Artikel-Schlagworte: „História Contemporânea“

Os restos do Muro de Berlim

Freitag, 24. Juli 2015
Para saber mais: O Paraíso sem Bananas!

Para saber mais: O Paraíso sem Bananas!

Estudo: a divisão do território alemão e suas consequências ainda perduram.

25 anos após a reunificação da Alemanha, as diferenças do estilo de vida entre os alemães do leste e do oeste tornaram-se amenas em muitos aspectos. No entanto, por questões estruturais uma completa unidade entre a ex RDA (socialista) e a RFA (capistalista) nunca será concretizada.

Segundo o Instituto Berlinense de povoamento e desenvolvimento, com relação à taxa de natalidade, educação formal e condições ambientais não existe mais diferenças marcantes entre o leste e o oeste, porém quanto aos temas: Desenvolvimento populacional, robustez ecônomica, bens, herança ou na agricultura – as diferenças são visíveis.

No leste vivem mais solteiros, menos voluntários e maior evasão escolar. No oeste, uma a cada quatro crianças frequentam a pré-escola antes dos 3 anos. No leste mais da metade. Uma a cada 3 crianças recebem orientação religiosa no oeste. No leste uma a cada oito.

Segundo esta mesma pesquisa – quanto ao tema imigração – a Alemanha também está dividida. A tolerância para o fênomeno no leste é menor que no oeste e radicalismos de direita são mais frequentes na região leste do país.

Os alemães do leste vão raramente para as urnas e têm salários mais baixos. Possuem rendimento bruto estagnado há anos com margem de 25% inferior aos alemães do oeste. Também a produção nas empresas, após um rápido crescimento nos primeiros anos de unificação, atualmente não se aproxima das taxas do nível  ocidental.

Mas afinal onde estão as semelhanças entre o leste e o oeste?

  • As mulheres têm o mesmo número de filhos
  • Mães que trabalham (fora de casa) são bem vistas em ambos os lados
  • todos têm acessos à todos os programas de televisão
  • o telefone é acessível em todas as partes

Uma notícia conclusiva: o fluxo de migração do leste para o oeste foi estancado.

 

Tradução resumida do artigo „Was Ost und West noch trennt“ – Rhein-Hunsrück-Zeitung, em 23.07.2015. As informações da pesquisa do Intituto berlinense foram divulgadas por seu diretor:  Reiner Klingholz.

 

 

Beijos e

um lindo dia!

 

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Fragmentos de acontecimentos…

Freitag, 1. Mai 2015
Experiências Reais de quem sobreviveu à Segunda Guerra Mundial

Relatos autênticos.

Já se passou quase uma semana desde que, pela primeira vez em minha vida, fiz questão de comemorar com alguns bons amigos e conhecidos o meu aniversário. Foi uma festa simples, mas penso que bastante agradável para todos nós! Os motivos que me levaram a vencer a barreira da timidez e das dificuldades para me reunir com as pessoas e estar no centro das atenções vão muito além do aniversário.

Eu me senti na obrigação de agradecer ao universo e seu criador por  esta sensação de  felicidade, sobretudo por me encontrar em plena estabilidade física, psíquica e emocional apesar das cinco décadas bem vividas, por minhas filhas e por estar quase sempre motivada para aprender e enfrentar novidades e desafios.

Algumas vezes me sinto bastante cansada por tantas horas de concentraςão na escola, no trabalho, no trânsito, mas um dia como este de preguiςa me ajuda bastante a recuperar a energia para os próximos dias difícies e estressantes.

Sem mais lamurías, através deste post, gostaria também de compartilhar com vocês que neste encontro com amigos,

Wera e Irene, maravilhosas Testemunhas do Tempo passado e presente!

Maravilhosas Testemunhas do Tempo passado e presente!

apresentei oficialmente o meu novo projeto Histórico-Literário. E estou realmente contente pela tarefa cumprida. Sinceramente, concluir este projeto sem grandes gastos foi um enorme desafio. Me enveredei por caminhos desconhecidos desde a diagramação, ilustração até o layout de capa. Para não correr o risco de ter livros empilhados pelo apartamento e a preocupação com vendas – optei pelo caminho „on Demand“, até porque não tenho nenhuma obrigação com o mercado. Meu compromisso em terminar este projeto era sobretudo com minhas testemunhas, meus amigos e comigo mesma.

Sim, me sinto em dia com minhas promessas em transmitir na língua portuguesa os relatos das pessoas que se prontificaram a conversar comigo sobre suas experiências de fuga, de medo, frio, fome e guerra. O cotidiano de pessoas muito especiais que não optaram pela guerra, mas enfrentaram com coragem as consequências amargas da destruição e atualmente contribuem decisivamente para que a Alemanha seja um país mais tolerante e justo, independentemente de raças e credos.

Altura e simpatia: minha única Testemunha masculina.

Altura e simpatia: minha única Testemunha masculina.

Beijos e

lindo fim de semana!♥

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Fragmentos de Projetos e Divagações

Dienstag, 17. Februar 2015

Me sinto tão absurdamente perdida hoje. São tantos pensamentos, compromissos, projetos, carências, sorrisos e dores! Estou no meio de um turbilhão de novidades. Algumas vezes parece que minha energia se esvai lentamente pelos poros da pele. Tenho me esforςado para corresponder a muitas expectativas. Este é um dos meus graves defeitos! Me  perco totalmente quando não me concentro em prioridades.

Também na minha ignorância técnica perdi dois posts muito pessoais (Leves, mas bravas pinceladas de sucesso e Divagaçõoes de Sexta). Sei que não se trata de nada dramático, mas meus posts de caráter mais pessoal são como parte minha. Eles são importantes porque foram trabalhados apenas sob a emoςão, quando meus dedos  escreveram praticamente sozinhos, apenas  tocados pelas  reflexões e lembranςas.

Ah… na verdade gostaria de compartilhar tanto, tenho aprendido muito nestes últimos meses. Conheci pessoas tão especiais apesar e por causa de suas limitaςões, mas me sinto, neste momento, bastante pressionada pelo tempo e pela limitaςão das palavras escritas. Digo apenas para você que para abril tenho novidades. Estou preparando uma festa por dois bons motivos:

  • Comemorar meu meio século de vida. Escrever assim abertamente sobre anos não é tão fácil quanto se supõe! Tenho me preparado a décadas para estar de bem comigo mesmo apesar de tantas primaveras…
  • Apresentar meu segundo e provavelmente último Paradidático: Ele tem um Nome e um Projeto de capa, os quais apresento aqui em primeira mão:

Uma concepção pessoal, inspirada em depoimentos nada mais, nada menos que autênticos.

Me sinto agora muito ousada, mas me permito esta ousadia por estar bastante sensível ao tema (Segunda Guerra Mundial), não apenas por trabalhar nele, mas também pelas recentes atitudes absurdas e violentas contra a comunidade judia que vive na Europa. Não entendo porque ainda não aprendemos a respeitar todas as religiões e culturas. Por que convivemos ainda com tantas cabeças perturbadas pelo ódio e discriminaςão? Não posso deixar de citar nosso querido Renato Russo em Índios: „… nos deram espelhos e vimos um mundo doente…“

Voltando para a realidade, preciso me esforςar bastante para pensar em um dia de positividade, alegria e descontraςão, afinal hoje é terça de carnaval! E embora o dia esteja cinza e frio é preciso deixar-se contagiar pela alegria das últimas horas desta festa colorida!

Beijos e um lindo dia ainda!

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Quando o Brasil foi tomado pela Ditadura: vale a pena saber!

Mittwoch, 12. März 2014

"...Brasil de um sonho intenso, um raio vívido..."

Marςo de 1964.

Autor: Frei Betto em 07.03.2014

Em 1964 eu morava no Rio, em um „apertamento“ na esquina das ruas Laranjeiras e Pereira da Silva. Ali se instalavam os jovens dirigentes da JEC (Juventude Estudantil Católica) e da JUC (Juventude Universitária Católica), movimentos da Ação Católica. Ali se hospedavam, com frequência, os líderes estudantis Betinho, Vinicius Caldeira Brant e José Serra.

Eu havia ingressado no curso de Jornalismo na Universidade do Brasil (atual UFRJ) e, entre meus professores, se destacavam Alceu Amoroso Lima, Danton Jobim e Hermes Lima. À direita, Hélio Vianna, professor de história, cunhado do marechal Castelo Branco.

Desde que cheguei ao Rio, vindo de Minas, o Brasil vivia em turbulência política. Despertava o gigante adormecido em berço esplêndido. Tudo era novo sob o governo João Goulart: a bossa, o cinema, a literatura…

A Sudene, dirigida por Celso Furtado, aliada ao governador de Pernambuco, Miguel Arraes, redesenhava um Nordeste livre do mando coronelístico de usineiros e latifundiários. Francisco Julião defendia as Ligas Camponesas, que lutavam por reforma agrária. Paulo Freire implantava, a partir de Angicos (RN), seu método de conscientização política dos pobres através da alfabetização. Gestava a pedagogia do oprimido.

No Sul, Leonel Brizola enfrentava os monopólios estrangeiros e defendia a soberania brasileira. Marinheiros e sargentos do Exército se organizavam, no Rio, para reivindicar seus direitos.

Verás que um filho teu não foge à luta”. Porém, os filhos não tinham suficiente lucidez para perceber que, desde a renúncia do presidente Jânio Quadros, em 1961, vinha sendo chocado, pelas classes dominantes, o ovo da serpente…

A embaixada estadunidense, ainda instalada no Rio, e tendo à frente Lincoln Gordon, movia-se à sombra para atiçar os militares brasileiros – muitos deles treinados nos EUA – contra a ordem democrática (vide “Taking charge: the Johnson White House Tapes – 1963-1964”, de Michael Beschloss).

Quem conhece a história dos golpes de Estado na América Latina sabe que todos foram patrocinados pela Casa Branca. Daí a piada: nunca houve golpe nos EUA porque não há, em Washington, embaixada ianque…

Os EUA, inconformados com o êxito da Revolução Cubana em 1959, temiam o avanço do comunismo na América Latina. O presidente Lyndon Johnson (1963-1969) estava convencido de que o Brasil era tão vulnerável à influência soviética quanto o Vietnam.

Rios de dinheiro foram destinados a preparar as condições para o golpe de 1º de abril de 1964. Para os pobres, que tanto ansiavam por reformas estruturais (chamadas na época de “reformas de base”, e até hoje não realizadas), os EUA ofereciam as migalhas das cestas básicas distribuídas pela Aliança para o Progresso. O empresariado se articulava no IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática) e no IPES (Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais).

Os EUA sequer admitiriam que o Brasil se tornasse como o Egito de Nasser, um país independente das órbitas ianque e soviética. Navios estadunidenses da Operação Brother Sam rumavam em direção aos nossos portos.

Jango convocou o megacomício de 13 de março de 1964, na Central do Brasil. Eu queria estar lá, mas padre Eduardo Koaik (mais tarde bispo de Piracicaba, SP, e colega de seminário de Carlos Heitor Cony) decidiu que aproveitaríamos o feriado para um dia de estudos da direção nacional da JEC, da qual eu fazia parte, em Itaipava (RJ).

Em 29 de março, com passagem cedida pelo Ministério da Educação (leia-se: Betinho, chefe de gabinete do ministro Paulo de Tarso dos Santos), embarquei para Belém. Na capital paraense, o golpe militar me surpreendeu dia 1º de abril de 1964. Custei a acreditar que o presidente Jango, constitucionalmente eleito, havia se refugiado no Uruguai.

Aguardei a tão propalada reação popular. O PCB (Partido Comunista Brasileiro), com quem a JEC mantinha alianças na política estudantil, garantira que, em caso de golpe, Prestes havia de convocar milhares de trabalhadores em armas.

A Ação Popular, movimento de esquerda oriundo da Ação Católica, prometia mobilizar seus militantes para defender a ordem democrática.

Esperei em vão. Reações isoladas, inclusive de altos oficiais das Forças Armadas, foram logo abafadas sem necessidade de um só disparo de arma de fogo. E ninguém acreditava que a ditadura duraria, a partir de 1o de abril de 1964, 21 anos.

Texto publicado na íntegra, o  qual me foi gentilmente enviado por Mozart V. Cortez.

Obrigada querido primo!

Beijos e linda semana ainda para todos vocês que me visitaram!


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Velhas, mas explosivas:

Samstag, 11. Januar 2014

Cuidado: granadas.

"Quem não conhece o passado, não pode entender o presente."

Em uma construção, numa cidade próxima daqui:  Euskirchen, mais um fato nos trouxe de volta fragmentos  da  Segunda Guerra Mundial. O motorista de um dos tratores que ali trabalhava – morreu e treze pessoas ficaram feridas,  por causa da explosão de mais uma bomba que foi jogada sobre a região, nos dias  de  guerra. Infelizmente, estas bombas que se chamam „Blindgänger“- bombas que não explodiram – são encontradas, frequentemente, em regiões que foram alvos específicos da forςa aliada, por exemplo – as regiões paralelas ao Rio Reno e Rio Ruhr. Ainda hoje, escondem-se, no coração da terra muitos exemplares deste tipo de bomba. Todos os anos especialistas procuram estes resquícios da guerra para desarmarem estas velhas, porém, altamente explosivas bombas, antes que  causem danos materiais e, principalmente, humanos. Nesta procura, antes, são analisadas as fotos antigas para a identificação das áreas que estiveram, com maior intensidade, na mira dos pilotos americanos, franceses ou ingleses. Em muitos casos, os especialistas encontram estas bombas antes dos moradores  e as desarmam, graças ao conhecimento e recursos técnicos que adquiriram. Em  alguns casos Eles optam por  „explosões controladas“, as quais são muito bem organizadas, inclusive com o evacuamento de quarterões completos de cidades. Infelizmente, quantas bombas ainda estão escondidas no subsolo deste país, os especialistas não podem informar.

Artigo traduzido da coluna: Notícias para Crianças, Rhein-Hunsrück-Zeitung, em 04.01.2014

Bem, para você, especialmente, um pouco de História Alemã no fim de semana, afinal… saber é sempre bom!

Beijos.

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Balanςo do terror – Pogrom

Sonntag, 10. November 2013

Estrela negra - para os ciganos - identificaςão em tempos de guerra.

Na noite de 09 para 10 de novembro de 1938 sinagogas judaicas são incendiadas por toda a Alemanha. O balanςo „oficial“ do terror pode-se  traduzir através dos números:

  • 91 mortos,
  • 267 igrejas e casas comunitárias são destruídas e
  • 7500 casas comerciais são destruídas

No entanto segundo informaςões do Museu de História Alemã mais de 1300 pessoas morreram nesta noite e mais da metade das sinogogas ou casas de oraςão foram semi ou totalmente destruídas em toda a Alemanha e Áustria. No dia 10 de novembro foram transportados mais de 30.000 judeus para campos de concentração. Como pretexto para a „ira expontânea do povo“, os nacionais socialistas usam o assassinato do secretário da delegação alemã – Ernst vom Rath – no consulado de Paris pelo jovem Herschel Grynszpan, o qual – segundo os nazistas – através desta ação pretendia chamar a atenção  para a causa  dos 17.000 judeus, entre Eles seus pais, que foram deportados para a Polônia.

O regime nazista declarou cinicamente que a aςão „Pogrom“ ou Noite dos Cristais referiu-se à uma reaςão justa e a indignação do povo alemão como compreensível, a qual signalizaria a despedida das atividades comerciais judias em território alemão. Paralelamente outras privações, expropriaςões e a propaganda em  torno do „arianismo“tinham como objetivo específico movimentar os judeus para emigrarem-se.  A propósito, depois do Pogrom „Público“ de novembro/1938 a perseguiςão aos judeus adquire um novo caráter – a eliminação silenciosa. (…)

Fonte: Rhein-Zeitung Nr. 260

Beijos e linda semana apesar dos pesares!

Aqui um link muito interessante para consultas, sobre o qual me chamou a atenção minha querida Sandrinha Santos


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O que aconteceu em 17 de junho?

Dienstag, 18. Juni 2013

"Wer die Vergangenheit nicht kennt, wird die Gegenwart nicht verstehen"/ "Quem não conhece o passado, não entende o presente".

ontem e em 1953?

Ontem, eu particularmente, vivi duas grandes aventuras:

  • Fui para Koblenz depois de ter recebido uma carta me avisando que deveria resgatar alguns livros que Claudia, a meu pedido, me enviou de Itajubá e nós inocentemente pensávamos que eu os receberia sãos e salvos aqui na porta de casa. Nada é tão fácil quanto às vezes nos parece. Lá fui para uma instituiςão chamada Zollamt – só o nome me causou medo e me lembrou muita burocracia e multas. Bem, de multas ainda estou livre, mas de burocracia infelizmente não. Assim meus livros lá ficaram de novo trancafiados em uma caixinha de papelão toda envolta em fitas adesivas onde se lê „Zollamt“ em cada centímetro delas. Me sinto frustrada hoje depois de buscar uma soluςão para o meu problema com a aduaneira – sem grandes perspectivas de sucesso.
  • Agora o segundo evento me enviou os céus para contrabalanςar o insucesso da minha conversa com o fiscal sem uniforme e sem perdão. Eu pude assistir da minha sacada o pôr do sol e como se não bastasse este espetáculo divino, um bando de andorinhas executou uma coregrafia bem na altura dos meus olhos. Elas danςaram longos minutos em todas as direςões e todos os passos só prá mim.

Agora, sobre o 17 de junho de 1953?

Ontem fomos lembrados sobre este dia porque Ele tem um peso histórico bastante considerável no contexto Alemão. Há 60 anos multidões de cidadãos do leste saíram às ruas para protestar contra as condições precárias e injustas de trabalho, as quais lhes foram impostas com a ocupaςão soviética naquela parte do país com o fim da Segunda Guerra Mundial. Segundo as autoridades, Eles deveriam trabalhar ainda mais, porém sem receber qualquer aumento de salário. Considerando que a maioria dos cidadãos  já não estava nada satisfeita, pois mesmo após oito anos do fim oficial da Guerra Eles ainda necessitavam apresentar seus „Cartões alimentícios“/Lebensmitellkarten para tentarem reabastecer suas dispensas vazias e muitos produtos não estavam disponíveis para compra em toda a Alemanha Oriental – este  fato foi a gota d’água para a organização de um grande movimento contra as autoridades e o sistema sócio-econômico e político que vigorava no leste da Alemanha. No entanto, quando as pessoas protestavam inocentemente contra as injustiςas sociais que sofriam, foram surpreendidas por tanques de guerra.

Neste dia muitos tiros ecoaram entre as ruas de grandes cidades do leste, alguns cidadãos pagaram com suas vidas o preço da rebeldia, muitos foram para diferentes prisões. Neste dia ficou claro que manifestaςões populares contra o regime estavam expressamente proibidas.

Curiosamente o dia 17 de junho até a reunificação do país era considerado feriado na Alemanha Ocidental em homenagem ao ato de coragem dos manifestantes que ousaram desafiar a ditadura socialista.

Para implementar suas informações: uma indicação muito pessoal – O Paraíso sem Bananas

Beijos e linda semana!

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História para ser (também) saboreada!

Sonntag, 17. März 2013

Telefone, prestigie, participe!

É verdade! Sem exagero! Na próxima quarta-feira, dia 20.03 – 11:00 horas, tenho um compromisso muito importante com Nilda Bitencourt, a colunista social mais popular e simpática de todo o Brasil, quando então Ela assume totalmente soberana os microfones da Rádio Futura FM e não apenas se coloca mais uma vez em conexão direta com Itajubá e região como também estará me concedendo o privilégio de também falar um pouco com seus ouvintes. Sim,  na próxima quarta, vou telefonar para Itajubá para além de tentar matar um pouco as saudades da Terrinha também divulgar o sorteio de um Kit exclusivo composto por um livro O Paraíso sem Bananas e alguns produtos que poderão ser literalmente saboreados, os quais têm a marca inconfundível da História do leste da Alemanha.

Os produtos que compõem o Kit foram produzidos e consumidos antes da queda do Muro de Berlim apenas na parte oriental de uma Alemanha ainda dividida em dois Sistemas sócio-político-econômicos antagônicos entre si. Atualmente alguns deles podem ser encontrados por aqui nos supermercados das cidades vizinhas, mas outros ainda são escassos na parte ocidental da Alemanha, podendo ser encomendados em shops on-line quando não se pode viajar para o leste.

Este Kit que pode ser seu contém:

  • Um livro, escrito por mim, cujo tema central são as experiências do cotidiano vivenciado por minhas „Testemunhas do Tempo“quando então viviam sob o sistema socialista e massiva influência do poder soviético e dois marcadores (um para você/outro para ser presenteado) de livros com logotipo exclusivo;
  • Uma relíquia em formato marcador de livros, o qual é ilustrado com fotos de cenários típicos da área do Muro antes de sua queda e muito especial – um pequeno pedaςo original do Muro, o qual está cada vez mais raro de se adquirir e sinceramente despachei para Itajubá com uma certa dor no coraςão, pois eu o adquiri há dois anos atrás quando conheci Berlim, para onde não pude mais viajar;
  • Um pacote de bolachas crocantes e com leve sabor de chocolate: Russisch Brot/Pão Russo – com tradiςão de qualidade desde 1889;
  • Uma garrafa de champanhe – Rotkäppchen/Chapéuzinho Vermelho;
  • Uma caixa de chá com 25 sachês- Goldmännchenn/humanos dourados. Com Sabor e cheiro incomparável de maςã. Ele é produzido em Thüringen e é o preferido também das minhas filhas;
  • Um pote de mostarda Bautz`ner – deliciosa e levemente picante;
  • Um pendurico cheiroso para o seu carro com a informaςão „Geboren in der DDR“/Nascido na República Democrática Alemã.

Só me resta torcer para que você que se interessa pela História e Cultura Alemã ganhe este Kit e que possa, além de se informar através da leitura deste livro que foi concebido, escrito e publicado num contexto muito especial possa também:

  • olhar,
  • sentir,
  • manusear,
  • saborear, ou seja
  • experimentar com todos sentidos um pouco da História contemporânea da Alemanha – um país lindo, instigante e contraditório.

Com muito prazer e carinho o meu muito obrigada à duas grandes Mulheres, Amigas, Mães, Profissionais…

  • Ana Claudia  Tavares
  • Nilda Bitencourt por me ajudarem na concretizaςão deste projeto publicitário e todo o time receptivo e simpático da Rádio Futura FM de Itajubá.

Beijos!

Boa sorte!

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„O casal alemão dos sonhos reencontra-se … devagar“

Montag, 4. Oktober 2010

Rotkäppchen,  sobreviveu à crise do leste e invadiu o mercado ocidental.

Ontem  tivemos a chance de vivenciar o vigésimo aniversário da reunificação alemã. A natureza nos presenteou um lindo dia de sol, e um calor morno e fantástico transformou as nossas horas em um convite delicioso para um passeio pela natureza colorida de outono.

Tínhamos muitos motivos para comemorar, o dia lindo, mais uma festa da domocracia para nós brasileiros que tivemos novamente  oportunidade de eleger  (ou tentar) o(a) próximo (a) administrador (a) do Brasil e aqui no centro da Europa brindamos  e especulamos os 20 anos da „reconcialiação do casal:  leste e oeste“.

A grande festa da „re-unificação“ aconteceu  propriamente bastante longe da minha vila, em Bremen. Lá estavam presentes grandes personalidades políticas como Merkel, Khol e  Wulff, o qual em seu discurso abordou um dos temas mais quentes e polêmicos  por aqui: integração.  A questão integração é super complexa e compreende não apenas alemães do leste na alemanha do oeste, mas a grande massa de imigrantes de diferentes partes do planeta que aqui na Alemanha buscam, por motivos diferentes, novos rumos para as suas vidas. O acento da problemática pertence à comunidade muçulmana que por suas convicçõoes religiosas e políticas são, na sua grande maioria,  inflexíveis.  Integração implica logicamente em adesão à novos costumes, novas posturas, nova dinâmica social, domínio de um novo idioma e sobretudo estar aberto às novidades. Algo que se encontra um pouco distante dos grupos muçulmanos. Posicionamento este que mesclado ao rascismo dos grupos de direita e esquerda existentes dentro da Alemanha , transforma o ideal de integração pregado nos discursos políticos em pura utopia.

Quanto à questão integração entre os próprios alemães os indícios são mais animadores.  Os clichês permanecem, mas incomodam somente as gerações anteriores. A geração „unificação“, ou seja as crianças nascidas em 1990 no leste da Alemanha  são unânimes em afirmar que não existe para elas duas Alemanhas e são capazes de ouvir com interesse as informações e experiências que seus pais e avós adquiriram enquanto cidadãos da ex-Alemanha socialista, mas não se sentem realmente envolvidos neste passado histórico.

Um balanço prático dos 20 anos de casamento:

  • Migração:  em 2008 viviam no leste  1,7 milhao de pessoas menos que em 1990. Cada um, em 10  habitantes  deram as costas para o leste;
  • Em 2008 um alemão do leste tinha um  rendimento  médio de 15.536 Euros – em 1991 eram 8156;
  • Empresários do leste faturam 76,5 em relação aos colegas do oeste – em 1991 46%;
  • 17% dos alemães do oeste dependem da ajuda financeira do estado para atender as suas necessidades materiais básicas, enquanto que no oeste 8%;
  • Quase idêntico é o acesso aos aparatos como:  Handys: 86% dos alemães do leste e oeste telefonam usando celular.  Em cada 15 (leste) e 16 (oeste) entre  100 salas, estão presentes televisores de última geração. Máquina de lavar louça é utilizada em 55% das cozinhas do leste e 64% do oeste;
  • Aposentadoria – padrão básico:  no leste 1086 Euros, no oeste 1224 Euros.
  • Contrariando muito  as versões pessimistas e preconceituosas atualmente 81% dos alemães consideram a reunificação do país como positiva e há um consenso geral de que nem tudo por lá foi negativo – o sistema educacional e de saúde, por exemplo, são mencionados  com respeito.

É compreensível que as sequelas de 40 anos de separação não foram ainda totalmente superadas apesar dos 20 anos de reconciliação, mas acredito que em todas as cabeças esclarecidas deste país existe a visão clara de que apesar de todos os desafios que já foram superados e apesar das feridas, que ainda estão abertas, é 100% melhor viver em uma Alemanha inteira do que em uma metade da Alemanha.

 

Para ler mais sobre o cotidiano na Alemanha socialista você tem a opção de se interar do

http://www.neusa-cortez.de/o-paraiso-sem-bananas-resenha-2/

 

Beijos.

Fonte: Rhein-Zeitung, n° 229 – sábado, 02/10/2010.

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Na primavera- 1945- chegam os americanos

Montag, 7. Juni 2010

Memorial aos mortos na 1a e 2a Guerra Mundial - Mermuth

„Há 65 anos atrás o nosso munícipio – Eifel – também foi ocupado pelos soldados aliados“.

Este é o subtítulo de um depoimento que li, um dias destes, num caderno especial do jornal regional. Eu achei interessante a forma direta que o Sr. Werner utilizou para expressar a sua visão pessoal quando, juntamente com sua família e vizinhos, ele vivenciou a chegada dos americanos e depois a dos franceses no município vizinho à Hunsrück.

„Muitas pessoas tiveram que deixar as suas casas. Em muitas situaςões, os aliados se comportaram como vândalos. E  ao cair da noite as pessoas tinham que permanecer em suas próprias habitaςões (Ausgangssperre).

Com os americanos a ocupaςão não foi tão brutal como a  francesa. Os soldados americanos presenteavam as crianςas com chocolate e chicletes. Meses depois chega também, como iniciativa americana, comida na escola.

Mais desagradável foi a ocupaςão francesa, a partir do verão de 1945. Vilas inteiras foram ocupadas por famílias de soldados ou destruídas. Para os agricultores, sobretudo, o domínio francês foi quase intolerável, pois tinham que assistir passivamente a sua própria  produςão – por exemplo – de batatas, no outono, sendo transportadas para fora de suas propriedades  e retornando em abril em forma de sementes, as quais deveriam ser compradas. Os agricultores reconheciam os mesmos sacos de estopa que haviam usado para embalar a colheita, antes que esta se tornaria posse dos franceses. Uma explosão de revolta não era pensada… as pessoas estavam com as suas reservas de energia esgotadas pelos longos anos de sofrimento com àquela guerra. Sobre a qual se falava apenas em meias palavras pelos cantos das casas… o sentimento de medo e resignaςão prevaleciam… não havia tempo e espaςo para mais problemas…

Os franceses eram, na sua maioria tão pobres, que não havia possibilidade de se obter nada deles, a não ser talvez lentilhas com pedras ou tâmaras sujas.

Uma vez, tivemos acesso à cultura francesa através do Instituto Francês em Mainz.

Interessante foi também a apresentaςão de um filme sobre a boa convivência entre franceses e angerianos! Só para quem queria acreditar!

Casamentos entre franceses e alemães nao existiram, já que havia muitos tabus de ambas as partes (erbfeind – heranςa de inimizade). Simplesmente, algum prisioneiro de guerra trouxe para cá, depois de muitos anos, sua noiva francesa e alguns jovens se aventuraram por terras estranhas…“

Depoimento para o caderno „Heimat“ – Rhein Zeitung em 05/ 05/ 2010

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