Posts Tagged ‘Mulheres’

50 + e suas vantagens

Quinta-feira, Agosto 22nd, 2019

Ser feliz com você mesma, por que não? Estava pensando que passamos muito tempo de nossas vidas esperando confirmações para as nossas existências, nossas atitudes e posicionamentos. Nos alegramos com os elogios, nos entristecemos, nos revoltamos com as críticas negativas. Eu sou apenas uma destas pessoas que se importam sim com as críticas negativas à minha pessoa, aos meus atos e me sinto sim feliz quando vivencio certo reconhecimento ao meu trabalho e calor humano. O que no fundo é apenas uma das características do ser humano. No entanto estou trabalhando no duro processo de me desapegar ao máximo das opiniões alheias e focar-me em reflexões baseadas apenas em opiniões sérias, fundamentadas. Uma grande vantagem que as décadas vividas nos propiciam é exatamente a sensibilidade para captar muito rápido uma intenção negativa no ambiente e aceitar imediatamente o jogo com a certeza de emplacar gols. Esta semana vivenciei várias situações assim, mas decepções quando trabalhadas em perspectivas positivas podem nos catapultar para contextos extremamentos positivos.

Me sinto sim feliz com as 50 décadas nas costas. Elas estão me fazendo um bem danado! E, quanto às críticas negativas só tenho que agradecer, afinal elas me lançaram na corrida contra as minhas próprias limitações!

Viva la vida!

Besos!

Mulher: No Mundo do Trabalho…

Quinta-feira, Março 7th, 2019

“Sonhadores não podem ser domados. Sonhos não estão à venda”.

Ei chefe, isso é meu!
Muitas mulheres são muito modestas quanto ao se refere às suas qualidades. Por quê?

Sempre tem este ou àquele colega que posta regularmente no Face, Instagram ou Twitter super elogios às reuniōes de trabalho. Muitas vezes se pensa “Puxa-saco” ou “Convencido/a”! No entanto é bem provável que os/as chefes fiquem satisfeitos com esta reaçāo positiva do/a funcionário/a. As mulheres conversam 20 vezes mais sobre supostas deficiências do que os homens, descobre, a partir de pesquisas, o  consultor de empresas McKinsey. “Elas pensam que estão se vangloriando quando conversam sobre suas qualidades e objetivos”, ressalta Cordula Nussbaum: Karriere-coach. De preferência, elas aguardam que os chefes “as descubram”. A realidade: Em 30% dos casos, as posições são ocupadas através de contatos pessoais – segundo Nussbaum. Ou seja, torne-se visível!

Vamos destacar 7 dicas para mais reconhecimento feminino no mundo complexo do Trabalho.

    1. Lá, eu quero chegar! Diariamente, no trabalho, temos que comprovar a nossa capacidade, porém o mais importante para se avançar na carreira é deixar claro aonde você pretende chegar, afirma Nussbaum.
    2. O que eu posso, o que eu não posso? Quando temos o nosso objetivo definido, precisamos estar cientes dos nossos pontos  fortes e também de nossas fragilidades.
    3. Sete pontos -de -contato: Uma velha  sabedoria no mundo do Marketing/Negócios: Precisamos de 7 pontos positivos de contato antes de obtermos  confiança. Ou seja, é aconselhável buscar diferentes maneiras de se “tornar visível” para chefes ou clientes:  a reunião de trabalho, a apresentação de um projeto, o conhecimento sobre o assunto a ser tratado, as conversas informais com os chefes, etc. Ou seja você precisa ter vários canais positivos de comunicação.
    4. “Eu” ao invés de “Nós”: Principalmente as mulheres dizem “nós” administramos muito bem o projeto. Isto é algo simpático e as aproximam das pessoas. No entanto é evidente que a liderança na concretização das propostas fica empalidecida. Assim,  a própria atuação para o sucesso do projeto deve ser diplomaticamente esclarecida. É também mais confortável para os chefes obterem informações claras e precisas.
    5. Redes Socias: Banalidades no Facebook não são realmente necessárias, mas informações concisas e  profissionais em plataformas como Linkedin, Xing ou Intranet podem contar pontos positivos para a carreira.
    6. Seja precisa: A atenςão das pessoas é curta. No mundo profissional frequentemente sua duração é de apenas dois minuntos, segundo Nussbaum. Assim, em apresentações, conferências, etc, seja objetiva. Eficiência gera simpatia!
    7. Tudo isso foi eu: Antes de compromissos importantes compensa dar uma lustrada no próprio ego. Pense nas suas realizações dos últimos meses. Pense em pessoas que você admira e descubra o como   suas qualidades se sobressaem. E você? Como pode convencer-se e convencer seus chefes sobre o seu potencial? Que você o possui, estou certa!

Tudo de bom! ♥

Beijos!

Tradução livre: Artigo Hey.Chef. Das ist von mir! Carola Kleinschmidt, Brigitte N° 4/2019

Mulher: Quebrando Tabus (II)

Segunda-feira, Janeiro 7th, 2019

Através de estudos tem-se a informação de que com o avanço da idade os contatos socias tendem a diminuir, o que não significa realmente a busca de solidão. Este comportamento se explica através de uma outra perspectiva de futuro, a  de curto prazo: Enquanto as pessoas mais jovens se esforçam para conhecer um número maior de pessoas e assimilar mais informações, as pessoas maduras se concentram no que elas elegeram como importantes. (…)

Também a capacidade de memorização torna-se lenta, o mais tardar  a partir da menopausa. Esquecemos nomes de filmes, os quais ontem assistimos e nos perguntamos frequentemente “onde mesmo deixei o telefone e as chaves?” As células cerebrais (lóbulo frontal) não trabalham mais de forma tão efetiva como antes. As informações são trabalhadas e assimiladas de forma mais lenta, assim a correlação entre nomes e fisionomias se tornam também mais desafiadora.   Estudos laboratoriais demonstram que as pessoas mais jovens   são capazes de assimilar infomações mais rapidamente que as pessoas com mais idade. No entanto essa certa lentidão proporciona  processos mais complexos de raciocínio e decisões maduras e acertadas. E  melhor ainda…. Exames (Seattle) atestam que em média, importantes aspectos da capacidade cognitiva se intensificam após a menopausa, mas precisamente entre 0s 53 e 60 anos. Com relação ao vocabulário e memória oral a fluência se intensifica e se estende também  após os 60 anos. Também as competências socias e a capacidade de julgar se aprimoram com o passar dos anos, o que é lógico com o acumúlo de experiências, as quais  respaldam a adequação comportamental e análises corretas de contextos. “Sem sombra de dúvida, o cérebro a partir da meia idade   aprimora suas funções” – resume Scherry Willis, psicóloga do desenvolvimento. Pessoas “maduras” são lentas, mas quando se refere à soluções refinadas em cenários reais, os jovens são facilmente deixados “para trás”. Em outros tempos se denominava esta capacidade de “sabedoria” e a sociedade demonstrava grande respeito em relação às pessoas denominadas sábias.

Existem ainda muitas mulheres que se amedorantam quando se deparam com a realidade da menopausa e a  terceira fase da vida. Enquanto que algumas de nós sequer notam as alterações hormonais, muitas sofrem com as ondas de calor,  suor, alterações de humor e estado de espírito. Contudo, indiferente de como vivenciamos esta fase, num momento ela será ultrapassada. Nossos corpos ganham de novo sossego e paz. Os níves de ostrogênio retornam àquela fase anterior a adolescência. Na verdade algo de bastante positivo, pois em comparação com as adolescentes, as meninas de nove anos estão quase sempre de bem consigo mesmas e  são bastante ativas e alegres. (…)

 

Tradução – 2a  parte do artigo “so gut ging`s mir noch nie” de Antje Brunnabend. Revista Brigitte, Nr 5 Germany

 

Queridas,

o melhor está por vir. Com certeza!

Feliz 2019.

Beijos.

Mulher: Quebrando tabus (I)

Quarta-feira, Novembro 14th, 2018

Criatividade cognitiva, perpecepção do belo, equilíbrio: Depois da menopausa se inicia um tempo feliz.

Nós estamos acostumados a perceber a vida como uma curva geométrica: nascemos, crescemos e nos desenvolvemos, nos capacitamos e fortalecemos nossos talentos até atingirmos o auge da maturidade.  Apartir de então, acreditamos que entramos em declinio: perda das forças, queda de cabelos,  dores articulares, perda da capacidade visual, desajeitamento. “No entanto, quanto mais aprendemos sobre a chegada da Idade, mas claramente percebemos que é totamente falso se afirmar sobre  uma regressão generalizada”, ressalta a psicóloga Laura Carstensen, a qual pesquisa sobre a Idade na Universidade de Stanford. Pelo contrário, esta fase da vida traz consigo consideráveis melhorias em muitas áreas. Ao invés de associarmos nossa vida com uma curva geométrica, deveríamos sim compará-la com uma escada: O ser humano se aprimora  ininterruptamente  ao longo de sua vida.  A expressão  grega”Climatério” não é totalmente nova e significa subindo a escada até o degrau  mais alto. Algo  muito diferente de retrocesso. Mas o que se passa nesta “terceira idade”da vida, como a atriz Jane Fonda a nomeou? Historicamente nesta fase de nossas vidas nos encontramos em uma única e sobretudo excitante situação, sendo que suas consequências  ainda não foram cientificamente pesquisadas, pois em um curto espaço de tempo (120 anos) nossa expectativa de vida   praticamente duplicou. Com isso atualmente as mulheres que se encontram após menopausa ou climatério têm muito mais tempo ou perspectiva de futuro do que qualquer geração anterior. E paralelamente se sentem surpreendemente jovens: Segundo uma pesquisa as mulheres modernas se sentem 11 anos mais jovens do que realmente são! E não se trata apenas de aparência. Estudos também comprovam que mulheres maduras se sentem mais felizes que as jovens. Sociólogos “falam” sobre um fenômeno que dominaram “Paradoxo das idades”: Pois o fato de se envelhecer trás consigo perdas, no entanto elas estão associadas a menos stress, preocupações e a simples satisfação com a vida intensifica-se. Somente em idades bastante avançadas, no fim da vida, percebe-se uma leve regressão – esclarece Carstensen, “mas jamais tão perturbadora como nos anos de juventude.”

 

Tradução (1a parte) do artigo “so gut ging’s mir noch nie”/ ” Eu nunca estive tão bem” de Antje Brunnabend.

Revista Brigitte Nr5 2018

 

 

Sobre ser feminista…

Terça-feira, Setembro 25th, 2018

Por Ruth Manus
“Semana passada fui dar aula sobre assédio sexual num curso de pós graduação em São Paulo. Cheguei na sala, composta predominantemente por advogados, e perguntei “Quem aqui se considera feminista?”. Silêncio. Uma moça levanta timidamente o braço. Dois ou três caras fazem comentários baixinho e riem. Disse “Ok. Vou fazer duas leituras rápidas para vocês”. Continuei.“Dicionário Houaiss da língua portuguesa: FEMINISMO: teoria que sustenta a igualdade política, social e econômica de ambos os sexos. Dicionário Jurídico da Professora Maria Helena Diniz: FEMINISMO: movimento que busca equiparar a mulher ao homem no que atina aos direitos, emancipando-a jurídica, econômica e sexualmente.”Esperei um pouquinho e mudei a pergunta “Quem aqui pode me dizer que NÃO se considera feminista?”. Ninguém levantou a mão. Pois é. Tenho a sensação de que 99% do mundo não entendeu até agora o que é feminismo. Porque se as pessoas entendessem, quase todo mundo teria orgulho de se dizer feminista. E o melhor: dizer “eu não sou feminista” seria considerado algo mais feio do que dizer “eu não gosto de filhote de golden”. Não vou perder tempo aqui dizendo que feministas não são mulheres que não se depilam, não usam soutien e não transam. Primeiro porque ser feminista não tem a ver com ser mulher, tem a ver com ser humano. Segundo porque nunca entendi que raio que os pelos têm a ver com posicionamentos ideológicos. Terceiro porque soutien serve para sustentar peitos, não para sustentar ideias. E quarto porque eu já vi gente deixar de transar por causa da igreja, por causa de promessa, por falta de opção, por infecção ginecológica, problemas de ereção… Mas por feminismo nunca vi. Alguém já viu? Enfim. Acho que ser feminista não é bom ou ruim. Ser feminista é necessário. Uma vez ouvi uma amiga dizer “a mulher que diz que nunca foi discriminada é apenas uma mulher muito distraída”. É simples assim. Não precisamos ir até o Oriente Médio. Não precisamos ir até tribos africanas. Não precisamos ir ao sertão do nordeste. Não precisamos ir até a periferia de São Paulo. Não precisamos sair dos nossos bairros. O machismo que limita, que agride, que marginaliza, que ofende, que diminui, mora ao lado, dorme por perto. E agora, quem poderá nos defender? O feminismo. O mesmo feminismo que nos tornou civilmente capazes e independentes perante a lei. O mesmo feminismo que nos possibilitou votarmos e sermos votadas. O mesmo feminismo que segue lutando diariamente por uma sociedade mais justa para mulheres, homens, mães, pais, filhas, filhos, trabalhadoras e trabalhadores. No século XIX, as brilhantes irmãs Brontë escreviam através de pseudônimos masculinos por saberem que suas obras não seriam aceitas na sociedade se soubessem que as autoras eram mulheres. Se não fosse o feminismo eu provavelmente também não estaria escrevendo aqui neste momento. Pelo menos não como Ruth. Nós precisamos falar sobre feminismo. Com nossos amigos, nossos pais, nossos filhos, grandes ou pequenos. É hora de falar sobre igualdade entre meninos e meninas. É hora de falar que meninas podem jogar bola e ter carrinhos e que meninos podem cuidar de bonecas. Quem não quer ter um filho feminista? Quem não quer que eles vivam num mundo de igualdade, no qual nem meninos nem meninas sejam massacrados pela truculência do machismo? Nesse domingo, o tema da redação do Enem foi a violência contra a mulher. Milhões de jovens tiveram que parar para pensar sobre isso. Que avanço lindo. Pensar é sempre o primeiro passo. Perceber que a questão existe, que o tema não é antiquado e que, infelizmente, as questões de gênero estão muito longe de serem superadas. A violência persiste, a discriminação no ambiente de trabalho persiste, a desigualdade salarial persiste, a discriminação com as tarefas domésticas persiste, as pequenas (e não menos graves) agressões machistas do dia a dia persistem. Então a luta tem que persistir. O feminismo não é de esquerda nem de direita. Não é só para mulheres nem é só para homens. Não é ameaça. Não é um estranho. Mas perceba que quando você trata os feministas na terceira pessoa do plural, excluindo-se deste rol, você está afirmando não fazer parte do grupo que prega a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres. Pense bem de que lado você quer estar.

Se você percebeu que é feminista, fique tranquilo. Nós não contaremos para ninguém. Mas, sabe? Se eu fosse você, eu sairia contando para todo mundo. Porque ser feminista é lindo, é importante, é sinal da inteligência e da decência de qualquer ser humano. Como diz o lindo livrinho da nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie (leiam, ele é pequenino e indispensável): Sejamos todos feministas. E o mundo será melhor a cada dia. Pode apostar.”

Tão lúcido este posicionamento, o qual reproduz o meu próprio – por isso tive que publicá-lo no meu blog pessoal.

Beijos e linda semana ainda!

De Mulher para Mulheres

Quinta-feira, Março 8th, 2018

Vale a pena ver e ouvir!

Obrigada Carolina por compartilhar conosco suas experiências de vida, sucessos e entraves!

Beijos para todas as Mulheres sensacionais e corajosas como Carolina!

10 Mandamentos

Segunda-feira, Novembro 20th, 2017

10 Gebote für gelassene Frauen

Bom para praticar!

Para Mulheres descontraídas, segundo a autora Ursula Nuber:

I. Você deve se posicioanr ao lado brincalhão da vida

II. Você deve tornar sua vida o mais simples possível

III. Você não deve se deixar consumir através da rotina

IV. Você deve evitar o stress das decisões

V. Você deve acreditar na força do seu interior

VI. Você deve ter o controle sobre você mesma

VII. Você deve saber distinguir amigos de inimigos

VIII. Você não deve se preocupar em demasia

IX. Você deve imitar o estilo de vida dos gatos

X. Você deve se encontrar

 

Lendo, caiu a ficha (de novo) que tenho muito o que aprender!

 

Beijos e linda semana

para meninas e meninos!

 

 

De Mulher para Mulher!

Segunda-feira, Novembro 6th, 2017

Realmente um guia prático para a auto-realização. Vale a pena ler!

São tantos os desafios, lembranças, inspirações e impulsos internos e externos que com certeza este post será absurdamente confuso. Ainda tenho as sensações da Sicilia no meu corpo, depois dos dias lindos de sol vivenciados na ilha italiana. Uma nova etapa em minha vida profissional se inicia no próximo mês, o que me causa uma mistura de alegria e tristeza ao mesmo tempo. A perda para o universo de um ente muito querido  e por último as palavras e mensagens certeiras de uma grande mulher, mãe, profissional, escritora e amiga:  Sandra Santos – em (Re) descobrindo quem é você – rodopiando na cabeça.

Sim, com certeza nós mulheres somos malucas, sonhadoras e muito batalhadoras. Exigimos de nós mesmas muito mais do que deveríamos. Esquecemos rápido do que tão arduarmente conquistamos e vamos nos  dividindo em tantos pedaços para auxiliar as pessoas que amamos ou/e então àquelas que precisam de nossa ajuda para dar o próximo passo na direção da vida. Contudo, na próxima manhã, nos aprontamos para os novos dasafios que nos aguardam na vida profissional/ pessoal, paralelemente nos martirizamos por nossas falhas das horas anteriores e buscamos incansavelmente “dar o melhor de nós mesmas”. O fato é que nesta árdua tarefa, nos esquecemos de exigir algo daqueles que nos rodeam.

Se vocês me pemitem um conselho: não se esquecem de si mesmas! Este é o meu atual desafio! Ser feliz comigo mesma e minhas realizações, não me sentir “usada” e ao mesmo tempo contribuir para dias melhores para todas as pessoas que participam, direta ou indiretamente do meu dia-a-dia.

Com certeza é muito difícil driblar esta nossa capacidade “Multitasking”, a qual Sandra cita também em seu livro, mas  penso eu  que  com uma certa dose de humor …  e algo mais … sim, é possível!

Para você saber mais sobre  a Sandra e sua trajetória profissional, bem como seus projetos literários acesse o Seite da Autora o qual é também muito interessante e cheio de dicas práticas para quem saiu do Brasil para se aventurar em terras germânicas.

 

Beijo!

Linda semana!

 

 

 

Nunca é tarde… para nada!

Quarta-feira, Julho 13th, 2016

Primeira parte

Com uma boa estratégia tudo compensa…

O que existe de mais interessante do que forjar  planos?

Se para a  próxima viagem ou para o próximo fim de semana… temos a cabeça cheia de planos e intenções! Nossa  capacidade de imaginar não tem limites. Uma  noite de ópera, por exemplo. Uma maravilhosa sala de schows, um explêndido soprano, um opulento palco. Caramba, porque é tão difícil se concretizar um desejo? Quais os obstáculos que temos que transpor para finalmente experimentar algo de novo?

O grande obstáculo se chama comodismo. Executar algo de novo significa naturalmente a quebra da rotina. Muitas vezes isto se sucede quando observamos o nosso próprio rítmo de vida e todos os rituais saltam aos nossos olhos e nos convencemos de que o nosso bem cuidado cosmos personalizado se tornou apertado demais, sem que tenhamos realmente percebido.

Os cientistas afirmam que o cérebro busca o confortável. Romper com a rotina –  fácil falar,   difícil de praticar. O psicólogo inglês Vincent Deary descobriu que o nosso cérebro busca sempre, automaticamente o caminho mais simples para economizar energia. Nós nascemos com um cérebro, o qual trabalha preferencialmente no piloto automático. Para termos um impulso para  o novo necessitamos de grande incentivo/motivação.

Mulheres se esquivam dos riscos. O problema para concretizar desejos e alcançar novos objetivos recai realmente mais sobre as mulheres do que nos  homens, não por motivos socio-culturais. Atualmente, qualquer um pode da cabeça aos pés se renovar. Na  chamada sociedade multi-opcional pode-se fazer o que quiser, pode-se gostar do que quiser, amar quem quiser, viver onde e como quiser.

Na verdade nós mulheres somos acostumadas a sermos ativas durante a nossa vida inteira. Nós parimos e criamos  nossas crianças, dominamos nossas tarefas dentro e fora de casa e cuidamos do círculo de amigos. Contudo ao, eventualmente, alterarmos o nosso comportamento somos tremendamente hesitantes e cuidadosas. Em cada intenção prevemos mais riscos do que chances: o receio de perda de energia e de super-exposição nos privam de chances para vivenciarmos um novo fantátisco tempo.

De novo, mais ousadia. Então… qual a estratégia para enfim se provar algo de novo? Psicólogos e Life-Coaches sabem que é necessário mais do que a vontade para se concretizar um plano. Eles aconselham a se começar com um Realitäts-Check. Ele ajuda a se reconhecer o que se realmente deseja.

Agora, como se faz este check da realidade?

Amanhã, escrevo sobre ele…

Beijos.

Ps. Tradução literal do artigo “Es ist nie zu spät für nichts” – páginas 25,26 da  revista Victoria-Lebenslust ist zeitlos.

A vida começa aos 50

Quinta-feira, Fevereiro 4th, 2016

e o preventivo número 2.

Na verdade, hoje é um dia prá lá de divertido para a mulherada em terras germânicas. Nesta quinta (schwerdonnerstag) às 11.11 da manhã – tradicionalmente – as mulheres (carnavalescas) se reunem em grupos, saem para as ruas, invadem as prefeituras e comandam a abertura das festas de carnaval. Normalmente, nesta quinta,  as mulheres (weiberfastnacht) estão permitidas, sem  qualquer restrição ou crítica a beberem mais que o normalmente e fazerem muita festa e barulho.

Eu, particularmente, como nunca fui realmente fã de carnaval nem no Brasil, me abstenho deste excesso e encaro minha quinta de carnaval como outra qualquer. Porém, nesta quinta eu tinha um compromisso extra… muito distante de festa carnavalesca… um compromisso com a ginecologista para o preventivo 2016. Sim, eu me preocupo e procuro estar atenta à minha saúde, afinal quero ver minhas filhas adultas, realizadas, felizes.

Fui decidida para o consultório, contente por -enfim- ter encontrado por aqui uma competente e gentil médica, muito diferente do meu ex- troglodita ginecologista. No entanto, não pude conter minha “surpresa” já ao conversar  com a recepcionista que ao verificar a minha idade, ao invés de perguntar – como normalmente – quando tive “meus dias”, me questionou se eu “ainda tenho meus dias”. Achei engraçada a pergunta, que de engraçada não tem nada… uma pergunta normal do ponto de vista da moça, mas sob o meu ponto de vista completamente nova, estranha mesmo! Achei engraçado também o meu sentimento de alegria ao responder positivamente à pergunta. Enquanto esperava para ser chamada ao consultório fiquei pensando sobre o tempo, idades, fases da vida e conclui que estou totamente despreparada para o segundo 1/2 século de vida. Me sinto como se tivesse 30 anos, em toda a plenitude.

Minha segunda “surpresa” eu teria ainda envolta nos pensamentos que a pergunta da recepcionista me cravou na alma, nesta manhã de quinta de carnaval. A médica gentilmente me “lembrou” que eu agora, depois dos 50, deveria também começar com um outro preventivo – o do intestino. Eu não estava também preparada para esta “novidade”, mas pensei comigo e comentei com a médica, tentando disfarçar o mal jeito, que “prevenir é sempre melhor que remediar”. Ela me explicou o procedimento e fomos para a área de exames. Bem, para nós mulheres e mães, nada tão  drámatico. Sobrevivi bem aos exames de toques… os laboratoriais, como de praxe, demoram um pouco mais. No entanto, o fato de que os anos realmente passam ainda está difícil de digerir. Envelhecer também é uma árdua tarefa!

Beijos de

amor e solidariedade ♠