Posts Tagged ‘Kit RDA/DDR’

História para ser (também) saboreada!

Domingo, Março 17th, 2013

Telefone, prestigie, participe!

É verdade! Sem exagero! Na próxima quarta-feira, dia 20.03 – 11:00 horas, tenho um compromisso muito importante com Nilda Bitencourt, a colunista social mais popular e simpática de todo o Brasil, quando então Ela assume totalmente soberana os microfones da Rádio Futura FM e não apenas se coloca mais uma vez em conexão direta com Itajubá e região como também estará me concedendo o privilégio de também falar um pouco com seus ouvintes. Sim,  na próxima quarta, vou telefonar para Itajubá para além de tentar matar um pouco as saudades da Terrinha também divulgar o sorteio de um Kit exclusivo composto por um livro O Paraíso sem Bananas e alguns produtos que poderão ser literalmente saboreados, os quais têm a marca inconfundível da História do leste da Alemanha.

Os produtos que compõem o Kit foram produzidos e consumidos antes da queda do Muro de Berlim apenas na parte oriental de uma Alemanha ainda dividida em dois Sistemas sócio-político-econômicos antagônicos entre si. Atualmente alguns deles podem ser encontrados por aqui nos supermercados das cidades vizinhas, mas outros ainda são escassos na parte ocidental da Alemanha, podendo ser encomendados em shops on-line quando não se pode viajar para o leste.

Este Kit que pode ser seu contém:

  • Um livro, escrito por mim, cujo tema central são as experiências do cotidiano vivenciado por minhas “Testemunhas do Tempo”quando então viviam sob o sistema socialista e massiva influência do poder soviético e dois marcadores (um para você/outro para ser presenteado) de livros com logotipo exclusivo;
  • Uma relíquia em formato marcador de livros, o qual é ilustrado com fotos de cenários típicos da área do Muro antes de sua queda e muito especial – um pequeno pedaςo original do Muro, o qual está cada vez mais raro de se adquirir e sinceramente despachei para Itajubá com uma certa dor no coraςão, pois eu o adquiri há dois anos atrás quando conheci Berlim, para onde não pude mais viajar;
  • Um pacote de bolachas crocantes e com leve sabor de chocolate: Russisch Brot/Pão Russo – com tradiςão de qualidade desde 1889;
  • Uma garrafa de champanhe – Rotkäppchen/Chapéuzinho Vermelho;
  • Uma caixa de chá com 25 sachês- Goldmännchenn/humanos dourados. Com Sabor e cheiro incomparável de maςã. Ele é produzido em Thüringen e é o preferido também das minhas filhas;
  • Um pote de mostarda Bautz`ner – deliciosa e levemente picante;
  • Um pendurico cheiroso para o seu carro com a informaςão “Geboren in der DDR”/Nascido na República Democrática Alemã.

Só me resta torcer para que você que se interessa pela História e Cultura Alemã ganhe este Kit e que possa, além de se informar através da leitura deste livro que foi concebido, escrito e publicado num contexto muito especial possa também:

  • olhar,
  • sentir,
  • manusear,
  • saborear, ou seja
  • experimentar com todos sentidos um pouco da História contemporânea da Alemanha – um país lindo, instigante e contraditório.

Com muito prazer e carinho o meu muito obrigada à duas grandes Mulheres, Amigas, Mães, Profissionais…

  • Ana Claudia  Tavares
  • Nilda Bitencourt por me ajudarem na concretizaςão deste projeto publicitário e todo o time receptivo e simpático da Rádio Futura FM de Itajubá.

Beijos!

Boa sorte!

A vida é uma (fascinante) caixa de surpresas

Sexta-feira, Maio 6th, 2011

Timidez e discrição a parte, claro que não posso deixar de compartilhar que fiquei arrepiada e muito feliz ao bater os olhos no último post da  Ivana. A qual me concedeu gentilmente licença para transportá-lo também para cá.

O paraíso sem bananas, mas cheio de surpresas!

A Melize, do Na Alemanha Tem, é mais do que mais uma blogueira que eu conheci na Alemanha. Ela é uma pessoa gente boa pacas, simpática e amiga. Daquelas peças raras de bom coração que aparecem no mundo… E, pra coroar isso tudo, eu ganhei um sorteio que ela fez no blog dela!!! JURO que não foi marmelada! Ela sorteou em um site que não permite maracutaia, em parceria com a historiadora e escritora Neusa Arnold-Cortez, um Kit da DDR e o livro de estreia da autora: Paraíso sem Bananas. Recebi em casa uma caixa toda chique, repleta de itens peculiares: mostarda Bautz´ner, Russisch Brott, Mint Kissen, chá de morango com creme da Goldmännchen (que to curiosa pra provar) e ainda um pendurico de cheirinho falando “Nascido na DDR”. AMEI tudo.


Também gostei do livro da Neusa e escrevi um pouco sobre ele. Ai vai meu comentário pseudojornalístico, mas sem qualquer pretensão de ser uma crítica literária. Melhor entender assim: eu ganhei um presente e decidi comentar com os meus amigos o que achei. :)

Por dentro do muro que ainda cerca os alemães

Se eu encontrasse, na livraria, um livro chamado O Paraíso sem Bananas, eu não saberia do que se trata. Primeiro, porque o livro fala de um espaço/tempo que não tem qualquer conotação de paraíso. Segundo, porque eu não fazia a menor ideia de que, na antiga Alemanha Socialista não havia bananas. Assim como eu não sabia que não existiam laranjas à vontade e não tinha a menor noção de como funcionavam as escolas ou como as crianças eram incentivadas a participar de grupos de jovens em apoio ao sistema.

Esses aspectos do cotidiano socialista – e outras histórias dos 40 anos em que os soviéticos eram o grande irmão dos alemães orientais – estão contados no livro de estreia da historiadora Neusa Arnold-Cortez, brasileira, radicada em um cantinho alemão nos arredores de Koblenz. Curiosa pelas histórias do tempo em que a Alemanha eram duas, a autora entrega um livro sem pretensões: não se trata de um documento histórico, nem de um relato jornalístico e menos ainda de um romance. E é justamente o ser despretensioso que torna o livro descompromissado e agradável.

A linguagem é coloquial e simples. As histórias que ela colheu dos ex-moradores da DDR são permeadas por relatos em primeira pessoa. Essa mistura de focos, onde muitas vezes a própria cozinha da casa de Neusa é o cenário, torna o leitor mais um conviva à mesa, parte da conversa. Nas entrelinhas, é possível perceber muito da própria autora: que fala que suas impressões sobre a antipatia alemã foram mudadas depois de seus anos vivendo no novo país, mas ainda escapam as observações sobre a dificuldade de abrir caminhos e estabelecer relações de amizade e confiança em uma terra em que poucos falam sobre si mesmos.

No fim das contas, o livro é uma conversa informal, sem preciosismos literários ou tentativas de doutrinação. O Paraíso sem Bananas é divertido como seu título: uma leitura rápida e repleta de personagens interessantes que deixam as páginas com gostinho de quero mais. Cada um deles merece um romance inteiro para contar suas vidas, suas histórias e suas experiências. Mas para fazer um alemão falar para tantas páginas, vai ser preciso muitas garrafas de Rotkäppchen Sekt.

Ps.: Pra quem quiser ver um pouco mais sobre a vida socialista, aqui tem uma reportagem incrível de um jornalista americano que decidiu passar um mês em Cuba vivendo sob as regras socialistas aplicadas aos cubanos, incluindo racionamento de alimentos e um orçamento de 15 dólares.

Beijos e um lindo dia!