Artikel-Schlagworte: „Literatura da Diáspora“

Destino… louco destino!

Sonntag, 8. Juli 2018

São as almas,

atentas,

calmas,

sedentas,

desiludidas,

no alento,

da travessia da vida…

 

Esta vida tão cinza,

no contraste da beleza,

das cores, dos sorrisos,

das dores,

de tantas almas vazias,

do sofrimento,

da falta de acalento,

de buscas fúteis,

através da travessia

desta vida.

 

Beijos e

linda semana apesar de

todos dos pesares!

Share This:

Caipiríssima em Londres

Mittwoch, 25. September 2013

Londres – surpreendentemente ensolarada e colorida!

Sim, caipiríssima e sem exagero, fui conhecer na última semana um pouco da capital inglesa por três causas muito importantes:,

  • Para participar de um evento muito interessante, o  Encontro Mundial de Escritores Brasileiros – promovido pela Fundação Focus Brasil e sob a coordenação da nossa queridíssima  Professora Else Vieira
  • Para conhecer algo desta grande e super charmosa cidade européia, a qual, voando se localiza há apenas ca de 40 minutos do meu município;
  • Para superar o meu medo do idioma e de tudo que envolve uma cultura estrangeira.

O resultado desta minha aventura,   posso considerar como altamente positivo, mas para incentivar meus queridos leitores a se aventurarem pelo mundo eu não poderia deixar de escrever sobre minhas gafes londrinas.

  1. Meus pequenos problemas começaram mesmo no pequeno aeroporto Frankfurt-Hahn de onde voei para  Londres Stansted. Não atendendo aos conselhos de meu viajado príncipe, levei comigo tudo o que tinha e gosto para compor uma certa maquiagem, além de tubos completos de creme, pasta de dentes, etc. Se até quinta feira, eu tive sorte conseguindo transportar tudo em diferentes partes da bagagem, alí o funcionário estatal foi implacável comigo e como eu não tinha mais tempo para comprar sacos de pláticos erméticos – só fiquei com a opção de salvar meus 100 ml do Chanel 16. Tudo o mais foi pro lixo. Por experiência própria,  apartir daquela manhã de quinta, na bagagem de mão apenas pequenos tubos (até 100 ml) fechados em saquinhos erméticos, os quais são vendidos nos aeroportos. Na volta, eu comprei alguns por 1 libra para poder trazer os poucos cosmésticos que comprei, assim que cheguei em Stansted, pelo olho da cara, antes mesmo de tomar o ônibus para Londres, afinal como se sente uma mulher sem um brilho nos lábios e uma gota de make-up no rosto?
  2. Outro problema? Logicamente sobre o meu precário inglês, não preciso fazer nenhuma observação, mas a maioria dos ingleses ou imigrantes que encontrei e vivem em Londres foram bastante simpáticos comigo,tentaram me esclarecer todas as dúvidas, o problema é que não arriscam mesmo nenhuma palavra em português, espanhol, italiano ou alemão – Eles falam exclusivamente  inglês, alguns mais atenciosas gesticulam com as  mãos indicando o caminho.
  3. Não adquirindo ainda o hábito dos alemães de estudarem muito sobre um país antes de conhecê-lo fui para Londres disposta a aprender tudo na prática mesmo, inclusive a reconhecer as moedas pelo seu tamanho e peso. Levei um susto quando não percebi um 2 bem grande em uma moeda que pensei valessem 2 Libras. Ali estava

    Secular e atraente: Big-Ben ao fundo.

    escrito com letras minúsculas two Pounds, ou seja não se lê libras nas moedas, na verdade nem nas notas,  se vê apenas o símbolo que todos nós lemos rapidamente como libras esterlinas, mas o nome mais popular para a moeda inglesa por aqui é Pound.

  4. O trânsito? Realmente tudo ao contrário. Que felicidade a minha por não ter que dirigir nem um minuto naquele caos de taxis pretos e ônibus vermelhos. Minha vontade de andar num ônibus deste foi enorme, mas na minha ignorância não me arrisquei a comprar um bilhete e parar num dos subúrbios de Londres, mais pelo receio de ter que pagar um taxi de volta para o centro do que propriamente medo de assalto ou coisa parecida.
  5. Minha dificuldade em localizar-me geograficamente, mesmo com um mapa nas mãos me imprimiram calos nos pés e uma canseira interminável porque sempre tomei a direção contrária da correta. Assim para encontrar o pa-

    Praςa Trafalgar Square – linda e movimentada!

    lácio de Backingham, o qual localiza-se bem próximo da Estação Victoria levei talvez uma hora. Não que eu seja realmente fã da família real inglesa, mas eu queria aproveitar minhas últimas horas e ver algo turístico. Lá encontrei uma multidão de pessoas de várias nacionalidades se comprimindo para tirar uma foto da troca de guardas. Eu, com muito sacrifício vi de longe os rapazes de jaqueta vermelha e chapéu esquisito preto com àquela sempre seriedade de estátua.

Na verdade, se eu fosse escrever sobre detalhes e todas as  minhas gafes em Londres este post seria longo e cansativo demais. Assim vou conclui-lo, mas sem deixar de citar a existência de um Restaurante brasileiro também  nas proximidades da estação. Alí, entre minhas andanças, atraida pela bandeira verde-amarela e cheia de esperança por ouvir um pouco de português, tomei uma cerveja e conheci rapazes muito gentis – os quais me deram dicas para chegar pontualmente no outro dia na Trafalguar Square, onde localiza-se o Consulado brasileiro – onde tive o prazer de encontrar outros brasileiros simpáticos e empolgados com a arte literária e mergulhados  em sonhos, poesia e um Mundo Melhor para todos os habitantes deste planeta.

Beijos e muitas aventuras positivas!

Share This:

I Encontro Mundial de Escritores Brasileiros

Samstag, 21. September 2013

"O Brasil não conhece o Brasil..."

Setembro em  Londres 2013.

Que sensação deliciosa a de ter estado presente de corpo e alma num Encontro fantástico não apenas de pessoas físicas, mas para a minha agradável surpresa também num Encontro de Almas. Sinto muito mesmo pelos autores que não puderam, por diferentes motivos, comparecer.  As doze horas (no mínimo) que estive  no consulado do Brasil em Londres valeram – cada segundo – a pena! Encontrei lindos autores, dos quais alguns já conhecia virtualmente ou não e outros que tive o prazer enorme de conhecer  porque a nossa querida Professora Else Vieira e sua equipe foram implacáveis na distribuição dos minutos, dando oportunidade a todos os presentes de se apresentarem e contarem algo de seus trabalhos e projetos. Por isso também gostaria de agradecer muito, pois se o tempo não fosse quase democraticamente distribuido a metade das pessoas maravilhosas que estavam na pequena, mas confortável sala do consulado não teria oportunidade de se apresentarem, o que seria uma grande pena já que todos têm projetos literários e respectivos de uma importancia muito grande! Não quero citar nomes para  não correr o erro de ser injusta com ninguém.  De verdade, estou impressionada com meus compatriotas por estarem empenhados, entre outras questões, a de mostrarem pro mundo que o Brasil não é apenas samba e futebol. O Brasil é tanto mais! Estamos coesos que amamos samba e futebol, mas os tabus que nos amarram enquanto brasileiros no exterior de que o Brasil é apenas samba e futebol nos incomoda a todos. O Brasil é tanto mais que uma mulata de verde e amarelo danςando samba e um passista fazendo malabarismo no sambódromo – o que eu particularmente acho lindo, mas por favor, tenham olhos e coração para um Brasil que trabalha, para pessoas comuns que enfrentam todos os dias no trabalho temperaturas de trinta a quarenta graus e suas dificuladades em driblar o saldo negativo do cheque especial ou o débito horroroso do cartão de crédito. Tenham olhos para a injustiςa social que bate em nossos coraςões verde/amarelo.

Eu estive sim no coração de Londres, mas sem glamour. Contudo me senti bem porque num espaço pequeno, mas limpo do meu hotel nas proximidades da estação Victoria quando voltei da Trafalgar Square, me senti aconchegada por almas paralelas que sonham como eu com um Mundo melhor, além de fronteiras físicas entre países ou continentes. Almas que sonham com um Brasil sem o contraste vergonhoso entre extremos ricos e extremos pobres.

Não pude diretamente compartilhar fotos, pois não tive o cabo para o meu telefone, nem pude compartilhar nada através do facebook ou google +, pois me exigiram uma série de formalidades para eu provar que eu era eu mesma – até tentei, mas desisti porque estava muito cansada. Assim resolvi aproveitar este meu espaço, o qual  me pareceu privado – sim, são as contradições da tecnologia – as vezes você pode estar „perto“ e as vezes muito „longe“, afinal nem sempre as mídias, as máquinas rompem barreiras até porque Elas não te reconhecem. Sabe quem te reconhece? Apenas as pessoas que já olharam em seus olhos e tiveram a possibilidade de observar suas mãos trêmulas num momento complicado, apenas as pessoas que realmente gostam de você.

Boa noite!

Beijos e uma semana espetacular!

Share This:

Londres e seu charme me aguardam!

Dienstag, 17. September 2013

"...Desde que o vento me opõe resistência velejo com todos os ventos."

Logicamente com bastante expectativa estive hoje medindo a minha pequena bagagem de mão – segundo a companhia aérea as medidas não podem exceder a 55 cm x 40 cm x 20 cm e o peso absolutamente restrito a 10 kg. Esta foi a minha menor preocupação já que minha estadia na charmosa capital britânica se restringe a dois dias. Infelizmente minha pequena mala ainda  está vazia, mas minha apresentação em power point no espaςo que será  gentilmente cedido para mim no I Encontro Mundial de Escritores Brasileiros está devagar tomando silhueta. Difícil é se ater a doze minutos,  considerando tanto a explicitar e sobretudo meu próprio entusiasmo em apresentar para convidados tão interessantes e intelectualizados o meu livro. Sim,  O Paraíso sem Bananas está viajando para Londres para juntar-se à outras tantas obras artísticas e literárias sensacionais reunidas num grande evento denominado Focus Brasil. Sem dúvida, uma grande oportunidade para brasileiros espalhados por todo o mundo para divulgarem seus trabalhos e compartilharem de uma miscelânia apetitosa de prosa, poesia, crônica, relatos, fatos, imagens, indagações, afirmações, mundos de verdades e de mentiras.

Como eu me interei deste interessante Encontro até é fácil esclarecer, mas o porque realmente me senti interessada por Ele – não sei. Abandonar minhas responsabilidades, minha família, meus coelhos, minha pequena e aconchegante Mermuth  não é simples. No entanto a aventura que o desconhecido significa me atrai terminantemente. Espiar outras esquinas, ouvir outros sons, sentir outros cheiros, ler outras placas me impulsionam algumas vezes ao caos emocioanal, mas me fortalecem na busca do meu aperfeiçoamento individual enquanto pessoa do Mundo. Talvez exatamente esta necessidade de ir além das fronteiras, combinada com as possibilidades do destino, me tirou do magnetismo das montanhas de Minas Gerais. Hoje estou aqui plantada em território germânico, mas dentro das possibilidades em conexão com o mundo, com o universo. Contudo minha aventura Londrina esteve por várias vezes quase comprometida até que minha participação neste grande evento fosse oficialmente confirmada e até vinte quatro horas atrás estive me questionando se deveria voar ou não, pois me procurando na agenda de trabalho do dia 20 não me encontrei, automaticamente não teria mais compromisso com o Evento. Mas, de novo procurei averiguar o porquê da minha ausência e fui atendida por duas grandes  Pessoas e Profissionais – Sônia, escritora e diretora da ACIMA e professora Else Vieira, também escritora e principal responsável pela organização do Encontro. Me senti hoje com a necessidade de agradecê-las publicamente pelo apoio e carinho que me dispensaram ao tomarem conhecimento da não inclusão oficial do meu nome na agenda e publicidade on-line. Para mim o ocorrido significou mais uma oportunidade de apredizagem, tolerância e a constatação de que estarei em breve conhecendo pessoalmente outras Pessoas bastante especiais, principalmente Sônia e Professora Else. Me alegro agora por poder passar algumas horas em Londres, vivenciar na pele seu charme e mistério! Me alegro em conhecer tantos brasileiros envolvidos e entusiasmados por nosso idioma, nossa cultura, nossos contrastes! Me alegro por apresentar meu trabalho num Ilha tão interessante! Me alegro por mais esta oportunidade de aprendizagem e crescimento!

Beijos, até mais

e provavelmente meu próximo post terá como título: Uma caipira em Londres.

Share This: