Artikel-Schlagworte: „mulher“

„Como nossos pais“

Donnerstag, 16. August 2018

Hoje vivenciamos um dia extraordinário de verão. A natureza nos presentea bondosamente o calor do sol e na medida certa. Nossos corpos e almas podem simplesmente se deleitar na delicia do céu azul e se embalsamar nos sons da natureza. Sou grata ao universo pelo bálsamo de poder me misturar nesta calmaria de tons fascinantes. Apenas o contraste da minha alma cinza dolorida pela dor da minha cria sobressalta-se ao espetáculo natural e sensacional que o dia apresenta. Desde que me tornei mãe e acredito que este seja um fênomeno natural à maioria das mães e talvez de pais também… Não sei… Afinal nunca fui pai… As dores dos nossos filhos nos massacram muito mais que as nossas próprias. As nossas dores passam a não ter muita importância, seja qual for a intensidade delas. No entanto, as dores dos filhos nos atravessam de tal forma que podem nos tirar, literalmente, dos trilhos. E hoje foi um desses dias, nos quais eu sai dos trilhos para defender a integridade da minha criança que decidiu a aproximadamente três anos não ser mais criança e a se aventurar nas alegrias e decepções de amores. Estes amores que nós próprios buscamos um dia e também naqueles tempos preocupávamos nossos pais e não conseguíamos muito bem entender suas angústias, preocupações… E a dificuldade de se ouvir o „eu avisei“…

„Me diz porque que o céu é azul… me explica a grande fúria do Mundo…“

Agora depois de tantos anos e considerando minhas próprias crias… evito ou tento evitar  o „eu avisei“ até porque não diminui em nada a dor de uma decepςão que dilacera ou o receio de consequências de atos inconsequentes. As tentativas para suavizar as dores e os medos dos filhos me parecem como as ações de Dom Quixote… Colossais e ineficientes e o quanto é doloroso vivenciar os filhos crescendo não apenas com seus acertos, mas sobretudo com os seus erros. Como é difícil não ser capaz de conter as experiências negativas que dilaceram em alguns momentos a vida de nossos filhos. E como é quase insuportável a dor de observá-los através da amargura de decepções. Me resta hoje, neste momento… Apenas aceitar as regras da escola da vida: Elas são severas, mas eficientes. Se aplicam  também  aos nossos filhos independentemente de nós e nossos pais…

Beijos

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Nachdenken/Reflexão

Donnerstag, 26. April 2018

Das Leben besteht aus Veränderungen.

A vida é constituída de mudanςas.

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De Mulher para Mulheres

Donnerstag, 8. März 2018

Vale a pena ver e ouvir!

Obrigada Carolina por compartilhar conosco suas experiências de vida, sucessos e entraves!

Beijos para todas as Mulheres sensacionais e corajosas como Carolina!

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„Pedra no sapato“

Sonntag, 14. Januar 2018

Sim, vivenciamos a todo vapor o ano novo. Desculpem-me se não escrevi nenhuma mensagem de natal ou de desejos de feliz ano aqui ou em qualquer rede social. Estive muito ocupada com as pessoas que estão por perto de mim e que não tem acesso à redes socias ou nem sequer conhecem o significado do termo „mídia“, a

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qual comparo com cada vez mais frequência à um balão vazio rodopiando por ai, sem rumo, nem eira  e nem beira. Algumas vezes busco, nas horas de descanso,  mensagens com substância e nem sempre encontro. O vazio da aparência me sufoca. Ando nestes últimos tempos  me redescobrindo como eu mesma. Me sinto quase que nua perante algumas análises de mim mesma, do mundo que me cerca e do mundo de forma generalizada. Me percebo muitas vezes como uma „pedra no sapato“ das pessoas com as quais convivo, o que me trás muitas vezes a pura sensação de desconforto. Eu gostaria de simplesmente estar representando o meu papel de „pessoa“ neste mundo, com todas as suas habilidades, marcas, sucessos, insucessos e incapacidades, mas o dia-a-dia me atrai para profundas reflexōes sobre o destino de pessoas marcadas de solidão e incompreensão. Uma luta se trava dentro de mim sobre como não sair da minha própria zona de conforto e comprar brigas que não são as minhas.  Acabo me envolvendo nestas batalhas, nas quais nem sempre saio ganhando. No entanto me sinto feliz ao perceber que sou capaz de abalar algumas estruturas e  a noite colocar a cabeça no travesseiro e dormir. A paz na consciência não tem preço. Simplesmente estar de bem conosco mesmos significa qualidade de vida.

Sim, é ano novo! Sim, são novos e velhos desafios! O teatro político, econômico e social invade nossas vidas através dos meios de comunicação, mas no fundo o que conta mesmo são nossas batalhas pessoais e cotidianas. Desejo para você, de coração, muita força, saúde e persistência para a luta diária. Persiga seus sonhos, insista em suas qualidades e não desista jamais de suas verdades mesmo que se sinta muitas vezes uma pedra no sapato das pessoas. Independente de anos novos ou velhos persista em suas positivas convicções de sociedade, de mundo. Vale a pena!

Beijos!

Uma semana espetacular!

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„Carreira é mais importante para as mulheres do que filhos“

Samstag, 30. September 2017

Pesquisa: O que as mães esperam do Estado

Berlim: As prioridades de vida entre homens e mulheres se assemelham cada vez mais. Este é o resultado de uma pesquisa da Revista feminina „Brigitte“. O desejo de „igualdade“ é grande, mas ainda não se concretizou, afirmou Brigitte Huber  (chefe redatora) durante a apresentação dos resultados da pesquisa “ Minha vida, meu emprego e eu“.

2000 homens e mulheres entre 18 e 69 anos responderam à perguntas relacionadas à carreira, ao desejo de ter filhos, salários e  serviços domésticos. As respostas apontam na direção de que as mulheres nos dias atuais têm fortes ambições, assim como os homens de seguirem uma carreira. Sobre o significado/importância do trabalho – o peso é equivalente para homens e mulheres. Apenas para as mulheres (82%) é mais importante do que para os homens (74%) o contato com  pessoas no campo profissional. Sem dúvida, para ambos  a flexibilidade financeira e as atividades significativas no dia-a-dia que o trabalho proporciona são fundamentais.

Tornarem-se mães pelo contrário, não é realmente um aspecto prioritário para as mulhures no se refere à realização pessoal, afirma Brigitte Huber.  A independência financeira para 94% das entrevistadas é absoluta prioridade. Apenas 68% mencionaram sobre  o desejo de se tornarem mãe.

Esta nova prioridade feminina se explica, segundo a técnica em comunicação e sexóloga Christiane  Funken  (Universidade Técnica de Berlim) através dos altos índices de separação e o medo da pobreza na velhice. (…). A verdade é que ainda é muito difícil  se conciliar a vida profissional com as responsabilidades de mãe e os deveres de casa. Como alternativa para a superação deste entrave, as entrevistadas sugerem um aumento signifitivo do valor (Kindergeld)  repassado pelo Estado (através de impostos ) para as famílias, mais flexibilidade de horários de trabalho e outras formas de atendimento  às crianças independentemente do círculo familiar.

 

Tradução livre „Karriere ist Frauen wichtiger als Kinder“ – Rhein- Hunsrück- Zeitung

 

Uma drástica realidade!

Para se pensar. Nós Mulheres somos realmente muito  mais que mão-de-obra…

 

Beijos e uma linda  semana!

 

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Muito além de entraves…

Donnerstag, 29. Juni 2017

Sabe aquela fase em que você sente que a maré está a seu favor? Pois é, hoje me sinto assim! E pensei o porque não deveria escrever aqui que estou contente por estar me sentindo ao menos „agora“ realizada e em paz comigo mesma. Me sinto num daqueles raros momentos que não estou „nem aí“ para o que pensam ou falam de mim… Me permito curtir ao extremo, mesmo que seja apenas comigo mesma, minha libertação do banco da escola. Yes! Tenho meu diploma alemão! Quase no segundo século de vida, lá estava eu de novo numa escola, cercada de colegas de todas as idades e que não falam o meu idioma, senão o alemão ou russo. Contudo,  eu estava cheia de expectativa e motivação para encarar três anos de uma outra qualificação profissional e o que mais me animava é que o tempo na prática era bem maior que o tempo teórico. Confesso que me iludi pensando que não seria tão pesado quanto ouvi, ao informar algumas pessoas que havia me decidido, por vários motivos, fazer um curso profissionalizante de três anos – para trabalhar com pessoas deficientes física e psiquicamente. Muitas pessoas se assustaram com a minha disposição para encarar uma longa e diária maratona de trabalho, provas, projetos e a dificuldade de conciliar tudo com as tarefas de mãe e dona-de-casa.  Como se sabe, na  Alemanha não se tem o luxo de uma ajudante doméstica, como no Brasil. Aqui a gente tem que se virar mesmo e fazer tudo sozinha. Quando eu me encontrava disposta, dividia as tarefas domésticas com Laura e Vici, mas quando eu já estava saturada de „encheção de saco“ descarregava meu cansaço cognitivo e frutraçōes na vassoura, no rodo, no aspirador de pó e panelas… Vocês sabem da dificuldade para se envolver adolescentes nas nossas preocupações com a limpeza e organização da casa! Mas ficar reclamando nunca foi meu „slogan de vida“ e procurei na medida do possível, dia-a-dia, superar os desafios da minha própria opção e estou muito aliviada de ter conseguido terminar, até que com bastante sucesso (considerando minha idade e problemas com a língua) minha escola de formação profissional alemã e me sinto feliz por estar exercendo de coração uma profissão (Heilerziehungspflegerin ) reconhecida neste país, do qual  dificilmente vou me afastar. Logicamente para mim me sentir de novo absolutamente integrada no mundo do trabalho é uma satisfação muito grande, mas o que me levou a escrever este post foi a necessidade de motivar outras pessoas a recomeçarem, quando sentirem esta necessidade. Não se deixem abater pelas dificuldades, afinal a sensação de realização é muito boa e dar um „pé na bunda“ da frustração é melhor ainda!

Beijos ♥

 

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Um dia (quase) qualquer de abril…

Freitag, 14. April 2017

Alguns tantos anos passados. Tenho a sensação que sei muito menos do  que há vinte anos atrás, apesar da luta diária para aprender e crescer enquanto pessoa. Já me perdi muitas vezes entre os grandes e pequenos desafios que esta maravilhosa escola da vida me apresentou. Tenho mergulhado desde sempre de cabeça em alegrias, tristezas, conquistas e fracassos. Sim, aprendi ao longo desses anos que não vale a pena lamentar o passado, tampouco planejar com detalhes o  futuro. Esta sensacional lição da vida, venho incorporando à minha alma, o que a torna leve e de certa forma compensa a frustração das somas de aniversários. Contudo, nesta primavera tenho muito que agradecer ao criador do universo, pois estou saudável, carregada de energia física, e espiritual. Além do que, na reta final de mais uma formaςão profissional e com a certeza de que posso olhar para o futuro com positividade. O universo é muito bom comigo! No meio aos desafios que não procurei, acabei me encontrando num novo mundo profissional que me torna a cada nova experiência uma pessoa melhor. O contato diário com pessoas marcadas, sofridas me ensinam o quanto a vida tem me privilegiado desde que nasci. Atualmente experimento com muita intensidade cada sorriso das minhas filhas, as cores das flores me fascinam e ouvir os passarinhos cantando no quintal me tranquilizam. Uma sensação de equilibrio num dia (quase) qualquer de abril.

 

Beijos!

 

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De Mulher para Mulher

Samstag, 10. Dezember 2016

Até porque penso que nenhum homem deste planeta possa realmente entender o universo feminino: Um complexo desgraçado ou engraçado (como se queira interpretar) de sentimentos, medos, procupações, alegrias, amores e neuras. Logicamente não se pode generalizar, mas assim me percebo, me sinto e assim percebo muitas das minhas relações do sexo feminino. O universo masculino há muito tempo procuro sim compreender, desde os tempos de infância, quando meu meu pai me parecia mais um muro do que que uma pessoa. Assim, falando enquanto mulher para mulheres percebo uma tênue possibilidade de ser entendida, se é que alguém pode ou quer ler este post, afinal o  mundo virtual é outra complexidade entre pessoas, prioridades e sentimentos.

Antes que eu me perca pensei em escrever sobre a idade, as rugas, a deformação corporal, psicológica, espiritual… os tormentos de uma mulher que ultrapassou o 1/2 século de vida. Não sei se é o caso da maioria, mas sei que este é o meu caso… Sim, passei dos 50, nem eu mesma acredito! Mas este é o fato! Procuro entender os preconceitos, as posições das pessoas que estão próximas a mim nesta fase da minha vida. Se estivesse muito preocupada com a opinião delas, estaria muitas vezes deprimida. É óbvia a linha de divisão entre jovens e não-jovens ou jovens e velhos? Algumas vezes me sinto assim… quando me defronto com o comportamento dos meus (alguns) colegas de escola ou vida de forma geral.

Por que escola? Claro, na busca de perspectivas concretas de trabalho, aposentadoria, seguro de saúde num país que não é o meu, me vi forçada a voltar para os bancos de escola, a qual estou prestes a finalizar (Graças a Deus!). Como eu poderia definir esta opção? Complicada, mas necessária! Quais entraves? O idioma,  a idade, o saco! Claro… nada acontece por acaso… estamos nesta vida para aprender…sempre, em qualquer lugar, em qualquer cultura. Conselho? Há alguém que precisa? Há alguém que gostaria de um? Há alguma mulher que necessita urgentemente de se sentir de novo uma pessoa? Há alguma mulher que gostaria imensamente de novo se encontrar? Encare seus problemas nus e crus, arregasse as mangas e vai fazer o que você tem que fazer? As lágrimas? Você pode secar! Os medos? Você pode superar… se você quiser… Se você nao puder? Procure ajuda!

 

Beijos e lindo fim de semana!

 

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um ano letivo prá lá de especial!

Donnerstag, 25. Juni 2015

Foto1Sim estamos apenas em junho – no Brasil  impossível se pensar em fim de ano letivo, mas em terras germânicas estamos na reta final do ano letivo 2014/15. Um ano  prá lá de pesado e decisivo não apenas para minhas filhas, mas prá mim também. Quase morri de preocupação, não apenas pelo desempenho das crianças na escola, mas sobretudo pelo meu próprio. Afinal, sentar de novo em uma cadeira de escola depois de anos, num país com um idioma e cultura tão diferentes do meu próprio não é nada engraçado!

Não gostaria de reclamar das minhas dificuldades agora! Me sinto até mesmo privilegiada por ter esta chance na vida. Paralelo a teoria, tenho aprendido diretamente em prática tanto e tanto sobre pessoas com deficiências, personalidades e histórias diferentes, únicas!

No entanto, mesmo com certa dor na consciência me permito choramingar um pouco pelo o quanto estou cansada física, emocional, psicologicamente! Nestes últimos dias eu simplesmente não consigo raciocinar mais… Fico feliz da vida quando posso executar apenas atividades simples e mecânicas. Não estou me permitindo longas reflexões com receio de ter uma pane. Escrever mais um em alemão me causa, no momento, pânico!

Por isso estou muito feliz por estar escrevendo em português em plena sala de aula, pois já entreguei o último trabalho para nota há duas horas.

Já sei que minhas notas não estão espetaculares, mas relativamente boas. Tenho a impressão que as professoras estão otimistas em relação a mim para  o segundo ano. Minha nota na prática ainda vou ver, mas receber  feedback positivo regularmente dos nossos clientes me anima a ir para o trabalho com satisfação todos os dias, apesar do cansaço.

Agora a ótima notícia é que tenho férias no fim de julho  e estamos nos preparando para voar para a África! Outra espécie de aventura, com cerveja… Ah, com certeza, quis dizer!

 

Beijos!

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Participe! Vale pena!

Dienstag, 3. Februar 2015

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