Artikel-Schlagworte: „Filhos“

A vida começa aos 50!

Freitag, 18. Juli 2014

"Alguns obstáculos em nossa vida, são apenas pedras que nós mesmos colocamos em nosso caminho". Irmgard Erath

Como as mulheres de 60 vivem atualmente:

Sociedade: Nas recentes décadas muitas coisas mudaram, e não apenas na moda. Porém, a igualdade entre homens e mulheres, continua sendo um processo não concluído.

Frankfurt: a chanceler Angela Merkel completou ontem 60 anos. A imagem das mulheres desta idade alterou-se radicalmente. No mesmo ano  de nascimento de Merkel – 1954 – comemoram também aniversário: a contora de Blues Bessie Smith e a danςarina Martha Graham. Atualmente, ao lado de Melkel artistas como Jutta Speidel ou Sabine Postel refletem a imagem atual das  Mulheres de 60 anos.

Cortes de cabelos práticos e modernos ao invés de penteados complicados e carreira ao invés de serviςos domésticos: „A imagem da mulher de 60 mudou completamente“, afirma Ulrike Mascher (75 anos):  Presidente das Associações Sociais VdK – Alemanha. As alteraςões comeςam na moda, afirma Ela. Se os kilos permitem, pode-se usar qualquer roupa. As mães provavelmente podem usar as roupas das filhas e vice-versa.

Antonio Weinitschke, representante da Associação de cabeleleiros afirma:  a mulher de 60 na atualidade, tem as mesmas características de uma mulher no ínício dos  40. O que mudou de forma tão significativa na vida de nós mulheres?

1- Moda: Mulheres com 60 anos, segundo a opinião de profissionais, podem usar todos os modelos. „Moda não tem mais idade“, afirma Nina Peter do Instituo Alemão de Moda. Jovens e Maduros, em termos de moda não se diferenciam mais tão drasticamente. Até mesmo no trabalho a forma padrão de se vestir foi superada (…). „Uma mulher adulta pode simplesmente combinar um Blazer com Jeans e sair para o escritório. Pode-se combinar tudo com tudo, atualmente“.

2-Cortes de cabelos: „A moda não tende mais a envelhecer como antigamente“, categoriza  Antonio Weinitschke.“ Os cortes conservadores dos anos 50 e 60 foram substituidos por cortes esportivos, simples e práticos. „A maioria das mulheres de 60 pintam seus cabelos. Os brancos são para pessoas com características muito especiais ou clássicas avós. Não precisa-se necessariamente de um corte super curto, deve-se observar qual o corte que se harmoniza com  cabeςa e corpo. Existem também mulheres de 60 com lindos cabelos na altura dos ombros.

3-Expectativa de vida: Mulheres de 60 anos, têm segundo as estatísticas, em média ainda 25 anos de vida a sua frente.(…). A expetativa de vida para as meninas que estão nascendo ainda será, claramente, mais elástica. Elas terão ainda provavelmente, segundo as pesquisas, outros 11 anos de vida, quando se compara a expectativa de vida das meninas nascidas no comeςo da década de 50.

4-Casamento e divórcio: Mais que 1/3 dos casais se separam – a maioria em funςão da iniciativa feminina. Até meados dos anos 70, na Alemanha, a culpa por separações era atribuida aos príncipes. Consequência: „Mulheres, na Alemanha Ocidental, por questões financeiras, não podiam se separar“ – afirma a socióloga Corinna Onnen. E complementa: „Quando se pretendia casar, as moças eram enviadas para uma escola de noivas (Brautschule), com o objetivo de se evitar qualquer erro na relação. A imagem da dona de casa satisfeita e feliz  deveria se sobressair em contraposiςão à submissão imposta através do domínio masculino. Na Alemanha Oriental a emancipaςão feminina foi um fator muito importante para o sucesso econômico da região leste do país.“

5-Posiςões de chefia: Uma posiςão de ponta? Para as mulheres, há 60 anos?  Impossível!

Até a regulamentação de novas leis conjugais e direitos de família nos anos 70, o marido poderia obrigar que sua esposa  se despedisse do seu trabalho, mesmo contra a sua vontade. Atualmente 110.000 dos 3,2 milhões da forςa de trabalho feminina que tem entre 55 a 64 anos, encontram-se em posições de chefia (Estatísticas do Governo Federal – Alemanha). Em 1993: 65.100 entre 1,2 milhões.

6. Família: No país, os cuidados com os idosos e doentes seriam, sem a mão de obra femina, catastróficos – reflete Ulrike Macher  (Vdk -presidente).  „A família ainda é a maior responsável pelo acompanhamento e cuidado com as pessoas de idade e doentes. E a dedicaςão é praticamente despendida por esposas, filhas ou noras e principalmente por Mulheres que têm em torno de 60 anos de vida. Muitas vezes também Elas ajudam seus filhos na educação e cuidados dos próprios filhos (…)“.

7.Emprego e Família: Apesar de todo o esforςo e avanςo na conciliaςão entre emprego e família, a socióloga Corinna Onnen afirma: „Quem se sente responsável pelos trabalhos domésticos? Poucos homens, ainda, se encontram neste barco. Enquanto as Mulheres conseguirem, sozinhas, desempenharem todos os papéis poderão dedicar-se à uma carreira. Quando Elas se deparam com suas próprias limitações então há dificuldades, e os problemas surgem.

Esclarece ainda  a socióloga: „O desejo da Mulher jovem em ser independente financeiramente e ao mesmo tempo ser mãe representa um grande desafio para os próximos 60 anos.“

Traduςão da matéria de Ira Schaible para o  Rhein-Hunsrück-Zeitung de 17.07.2014

Beijos, com esperanςa!

Lindo fim de semana para você, Menino ou Menina, que fez a gentileza de me visitar!

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Muitos têm stress ou (melhor) pressão!

Donnerstag, 22. November 2012

"Wer die Relativitätstheorie befriffen hat, dem fällt Ein-Stein vom Herzen/ Quem compreendeu a teoria da relatividade, derrubou uma pedra do coração." Gerhard Krug

Um pequeno bálsamo para mães/pais e crianςas…

Vocês se sentem por parte da escola algumas vezes realmente pressionados e têm a sensação de que no momento tudo é demais? Então vocês nao estão sozinhos. Pesquisadores obtiveram muito recentemente o resultado de uma grande pesquisa realizada em todo o território alemão e concluiram através das respostas às perguntas por Eles elaboradas que uma a cada três crianςas que frequentam as segundas e terceiras séries se sentem muitos stressados, ou seja sob muita pressão no ambiente escolar. Segundo os resultados da pesquisa os fatores de stress que  acompanham e perturbam os pequenos em suas rotinas de vida para  podem ser ordenados da seguinte forma:

  1. Escola;
  2. Brigas e aborrecimentos;
  3. Situaςões de conflitos na família.

Mas o que significa realmente este termo -stress- tão moderno e popular?

Do  inglês para o português podemos traduzir para pressão/tensão e para o alemão – Druck/Anspannung.

Sob pressão todos nós  reagimos de forma especial tanto física, mental, psicológica ou espiritualmente. Estas reaςões nos ajudam a sermos capazes de solucionar certos problemas e superar muito desafios. No entanto muitas pessoas não se sentem bem quando muito pressionadas e procuram assim aconchego na solidão e em situações de ralaxamento. Por isso é muito importante que encontremos em nossas rotinas de vida o equilíbrio entre tensão e relaxamento, pois convivermos bem com a tensão nos fortalece para a superaςão de novos desafios, mas por outro lado não devemos esquecer do relaxamento e nos dedicarmos também aos nossos hobbys. Ouvir música, praticar esportes, brincar ou simplemente não fazer nada – só isso pode nos ajudar com muita frequência a enfrentar o próximo dia com mais disposiςão e otimismo!

Texto traduzido „praticamente“ na íntegra da coluna Kindernachrichten/notícias para crianças: Jornal Rhein-Hunsrück. Nr.: 272 – 22.11.12

Ps: A matéria de capa de hoje do jornal veio a calhar com o meu momento. Me sinto agora melhor por saber que não estou sozinha na batalha. É muito triste para uma mãe perceber o stress, o medo e a desolaςão nos olhinhos de uma crianςa que gostaria apenas de ter mais tempo para brincar do que se prender a uma cadeira horas inteiras correndo atrás das melhores notas… Eu sei que se conselho fosse bom, seria vendido, no entanto enquanto mãe e educadora eu cheguei a conclusão que não deveríamos aceitar que nossas crianςas fossem despachadas para a escola com 5 anos.

Beijos para pequenos e grandes!

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„Cá“ entre nós!

Donnerstag, 30. August 2012

"Já errei, acertei, perdoei, odiei... estou sempre aprendendo viver..." Chaplin

Estou com muitas dificuldades para escrever um post de caráter pessoal. Faz tempo que não me sento para organizar parte dos meus  pensamentos, minhas dificuldades, meus altos e baixos e sobretudo publicá-los. Atualmente tenho muitos problemas para encarar o mundo vasto e algumas vezes bastante sombrio que a Web representa. No entanto, tenho que admitir que através das minhas aventuras no plano virtual tenho „encontrado“ pessoas amáveis e inteligentes e tenho a chance também de „reencontrar“ pessoas queridas que fazem parte também do meu mundo real,  pessoas que estão entre  1 a 10.000 kms de distância. Temos encarado também aqui em casa muitos problemas técnicos com a rede telefônica e por consequência a nossa conexão. Estou sim de certa forma tentando me desculpar pela minha „ausência“ aqui neste retângulo que de forma interessante me transporta além de fronteiras internacionais e oceanos – isso me deslumbra um pouco, mas de verdade! – só um pouco. Meu deslumbre indescritível se encontra ao meu redor, nas pessoas que me inundam de alegria, espanto, raiva, tédio, tristeza, vergonha, decepção, ansiedade… ou seja as pessoas com as quais convivo e deixam transbordar a própria autenticidade. Entre estas pessoas se encontram meu pequeno, mas estupendo círculo de amigas, todas as crianςas e pré-adolescentes com os quais trabalho, boa parte dos meus vizinhos, o pai das minhas filhas e logicamente Elas. Minhas filhas que neste mês completaram mais um ano de vida. Tenho que agradecer bem alto ao criador por tê-las me presenteado assim doces, mas também algumas vezes  rebeldes como são e principalmente saudáveis física-pisico-socialmente. Me entristeςo muito quando percebo que alguém está doente e não sei qual das formas de doenςa é mais dolorosa: a física ou a psíquica. De qualquer forma penso que temos que nos cuidar para que nossa alma não adoeςa, então temos uma chance de passar por esta vida mais satisfeitos do que insatisfeitos, afinal o que conta mesmo e nos proporciona profundos momentos de paz e felicidade são as coisas mais simples e naturais como o sorriso de uma crianςa, o olhar curioso de um bebê, o pôr do sol, o nascer do sol, uma chuva forte num dia quente de verão, o calor aconchegante de uma casa cheirando a café numa manhã calma e fria, a alegria de nossos filhos quando chegam em casa contando sobre suas mais recentes experiências…

A propósito, sobre recentes experiências tenho muito a compartilhar:

  • Minha cozinha, meu lugar preferido para trabalhar e filosofar está reformada e fazem parte da decoraςão  alguns detalhes muito pessoais e (pelo menos para nós) – muito interessantes. Por exemplo uma foto ampliada de algumas montanhas de Minas Gerais. A moldura tem o formato janela. Uma ideia maravilhosa, tenho que admitir, do  meu príncipe.
  • Sobre o cansaςo e conflitos que esta reforma nos custou, melhor não comeςar a escrever!
  • As crianςas voltaram para a escola e já estamos profundamente envolvidos com trabalhos, avaliaςões e notas. Notas, inclusive  são novidades para Vic, mas já teve que digerir um 2 (no Brasil significa um 8 – na escala 0-10) em Artes, e um 3 (ou seja um 7 na escala 0-10) em Ditado – nada mal, mas Ela estava convicta que teria um 2 em funςão dos seus „4 pequenos erros“ – Ela chegou em casa meio decepcionada com o „3“, mas por sorte não pensou muito mais no assunto. Para a minha tranquilidade „parece“ estar um pouco preocupada com o trabalho de Matemática que vai ter na próxima semana;
  • Estou fazendo esporte com as crianςas 3 vezes na semana e o meu grupo de terςas está lotado de crianςas bem pequenas, doces e arteiras;
  • Nas quartas-feiras  tenho vivenciado  aventuras com gesso, terrakota e cores com crianςas de 5as e 6as séries – a experiência está sendo ótima!
  • Em duas semanas reencontro meu grupo animado de meninas para nos prepararmos para o carnaval 2013;
  • Na próxima semana vou ter o prazer de receber uma equipe de televisão aqui em casa (SWR), a qual por puríssima coincidência descobriu que uma brasileira em Mermuth se interessa tanto por História Alemã que ousou escreveu um livro sobre parte desta História e está muito envolvida num segundo projeto. Ontem um representante desta equipe me telefonou e me pareceu muito simpático e interessado em conversar comigo a respeito. Agora a ressonância disto e como eu vou me comportar em frente as câmeras – só Deus sabe! Tenho que confessar que já me sinto tímida! Estou pensando também se devo marcar uma hora na cabeleleira e perguntar sobre um make-up…

Acho que já escrevi demais… acho que estava com saudades!

Beijos

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Operaςão „Pente fino“

Donnerstag, 21. Juni 2012

Inglês, eficiente, útil!

Esta foi uma expressão que há anos atrás se espalhou pelo território do Brasil. A expressão „operaςão pente-fino“ se tornou entre nós bastante popular naqueles dias, graςas aos noticiários de rádio, tv, jornais e as sátiras dos comediantes. Acho que isso foi na década de 80 e me lembro que naqueles anos estávamos muito céticos quanto a possibilidade de sucesso desta „Operaςão“ que se tratava de esclarecimentos de atitudes escandalosamente corruptas de políticos em aςão em várias posiςões e estados brasileiros. Não posso nomear nomes pois não me lembro deles e sucesso absoluto a „operaςão“não obteve, mas estou segura que desde então  o tema corrupςão vem sendo tratado mais seriamente em toda a parte do mundo, inclusive no Brasil. No entanto podemos afirmar que desta „praga“ que assola e empobrece muitos povos, estamos ainda (infelizmente) longe da  absolviςão.

Voltando para uma realidade mais próxima e concreta, minha esperanςa é de que pelo menos a „praga do piolho“ que nos abateu no comeςo desta semana esteja superada com a „operaςão pente-fino“ que eu mesma liderei aqui em casa após – por uma feliz (ou infeliz?) concidência ajudando Vic a secar os cabelos depois da ducha- obervar um minúsculo animalzinho com algumas perninhas passeando através de seus longos cachos. Eu me segurei para não entrar em pânico quando, analisando mais criticamente toda a região da cabeςa, obervei que o „animalzinho“ havia deixado seus rastros em alguns pontos da cabeςa da minha filha mais nova. Demorei um tempinho… pensei… respirei fundo… então avisei toda a família que tínhamos um „probleminha“ a ser , o mais rapidamente possível, resolvido. Eu tive, confesso, vontade de resolver tudo sozinha e quase em segredo, pois tive – penso assim como todas as mães a grande  questão interna: „o que vão pensar da gente?“De mim“?

Sem qualquer experiência no assunto, à noite conversei com Jörg e resolvemos que na próxima manhã a escola seria, como atitude de praxe,  comunicada – até porque  lá comeςou o „nosso problema“, Vic ficaria em casa e uma consulta médica (outro procedimento normal por aqui) seria solicitada para aquisiςão da receita mais adequada de medicamento a ser utilizado.

Hoje, três dias depois das minhas primeiras horas de pânico estou aqui tranquilamente escrevendo este post já que Vic está de novo na escola e com a cabecinha livre de qualquer „praga“, pois tomei todas as medidas necessárias e viáveis, inclusive „trabalhando“ horas em sua cabeςa,  colocando o seu bicho de pelúcia preferido para congelar (48 horas), fechando os outros todos em sacos pláticos ( 2 semanas) e lavando roupas de cama e banho em temperatura 60°.

Tenho que admitir que não é fácil tratar abertamente do assunto, eu preferia ter apenas escrito sobre a participaςão, prá lá de interessante que Vic, juntamente com todas as crianςas da Escola, teve num evento muito especial em Koblenz na quebra mundial de um Rekord. Sim, lá está registrado no „Guinness World Records“ que – sob a orientaςão/ coordenaςão do escritor Stefan Gemmel e Eva Pftzner – 10.000 crianςas se encontraram no Festung Ehrenbreitstein para juntas lerem algo que Stefan escreveu (Alasgus) exclusivamente para este super evento.

Como se não bastasse esta novidade, Vic também teve uma ótima participaςão na festa de esporte de sua escola. Ela estava muito orgulhosa do seu Ehrenurkunde (Certificado de Honra) com a marca de 725 pontos.

Finalizando, agora sei que eu deveria ter comeςado a „operaςão pente-fino“ logo após pegá-la na escola depois da última grande experiência que ela vivenciou juntamente com os seus colegas de classe – na noite de quinta para sexta Eles dormiram na sala de aula, lado a lado em seus sacos de dormir…. uma experiência muito interessante mesmo, sem dúvida… mas aqui está uma dica de mãe para mãe: prepare o pente fino quando souber que a professora está organizando uma atividade assim tão especial!

Beijos.

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Sonhos e metas

Montag, 11. Juni 2012
Aufwiedersehen - até a vista!

"Não devemos atracar o navio com apenas uma âncora e atar nossas vidas somente em um mastro de esperanςa". Epiktet

Uma nova semana… novas perspectivas… novos desafios e surpresas. Não, eu absolutamente não posso reclamar a não ser do mal tempo, as nuvens escuras e pesadas insistem em povoar o céu deste país, as jaquetas ainda estão penduradas no corredor, está tudo frio e sombrio  enquanto estamos sedentos de luz e calor. Prefiro, no entanto, não ficar resmungando muito e sim planejando longos passeios ao sol quando pudermos provar de novo da leveza e facilidade do verão, o qual esperamos com muita ansiedade. Para o sábado já tenho um compromisso maravilhoso com duas Senhoras cheias de charme, alegria,  discriςão e calor humano, pois tenho – enfim – pausa dos „detectores de fumaςa“ em Koblenz, na  Südallee (Avenida Sul), onde tenho vivenciado  muitos momentos interessantes. O conjunto de apartamentos nesta avenida pertence ao Estado, foi construído no comeςo do século XX para funcionários públicos. Foi bombardeado na Segunda Guerra Mundial e paulatinamente restaurado (na estrutura original) externamente. O interior dos apartamentos têm diferentes divisões e o nível de conforto e categoria do material de construςão utilizado nas reformas depende do morador, pois os apartamentos são alugados para  famílias em condiςões sócio-econômicas diferenciadas, embora o contraste entre ricos e pobres aqui na alemanha não seja tão agudo quanto nos tradicionais países capitalistas, percebe-se muito rápido algumas diferenςas no nível sócio-econômico e cultural dos habitantes daquele área nobre da cidade. No meu mais recente dia de trabalho ali, vivenciei uma espécie de contraste no tipo de tratamento que nos foi dispensado, basicamente, entre uma casa distante 2 números da outra. Nas primeiras horas encontramos pessoas mal humoradas, críticas e arrogantes. Nas últimas horas fomos esperados com sorrisos, simpatia e convite para tomar café. Eu me senti realmente privilegiada por vivenciar tantos momentos diferenciados em curto espaςo de tempo e lugar. Hoje posso compartilhar que estou feliz comigo mesma por ter mantido sobretudo a calma e a frieza necessária para não me chocar ou me entusiasmar com nenhuma das atitudes. Logicamente os sorrisos abrem a alma e o coraςão, mas uma das minhas mais recentes metas é me tornar  algo menos de „emoςão“ e tanto mais de „prática“. Esta necessidade avassaladora de praticidade me invadiu quando meus pais „partiram desta para uma melhor“, afinal Eles eram as únicas pessoas que se preocupavam comigo. Eu encarei esta dura realidade e sobrevevi relativamente bem sendo paciente com minhas cicatrizes internas e externas, mas estive sempre longe do meu ideal de „ser prática“. Ao me tornar mãe me concedi a licenςa de voltar a ser apenas „emoςão“ e cuidar dos meus bebês como se cada dia fosse o mais importante de nossas vidas – e realmente foram! Estou feliz por ter vivenciado cada minuto Delas com Elas já que atualmente Elas estão muito independentes e algumas vezes preferem a companhia das amigas e outros programas à minha presenςa. Não estou ressentida, às vezes, confesso que fico com um pouquinho de ciúmes da „melhor amiga“, mas me sinto feliz porque Elas são pessoas capazes de cativar amigos – acho isso saudável – amigos fazem parte da nossa vida e também por eu ter a opornidade de organizar parte do meu tempo e me dedicar à projetos independente Delas, inclusive o de aprender a ser mais prática. Não gosto mesmo do meu lado embolado! Por isto tenho que me despedir de vocês e cuidar de algumas coisas práticas…

Beijos e linda semana!

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De Mulher para Mulher/ De Mãe para Mãe…

Donnerstag, 24. Mai 2012

©Que tenhamos sabedoria para silenciar nos momentos onde não há nada para ser dito!

„A importância de fechar a boca e abrir os braços

Uma amiga ligou com notícias perturbadoras: a filha solteira estava grávida. Relatou a cena terrível ocorrida no momento em que a filha finalmente contou a ela e ao marido sobre a gravidez… Houve acusações e recriminações, variações sobre o tema „Como pôde fazer isso conosco?“

Meu coração doeu por todos: pelos pais que se sentiam traídos e pela filha que se envolveu numa situação complicada como aquela. Será que eu poderia ajudar, servir de ponte entre as duas partes?…Fiquei tão arrasada com a situação que fiz o que faço – com alguma frequência – quando não consigo pensar com clareza: liguei para minha mãe. Ela me lembrou de algo que sempre a ouvi dizer.
Imediatamente, escrevi um bilhete para minha amiga, compartilhando o conselho de minha mãe: „Quando uma criança está em apuros, feche a boca e abra os braços.“….Tentei seguir o mesmo conselho na criação de meus filhos. Tendo tido cinco em seis anos, é claro que nem sempre conseguia. Tenho uma boca enorme e uma paciência minúscula.
Lembro-me de quando Kim, a mais velha, estava com quatro anos e derrubou o abajur de seu quarto. Depois de me certificar de que não estava machucada, me lancei numa invectiva sobre aquele abajur ser uma antiguidade, sobre estar em nossa família há três gerações, sobre ela precisar ter mais cuidado e como foi que aquilo tinha acontecido – e só então percebi o pavor estampado em seu rosto. Os olhos estavam arregalados, o lábio tremia.
Então me lembrei das palavras de minha mãe. Parei no meio da frase e abri os braços.
Kim correu para eles dizendo: – Desculpa… Desculpa – repetia, entre soluços. Nos sentamos em sua cama, abraçadas, nos embalando. Eu me sentia péssima por tê-la
assustado e por fazê-la crer, até mesmo por um segundo, que aquele abajur era mais valioso para mim do que ela.
– Eu também sinto muito, Kim – disse quando ela se acalmou o bastante para conseguir me ouvir. Gente é mais importante do que abajures. Ainda bem que você não se cortou. Felizmente, ela me perdoou.
O incidente do abajur não deixou marcas perenes. Mas o episódio me ensinou que é melhor segurar a língua do que tentar voltar atrás após um momento de fúria, medo, desapontamento ou frustração.
Quando meus filhos eram adolescentes – todos os cinco ao mesmo tempo – me deram inúmeros outros motivos para colocar a sabedoria de minha mãe em prática: problemas com amigos, o desejo de ser popular, não ter par para ir ao baile da escola, multas de trânsito, experimentos de ciência malsucedidos e ficar em recuperação.
Confesso, sem pudores, que seguir o conselho de minha mãe não era a primeira coisa que me passava pela mente quando um professor ou diretor telefonava da escola. Depois de ir buscar o infrator da vez, a conversa do carro era, por vezes, ruidosa e unilateral.
Entretanto, nas ocasiões em que me lembrava da técnica de mamãe, eu não precisava voltar atrás no meu mordaz sarcasmo, me desculpar por suposições errôneas ou suspender castigos muito pouco razoáveis.


É impressionante como a gente acaba sabendo muito mais da história e da motivação atrás dela, quando está abraçando uma criança, mesmo uma criança num corpo adulto.
Quando eu segurava a língua, acabava ouvindo meus filhos falarem de seus medos, de sua raiva, de culpas e arrependimentos. Não ficavam na defensiva porque eu não os estava acusando de coisa alguma. Podiam admitir que estavam errados sabendo que eram amados, contudo. Dava para trabalharmos com „o que você acha que devemos fazer agora“, em vez de ficarmos presos a „como foi que a gente veio parar aqui?“


Meus filhos hoje estão crescidos, a maioria já constituiu a própria família. Um deles veio me ver há alguns meses e disse „Mãe, cometi uma idiotice…“ Depois de um abraço, nos sentamos à mesa da cozinha.
Escutei e me limitei a assentir com a cabeça durante quase uma hora enquanto aquela criança maravilhosa passava o seu problema por uma peneira. …Quando nos levantamos, recebi um abraço de urso que quase esmagou os meus pulmões.
– Obrigado, mãe! Sabia que você me ajudaria a resolver isto.
É incrível como pareço inteligente quando fecho a boca e abro os braços.“

Este  texto maravilhoso, tive o prazer de receber via e-mail de uma amiga muito especial que se chama também Neusa – Neusa Rennó. Ela  mora em Itajubá-MG –  tem  dedicado toda a sua vida à Educaςão, aos filhos, aos amigos e à Literatura.

Beijos!

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Errar é umano ou Humano (?) !

Dienstag, 22. Mai 2012

Educaςão:

"Es ist normal, veschieden zu sein" - "É normal ser diferente"

muitos adultos e crianςas têm dificuldades em admitir os próprios erros já que corrigí-los geram sentimentos desagradáveis como vergonha e culpa. Por isto  pode ocorrer que uma crianςa (ou mesmo um  adulto!)  estrage algo pertencente à uma outra crianςa ou adulto e se recuse a admitir sua responsabilidade. Se os pais se tornarem cientes do problema devem diretamente conversar com  a crianςa sobre o mesmo. „Importante: deve-se ressaltar não apenas  a atitude que não está correta, porém sobretudo quais as atitudes adequadas a serem tomadas futuramente. Em nenhum caso está permitido a sua desvalorizaςão enquanto pessoa „, nos esclarece Karin Jacob na Conferência Estadual de Aconselhamento Educacional. Os pais devem esclarecer aos seus filhos que cometer erros são inerentes à vida. Os errros nos permitem aprender e nos favorecem oportunidades para aprimorarmos nossos talentos e habilidades. Em uma próxima situaςão seremos capazes de  „fazer melhor“! Logicamente, nós enquanto pais e educadores devemos ser os exemplos ideais, ou seja, que sejamos capazes de admitirmos  e vivenciarmos nossos próprios erros e saibamos como trabalhá-los. Deste processo doloroso e necessário faz parte a busca em conjunto de caminhos que nos levam não só a corrigir nossas falhas, mas  a nos enriquecermos com a experiência negativa.

Traduςão do texto „Das Eingestehen von Fehlern vorleben“:  Rhein-Zeitung

Beijos e uma linda semana!

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„Eu não nasci de óculos

Mittwoch, 11. Januar 2012

Educar é amar... amar é educar!

eu não era assim não…“ Agora pensando nos meus novos bifocais acabei fazendo uma viagem ao passado e me lembrei do Herbert Viana/Paralamas – que saudades! Confesso que a nostalgia me assaltou agora…

No entanto estou inspirada para escrever sobre algo atual. Enfim me enchi de coragem e no fim do ano velho encomendei meus óculos bifocais. Por cerca de 6 meses, por vários motivos, “ fui empurrando com a barriga“,  a encomenda – logicamente o primeiro iten a ser pesado foi o preςo, não vou mentir aqui, me espantei com o tanto que é caro um óculos, com o qual se pode enxergar perfeitamente tanto a longa quanto a curta distância. Outros aspectos como modelos, cores e formas também influenciaram, mas eu tive esperanςa sim de que não precisaria mais usar óculos – doce ilusão! Com o passar das semanas e meses fui perdendo o gosto por ler, escrever, ver televisão, costurar, tricotar e tudo o mais… entao muito contrariada encomendei os meus bifocais. Por fim, depois de pesquisar em Koblenz, tive a alegria de receber um atendimento 100%  numa ótica aqui bem pertinho, em Emmelshausen e sinceramente estou encantada com os meus novos (muito moderno e confortável) óculos e com o fato de ver tudo de novo claramente.

Uma outra novidade que me alegrou bastante também foi ter recebido ontem pelo correio o certificado de abertura do nosso Club – Kinderturnclub. Fiquei contente sim pelo fato de que com este certificado talvez algumas pessoas que permancem ainda céticas quanto a nossa proposta de trabalho com as crianςas alterem este posicionamento negativo. Contudo me sinto motivada com o engajamento de cerca de 30 pais que inscreveram seus filhos no Club e com o fato de contarmos com 5 patrocinadores  (Agentur-Cafe, Anya Hohs, Stein Bäckerei, Gasthaus Paulus, Stadtdruck). No fundo o meu contentamento, sinceramente, se deve ao fato da confianςa que está sendo depositada nesta nova pespectiva de trabalho numa Associaςão Esportiva que já tem quase um século de vida e que se localiza num recanto (Hunsrück)) digamos que um pouco conservador, acho que por isso mesmo me sinto feliz com as novidades e com o fato de ter sido bem aceita como apoiadora da mesma. O que existe nas entrelinhas ( eu sou uma estrangeira), vocês me entendem, penso eu – não preciso aqui entrar em detalhes. Mas, creiam-me – „tudo vale a pena, quando a alma não é pequena“, como disse o grande poeta.

Sim (mudando de assunto) com o novo semestre, outros tantos desafios e dificuldades nos atordoam um pouco. A semana letiva para mim, Laura e Vic não comeςou lá grande coisa. Na noite de domingo para segunda as duas se meteram na minha cama, pois não conseguiam dormir – o resultado foi que ninguém conseguiu dormir direito. Na manhã seguinte – primeiro dia de aula: as duas perderam o ônibus, lá vai Mama-taxi levar as princesas para as escolas. Chegando em casa já tocava o telefone: se tratava da professora da Vic me avisando que ela chorava por causa de dor-de-barriga. Voltei correndo buscá-la, quase apostando que se tratava de um pouquinho de teatro – uma hora depois minha suspeita se confirmava, pois Vic estava apenas cansada e desanimada. Sabem quê? Não reclamei do cansaςo pela noite mal dormida, sabem por quê? Em torno das 6 da manhã eu estava lendo no cabeςalho do jornal regional que uma garota de 17 anos morreu na manhã de domingo vítima de um acidente de automóvel (o namorado motorista estava embriagado) ali pertinho de casa, em Gondershausen. Eu fiquei tão chocada! Voltando de uma festa a menina que completava 18 anos foi violentamente jogada para fora do carro e teve o corpo mortamente ferido com as pontas de uma cerca de jardim de uma das casas paralelas à rua principal que atravessa a vila. Eu fiquei muito triste pelos pais e não pude deixar de pensar na minha tranquilidade ao ter Laura e Vic esprimidas  junto a mim. Admito que tenho muito medo do tempo em que elas ousarão sair pela noite e se esquecerem da hora de virem para casa. Não posso parar o tempo e mantê-las assim doces e infantis… pensando nisto tenho investido bastante o meu tempo na educaςão delas, visando transferir sobretudo sentimentos de responsabilidade, amizade, compreensão, amor e logicamente limites. Céus como é difícil educar! Precisamos de absoluta „clareza“!

Educar significa também orientar nossos filhos a gostarem de si mesmos, a se respeitarem, a serem pacientes com as próprias limitaςões, mas também a reconhecerem o próprio potencial – „tudo é uma questão de manter  a mente quieta e o coraςão tranquilo…“ ou seja sucesso para nós nesta grande empreitada/missão (quase) impossível.

Beijos e muitíssimo obrigada pelo apoio dos patrocinadores do nosso Kinderturnclub. A proposta é séria e promove um futuro!


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„A gente não quer só comida…“

Freitag, 9. Dezember 2011

"você tem sede de quê? você tem fome de quê? A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte..." Titãs

Couve, espinafre, brocóle, abóbora, beringela, beterraba…. a lista poderia se estender por quase um parágrafo  afora. São muitas variedades de verduras e legumes que todos nós consideramos saudáveis, e por isto mesmo gostaríamos muito que nossos filhos os comessem com a maior frequência possível e melhor ainda – sem contestar! No entanto para mim e creo que para a grande maioria dos pais observar as crianςas „comendo de tudo“ representa apenas um sonho! Claro que como toda boa mãe, me preocupo bastante com a qualidade da alimentaςão das minhas filhas, porém nunca me extressei muito pelo fato delas serem um pouco mais seletivas do que eu gostaria. Seguindo o exemplo da minha própria mãe que cozinhava todos os dias uma ótima comidinha brasileira, a qual automaticamente inclui cereais (arroz, feijão, macarrão), legumes, verduras e uma pequena porςão de carne ou ovos – procuro colocar à mesa  algumas possibilidades saudáveis para se matar a fome, infelizmente não tao rica como estive acostumada na minha infância, mas algo parecido. Porém raramente tenho  sucesso quando se tratam das verduras e legumes. Também como minha mãe, nunca forcei minhas filhas a comerem algo que não gostam. Incentivo para que provem, testem o próprio paladar para então decidirem se realmente nao gostariam de comer a parte mais „saudável“ do cardápio. Para o meu desgosto quase sempre a rejeiςão permanece, mas para a minha alegria  li num dias desses um artigo sobre „esta mania“ que as crianςas têm de solicitarem o mesmo cardápio por dias ou semanas afora e rejeitarem continuamente as novidades e os „pratos coloridos e saudáveis“. Me senti aliviada ao ler que „os pais não devem se colocar malucos quando os filhos preferem comer por semanas inteiras apenas macarrão com sal e manteiga ao invés de qualquer outra alternativa apresentada. Segundo uma pesquisa da Universidade Stanford, mesmo as crianςas extremamente seletivas – em curto, médio ou longo período acabam se alimentando dos respectivos nutrientes que o seu corpo necessita. (…)“

Individualidade:

  • É fato que as características individuais devem ser consideradas: há crianςas que se alimentam quantitativa e qualitativa melhor que outras;
  • Fatores psicológicos também estão em jogo em questões gastronômicas: algumas vezes a crianςa sente a necessidade de colocar uma divisa, uma fronteira entre as suas próprias opςões e as dos pais – o que significa que ela está decidida em não ceder aos argumentos dos pais para que se alimente da forma como eles consideram adequada. Aqui, imposiςões são contra-produtivas – apenas reforςam a rejeiςão à alternativas;
  • Algumas vezes, quando a mesa se torna um ponto de discussões e controvérsias – a questão alimentar pode se tornar uma forma da crianςa chamar a atenςão dos pais para si. Assim se as discussões se tornarem muito frequentes/insistentes/enervantes  poderão cimentar o problema com o risco de um provável futuro  distúrbio alimentar.

Dicas:

  • Naturalmente, como os próprios pais se alimentam influencia bastante na alimentaςão das crianςas. Exemplo positivo é fundamental, mesmo que a curto prazo pareςa não surtir efeito;
  • Não desistir de incentivar os filhos à provarem novidades. Normalmente as crianςas são cépticas quanto ao que não conhecem – por questões biológicas de auto-proteςão, porém talvez numa 3a ou 4a tentativa elas provarão de um novo prato;
  • Uma variaςão no preparo do produto pode significar sucesso absoluto, por exemplo: purê de cenoura, ao invés de cenoura na salada ou sopa. Aqui em casa, Laura e Vic só comem cenoura crua mesmo, assim como pimentões (amarelo e laranja) e pepino.
  • Também quanto à organizaςão do prato: com criatividade os legumes, as verduras e frutas podem se tornam mais atraentes – uma carinha sorridente, por exemplo, composta de tomatinhos como olhos, rodela de pepino como nariz e uma tirinha de pimentão como o sorriso;
  • A combinaςão do „nutritivo com o preferido“, pode incentivar também a crianςa a variar o próprio cardápio;
  • Convites à coleguinhas que „comem de tudo“, porém não fazer comparaςões entre eles – quem gosta de ser comparado?
  • Envolver a crianςa na tarefa de preparar os alimentos;
  • Evitar o chavão: „coma porque é saudável“, pois isso leva a crianςa a correlacionar negativamente o que é saudável com um alimento não atrativo para o próprio paladar.
  • Se apesar de todas as tentativas, a crianςa continuar recusando o alimento, não insista. Poupe os seus nervos e proporcione à crianςa a chance por fazer próprias opções. Afinal não existe nada mais saudável que uma refeiςão num ambiente alegre, harmonioso.

Beijos e um lindo fim de semana!

Informaςões básicas traduzidas de um textos do caderno „Leben“ – Rhein-Hunsrück-Zeitung, ediςão 285

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Educar é… buscar soluções

Samstag, 19. November 2011

Parece uma destas frases prontas o título do meu post, mas ela foi escorrendo assim expontaneamente dos meus dedos enquanto eu pensava na minha semana e no meu contato  com as crianças – as minhas próprias e as de outras mães. Cada vez que penso no meu papel de Educadora junto à elas sinto um misto enorme de felicidade e medo. O desafio de educar ou tomar parte diretamente da educaςão de outras pessoas é desafiante e fabuloso, mas o nível de responsabilidade que envolve todo o processo é apavorante. São incontáveis os momentos de conflitos, confrontaςões e surpresas (positivas e negativas) que vivenciamos todos os dias – há cerca de vinte anos não sei mais o que significa a palavra tédio – existe realmente o sentimento de tédio? Não o reconheςo…

Os canais para o aprendizado sao múltiplos

No grande desafio que a tarefa „Educar“ representa está incluída necessariamente a obrigaςão de aprendermos sempre quando enfrentamos novas situaςões, sermos  tolerantes com as fragilidades dos outros e também com as nossas próprias e sobretudo sermos coerentes com os nossos princípios, valores e responsabilidades. Mas a questão mesmo é como encarar tanta responsabilidade e com amor, quando o  caos do dia-a-dia nos envolve num turbilhão de dificuldades , sem contar  os momentos  de discussões intermináveis por tudo e por todos? Não é extremamente cansativo só em pensar em discutir um tema com nossos filhos? E com os filhos dos outros então? Socorro…

Pensando em situaςões conflitantes, eu gostaria de compartilhar com vocês algumas dicas de „Educaςão“ que li outro dia na revista „Starke Kinder“ (Crianςas fortes), pois as considero bastante interessantes e eficazes.

O que pode ajudar as crianςas a enfrentarem situaςões conflitantes:

  • Quando regras (para o cotidiano em família) fundamentadas e  esclarecidas – são  estabelecidas;
  • Quando as regras são observadas e seguidas não só pelas crianςas, mas também pelos adultos;
  • Após estabelecer limites compreensíveis: um claro e fundamentado  „n ã o“ causa um efeito positivo em contrapartida a um „t a l v e z“;
  • Em uma situaςão extrema de conflito e sentimento de raiva, aguardar alguns momentos para depois tentar conversar com o (a) filho (a);
  • Quando todos os envolvidos nas situaςões de conflito têm chances para exporem os próprios pontos de vistas;
  • Quando todos respeitam a opinião e necessidades do outro e em conjunto procura-se soluςões para os problemas;

Fácil? Não! Necessário? Sim!

Beijos e lindo domingo com ou sem conflitos!

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