Artikel-Schlagworte: „Literatura“

Das Leben – A Vida

Sonntag, 10. Januar 2016

cropped-IMG_2441.jpg“ Hat dir einen Garten anvertraut, und das ist dein Geist. Du bist der Gärtner. Hier in diesem Geist säst du den Samen, hütest die Pflanzen und erntest tagtäglich die Früchte. Kleinkarierte Gedanken produzieren keine saftigen Kirschen, sondern lediglich harte, frustierend fad schmeckende Bohnen…“

„A vida te confiou um jardim, e ele é o seu espírito. Você é o jardineiro. Aqui em seu jardim você distribui as sementes, cuida das plantas e colhe diariamente os frutos. Pensamentos mesquinhos não produzem cerejas suculentas, senão duros frustantes e amargos feijões…“

Tradução livre

Fragmento do livro SeelenGevögelt – Manisfest für das Leben (Manifestação pela vida) de Veit Lindau

 

Beijos!

Linda semana!

 

 

 

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Uma mensagem

Montag, 14. Dezember 2015

SAM_1933

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Os Sentimentos confiscados

Freitag, 1. November 2013

de Jacqueline Aisenman.

Mais do que sugestivo à uma viagem através de segredos, emoções e reflexões.

Este é o nome do livro que estou esperando com ansiedade, mas como eu ainda não o tenho, venho assim mesmo me embriangando em suas gotas, as quais  nossa querida Jacqueline generosamente nos presenteia por vias digitais. De verdade, escrevo com muito carinho este post sobre e para Jaqueline. Por quê escrevo sobre e para Jacqueline? Apenas porque admiro muito esta escritora e fiquei muito feliz ao conhecê-la pessoalmente na recepção do consulado brasileiro em Londres no último setembro. Jacqueline não titubeia quando a olhamos nos olhos e seu sorriso tem a marca da sinceridade.

Bem, quanto ao seu trabalho como escritora e frente a Revista mais sem Frescura do Mundo – a Varal do Brasil – não me deparo com as palavras para elogiá-la na altura que merece! Posso apenas afirmar que gosto muito do que vejo e leio, pois percebe-se através dos detalhes a seriedade e o talento de Jacqueline.  Por isso mesmo tenho o maior orgulho de compartilhar algo que acabei de „confiscar“ em uma de suas páginas virtuais. Por favor leia, pense, conclua se puder:

„A ESSÊNCIA DA VIDA

Viver. Um conjunto de outros verbos a serem conjugados durante um período indeterminado. Viver é amar, ser amado, deixar de amar, voltar a amar. Sofrer, lutar, abandonar, alcançar. Um amontoado de verbos que se conjugam ao longo do que chamamos existência. Acompanhados de pronomes que nos preenchem: tu, ele, ela, nós, vós, eles. Eu. Viver tem seus adjetivos, advérbios. Vida boa ou má, viver bem ou mal. Viver é simples. Viver é complicado. Viver é tudo o que temos quando não pensamos naquilo que chamamos vida e seguimos, atos, palavras e omissões, em frente. Algumas vezes olhando para trás, noutras sonhando apenas com o que está à frente.
E o que seria o que nos move dentro do viver? O que seria a essência mesmo da vida?
Seria o amor, que move nossos atos, deságua de nós palavras? O amor é causa e consequência de muito o que vivemos. Movidos por ele sonhamos, combatemos medos reais e irreais. Nos entregamos e entregamos tudo de nós. Seria o amor o âmago da vida?
Do nascimento até a morte, eis o que denominamos vida. O espaço que temos para existir entre o momento que respiramos fora do ventre até o instante em que a última respiração nos faz abandonar o corpo. Entre uma respiração e outra, quantos minutos, quantos anos, quantas emoções se passaram? Contamos a idade, mas não contamos as emoções. Contamos as vitórias e as derrotas, mas não contamos as respirações.
Somos passageiros de nosso próprio corpo no dia a dia em que evoluímos, ou pelo menos tentamos evoluir, nesta caminhada, a
vida. Passageiros muitas vezes mais observadores do que ativos personagens. Deixamos a vida passar, olhando para os finais de semana e esquecendo que cada dia que intermeia os finais de semana é o último de nossa vida. Deixamos nossos sonhos e ilusões de um amanhã vago vencer o hoje, única coisa que temos por certa. Permitimos às lembranças e saudades serem maiores e mais importantes do que o hoje.
Seria a esperança a essência da vida? Ou seria apenas mais um dos artefatos que usamos para esquecer o único e exato ponto, o ponto de partida e chegada: nós estamos aqui de passagem, a eternidade não nos pertence neste mundo onde vivemos.
Então seria o que, o que seria a essência da vida?
Seria talvez a morte, o único passadouro comum a todos, levando ao desconhecido, o mesmo desconhecido que aqui nos trouxe?
Todos os dias morremos. Ao dormir, ao finalizar etapas, ao nos desligar daquilo que não é mais necessário. A morte é a essência mesmo da vida. Sem ela e todas as suas facetas, não haveria vida.
Seus fins e seus meios, da vida, não teriam razões. Seria somente uma caminhada vã para lugar algum.
Mas todos os dias morremos. Todos os dias nos despedimos das horas que nos foram oferecidas, das pessoas que amamos, da luz do sol, do brilho da lua, dos sons, das cores, dos odores… E todos os dias seguintes a estes, renascemos.
A vida é um dom. A morte, sua essência. E o renascimento, aqui ou onde o inesperado nos fizer despertar, é a esperança mais pura de um viver eterno.“

Um convite para você de Jacqueline Aisenman!

Também, com muito prazer, compartilho com vocês um convite ao grande evento que Jacqueline com muita competência está organizando com o intuito de oferecer oportunidades à todos os escritores para divulgarem seus trabalhos no contexto europeu. Confira você mesmo todos os detalhes ao clicar no folder ao lado e então ouse participar… você só tem a ganhar!

Beijos e lindo fim de semana!


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Primavera em Munique

Sonntag, 23. Juni 2013

"Primavera em Munique - sementes foram plantadas"

Não uma Primavera qualquer, não mais „apenas“ uma primavera, mas  „nesta“ primavera na capital Bávara – a qual além do seu charme e todos os encantos, nos descortina gentilmente uma  cadeia de Montanhas muito convidativa ao passeio, à intimidade com os Elementos, à reflexao e à poesia  – os Alpes – fascínio arrebatador!

Nesta primavera nós, alguns dos muitos escritores brasileiros que encontram-se espalhados pelos cinco continentes, fomos recebidos gentilmente em Munique para um Encontro muito especial, para o I Encontro de Escritores Brasileiros na Baviera, o qual apenas pôde ser realizado porque tivemos o apoio de várias entidades dedicadas à divulgação do Idioma Português e da nossa Cultura. Entre estas instituições, tenho que destacar a DBKV ou a Associação Cultural Teuto-Brasileira, a qual em vinte e cinco anos de existência é uma presença marcante em terras germânicas para o reconhecimento e divulgação de todas as expressões literárias e artísticas envoltas nas cores verde-amarela. Assim, eu gostaria de mais uma vez em nome de todos os meus colegas agradecer o incentivo incondicional que recebemos da presidente da DBKV: Rosanna Ferrarezi-Gebauer, da vice-presidente: Mary Lopes S. Kling e todos os membros e associados desta maravilhosa instituição cultural.

Com este post eu gostaria também de compartilhar com vocês que estarei publicando, com muito prazer e orgulho, algo mais sobre os trabalhos e projetos de alguns  Autores que vivenciaram comigo a „primavera em Munique“, além de uma breve entrevista sobre suas experiências pessoais a partir do lanςamento do projeto „Adote um autor“.  Nossas famílias adotivas também serão alvo da minha curiosade em saber o que representou para Elas o desafio de abrirem as portas de suas casas para  pessoas com as quais haviam se sintonizado apenas através das palavras escritas.

Naturalmente bem acompanhada da doce corujinha - mascote do nosso Projeto.

A autora e coordenadora  do projeto „Adote um Autor „: Alexandra Magalhães Zeiner será a minha primeira entrevistada.

Bem, me resta apenas tentar  proporcionar  muita informação, diálogo e que eu possa de certa forma, através do meu canal virtual, respaldar à  todos os  ousados fazedores de literatura e arte e que encontram-se em todas as formas de expressão apesar de estarem espalhados por todos os cantos do planeta!

Linda semana!

Beijos.



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Não era Primeiro de Abril

Sonntag, 9. Juni 2013

O Diário de uma Ex-paciente.

Um título para um livro, um tema em homenagem à vida! Nada mais que o trabalho de uma jovem pessoa, uma jovem profissional, um anjo jovem – Karina Martinelli.

Que privilégio poder ter conhecido Karina em Munique! Ela me surpreendeu realmente com sua leveza nos atos e seu sorriso estupendo! Eu, de certa forma já a conhecia, pois trocamos antes do nosso Encontro muitas mensagens, recados, impressões, mas ao vê-la pessoalmente correndo pelos corredores da „Einewelthaus“me deparei com uma mocinha cheia de entusiasmo pelas pessoas e pela vida.

No entanto, minha surpresa maior ainda estava por vir! Eu estava curiosa para conhecer o trabalho literário de Karina e na primeira oportunidade pedi à Ela para mostrar-me seu livro. Quase imediatamente ele estava em minhas mãos. Um lindo exemplar do Não era Primeiro de Abril. Ao ler este título eu pensei que talvez se tratasse de um romance ou crime. No entanto concentrando-me no seu subtítulo: O Diário de Uma Ex-Paciente, imaginei algo biográfico.

Apenas não pude acreditar que este livro tratava-se de uma experiência muito impressionante na vida da própria Karina e sua travessia da morte para a vida quando, com  apenas vinte e cinco anos, deparou-se com o câncer.  A  forma como Ela se relacionou com seu  tumor me tocou de tal forma que eu não poderia deixar de compartilhar com vocês este trabalho de Karina – um livro que deveria ser lido por todos, pois refere-se à uma lição de extrema coragem e respeito perante à vida, à morte, às pessoas.

Abaixo transcrevo algo de uma das muitas passagens exepcionais do Não era Primeiro de Abril:

Meus

I

Andei por tantos lugares.

Em tempos diferentes.

Fui Otelo, Eurípedes.

Dionísio, Ícaro.

Brinquei de Manuel Bandeira.

Virei Fernando Pessoa.

Transformei-me em Kafka.

Busquei Hesse.

Tropecei em Drummond.

Ri com Stanislaw.

Chorei Pessoa.

Celebrei Ubaldo.

Priorizei-me a Sartre.

Descobri Veríssimo.

Cobri Ubaldo.

Fugi de Lord Byron.

Corri de Camilo Castelo Branco.

Entorpeci-me de Castro Alves.

Procurei Eça de Queiroz.

Perdi-me em Camões.

Encontrei Jostein Gaardner.

Adorei Moore.

Fiz-me Assis.

Emergi Lispector.

Apaixonei-me por Vinícius.

Entreguei-me a Chico.

Rendi-me a Reis.

Devorei Rita.

Amei Anas e Adrianas.

Quis Peter.

Desejei Tom.

Prometi Cazuza.

II

Fui Equilibrista e desequilibrada.

Perdi minhas asas, ganhei novas.

Corri mais que o vento.

E fiquei imóvel descalςa sobre as brasas.

Cai de penhascos, cavei abismos e me joguei na vida.

Fui heroína, princesa, dama.

A mais feia da corte, a mais bela da taverna.

Salvei o vilão e vinguei o mocinho.

Lutei em guerras.

Joguei fora as rosas.

Funcionei em disritmia.

Virei bandoleira com caraςão cigano.

Conquistei me corpo.

Fui índio, planta e criança perdida.

Fui maior abandonada.

Voltei da Terra do Nunca.

Tornei-me bedel, juiz.

FELIZ.

Fui porta estandarte, pierrô e alecrim.

Fui sempre de mim.

Perdoei, pequei.

Teci retalhos em forma de retratos.

Fui viajante e poeta.

Ardi em terror e amor.

Ignorei a correria da cidade

encarei a mortalidade.

Lutei com leões.

Fugi de prisões.

Toquei piano e violão.

Dancei sapateado e balé.

Pintei, bordei, criei.

Fiz samba e amor até mais tarde.

III

Sou sonhadora.

Sou malandro.

Achei meu jeito e amar.

Mas não parei de procurar.

Vou continuar.

Vou amar, vou sonhar, vou sofrer, vou chorar.

Vou fingir, vou atuar, vou intensificar, vou priorizar.

Só não vou mais esperar.

Obrigada querida Karina por estar conosco!

Beijos

Ps.: Contato com a autora Karina Martinelli através da Editora in house



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Um amor de projeto

Dienstag, 19. Februar 2013

Projeto Adote um(a) Autor(a)

Este projeto será apresentado oficialmente durante o „I Encontro de escritores na Baviera“. Uma experiência literária que permitirá o contato entre a comunidade alemã e artistas brasileiros, troca de informações de escritores, residentes e nativos.

Com a intenção de proporcionar um envolvimento maior entre as comunidades brasileiras no exterior, o projeto será um plano piloto internacional, no qual a DBKV e. V. convidará seus associados e amigos a participarem ativamente, propondo que “adotem” um(a) autor(a).

Por ser esse o primeiro projeto, apenas os participantes associados terão a possiblidade de se hospedarem em casa de famílias nativas o que auxiliará o orçamento dos convidados. Este projeto tem como um dos objetivos minimizar gastos durante eventos literários, onde autores farão exposições de seus trabalhos. A divulgação do projeto será realizada junto à(s) associação(ções), na qual cada autor trabalha em conjunto, permitindo assim um trabalho duradouro de incentivo mútuo em sua região e país.

Todas as informações competentemente organizadas, você encontra aqui: Adote um Autor

Muito obrigada à Rosanna, Alexandra e à toda equipe organizadora, assim como aos apoiadores deste novo e ousado projeto em prol da divulgaςão da nossa língua e do nosso jeito brasileiro de ser – que seja  Ele em qualquer parte do Mundo!

Beijos.

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Leões de Neve

Sonntag, 3. Februar 2013

Era uma vez uma ovelha que se considerava muito sábia para se submeter à monotomia dos afazeres domésticos por toda a sua vida. Assim Ela decidiu-se fugir e viver sozinha. Se passaram muitos dias até Ela chegou em um vale coberto com grama verde e onde corria água fresca.

Depois de alguns dias Ela percebeu que nas proximidades daquele lindo vale vivia uma matilha de lobos. Os quais de vez em quando invadiam o vale em busca de caςa.

A ovelha, muito inteligente, para sobreviver resolveu esconder-se dos lobos, tão bem quanto pôde. Então chegou o inverno e com ele chegou no vale a neve. A ovelha pensou por muito tempo e concluiu que não gostaria de passar o resto de seus dias escondida e elaborou uma estratégia: na entrada do vale Ela esculpiu vários leões de neve.

Os lobos ao observarem os leões não se atreveram mais a frequentarem o vale. Os dias passaram e a sábia ovelha não se lembrava mais dos lobos . Um dia, porém, ao acordar percebeu-se no meio da matilha.O sol da primavera havia derretido os leões.

Moral:  Apenas ter ideias boas não basta. Estruturas sólidas são necessárias para que a primeira mudanςa de tempo não abale os alicerces.

Esta é uma das várias fábulas que compõem o fantástico trabalho de um amigo muito especial – Rubens dos Santos. No livro intitulado Schneelöwen (Leões de Neve) Ele reuniu algumas das fábulas que Ele mesmo criou e cujos ensinamentos nos fazem repensar nossos mais profundos valores e verdades.

Parabéns querido Rubens por sua grande performance e obrigada por compartilhar conosco sua experiência de vida de uma forma tão sutil, crítica e ao mesmo tempo poética, além de nos fornecer um material didático muito rico e em três idiomas.

Beijos e muito sucesso!

Aqui uma das páginas de contato do Rubens: www.rubens-klein.com

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A Escuridão/outras facetas

Montag, 19. März 2012

Ter anos significa também a possibilidade de ter lembranςas.

A segunda-feira comecou numa tranquilidade fora do comum… O relógio não despertou como deveria, mas eu não perdi a hora, na verdade muito antes das 5 eu já estava acordada – não em consêquencia de uma insônia, mas sim porque ontem após colocar Laura na cama, cerca de 20 horas, eu mesma já estava dormindo no sofá. O fim de semana foi de muito trabalho e extremamente produtivo. Além de ter comeςado  com a faxina de primavera – os dias estão de novo, graςas a Deus, bem claros e quando temos sorte até ensolarados – então se percebem todas as teias de aranhas e também as marcas do inverno nas janelas e portas. Para compensar este tipo de trabalho que ocupou a minha sexta, no sábado fiquei muito contente ao poder fazer algo diferente – tivemos aqui em Mermuth, „O dia da Comunidade/Município (Gemeindetag)“ – um acontecimento promovido ao menos uma vez por ano em todas as vilas,cujo objetivo é reunir um bom número de moradores para executarem tarefas em comum como limpeza e  reformas nas construςões municipais, corte de galhos das árvores que adornam as ruas e parques, coleta do lixo nas margens das ruas que ligam nossa vila à vila mais próxima e em alguns pontos na mata, onde as pessoas fazem pausa para lanches na estaςão primavera-verão. Uma aςão comunitária muito interessante na qual participo desde que posso levar Laura e Vic para também ajudarem, pois na minha opinião esta é uma forma prática de Educaςão Ambiental, além de proporcioná-las ainda mais uma oportunidade de  integraςão à comunidade. Este ano para a minha sorte fui escolhida pela nossa prefeita não para limpar as janelas da Casa Municipal (Gemeindehaus) como nos anos anteriores, mas para ajudar as crianςas na coleta do lixo. Lá estava eu também em cima de um trator, meio velho, na busca de garrafas vazias, plásticos e toda a sorte do lixo que prejudica a natureza e faz mal para os olhos. Quando terminamos a nossa aςão eu estava bem cansada, mas muito contente por ter participado da atividade. Laura e Vic também estavam satisfeitas e orgulhosas com o próprio trabalho. Como o fim de semana foi de trabalho, a tarde continuei com minha aςão de primavera no nosso jardim – minhas tulipas receberam terra removida e percebi que nascem com muito vigor. O jardim ganhou também algumas cores com as flores – Schwiegermütterchen – que plantei.

Para completar o fim de semana, o domingo foi ótimo também. Gauck foi eleito para a presidência do país – a Alemanha precisava muito deste resultado. Laura teve, felizmente, tempo e disposiςão para estudar matemática e Victoria  para treinar no violão (para a minha satisfaςão e orgulho!) o refrão de „Another brick in the Wall“, além de terminar todas as tarefas e ler o 2° capítulo do livro que lhe foi indicado na escola (lindinho!): Die kleine Eule – Jill tomlinson.

Na verdade, este livro  me inspirou a escrever hoje, pois me fez pensar bastante. Sua personagem principal  é uma pequena „Coruja-das-torres“ (Schleiereule) que tem medo do escuro e se recusa terminantemente a sair a noite para caςar. Sua mãe muito preocupada com o comportamento avesso  de sua cria a aconselha a voar para o mundo para   conversar com outras pessoas sobre a Escuridão e ouvir outras opiniões para conhecer algo mais sobre o que seja escuridão. A pequena coruja seguindo o conselho de sua mãe, sai do seu ninho e vai averiguar outros pontos-de-vistas. No capítulo 1 do livro ela encontra-se com um menino que a informa que a Escuridão é emocionante, pois somente no escuro os fogos de artifício adquirem as cores e os efeitos espetaculares e ele gosta muito de fogos de artifício. Aqui Platsch (a pequena coruja) aprende muito sobre fogos artificiais e um dos encantamentos da Escuridão. Assim Plastsch reune  coragem e sai na outra noite, do seu ninho, para participar mesmo que a distância do espetáculo de fogos. No entanto Plastch não estava ainda disposto a apreciar a escuridão e sua mãe o aconselhou de novo à buscar outras opiniões sobre a escuridão. Plastsch encontra uma Senhora sentada no jardim e se atreve a perguntar-lhe sobre a sua relaςão com o escuro. A Senhora informa Plastsch que „a Escuridão é bondosa“, a qual além de esconder todas as suas rugas lhe proporciona a linda companhia das lembranςas. Ela afirma em sua conversa com Plastsch: „Na escuridão eu nunca me sinto só, pois tenho tanto a recordar…“

Ao acompanhar Vic em sua leitura eu pensei muito sobre a tremenda mensagem que já recebemos nos dois primeiros capítulos do livro. Eu mesma nunca havia percebido a escuridão como positiva, mas hoje estou também completamente convencida de que ela é: emocionante e bondosa!

Bem quanto aos outros capítulos não posso adiantar, mas talvez venha ainda a compartilhar com vocês outras facetas da escuridão.

Beijos e linda semana!

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