrás de um GPS brasileiro (o qual gentilmente a Selma, uma grande amiga, nos emprestou)  para chegar sem mais problemas no Flamengo, onde nos hospedamos por dois dias. O Flamengo em si já me impressionou positivamente, principalmente o parque e a praia. Nos outros dias fomos conhecer o Pão de Aςúcar e o Corcovado. Para a minha surpresa tudo transcorreu muito tranquilamente, apesar de termos dispensado uma excursão pronta recomendada pelo hotel. Fomos mesmo de ônibus de linha e sendo ajudados pelos cobradores chegamos nos nossos destinos e estávamos de volta ao hotel sem qualquer incoveniência. Fiquei positivamente surpresa com a normalidade com a qual se pode transitar pelas ruas da zona sul do Rio e sinceramente empolgada com a sua beleza. Me senti orgulhosa do Rio! Do Brasil? Sempre…

Beijos e linda semana!

“Sem mae, por três dias

Sexta-feira, Julho 29th, 2011

Somos seres vulneráveis - ninguém é insubstituível.

é possível, mas quatro não” – nos informou Vic (para meu alívio) alguns dias atrás quando conversávamos particularmente sobre este fim de semana. As férias de verão estão bem perto do seu fim, pena que o verão propriamente não chegou! Para a piscina aberta tivemos a oportunidade de ir apenas duas vezes. Muitos dias foram regados de chuva e de calor ninguém pôde reclamar. Quem pôde fugiu por alguns dias para o Sul da Itália, Espanha ou Turquia. No entanto, para a sorte das criancas a previsão do tempo aqui na região para o fim de semana não é das piores, ao menos parece que a chuvarada faz uma pausa, o que é realmente uma boa notícia já que elas estam acampando com o pai, além de outras crianças da vila acompanhadas também de seus repectivos pais, ou seja um programa para pais e filhos – as mulheres não estão convidadas e nem precisam aparecer por lá – eles mesmos organizam tudo de A a Z. ãNo sei o que as minhas colegas mães pensam sobre isso, não temos nos encontrado também nestes dias de “certo vazio”. Há dois anos nos encontramos para jantar e ir à um concerto num ponto priviligiado de Boppard – Gedeonseck, foi muito interessante, mas para mim estava um pouco estranho depois de tantos anos fazer algo “sozinha” a noite. Naquela tarde e noite de sábado pudemos ficar na noite até quando quiséssemos, não havia ninguém esperando por nós em casa, porém de pois de 1 da manhã já não tínhamos mais disposiςão para estar fora de nossas camas. O ano passado não nos organizamos para nenhum programa e este ano não sei ainda… talvez minhas vizinhas já tenham organizado os seus próprios programas. Quanto a mim, tenho que admitir que é muito engraςado em uma manhã ter o apartamento tão organizado e não ter qualquer obrigaςão de preparar as refeições ou como ontem escolher o canal de televisão – acabei vendo um especial na Vox sobre Amy Winehouse  (fui para cama super deprimida), mas confesso que sinto uma falta danada das conversas, dos risos, das brigas, reclamações e do caos que Laura e Vic provocam por aqui, ainda não fazem 24 horas que elas se foram, muito felizes, para a nova aventura no espaço de Camping (apenas há 2 kms daqui), mas eu já estou com saudades. Pela noite o vazio do apartamento ainda é mais agudo e não levá-las para cama, cobri-las de beijos e receber declarações de amor ainda são mais difícies de suportar. Por outro lado, incentivo bastante os três a participarem do evento pois é uma boa oportunidade para que eles vivenciam algo somente entre pais e filhos já que as mães estão sempre muito envolvidas nas vidas dos filhos. Nao sei como é acampar, nunca acampei na minha vida e nem gostaria, sinceramente acho muito desconfortável, talvez quando fosse criança acharia muito divertido, mas nesta altura do campeonato prefiro  hotéis e por que não os de 5 estrelas? Eu sei  – é metido da minha parte, mas estou sendo sincera comigo mesma, pois já vivenciei também situações de muito desconforto ao viajar para a Bahia e pernoitar num hotel reservado, infelizmente sem muita pesquisa – ou da nossa última viagem a Goiás, quando meu príncipe só queria saber de aventura e improvisação e depois de viajarmos 1500 kms num carrinho meio velho, encontramos nossa reserva não confirmada numa cidade mais distante ainda que Goiânia e Anápolis. De propósito esqueci o nome da cidade.

O fato é que acho muito legal que Laura e Vic vivenciem a experiência de acampar – tudo muito diferente do que o “cotidiano” –  as duas mesmo organizaram suas bagagens, mas eu sei que delas fazem parte também pijamas, escovas de dentes, pastas de dentes, toalhas, etc – mas não sei, sinceramente, se chegam a usar estes apetrechos durante os dias de acampamento. Desde quando existe esta tradição aqui na vila, não posso informar, mas admiro muito a iniciativa. Lá as crianças brincam entre si, enquanto os pais conversam,trocam “figurinhas”, se informam sobre as novidades da vila, tomam (bastante) cerveja e trabalham na preparação e organizadas refeicoes (churrasco = carne/pão ou macarrão) e “limpeza” do espaςo, além claro de fazerem a fogueira todo o fim de tarde. As crianças ficam meio perdidas entre sapatear no riacho, desvendar os “mistérios” da mata e dos bichos (os poucos e inocentes que a habitam), além de se preparem para a visita do “Quetschbuch”, o ponto alto do programa – um dos meninos maiores que também acampa, conta histórias de um ser (o Quetschbuch) que não gosta de crianças, assim quando tem a oportunidade  maltrata as mesmas. Após ouvir as histórias saem à caςa do inimigo de crianças (uma espécie de bruxa do sexo masculino) e encontram “pistas aterrorizantes”, o mais emocioanante é que podem ser flagradas a qualquer momento por ele, ou seja a sensação de perigo prevalece no ar…  a aventura está completa – para as crianςas maiores representa diversao, para as menores emoção/suspense… a primeira vez que vic vivenciou a experiência, ao voltar do acampamento dormiu semanas na minha cama, mas atualmente já se diverte com a possibilidade de que recebam a visita do “Quetschbuch”. Infelizmente não posso escrever muito sobre o tema já que o que sei é apenas o pouco que ouvi das duas, como escrevi as mães não são desejáveis nesta aventura…

Estive pensando sobre o que posso fazer por aqui sozinha já que minhas amigas já têm as suas respectivas ocupações e ainda não me decidi ao certo. Me lembrei agora mesmo que talvez possa fazer algo que minha família nao gostaria de fazer – visitar um abrigo de guerra subterrâneo. Isso mesmo,  empregar horas em um dos meus mais lindos e interessantes hobbys: H i s t ó r i a.

Depois eu conto para vocês…

Beijos.