Artikel-Schlagworte: „Literatura Brasileira“

Verdades e Valores

Montag, 23. Oktober 2017

Para se pensar: Uma dessas raras, inteligentes e lindas mensagens que se lê na mídia. Me encantou tanto que não posso deixar de publicar aqui no meu canto virtual.

Nenhuma estrela subestima outra estrela; algumas brilham mais, outras brilham menos. Mas nem por isso são adversárias.
Nenhuma ave julga o vôo ou o canto de outra ave, todas são livres para cantar e voar.
O lírio não inveja a orquídea, e esta não menospreza o botão de rosa prestes a desabrochar, pois todos perfumam conforme seus dons e carismas.
Não há rivalidade entre entre as árvores, se dá mais frutos ou se outra demora anos para produzir. A seiva é igual em todas; não há distinção nem discriminação.
O sol não se incomoda com o passeio das nuvens, pois a chuva tem a sua vez e a sombra tem seu espaço.
Na fauna, nenhum animal se envergonha por não saber nadar ou por não saber voar. Alguns são mais ferozes, outros mais pacatos e amorosos, porém não reclamam do que têm, nem de como vivem, e não desperdiçam o que lhes é dado, não desobedecem e amam ao Criador sobre todas as coisas.
E o arco-íris?Oa, ele não se queixa de manifestar tão poucas vezes com suas sete cores mágicas. Tambbém nunca criticou a lua que paira todas as noites com suas quatro fases.
O verão dá boas-vindas ao outono, que deseja prosperidade ao inverno, que saúda com alegria a chegada da primavera, e esta acolhe com flores o regresso do verão.
O peixe foi feito para borbulhar, a fêmea para parir, o lobo para uivar, a serpente para rastejar, o vento para soprar… e nós, humanos?
Qual a razão de tanta desarmonia social? Como podemos evoluir se nosso íntimo está em ruínas?
Contemplemos a sábia harmonia da natureza. Percebamos que existe uma característica para cada organismo, um espaço para cada espécie, um dom para cada ser; e nesse cenário de perfeita sincronia e harmonia, há algo de infinito de que devemos participar e que devemos construir com nossos gestos e virtudes.
Oxalá sobre toda a mística universal que nos rege, nós, seres humanos, possamos nos aproximar de um passarinho sem que ele fuja, de uma planta sem feri-la, conviver com os animais sem agredi-los, respeitar a vida e os direitos dos semelhantes, oferecendo-lhes flores, poemas, sorrisos, canções…
Então a natureza contemplará a sábia harmonia dos seres humanos.

LUIZINHO BASTOS – Delfim Moreira/ MG/ Brasil – Outubro de 2017

Beijos com carinho e uma linda semana!

 

Kein Stern unterschätzt einen anderen Stern; einige leuchten heller, aber  sie sind keine Gegenspieler.
Kein Vogel beurteilt den Flug oder das Lied eines anderen Vogels, alle sind frei zu singen und zu fliegen.
Die Rose beneidet die Orchidee nicht, und die Orchidee verachtet nicht die Rosenknospe, die sich nach ihren Gaben und Charismen für alle Parfüme schenken.
Es gibt keine Rivalität zwischen den Bäumen, wenn sie mehr Früchte trägt oder wenn es noch ein paar Jahre dauert, bis sie produziert werden. Der Saft ist in allen gleich; es gibt keine Unterscheidung oder Diskriminierung.
Die Sonne stört den Spaziergang nicht, denn der Regen ist an der Reihe und der Schatten hat seinen Platz.
In der Fauna schämt sich kein Tier dafür, nicht zu wissen, wie man schwimmt oder nicht weiß, wie man fliegt. Einige sind hart, der andere ruhigsten und liebevoll, aber nicht beschweren, was sie haben oder wie sie leben, und nicht verschwenden, was ihnen gegeben wird, nicht ungehorsam und Liebe, den Schöpfer aller Dinge.
Und der Regenbogen? Oj ja! Er beschwert sich nicht über wir selten er mit seinen sieben magischen Farben gesehen wurde. Er hat auch nie den Mond kritisiert, der jede Nacht mit seinen vier Phasen hängt.
Der Sommer begrüßt den Herbst, der im Winter Wohlstand wünscht, der mit Freude die Ankunft des Frühlings begrüßt, und es begrüßt mit Blumen die Rückkehr des Sommers.
Der Fisch wurde zum Blasen gebracht, das Weibchen gebären, der Wolf heulen, die Schlange kriechen, der Wind blasen … und wir Menschen?
Was ist der Grund für so viel soziale Disharmonie? Wie können wir uns entwickeln, wenn unser innerstes Wesen in Trümmern ist?
Betrachten wir die weise Harmonie der Natur. Wir erkennen, dass es für jeden Organismus ein Merkmal gibt, für jede Spezies einen Raum, ein Geschenk für jedes Wesen; und in diesem Szenario vollkommener Synchronisiert und Harmonie gibt es etwas Unendliches, an dem wir teilnehmen müssen und das wir mit unseren Gesten und Fähigkeiten aufbauen müssen.
Ich wünsche auf allen Universal-mystische uns regeln, wir Menschen können einen Vogel nähern, ohne dass er weg läuft, eine Pflanze ohne es zu schädigen, mit den Tieren leben, ohne sie zu beschädigen, das Leben und die Rechte zu respektieren während wenn wir  ihnen Blumen, Gedichte, Lächeln, Lieder anbieten …
Dann wird die Natur die weise Harmonie der Menschen betrachten.

LUIZINHO BASTOS – Delfim Moreira; MG/ Brasilien, – Oktober 2017

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Contudo…

Samstag, 31. Dezember 2016

O tempo passa.

A vida acontece.

A distância separa.

As crianças crescem.

Os empregos vão e vêm.

O amor fica mais frouxo.

As pessoas não fazem o que

deveriam fazer.

O coração se rompe.

Os pais morrem.

Os colegas esquecem os favores.

As carreiras terminam.

Os filhos seguem a sua vida

como você tão bem ensinou.

Mas… os verdadeiros amigos estão

lá, não importa quanto tempo e

quantos quilômetros estão entre vocês.

Um amigo nunca está mais distante

do que o alcande de uma necessidade, torcendo por você

intervindo em seu favor e esperando

você de braços abertos,  e

abençoando sua vida!

E quando a velhice chega, não existe

papo mais gostoso do que os dos

velhos amigos… As histórias e recordações vividas

juntos, das viagens, das férias, das

noitadas, das paqueras… Ah!!! Tempo

bom que não volta mais… Não volta,

mas pode ser lembrado numa boa

conversa debaixo da sombra de uma

árvore, deitado na rede de uma

varanda confortável ou a mesa de

um restaurante, regada a bom vinho,

não com um desconhecido, mas com

os velhos amigos.

Quando iniciamos esta aventura

chamada VIDA, não sabíamos das

incríveis alegrias ou tristezas que

estavam adiante, nem sabiamos o

quanto precisaríamos uns dos outros.

 

Rolando Boldrin

 

Feliz ano novo à todos as pessoas de boa vontade! Feliz ano novo aos meus amigos(as) companheiros(as) desta vida!

Obrigada querida Ritinha por compartilhar comigo esta linda mensagem de Rolando Boldrin.

 

Saudades!♥

Beijos.

 

 

 

 

 

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Você está convidada! Participe se puder!

Montag, 10. Februar 2014

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Em homenagem à vida, por Luiz Ruffato

Freitag, 24. Januar 2014

Esta vida é uma estranha hospedaria, de onde se parte quase sempre às tontas, pois nunca as nossas malas estão prontas, e a nossa conta nunca está em dia. Mário Quintana

Para Q., onde estiver.

Por volta de duas horas da manhã entreabri a cortina do ônibus-leito em que viajava de Juiz de Fora para São Paulo e me deparei com a lua, linda em sua palidez, banhando as montanhas que cercam a estrada sinuosa. Havia expendido o fim de semana em intensas conversas com meu amigo, o excelente poeta Iacyr Anderson Freitas, conversas que ainda reverberavam em minha consciência e não me deixavam dormir. Fechei a cortina, apenas o barulho monótono do motor acompanhava a solidão imensa que abraça a noite dos insones.

Lembrei então de quando tinha dezesseis anos e acabara de receber o diploma de torneiro-mecânico, emitido pelo Senai. Dezembro agonizava e eu trepidava atônito sobre minha bicicleta pelos paralelepípedos que forram as ruas de Cataguases. Intuía que algo definitivo ocorrera, mas não percebia que meu corpo frágil se desprendera da casa de meus pais e que, em breve, estaria boiando solto por um mar desconhecido e perigoso, ao sabor dos ventos e das ondas. Não era angústia ainda que corria em minhas veias, mas um difuso temor frente à enormidade do mundo.

No dia 31 de dezembro, fim de tarde, me encontrei com Marquinho “Taioba” e Jorginho “Peito-de-Pombo” na Praça Rui Barbosa, e juntos concluímos que, para crescer, precisávamos com urgência ir embora da cidade. E marcamos nossa viagem para daí a seis dias, uma viagem que, começando em Juiz de Fora, me levaria cada vez mais para longe de mim. Eu me sentei, então, sozinho, no banco de pastilhas brancas, próximo ao coreto modernista, mirei as sibipurunas que alardeiam pardais, aspirei o ar verde e quente do lusco-fusco, apertei com força o pacote vazio de pipoca, e acompanhei, com melancólico arrebatamento, o footing dos rapazes e moças que nada sabiam da conspiração do tempo. (Muitos anos depois descobriria a tradução daquele sentimento na Canción para Carito, interpretada por Mercedes Sosa, que tem, entre outros versos, esses: “Em Buenos Aires los zapatos son modernos / pero no lucen como en una plaza de un pueblo”).

Quando voltei para casa naquele dia, bêbado de tristeza, minha mãe, como sempre acordada, levantou-se e perguntou se queria que preparasse algo para comer. Respondi que não e falei, Mãe, vou embora daqui a seis dias. Vou procurar trabalho em Juiz de Fora. Ela, depositando na parede descascada os olhos dilacerados, comentou, Vai, sim, meu amor, você tem que ir. E saiu para o quintal. Fui atrás dela e não a identifiquei de imediato, mergulhada na noite sem lua. Mas um relâmpago, distante, iluminou debilmente sua silhueta magra. A mesma silhueta que de súbito ardeu minha memória imersa na escuridão do ônibus.

Em todas as ocasiões que a vida se entremostra mais incompreensível que o normal – porque a vida é naturalmente incompreensível –, evoco minha mãe, com quem compartilhava dúvidas, inquietudes, decepções. Sinto necessidade de pegar o telefone e ligar para ela, mas então me recordo de que essa é uma atitude inútil, ela está morta há mais de doze anos. Como morta agora também está Q., que visitei pela última vez num outro dezembro, separado no tempo por mais de três décadas. Deitada em seu quarto flutuando na tarde luminosa do verão portoalegrense, incomodada por dores imensas, Q. ainda achava lugar para comentar, com frases epigramáticas e categóricas, os assuntos em pauta. Frente à iminência do fim, ela, de tudo incrédula, desafiava com altivez o infinito ignorado.

A única certeza indiscutível com a qual podemos lidar é a de que vamos todos morrer um dia, pois somos seres para a morte, ao nascer começamos a morrer. Mas é também verdade que, paradoxalmente, nossa vida só se completa no fim, ou seja, somente com o advento da morte nos tornamos uma história individual no tempo. A morte de Q. se junta a várias outras minhas mortes, ausências que corroem meus dias e minhas noites. Não pude, como queria, comparecer à cerimônia de sua cremação. Por isso, deixo aqui, neste breve espaço, minha homenagem, modesta, mas sincera, de alguém que ainda trepida atônito sobre uma bicicleta pelos paralelepípedos que forram as ruas do mundo.

Leia mais sobre Luiz Ruffato: um autor fantástico!

Lindo fim de semana!

Curta muito as pessoas que você ama, talvez você ainda tenha tempo!

Beijos.

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Os Sentimentos confiscados

Freitag, 1. November 2013

de Jacqueline Aisenman.

Mais do que sugestivo à uma viagem através de segredos, emoções e reflexões.

Este é o nome do livro que estou esperando com ansiedade, mas como eu ainda não o tenho, venho assim mesmo me embriangando em suas gotas, as quais  nossa querida Jacqueline generosamente nos presenteia por vias digitais. De verdade, escrevo com muito carinho este post sobre e para Jaqueline. Por quê escrevo sobre e para Jacqueline? Apenas porque admiro muito esta escritora e fiquei muito feliz ao conhecê-la pessoalmente na recepção do consulado brasileiro em Londres no último setembro. Jacqueline não titubeia quando a olhamos nos olhos e seu sorriso tem a marca da sinceridade.

Bem, quanto ao seu trabalho como escritora e frente a Revista mais sem Frescura do Mundo – a Varal do Brasil – não me deparo com as palavras para elogiá-la na altura que merece! Posso apenas afirmar que gosto muito do que vejo e leio, pois percebe-se através dos detalhes a seriedade e o talento de Jacqueline.  Por isso mesmo tenho o maior orgulho de compartilhar algo que acabei de „confiscar“ em uma de suas páginas virtuais. Por favor leia, pense, conclua se puder:

„A ESSÊNCIA DA VIDA

Viver. Um conjunto de outros verbos a serem conjugados durante um período indeterminado. Viver é amar, ser amado, deixar de amar, voltar a amar. Sofrer, lutar, abandonar, alcançar. Um amontoado de verbos que se conjugam ao longo do que chamamos existência. Acompanhados de pronomes que nos preenchem: tu, ele, ela, nós, vós, eles. Eu. Viver tem seus adjetivos, advérbios. Vida boa ou má, viver bem ou mal. Viver é simples. Viver é complicado. Viver é tudo o que temos quando não pensamos naquilo que chamamos vida e seguimos, atos, palavras e omissões, em frente. Algumas vezes olhando para trás, noutras sonhando apenas com o que está à frente.
E o que seria o que nos move dentro do viver? O que seria a essência mesmo da vida?
Seria o amor, que move nossos atos, deságua de nós palavras? O amor é causa e consequência de muito o que vivemos. Movidos por ele sonhamos, combatemos medos reais e irreais. Nos entregamos e entregamos tudo de nós. Seria o amor o âmago da vida?
Do nascimento até a morte, eis o que denominamos vida. O espaço que temos para existir entre o momento que respiramos fora do ventre até o instante em que a última respiração nos faz abandonar o corpo. Entre uma respiração e outra, quantos minutos, quantos anos, quantas emoções se passaram? Contamos a idade, mas não contamos as emoções. Contamos as vitórias e as derrotas, mas não contamos as respirações.
Somos passageiros de nosso próprio corpo no dia a dia em que evoluímos, ou pelo menos tentamos evoluir, nesta caminhada, a
vida. Passageiros muitas vezes mais observadores do que ativos personagens. Deixamos a vida passar, olhando para os finais de semana e esquecendo que cada dia que intermeia os finais de semana é o último de nossa vida. Deixamos nossos sonhos e ilusões de um amanhã vago vencer o hoje, única coisa que temos por certa. Permitimos às lembranças e saudades serem maiores e mais importantes do que o hoje.
Seria a esperança a essência da vida? Ou seria apenas mais um dos artefatos que usamos para esquecer o único e exato ponto, o ponto de partida e chegada: nós estamos aqui de passagem, a eternidade não nos pertence neste mundo onde vivemos.
Então seria o que, o que seria a essência da vida?
Seria talvez a morte, o único passadouro comum a todos, levando ao desconhecido, o mesmo desconhecido que aqui nos trouxe?
Todos os dias morremos. Ao dormir, ao finalizar etapas, ao nos desligar daquilo que não é mais necessário. A morte é a essência mesmo da vida. Sem ela e todas as suas facetas, não haveria vida.
Seus fins e seus meios, da vida, não teriam razões. Seria somente uma caminhada vã para lugar algum.
Mas todos os dias morremos. Todos os dias nos despedimos das horas que nos foram oferecidas, das pessoas que amamos, da luz do sol, do brilho da lua, dos sons, das cores, dos odores… E todos os dias seguintes a estes, renascemos.
A vida é um dom. A morte, sua essência. E o renascimento, aqui ou onde o inesperado nos fizer despertar, é a esperança mais pura de um viver eterno.“

Um convite para você de Jacqueline Aisenman!

Também, com muito prazer, compartilho com vocês um convite ao grande evento que Jacqueline com muita competência está organizando com o intuito de oferecer oportunidades à todos os escritores para divulgarem seus trabalhos no contexto europeu. Confira você mesmo todos os detalhes ao clicar no folder ao lado e então ouse participar… você só tem a ganhar!

Beijos e lindo fim de semana!


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Corredores, dobrinhas, sorrisos e claro: livros…

Mittwoch, 16. Oktober 2013

Estive bem acompanhada em Frankfurt, sem dúvida!

em Frankfurt.

Penso sim que eu poderia simplificar minhas impressões sobre a  Feira de livros em Frankfurt com estas quatro palavras em destaque. No entanto não estou segura se estaria sendo correta e não demasiadamente irônica através da minha visão parcial dos acontecimentos.

Sim, queridos e queridas não que minha vida seja apenas uma sucessão de aventuras, mas confesso que depois de Londres por acaso me percebi novamente atrelada à uma nova aventura – desta vez uma doméstica, apartir da qual conclui que depois de treze anos em terras germânicas me sinto segura o bastante para me locomover por aqui dirigindo, inclusive com minhas filhas através das rodovias  A61, 643 e 66 até chegar no centro de Frankfurt e procurar estacionamento nas proximidades da Feira, localizada num colosso de construção, onde através de pátios internos pode e deve locomover-se de micro-ônibus. Com muita sorte e certamente conduzida pelos anjos encontrei diretamente o prédio de estacionamentos, do qual partiam ônibus gratuitos para os pavilhões da feira – aqui pude me encantar com a capacidade de organização dos alemães – tudo funcionando com a precisão de um relógio suíço.

Bem, já dentro dos inúmeros corredores aquecidos dos pavilhões me senti meio tonta com a diversidade de obras em vários idiomas, as quais estavam sendo expostas por representantes dos respectivos países em estandes bem frequentados ou não. As atrações eram muitas, mas sinceramente a que mais me atraiu foi a presenςa do Brasil. Me senti muito orgulhosa e a vontade no pavilhão brasileiro e gostei muito do que vi: muitas pessoas deitadas em redes que nos lembravam um pouco da tranquilidade baiana, outras tantas acomodadas em almofadas de

Eu e Vic entre amigos especiais: Sandra: autora do Minerinha n'Alemanha e Rubens: autor do trilíngue -Schneelöwen

diferentes formatos, talvez lendo pela primeira vez algo mais de Brasil, outros tantos curiosos assistindo imagens belíssimas das nossas diversidades naturais e conhecendo um pouco dos nossos contrastes culturais… enfim me senti muito bem em vivenciar o meu país de forma tão bem representada neste centro cultural no coração europeu, não nos esquecendo das nossas raízes e de todos os problemas herdados de uma colonizaςão de exploração e suas consequências secularizadas através dos governos sucessivos. Problemas este que foram explicitados muito claramente pelo escritor Luiz Ruffato em seu discurso de abertura, o que lhe rendeu muitas críticas negativas – segundo Ele mesmo, o qual  foi encontrado por acaso pela minha querida Sandra e nos permitiu não apenas cumprimentá-lo pela sua coragem em expor internacionalmente nossos problemas mais graves, mas também por seu apelo à mudanças conjunturais e o papel, além da grande responsabilidade, da literatura nesta dinâmica.

Mas sinceramente acabei me esquecendo dos nossos problemas conjunturais quando encontrei o aconchegante estande da Literarte organizado por uma simpatia de pessoa, jornalista e escritora Dyandreia Portugal a qual tive o grande prazer de conhecer pessoalmente nesta sua estadia em Frankfurt. No pequeno, mas lindo espaço organizado por Ela senti-me realmente em casa, a decoração, a alegria e a descontração que dominava àquele ambiente estava contagiante e sem dúvida poderíamos até ter feito uma rodinha de pagode ali se não fosse o aperto dos corredores. Porém, mesmo sem pagode ou cachaςa de Minas estivemos muito felizes embriagadas com o cheiro de livros, muitos livros e sorrisos expontâneos ou simplesmente colocados para as lentes dos fotógrafos profissionais ou não. E quanto às dobrinhas?

Fica por conta de sua imaginação…

Beijos e linda semana ainda!

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Cafuchico – um convite especial!

Mittwoch, 4. September 2013

Beijos e quem sabe nos vemos por lá! Seria um prazer enorme!

Lindo fim de tarde!

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Sementes da primavera de Munique – Simpatia que contamina!

Mittwoch, 28. August 2013

Série Entrevistas:

Parte VI:

Um sabor leve de despedida me assaltou nestes últimos dias. Este sabor meio que melancólico e doce me atraiu hoje de forma irrestível para os teclados e aqui estou eu registrando este sentimento. Me perguntei repetidamente o porque desta sensação triste de despedida até porque não estou indo embora. Não demorei muito para encontrar a resposta. Ela está na atmosfera de outono. O verão se despede discretamente cedendo lugar a um novo ciclo da natureza. Já sinto o ar mais úmido e frio, a colheita nos campos se encerrou, as manhãs e fins de tardes já não estão mais tão iluminadas. Sinto a necessidade de recolhimento. Assim como nos preparamos para o outono, sinto também que hoje estou encerrando esta deliciosa série de entrevistas com fabulosos autores, os quais  tive o imenso prazer de conhecer nesta grandiosa primavera de Munique.

Sim, encerrando, mas  com chave de ouro, pois hoje tenho a honra de compartilhar com vocês algo da pessoa maravilhosa e do trabalho de Evandro Raiz Ribeiro – a própria e inegualável simpatia que contamina!

Sem exageros! O Evandro é uma destas raras pessoas que nos confortam com um sorriso e nos permitem ter a sensação de que se tudo não está em ordem, não há problemas pois ficará em frações de segundos. Na presenςa deste rapaz de traςos fortes e marcantes nos sentimos em seguranςa, em paz! Penso comigo que entendo seu posicionamento frente a vida considerando todos os desafios que o surpreenderam ao longo de sua infância, adolescência e adptação num país tão distante,  tão diferente do nosso – onde as letras me parecem desenhos sem compromisso e as casas de papelão.

Cá comigo tenho  certeza de que Evandro tem segredos na alma, quem sabe nos revelaria alguns deles?

Bem, de qualquer forma algo Ele Já me revelou e me permitiu compartilhar com vocês!

1.Querido Evandro é uma grande honra para mim poder saber mais e sobretudo poder publicar algo sobre seu trabalho no meu blog. Iniciando nossa entrevista, gostaria muito de saber quando e como você se inteirou do “Projeto Adote um Autor”:

O prazer é todo meu Neusa! Acredito que talvez eu tenha sido a primeira pessoa a ouvir sobre o – Projeto adote um Autor – digo isso porque conheci a Alexandra Magalhães Zeiner em Londres em um encontro de escritores no Focus Brasil Reino-Unido. Lá foi uma correria danada, não tivemos tempo para nada e depois participamos em seguida do Press Award, que aconteceu no mesmo local. Não tivemos nem mesmo um tempinho extra para dar uma saída, conhecer as redondezas, almoçar ou jantar. Quando acabou o Press Award, por voltas das 22h30min, fomos, eu , Alexandra, a Márcia Rocha (escritora que veio da Itália) com a filha e um amigo e também a Karina Martinelli a um restaurante em uma esquina próxima ao evento. Logo em seguida, acompanhei a Alexandra até o metrô, ela voltaria para onde estava hospedada e nesse momento ela me falou sobre a ideia de fazer um encontro de escritores na Alemanha e se eu toparia participar do projeto, e dei minha resposta afirmativa imediatamente.

2. E sobre sua experiência de “Autor Adotado”- o que você nos revelaria?

Foi uma experiência muito interessante, não apenas no aspecto financeiro, pois a grande maioria dos autores e artistas que divulgam nossa cultura tem que arcar do próprio bolso com os custos para divulgar o seu trabalho. Iniciativas como esta são de grande valia, pois incentivam o artista a continuar seu trabalho, mostrando que há interesse no que se está fazendo. No aspecto social também foi uma coisa muito legal, pois falando por mim, fui acolhido pelo casal Gebauer, Rosanna e Gunter, os quais foram muito atenciosos e hospitaleiros, me fazendo sentir como se estivesse em meio a minha própria família. Acho que você vai concordar comigo, afinal fomos irmãos adotivos , não é verdade?

3. É verdade! E gostei muito das nossas conversas à mesa saboreando as delícias que nossos pais adotivos nos prepararam com tanto carinho!

Agora, retornando para o „interrogatório“…. Você pode “imaginar  esta experiência” em outros estados ou países? Você participa de alguma associação cultural, a qual nos apoiaria assim como a DBK juntamente com a comunidade brasileira de Munique?

Acho uma ideia interessante e que tem tudo para acontecer. Diretamente não trabalho com nenhuma organização aqui onde moro, mas não acho que seria impossível fazer um encontro desses aqui no Japão. Pelo contrário, acho até muito possível e quem sabe, em um futuro próximo não podemos tornar essa ideia viável?

4.Fale um pouco sobre sua experiência com o público brasileiro. Você se sente em “conexão” com a comunidade brasileira, considerando tantos anos plantado em uma cultura tão diferente da nossa?

Indo a Londres e a Munique, pude conhecer o trabalho que outros autores brasileiros estão fazendo em diversos países e acredito que estão seguindo a direção correta. A minha realidade está mais ligada ao público brasileiro no Japão, e existe uma grande dificuldade de ligação entre essas culturas (brasileira e japonesa) em se falando de literatura, pois o idioma é um grande empecilho. É difícil atrair o público japonês para uma literatura totalmente portuguesa, pois mesmo os estudantes japoneses da língua portuguesa sentem grande dificuldade nesse ponto; e a nossa comunidade apesar de grande, pois mesmo considerada como reduzida conta com duzentos mil membros, ainda está desfalcada de membros bilíngues versados nos dois idiomas a nível literário.

5.Por favor nos “fale” um pouco sobre o “processo de publicação” do seu primeiro livro. O que mais te marcou na pele de um Autor estreante?

O que posso dizer é que foi muito gratificante interagir com o público divulgando meu livro. Foi uma experiência

Não Deixe o Sol Brilhar em Mim

Ficção e verdade!

importante descobrir que as pessoas dão sim importância a um trabalho literário, mesmo as que dizem não ter muita afinidade com o hábito de ler. A grande parte das pessoas com que conversei, demonstraram interesse em saber sobre o processo de se escrever e publicar um livro, mesmo que elas próprias não tivessem nenhuma intenção de experimentar. Além, é claro, da satisfação de ver em seus olhos, um certo ar de admiração ao perceber que não estavam tratando simplesmente com um vendedor de livros e sim com a pessoa que escreveu um. Outro ponto importante, foi a relação com os blogs literários, descobrir que tem muita gente lendo livros no Brasil, em sua grande maioria, jovens que descobriram na leitura uma grande fonte de prazer.

6.Você nos confiaria o seu “sonho de projeto ”?

Meu sonho de Projeto… Na verdade tenho tantas coisas que gostaria de ter tempo disponível para realizar. Mas, tempo é um artigo de luxo, o qual a gente acaba empregando em outras atividades urgentes do dia a dia, e assim, vamos deixando os sonhos em um segundo plano. Mesmo assim, eu gostaria de junto com meus amigos, autores brasileiros espalhados pelo mundo, poder divulgar a nossa literatura e o nosso trabalho em cada localidade em que a nossa comunidade estiver presente. Com projetos iguais ao “Adote um Autor “ e outros trabalhos de apoio, como a publicação em mídias digitais em que estou me interessando no momento, a qual proporciona ao autor iniciante mais oportunidades e facilidades na divulgação de seu trabalho.

Muito obrigada querido Evandro por me permitir publicar esta nossa „conversa“e desejo sinceramente a você todo o sucesso que uma pessoa tão batalhadora como você merece!

Bem… agora você querido leitor, está especialmente convidado  a conhecer mais sobre a pessoa fantástica que o Evandro é e algo mais sobre sua vida privada, sua carreira profissional e sobre o seu trabalho literário – através deste filme  muito especial que acabei de encontrar enquanto buscava o endereco do blog pessoal do Autor: confira, vale a pena!

Evandro no Planeta Brasil – Rede Globo Internacional

Você pode também Clicar em: Blog para saber mais sobre o autor, sua obra, suas experiências, sua trajetória.

Beijos e muita luz sim!

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Sementes da Primavera em Munique – O nosso cineasta!

Samstag, 3. August 2013

Série Entrevistas:

Parte IV:

Zé do Roque, (quase) atualíssimo - fotogrado por Robert Brembeck.

„As aparências enganam aos que odeiam e aos que amam“. Ouvindo esta canção na versão estrondosa de Elis Regina penso no  rapaz de lindos olhos claros que estava sentado do meu lado esquerdo num daqueles dias lindos de sol e de primavera na encantadora capital Bávara.

Sim, aqui estou eu bem aconchegada na tarde de verão, sendo acariciada por uma leve brisa e podendo alcançar com a vista várias vilas vizinhas, as quais se sobrepõem, meio que místicas, na paisagem de campos, bosques e pequenos relevos.  Realmente eu poderia descrever por horas esta paisagem que observo com paixão avassaladora, porém a finalidade deste post é compartilhar com vocês algo sobre o trabalho daquele rapaz de olhos claros, o qual me referi no primeiro parágrafo e que tive o  privilégio de conhecer no I Encontro de Escritores Brasileiros na Baviera. Ele é conhecido no mundo artístico e entre os amigos como Zé do Rock.

Mas, por que eu iniciei este texto com a verdade „as aparências enganam“?

Simplesmente porque ao observar o Zé eu não pude identificar o profissional sensível e sério que Ele é! Mas felizmente tive o privilégio de assistir uma de suas produςões cinematográficas:  Schroeder liegt in Brasilien e me surpreendi positivamente com o nível do seu trabalho. Com muito humor e sutileza Ele nos confronta, através de sua arte, com verdades, mentiras, belezas, feiuras, simplicidades, complexidades –  encarnadas em seus personagens fictícios ou não, mas que além de nos conduzirem à um olhar crítico numa relaςão  superficial entre Brasil/Alemanha nos embalam numa viagem dentro de nós mesmos e nos instigam à indagações sobre nossas próprias concepςões e princípios.

Bem… sem maiores delongas tenho muito prazer em compartilhar com vocês algo mais do Zé – por Ele mesmo e então vocês poderão, com certeza, entender melhor o que estou „falando“ e por favor não me culpem por erros ortográficos, fiz questão de ser fiel a um dos muitos idiomas dominados por meu Entrevistado.

1. Oi Zé, que bom poder publicar algo sobre sua longa e complexa jornada artística no meu blog. Minha primeira curiosidade: como você se interou do “Projeto Adote um Autor”?

eu nao sei, eu sei que eu tava no exterior (do ponto de vista alemao), na áfrica, na ásia ou no brasil. a rosanna me mandou um e-mail perguntando se eu podia participar, e eu dice que sim, uai.

2.Durante o I Encontro de Escritores Brasileiros da Baviera, A DBKV e.V. teve o apoio da comunidade brasileira de Munique e cidades vizinhas. Como você imagina “ esta experiência” em outros estados ou países?

bom, num outro stado da alemanha nao devia ser muito problematico. em outros países depend do país. num país com brasileiro suficiente nao devia ser um problema, num país como a coréia do nort dev ser mais complicado, ja que só tem 7 brasileiro morando la, o pessoal da embaixada. i um dos 7 brasilero é uma russa.

3.Você trabalha junto a alguma associação na região onde você atualmente vive?

eu fazia mais no dbkv, tamem na casa do brasil, mais nos últimos tempos eu tava muito preocupado com a minha própria sobrevivência.

4.Por favor nos “fale” um pouco sobre sua experiência com o público brasileiro-alemão-inglês-etc, considerando que você já viajou por todos os continentes deste planeta. Você poderia nos revelar o que mais te impressionou em suas andanςas?

como brasilero-ingleis? brasilero di orijim inglesa ou brasilero na inglaterra? ou ingleis descendent di brasilero? im jeral o alemao intend mais as minhas piadas ki o brasilero, porkê eu screvo mais pro público alemao ki pro brasilero – eu moro na alemanha, né. mais claro, kem mi intend melhor sao os brasilero na alemanha, afinal elis intendim o ki eu digo pros alemao i o ki eu digo pros brasilero.

Eu acho ki eu vi muita coisa imprecionant, mais eu nao saberia dizer o ke ki foi o MAIS imprecionant. a primera coisa ki mi ocorreu foi a stória im varanasi, ki antigament era conhecido (pelo menos no ocident) como benares. em varanasi ce vai andando pelas ruelas i la vem carregador levando morto pro ganges di todo lugar, o dia intero. chega na marjim, elis keimam o corpo i jogam no rio. por isso a agua do ganges purifica o corpo i a alma dos povos indianos. bom, num hostel cualker da vida ce incontra treis minina finlandesa. i no fim ce sai com elas, entra num bar i ped um banglassi – um pra cada um, 4 ao todo. o lassi é o iogurt, né, i o banglassi é o ki faiz ‚bang!‘ uma das finlandesas nao tava intendendo, i cuando intendeu, falou ki nao, ta louco! eu nao tomo isso nao! bom, os copo cheio ja tavam na mesa, i eu falei, tudo bem, eu tomo o teu tamem. eu ja devia ter percebido ki indu nao brinca im servisso, cuando si trata di pimenta i banglassi. um banglassi era uma boa dosi, mais dois! eu vou te dizer, viu. a india ficou mais irreal ainda do ki ela na realidad ja é! só faltava ver árvori di natal!

5.Como foi o “processo de publicação” do seu primeiro livro? Você teve problemas com o fator “exótico” dos temas que você aborda?

eu sempri mandei uma caxa grand pras editora, dentro era ki nem pastel5, a maior part era ar. só tinha um martini, como aperitivo pro „lektor“ ficar com apetit di le o manuscrito, i o meu manuscrito. eu recebi muinta recusa, ker dizer 19, mais pelo menos as resposta nao vinham depois di vários meses i sim depois di uma ou duas semanas. i as resposta nao eram prontas i sim personalizadas. us „lektor“ dizium ki u meu livru era ingrassadu mais locu dimais pra editora delis. depois di um anu, uma pekena editora di berlin, a edition diá, ki publica tradussaum di livru brasileru i pra cuau eu tinha mandadu us ingridient pruma caipirinha: limaum, assucar i cachassa. u jelu eu preferí num mandar pelu correiu. di cuauker forma elis toparum, eu tamen dici u meu „sim“, daí xegou u lektor di uma editora grand, a Kiepenheuer Leipzig, i dici ki keria fazer u meu livru. eu só tinha dadu u meu sim orau, i podia te puladu fora, legaument num teria sidu um problema, mais eu so um brasileru ki creceu cum a etica protestant i ficou pur issu mesmu. u meu livru saiu, tev mais di 100 crítica, cuazi todas intuziazmada, mais a editora cuazi foi a falência i num tinha mais distribuissaum. i era muintu difíciu incomendar nas livraria, purkê u titlu tava scritu im alemaum foneticu („fom winde ferfeelt“), us jornau muintas veis scriviam erradu, i pra axar u meu nomi skizitu, zé do rock (prucura nu Z, nu D, nu R? – ki porra di nomi é eci???). mais tarde a editora piper ofereceu pra fazer u livru de boussu – uma editora ke tamben tinha recuzadu fazer, nu comessu… pra eles eu continuava locu, mais locu e famozu num tem problema.

6.Qual é o seu “sonho de projeto ”?

uma super-produssaum de hollywood, com scarlett johansson, ke fassa du animau gregário ke é u ser humanu, ke age e pensa em rebanhu, uma populassaum de 7 bilhoes de individualistas.

7.Talvez uma pergunta indiscreta, mas devo fazê-la afinal seu estilo é… sui generis: você já ganhou prêmios literários? Ou tem algum em vista?

Craro:

  • Pfefferbeißer-Satirepreis (2001)
  • Ernst-Hoferichter-Preis (2006) e o
  • Schwabinger Kunstpreis (2010).

i cuarta-feira eu ficu sabendu cuandu eu vo le na competissaum du bachmannpreis, ke é transmitido pelu 3sat (e pelu ORF austríacu). favor votar ni mim.

Aqui estamos todos torcendo muito por você, querido Zé e muito obrigada por nos permitir conhecer um pouco do seu trabalho e de sua arte!

de nada, mossa…

banoit

Finalizando: querido Zé -Estou certa que muitos leitores ficarão muito felizes em „conhecer“você! E aproveitando a oportunidade gostaria também que apreciássemos juntos este fabuloso trabalho do nosso fantástico Dominguinhos:

Para você saber mais sobre o Zé do Rock, clique em:

Seu site pessoal

Terra Gaga

Zé em Wikipedia

Nomeaςão atual

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Sementes da Primavera em Munique

Montag, 15. Juli 2013

Série: Entrevistas

Parte II

Destino Mundo: novas perspectivas, novos desafios para e por Jacilene Brataas

Numa destas lindas e raras tardes de sol, onde posso sentar-me sem culpa e frio na sacada do meu apartamento, sinto-me inspirada e motivada a compartilhar com vocês algo do trabalho e das experiências de vida de uma Autora Brasileira cuja simpatia nos proporciona uma sensação de bem-estar e bastante conforto quando estamos próximos a Ela: seu nome é Jacilene Brataas.

Me deparei com Jacilene já no corredor da ante-sala da „Einewelthaus“, onde nos Encontramos em Maio na Primavera de Munique. Me sentindo meio apressada, perdida e ansiosa pela expectativa do Evento que estava prestes a começar, observei – ao terminar de subir os degraus que me levavam ao segundo andar da Casa -uma linda Mulher, sentada confortavelmente à mesinha de espera. Notei que Ela se vestia elegantemente e tinha um corte de cabelo que lhe caia perfeitamente, pois deixava sobressair seus traços finos e seu sorriso contagiante. De qualquer forma sua recepção expontânea me permitiu rápido sentir-me em casa, embora soubesse que Ela não era a dona da casa, mas assim como eu também uma hóspede. A verdade é que não me importei com este detalhe e fui tratando de enterar-me de sua conversa e contagiar-me por sua paz.

Este foi meu primeiro contato com Jacilene Brataas. Um feliz começo para outras trocas de experiências e energias positivas – outro marco do I Encontro de Escritores Brasileiros na Baviera.

Fiquei muito feliz por Jacilene ter aceito meu convite para expor seus pontos-de-vistas e algo do seu trabalho aqui no meu espaço e espero muito que vocês sintam tanto prazer em conhecê-la (ao menos virtualmente) quanto eu tive ao conhecê-la pessoalmente e posteriormente ouvi-la falando sobre os desafios que enfrentou ao optar pela condição de „Cidadã-do-Mundo“.

Agora exlusivamente aqui algo mais de Jacilene pela própria Jacilene-confira suas respostas para os meus questionamentos e intere-se sobre suas experiências e projetos:

1.Querida Jacilene é um grande prazer para mim publicar esta nossa „conversa“ sobre seu trabalho no meu blog!

Em primeiro lugar eu gostaria de saber quando você ouviu falar do “Projeto Adote um Autor” e como foi sua experiência de adoção.

Eu fui informada sobre o projeto através da Alexandra Zeiner e tive a melhor experiência que uma pessoa poderia ter. A pessoa que nos acolheu – Sra. Severina Föll foi de um carinho e atenção que fez da experiência uma bela lembrança, assim como o evento literário em si.

2.Como sabemos durante o I Encontro de Escritores Brasileiros da Baviera, a DBKV e.V. teve o apoio da comunidade brasileira de Munique e cidades vizinhas. Você pode imaginar esta “experiência” em outros estados ou países? Você trabalha junto a alguma associação no país ou região onde você vive atualmente?

Vejo como uma experiência muito enriquecedora, e porque não dizer prática, já que reduz os gastos dos escritores em participações a eventos literários. Especialmente quando incluem viagens para o exterior. E um intercâmbio cultural maravilhoso! Sim, vejo absolutamente algo que podemos apresentar em todos os lugares possíveis. Inclusive minha região, embora a maior concentração de brasileiros seja em Oslo. Eu trabalho junto a uma associação do norte da Noruega chamada Associação Brasileira de Tromsoe.

3.Por favor, nos fale um pouco sobre sua experiência com o público norueguês. Considerando que há anos você vive  neste país escandinavo, você se considera uma norueguesa?

Me considero bem integrada, realizada e aceita aqui, embora nunca venha a me sentir escandinava. Nunca serei vista pelos escandinavos tampouco como escandinava. Como emigrante temos que tentar nos integrar a cultura onde vivemos, sem assimilá-la. Ou seja, integrar-nos sem perder nossa identidade. Processo nem sempre fácil. Tenho encontrado pessoas muito boas aqui. As preconceituosas estão sempre presentes também. Mas vejo isso como uma característica do ser humano. Temos todos preconceitos. Eles são simplesmente diferentes. Mas com um pouco de compreensão e tolerância, podemos viver melhor.

4.E sobre sua relação com o Brasil, como está depois de tantos anos de “Estrada”?

Minha relação com o Brasil é de uma brasileira que ama seu país, mas com visão um tanto racional também. Vejo os lados bons e ruins de meu país, apreciando o que há de bom, sem exagerar no nacionalismo.

5.Agora, uma curiosidade minha: você se considera realmente uma Cidadã do Mundo?

Sim, me sinto completamente cidadã do mundo. Vivo aqui agora, mas posso ir para outro país sem problemas, mas não desejo mais morar em um país onde tenha que aprender o idioma. Este é um processo que exige enormemente de um ser humano. Uma coisa é aprender um idioma pela diversão. Outra é se sentir obrigado a aprendê-lo para não se sentir excluída de uma sociedade.

6.Por favor, nos revele como foi o “processo de publicação” do seu primeiro livro:

Achei difícil por não saber por onde começar. Não ter tido uma boa equipe na edição do primeiro livro foi também um problema. E o alto custo para se editar uma obra e dificuldade de encontrar canais de divulgação para a mesma também foi um trabalho enorme. Ou seja, foi desgastante, tenho que admitir.

7.Qual é o seu maior desafio atualmente?

Encontrar editoras interessadas em editar minhas obras.

Concluindo só posso agradecer você – querida Jacilene por sua atenção e por disponibilizar seu precioso tempo para nos permitir conhecer algo mais de você e de seus projetos. Foi um grande prazer, de certa forma, reencontrá-la!

Abaixo  você encontra outras informações preciosas sobre os trabalhos da Escritora Jacilene Brataas:

Link REBRA – Rede de Escritoras Brasileiras

Aqui Sua página pessoal

Beijos.

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