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Corredores, dobrinhas, sorrisos e claro: livros…

Quarta-feira, Outubro 16th, 2013

Estive bem acompanhada em Frankfurt, sem dúvida!

em Frankfurt.

Penso sim que eu poderia simplificar minhas impressões sobre a  Feira de livros em Frankfurt com estas quatro palavras em destaque. No entanto não estou segura se estaria sendo correta e não demasiadamente irônica através da minha visão parcial dos acontecimentos.

Sim, queridos e queridas não que minha vida seja apenas uma sucessão de aventuras, mas confesso que depois de Londres por acaso me percebi novamente atrelada à uma nova aventura – desta vez uma doméstica, apartir da qual conclui que depois de treze anos em terras germânicas me sinto segura o bastante para me locomover por aqui dirigindo, inclusive com minhas filhas através das rodovias  A61, 643 e 66 até chegar no centro de Frankfurt e procurar estacionamento nas proximidades da Feira, localizada num colosso de construção, onde através de pátios internos pode e deve locomover-se de micro-ônibus. Com muita sorte e certamente conduzida pelos anjos encontrei diretamente o prédio de estacionamentos, do qual partiam ônibus gratuitos para os pavilhões da feira – aqui pude me encantar com a capacidade de organização dos alemães – tudo funcionando com a precisão de um relógio suíço.

Bem, já dentro dos inúmeros corredores aquecidos dos pavilhões me senti meio tonta com a diversidade de obras em vários idiomas, as quais estavam sendo expostas por representantes dos respectivos países em estandes bem frequentados ou não. As atrações eram muitas, mas sinceramente a que mais me atraiu foi a presenςa do Brasil. Me senti muito orgulhosa e a vontade no pavilhão brasileiro e gostei muito do que vi: muitas pessoas deitadas em redes que nos lembravam um pouco da tranquilidade baiana, outras tantas acomodadas em almofadas de

Eu e Vic entre amigos especiais: Sandra: autora do Minerinha n'Alemanha e Rubens: autor do trilíngue -Schneelöwen

diferentes formatos, talvez lendo pela primeira vez algo mais de Brasil, outros tantos curiosos assistindo imagens belíssimas das nossas diversidades naturais e conhecendo um pouco dos nossos contrastes culturais… enfim me senti muito bem em vivenciar o meu país de forma tão bem representada neste centro cultural no coração europeu, não nos esquecendo das nossas raízes e de todos os problemas herdados de uma colonizaςão de exploração e suas consequências secularizadas através dos governos sucessivos. Problemas este que foram explicitados muito claramente pelo escritor Luiz Ruffato em seu discurso de abertura, o que lhe rendeu muitas críticas negativas – segundo Ele mesmo, o qual  foi encontrado por acaso pela minha querida Sandra e nos permitiu não apenas cumprimentá-lo pela sua coragem em expor internacionalmente nossos problemas mais graves, mas também por seu apelo à mudanças conjunturais e o papel, além da grande responsabilidade, da literatura nesta dinâmica.

Mas sinceramente acabei me esquecendo dos nossos problemas conjunturais quando encontrei o aconchegante estande da Literarte organizado por uma simpatia de pessoa, jornalista e escritora Dyandreia Portugal a qual tive o grande prazer de conhecer pessoalmente nesta sua estadia em Frankfurt. No pequeno, mas lindo espaço organizado por Ela senti-me realmente em casa, a decoração, a alegria e a descontração que dominava àquele ambiente estava contagiante e sem dúvida poderíamos até ter feito uma rodinha de pagode ali se não fosse o aperto dos corredores. Porém, mesmo sem pagode ou cachaςa de Minas estivemos muito felizes embriagadas com o cheiro de livros, muitos livros e sorrisos expontâneos ou simplesmente colocados para as lentes dos fotógrafos profissionais ou não. E quanto às dobrinhas?

Fica por conta de sua imaginação…

Beijos e linda semana ainda!

Cafuchico – um convite especial!

Quarta-feira, Setembro 4th, 2013

Beijos e quem sabe nos vemos por lá! Seria um prazer enorme!

Lindo fim de tarde!

Uma festa para ratos de biblioteca

Segunda-feira, Setembro 19th, 2011

Encantamento de outono

Uma nova semana, os desafios estão presentes em toda a parte. Bom assim… os desafios nos arrastam para a vida, nos livrando do tédio, do marasmo. O céu está completamente cinza e a temperatura caiu bastante. O outono sem bater à porta, já chegou. O verde já nao é a cor predominante entre as árvores. O aquecimento deve ser ligado e seria bom se tivéssemos o nosso estoque de madeira pronto para aquecer melhor o apartamento quando estivermos em pleno inverno. Já sinto medo das ruas congeladas e lisas como espelho, além do vento gelado e penetrante. Laura e Vic foram contentes para a escola com suas respectivas jaquetas novas de outono. No fundo estão ansiosas e felizes com a possibilidade de uma semana interessante, pois  Laura irá viajar com os colegas de classe para um seminário em Bad Ems. Vic além de ir para Koblenz (BUGA) na quarta para um workschop (das Haus von Fledermaus), na sexta  temos a ABC – Fest – a qual está sendo preparada com muito empenho pela sua professora e algumas mães. Eu claro, estarei lá e sou a responsável pela ABC – dança. Confesso que tenho que me preparar ainda. Para coroar a semana estaremos no sábado participando de outro seminário – Horas de Aventuras com base nos personagens principais da escritora sueca Astrid Lindgren. Ou seja a agenda está recheada de novidades e espero sobreviver com saúde e bom humor a todos os vais e véns inerentes também as atividades “normais” de todos os dias.

Para o calendário de outubro, tenho uma data especial e sobre a mesma gostaria de compartilhar com vocês. Trata–se da feira internacional do livro em Frankfurt.  Infelizmente ainda nao estive lá, mas ontem lendo uma das  colunas da Sonya Ross no jornal Rhein-Hunsrück, informei meu príncipe à mesa do café que este seria um bom programa de férias para nós. Entre os dias 12 a 16 do próximo mês estará acontecendo este grande evento que tem também uma história interessante:

“(…) A feira de livros de Frankfurt aconteceu pela primeira vez no dia 18.09.1949. Naquele tempo os vendedores de livros tinham como objetivo  despertar novamente o interesse, o desejo dos alemães pela literatura sem censura após o anos anteriores de guerra. Esta feira que atualmente é gigantesca – com mais de 7000 expositores de aproximadamente 100 países – no início, há 62 anos atrás, tinha uma proporção bem menor. Os alemães viviam tempos muito difícies, as consequências desastrosas da  Segunda guerra mundial eram evidentes por todo o país – a Alemanha não estava nada bem! Nao apenas as casas, as outras construções e as cidades encontravam-se destroçadas, mas também a cultura – no período nazista não havia  mercado livre de livros. Muitos autores em função de suas origens ou religiões nao eram permitidos serem lidos, assim não tinham seus trabalhos impressos pois não havia qualquer possibilidade de publicação. Depois da guerra os vendedores de livros estavam decididos a mudar radicalmente este  estado de passividade e então organizaram uma  feira em Frankfurt. Na primeira feira participaram já cerca de 200 expositores e posteriormente participaram também vendedores e editoras de outros países, os quais apresentaram para o mercado  publicações que antes eram absolutamente proibidas na Alemanha. O evento foi um enorme sucesso. Muitas pessoas visitaram a feira para tomar conhecimento sobre os trabalhos de autores desconhecidos, que tinham suas obras pela primeira vez expostas no país. A cobertura da mídia também contribuiu bastante para o resultado positivo da feira. Estava evidente que as pessoas gostariam novamente de ler e opinar livremente sobre temas, livros, autores, ou seja obter experiências literárias próprias. O sucesso da feira foi tao grande que ela passou a existir todos os anos. Este ano os irlandeses se encontram no centro das atenções (…)”.

Bem, eu espero mesmo poder estar lá este ano, pois para mim este evento agora tem mais significado ainda – representa também certa reconcialiação da Alemanha com o mudo e vice-versa.

Beijos e linda semana!

Informacoes básicas apartir do texto de Sonya Ross – Rhein-Hunsrück-Zeitung 17.08.11, a qual nos informou também que antes da guerra também haviam feiras parecidas com esta, em Frankfurt e Leipzig, mas com a guerra e a divisao da Alemanha Frankfurt foi redescoberta para sediar o evento internacional.