Posts Tagged ‘Mulheres’

Mulher: Quebrando tabus (I)

Quarta-feira, Novembro 14th, 2018

Criatividade cognitiva, perpecepção do belo, equilíbrio: Depois da menopausa se inicia um tempo feliz.

Nós estamos acostumados a perceber a vida como uma curva geométrica: nascemos, crescemos e nos desenvolvemos, nos capacitamos e fortalecemos nossos talentos até atingirmos o auge da maturidade.  Apartir de então, acreditamos que entramos em declinio: perda das forças, queda de cabelos,  dores articulares, perda da capacidade visual, desajeitamento. “No entanto, quanto mais aprendemos sobre a chegada da Idade, mas claramente percebemos que é totamente falso se afirmar sobre  uma regressão generalizada”, ressalta a psicóloga Laura Carstensen, a qual pesquisa sobre a Idade na Universidade de Stanford. Pelo contrário, esta fase da vida traz consigo consideráveis melhorias em muitas áreas. Ao invés de associarmos nossa vida com uma curva geométrica, deveríamos sim compará-la com uma escada: O ser humano se aprimora  ininterruptamente  ao longo de sua vida.  A expressão  grega”Climatério” não é totalmente nova e significa subindo a escada até o degrau  mais alto. Algo  muito diferente de retrocesso. Mas o que se passa nesta “terceira idade”da vida, como a atriz Jane Fonda a nomeou? Historicamente nesta fase de nossas vidas nos encontramos em uma única e sobretudo excitante situação, sendo que suas consequências  ainda não foram cientificamente pesquisadas, pois em um curto espaço de tempo (120 anos) nossa expectativa de vida   praticamente duplicou. Com isso atualmente as mulheres que se encontram após menopausa ou climatério têm muito mais tempo ou perspectiva de futuro do que qualquer geração anterior. E paralelamente se sentem surpreendemente jovens: Segundo uma pesquisa as mulheres modernas se sentem 11 anos mais jovens do que realmente são! E não se trata apenas de aparência. Estudos também comprovam que mulheres maduras se sentem mais felizes que as jovens. Sociólogos “falam” sobre um fenômeno que dominaram “Paradoxo das idades”: Pois o fato de se envelhecer trás consigo perdas, no entanto elas estão associadas a menos stress, preocupações e a simples satisfação com a vida intensifica-se. Somente em idades bastante avançadas, no fim da vida, percebe-se uma leve regressão – esclarece Carstensen, “mas jamais tão perturbadora como nos anos de juventude.”

 

Tradução (1a parte) do artigo “so gut ging’s mir noch nie”/ ” Eu nunca estive tão bem” de Antje Brunnabend.

Revista Brigitte Nr5 2018

 

 

Sobre ser feminista…

Terça-feira, Setembro 25th, 2018

Por Ruth Manus
“Semana passada fui dar aula sobre assédio sexual num curso de pós graduação em São Paulo. Cheguei na sala, composta predominantemente por advogados, e perguntei “Quem aqui se considera feminista?”. Silêncio. Uma moça levanta timidamente o braço. Dois ou três caras fazem comentários baixinho e riem. Disse “Ok. Vou fazer duas leituras rápidas para vocês”. Continuei.“Dicionário Houaiss da língua portuguesa: FEMINISMO: teoria que sustenta a igualdade política, social e econômica de ambos os sexos. Dicionário Jurídico da Professora Maria Helena Diniz: FEMINISMO: movimento que busca equiparar a mulher ao homem no que atina aos direitos, emancipando-a jurídica, econômica e sexualmente.”Esperei um pouquinho e mudei a pergunta “Quem aqui pode me dizer que NÃO se considera feminista?”. Ninguém levantou a mão. Pois é. Tenho a sensação de que 99% do mundo não entendeu até agora o que é feminismo. Porque se as pessoas entendessem, quase todo mundo teria orgulho de se dizer feminista. E o melhor: dizer “eu não sou feminista” seria considerado algo mais feio do que dizer “eu não gosto de filhote de golden”. Não vou perder tempo aqui dizendo que feministas não são mulheres que não se depilam, não usam soutien e não transam. Primeiro porque ser feminista não tem a ver com ser mulher, tem a ver com ser humano. Segundo porque nunca entendi que raio que os pelos têm a ver com posicionamentos ideológicos. Terceiro porque soutien serve para sustentar peitos, não para sustentar ideias. E quarto porque eu já vi gente deixar de transar por causa da igreja, por causa de promessa, por falta de opção, por infecção ginecológica, problemas de ereção… Mas por feminismo nunca vi. Alguém já viu? Enfim. Acho que ser feminista não é bom ou ruim. Ser feminista é necessário. Uma vez ouvi uma amiga dizer “a mulher que diz que nunca foi discriminada é apenas uma mulher muito distraída”. É simples assim. Não precisamos ir até o Oriente Médio. Não precisamos ir até tribos africanas. Não precisamos ir ao sertão do nordeste. Não precisamos ir até a periferia de São Paulo. Não precisamos sair dos nossos bairros. O machismo que limita, que agride, que marginaliza, que ofende, que diminui, mora ao lado, dorme por perto. E agora, quem poderá nos defender? O feminismo. O mesmo feminismo que nos tornou civilmente capazes e independentes perante a lei. O mesmo feminismo que nos possibilitou votarmos e sermos votadas. O mesmo feminismo que segue lutando diariamente por uma sociedade mais justa para mulheres, homens, mães, pais, filhas, filhos, trabalhadoras e trabalhadores. No século XIX, as brilhantes irmãs Brontë escreviam através de pseudônimos masculinos por saberem que suas obras não seriam aceitas na sociedade se soubessem que as autoras eram mulheres. Se não fosse o feminismo eu provavelmente também não estaria escrevendo aqui neste momento. Pelo menos não como Ruth. Nós precisamos falar sobre feminismo. Com nossos amigos, nossos pais, nossos filhos, grandes ou pequenos. É hora de falar sobre igualdade entre meninos e meninas. É hora de falar que meninas podem jogar bola e ter carrinhos e que meninos podem cuidar de bonecas. Quem não quer ter um filho feminista? Quem não quer que eles vivam num mundo de igualdade, no qual nem meninos nem meninas sejam massacrados pela truculência do machismo? Nesse domingo, o tema da redação do Enem foi a violência contra a mulher. Milhões de jovens tiveram que parar para pensar sobre isso. Que avanço lindo. Pensar é sempre o primeiro passo. Perceber que a questão existe, que o tema não é antiquado e que, infelizmente, as questões de gênero estão muito longe de serem superadas. A violência persiste, a discriminação no ambiente de trabalho persiste, a desigualdade salarial persiste, a discriminação com as tarefas domésticas persiste, as pequenas (e não menos graves) agressões machistas do dia a dia persistem. Então a luta tem que persistir. O feminismo não é de esquerda nem de direita. Não é só para mulheres nem é só para homens. Não é ameaça. Não é um estranho. Mas perceba que quando você trata os feministas na terceira pessoa do plural, excluindo-se deste rol, você está afirmando não fazer parte do grupo que prega a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres. Pense bem de que lado você quer estar.

Se você percebeu que é feminista, fique tranquilo. Nós não contaremos para ninguém. Mas, sabe? Se eu fosse você, eu sairia contando para todo mundo. Porque ser feminista é lindo, é importante, é sinal da inteligência e da decência de qualquer ser humano. Como diz o lindo livrinho da nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie (leiam, ele é pequenino e indispensável): Sejamos todos feministas. E o mundo será melhor a cada dia. Pode apostar.”

Tão lúcido este posicionamento, o qual reproduz o meu próprio – por isso tive que publicá-lo no meu blog pessoal.

Beijos e linda semana ainda!

De Mulher para Mulheres

Quinta-feira, Março 8th, 2018

Vale a pena ver e ouvir!

Obrigada Carolina por compartilhar conosco suas experiências de vida, sucessos e entraves!

Beijos para todas as Mulheres sensacionais e corajosas como Carolina!

10 Mandamentos

Segunda-feira, Novembro 20th, 2017
10 Gebote für gelassene Frauen

Bom para praticar!

Para Mulheres descontraídas, segundo a autora Ursula Nuber:

I. Você deve se posicioanr ao lado brincalhão da vida

II. Você deve tornar sua vida o mais simples possível

III. Você não deve se deixar consumir através da rotina

IV. Você deve evitar o stress das decisões

V. Você deve acreditar na força do seu interior

VI. Você deve ter o controle sobre você mesma

VII. Você deve saber distinguir amigos de inimigos

VIII. Você não deve se preocupar em demasia

IX. Você deve imitar o estilo de vida dos gatos

X. Você deve se encontrar

 

Lendo, caiu a ficha (de novo) que tenho muito o que aprender!

 

Beijos e linda semana

para meninas e meninos!

 

 

De Mulher para Mulher!

Segunda-feira, Novembro 6th, 2017

Realmente um guia prático para a auto-realização. Vale a pena ler!

São tantos os desafios, lembranças, inspirações e impulsos internos e externos que com certeza este post será absurdamente confuso. Ainda tenho as sensações da Sicilia no meu corpo, depois dos dias lindos de sol vivenciados na ilha italiana. Uma nova etapa em minha vida profissional se inicia no próximo mês, o que me causa uma mistura de alegria e tristeza ao mesmo tempo. A perda para o universo de um ente muito querido  e por último as palavras e mensagens certeiras de uma grande mulher, mãe, profissional, escritora e amiga:  Sandra Santos – em (Re) descobrindo quem é você – rodopiando na cabeça.

Sim, com certeza nós mulheres somos malucas, sonhadoras e muito batalhadoras. Exigimos de nós mesmas muito mais do que deveríamos. Esquecemos rápido do que tão arduarmente conquistamos e vamos nos  dividindo em tantos pedaços para auxiliar as pessoas que amamos ou/e então àquelas que precisam de nossa ajuda para dar o próximo passo na direção da vida. Contudo, na próxima manhã, nos aprontamos para os novos dasafios que nos aguardam na vida profissional/ pessoal, paralelemente nos martirizamos por nossas falhas das horas anteriores e buscamos incansavelmente “dar o melhor de nós mesmas”. O fato é que nesta árdua tarefa, nos esquecemos de exigir algo daqueles que nos rodeam.

Se vocês me pemitem um conselho: não se esquecem de si mesmas! Este é o meu atual desafio! Ser feliz comigo mesma e minhas realizações, não me sentir “usada” e ao mesmo tempo contribuir para dias melhores para todas as pessoas que participam, direta ou indiretamente do meu dia-a-dia.

Com certeza é muito difícil driblar esta nossa capacidade “Multitasking”, a qual Sandra cita também em seu livro, mas  penso eu  que  com uma certa dose de humor …  e algo mais … sim, é possível!

Para você saber mais sobre  a Sandra e sua trajetória profissional, bem como seus projetos literários acesse o Seite da Autora o qual é também muito interessante e cheio de dicas práticas para quem saiu do Brasil para se aventurar em terras germânicas.

 

Beijo!

Linda semana!

 

 

 

Nunca é tarde… para nada!

Quarta-feira, Julho 13th, 2016

Primeira parte

Com uma boa estratégia tudo compensa…

O que existe de mais interessante do que forjar  planos?

Se para a  próxima viagem ou para o próximo fim de semana… temos a cabeça cheia de planos e intenções! Nossa  capacidade de imaginar não tem limites. Uma  noite de ópera, por exemplo. Uma maravilhosa sala de schows, um explêndido soprano, um opulento palco. Caramba, porque é tão difícil se concretizar um desejo? Quais os obstáculos que temos que transpor para finalmente experimentar algo de novo?

O grande obstáculo se chama comodismo. Executar algo de novo significa naturalmente a quebra da rotina. Muitas vezes isto se sucede quando observamos o nosso próprio rítmo de vida e todos os rituais saltam aos nossos olhos e nos convencemos de que o nosso bem cuidado cosmos personalizado se tornou apertado demais, sem que tenhamos realmente percebido.

Os cientistas afirmam que o cérebro busca o confortável. Romper com a rotina –  fácil falar,   difícil de praticar. O psicólogo inglês Vincent Deary descobriu que o nosso cérebro busca sempre, automaticamente o caminho mais simples para economizar energia. Nós nascemos com um cérebro, o qual trabalha preferencialmente no piloto automático. Para termos um impulso para  o novo necessitamos de grande incentivo/motivação.

Mulheres se esquivam dos riscos. O problema para concretizar desejos e alcançar novos objetivos recai realmente mais sobre as mulheres do que nos  homens, não por motivos socio-culturais. Atualmente, qualquer um pode da cabeça aos pés se renovar. Na  chamada sociedade multi-opcional pode-se fazer o que quiser, pode-se gostar do que quiser, amar quem quiser, viver onde e como quiser.

Na verdade nós mulheres somos acostumadas a sermos ativas durante a nossa vida inteira. Nós parimos e criamos  nossas crianças, dominamos nossas tarefas dentro e fora de casa e cuidamos do círculo de amigos. Contudo ao, eventualmente, alterarmos o nosso comportamento somos tremendamente hesitantes e cuidadosas. Em cada intenção prevemos mais riscos do que chances: o receio de perda de energia e de super-exposição nos privam de chances para vivenciarmos um novo fantátisco tempo.

De novo, mais ousadia. Então… qual a estratégia para enfim se provar algo de novo? Psicólogos e Life-Coaches sabem que é necessário mais do que a vontade para se concretizar um plano. Eles aconselham a se começar com um Realitäts-Check. Ele ajuda a se reconhecer o que se realmente deseja.

Agora, como se faz este check da realidade?

Amanhã, escrevo sobre ele…

Beijos.

Ps. Tradução literal do artigo “Es ist nie zu spät für nichts” – páginas 25,26 da  revista Victoria-Lebenslust ist zeitlos.

A vida começa aos 50

Quinta-feira, Fevereiro 4th, 2016

e o preventivo número 2.

Na verdade, hoje é um dia prá lá de divertido para a mulherada em terras germânicas. Nesta quinta (schwerdonnerstag) às 11.11 da manhã – tradicionalmente – as mulheres (carnavalescas) se reunem em grupos, saem para as ruas, invadem as prefeituras e comandam a abertura das festas de carnaval. Normalmente, nesta quinta,  as mulheres (weiberfastnacht) estão permitidas, sem  qualquer restrição ou crítica a beberem mais que o normalmente e fazerem muita festa e barulho.

Eu, particularmente, como nunca fui realmente fã de carnaval nem no Brasil, me abstenho deste excesso e encaro minha quinta de carnaval como outra qualquer. Porém, nesta quinta eu tinha um compromisso extra… muito distante de festa carnavalesca… um compromisso com a ginecologista para o preventivo 2016. Sim, eu me preocupo e procuro estar atenta à minha saúde, afinal quero ver minhas filhas adultas, realizadas, felizes.

Fui decidida para o consultório, contente por -enfim- ter encontrado por aqui uma competente e gentil médica, muito diferente do meu ex- troglodita ginecologista. No entanto, não pude conter minha “surpresa” já ao conversar  com a recepcionista que ao verificar a minha idade, ao invés de perguntar – como normalmente – quando tive “meus dias”, me questionou se eu “ainda tenho meus dias”. Achei engraçada a pergunta, que de engraçada não tem nada… uma pergunta normal do ponto de vista da moça, mas sob o meu ponto de vista completamente nova, estranha mesmo! Achei engraçado também o meu sentimento de alegria ao responder positivamente à pergunta. Enquanto esperava para ser chamada ao consultório fiquei pensando sobre o tempo, idades, fases da vida e conclui que estou totamente despreparada para o segundo 1/2 século de vida. Me sinto como se tivesse 30 anos, em toda a plenitude.

Minha segunda “surpresa” eu teria ainda envolta nos pensamentos que a pergunta da recepcionista me cravou na alma, nesta manhã de quinta de carnaval. A médica gentilmente me “lembrou” que eu agora, depois dos 50, deveria também começar com um outro preventivo – o do intestino. Eu não estava também preparada para esta “novidade”, mas pensei comigo e comentei com a médica, tentando disfarçar o mal jeito, que “prevenir é sempre melhor que remediar”. Ela me explicou o procedimento e fomos para a área de exames. Bem, para nós mulheres e mães, nada tão  drámatico. Sobrevivi bem aos exames de toques… os laboratoriais, como de praxe, demoram um pouco mais. No entanto, o fato de que os anos realmente passam ainda está difícil de digerir. Envelhecer também é uma árdua tarefa!

Beijos de

amor e solidariedade ♠

À toda positiva essência feminina: uma homenagem

Quarta-feira, Maio 7th, 2014

"...Amor é ferida que dói e não se sente..."

Princesas

Tenho certeza

por pura opção

que nós Mulheres

somos Princesas

desde que escrevíamos

em diários sem graça

e o escondíamos às pressas.

Descrevíamos nossos príncipes

e amores indiscretos.

Não nos tornamos rainhas

crescemos através de ladainhas

ao som de loucos piões rodopiando

nos tornamos tão somente humanas.

Rastejamos, corremos, voamos em velocidades

através de ideais, colados à verdades.

Admiramos Vicentinas, a calma

Subjugamos as dores na alma

nos deparamos em comoção

com as incertezas do coração.

Velejamos contra o vento forte

nos mares, oceanos singulares

carentes de toda sorte.

A febre latente

por gotas ardentes

paixões sem aguardentes.

Sim, a vida é surpreendente!

Não nos aguarda presente.

Que nos revelemos através de crias

simetrias, iguarias, vielas frias.

Nos resta o pulsar do toque genético

num malabarismo frenético.

Beijos e linda semana ainda!

Delas, para “Elas”…

Quinta-feira, Fevereiro 16th, 2012

Helau!

Hoje é um dia muito especial para as mulheres. O dia é denominado “Altweiberfasching” ou “Schmotziger Donnerstag”. Nestas próximas horas as mulheres não podem ser freiadas, têm  a licenςa para festejerem sozinhas o quanto selvagens elas desejarem. Elas invadem também as prefeituras e escritórios oficiais e assumem o “poder dos homens”  ao cortarem suas gravatas! Ali elas demonstram que quem está no comando (ao menos simbolicamente) são as representantes do sexo frágil – o feminino, weiblich em alemão – daí o termo Weiberfasching, carnaval de mulheres.

Esta tradiςão, a qual no próximo ano planejo incorporar – pois acho o máximo! – tem origem em Beuel, próximo a Bonn. Lá, em 1824, as mulheres usam a ausência dos homens para organizarem uma festa delas para elas apenas. Assim participam de uma festa popular, da qual antes apenas  os homens participavam.

Em algumas áreas restritas às mulheres surgiram também os primeiros  desfiles carnavalescos. Atualmente, na maioria das cidades e vilas, o dia de hoje representa mais uma preparaςão para a festa de segunda-feira, a qual denomina-se Rosenmontag. No entanto em Beuel, ainda, o dia de hoje é o principal do carnaval. “Elas” invadem as ruas,  em suas fantasias especiais de princesas e logicamente visitarão a prefeitura – o prefeito que as aguardem e de preferência com uma velha gravata!

Beijos e um lindo tempo de carnaval (com moderaςão) para todos nós!

Informaςões básicas traduzidas do texto: ” Die Weiberfastnacht stammt aus Bonn/Beuel”, Rhein-Hunsrück-Zeitung, n° 40

Mädels/Fußball – Meninas/Futebol

Quinta-feira, Junho 23rd, 2011

Concepςões e modelos ridículos...

De 26 de Junho até 17 de julho será cediada aqui na Alemanha a Copa Mundial de Futebol Feminino. Este é um motivo suficiente para olharmos bem de perto a História desta moderacao esportiva.

A Associacao Alema de futebol tornou oficial o jogo de futebol de mulheres apenas no ano de 1970, ou seja há 40 anos atrás. Naturalmente as mulheres jogaram futebol muito antes disso. Quando em 1863 o futebol através da unificacao de regras internacionais se tornou uma moderacao esportiva – já em escolas inglesas as meninas jogavam futebol. Em 1894 foi fundado o primeiro time inglês de futebol feminino – o Britisch Ladies. As jogadoras usavam chapéu, schorts até o joelho – para manter a decência –  e sobre o schorts: uma saia também até a altura dos joelhos. Durante a Primeira Guerra Mundial o futebol de mulheres obteve o seu ponto alto, pois os homens estavam nas frentes de batalhas e as mulheres tiveram que realizar todas as tarefas – desde o trabalho nos campos de cultivo e  fábricas até ocupar os espacos esportivos, afinal derepente elas é que “tinham as calcas”.

Na Alemanha ao contrário, nesta fase, o futebol nao era nada popular. Somente em 1930 a filha de um acougueiro – Lotte Specht, com a ajuda de um anúncio em jornal, fundou o primeiro “Damen-Fußball-Club Frankfurt”, o qual se deparou logo de princípio com muitos opositores. Naquele tempo as jogadoras tiveram que batalhar muito contra preconceitos. Contra elas eram comuns as críticas ofensivas e palavroes. Os jornais também nao ressaltavam nada de positivo no Futebol de Mulheres. Fato este que correlaciona-se com a ascensao dos “Sociais Nacionalistas” ao poder, os quais tinham uma outra “imagem ideal” de mulher. Para eles as mulheres nao estavam permitidas a fumarem, beberem e muito menos jogar futebol.

Em 5.03.1936 a Associacao Alema de Futebol determinou que esta moderacao esportiva seria incompatível com a natureza e a dignidade da mulher. Também depois da Guerra o futebol feminino representou uma sombra para a Associacao. Em 30.07.1955, em Berlim, tornou mesmo “proibido” para as associacoes desportivas a organizacao de torneios de futebol feminino e até mesmo de aceitarem um membro feminino. Isto perdurou até 1970, quando entao foi autorizado oficialmente, pela DFB (Deutsche Fußballbund) a moderacao esportiva para mulheres. Naquele tempo as regras para as “meninas” eram diferentes da dos “meninos”: a bola era menor, tempo 2 x 30 minutos, as chuteiras eram proibidas e em funcao da natureza “fraca” da mulher – as jogadoras eram obrigadas a fazerem meio ano de pausa de inverno. Quando em 1989 pela primeira vez as mulheres se tornaram campeas europeias obtiveram como prêmio um “servico de café”. Naturalmente, as atuais jogadoras nao aceitariam novamente disputar um título por “xícaras/pires/ e cia. Se elas ganharem o título de campeas mundiais cada jogadora receberá  como prêmio: 60 000 Euros.

Sem dúvida alguma, a Selecao Nacional Feminina de Futebol, através do sucesso que atingiu, já conseguiu fazer muito  por uma visao mais positiva desta moderacao esportiva. Atualmente muitas pessoas já assistem com prazer e interesse os jogos entre mulheres. Jogadoras como Birgit Prinz ou Nadine Angerer sao quase tao conhecidas quanto jogadores como Miro Klose ou Bastian Schweinsteiger. Na Associacao Alema de Futebol estao cerca de 1 milhao de integrantes do sexo feminino, sendo que 700.000 meninas e mulheres jogam futebol  através das associacoes esportivas espalhadas por todo o país.

Texto traduzido por Neusa Arnold-Cortez (na íntegra) – escrito por Sonya Ross para o “Rhein-Zeitung” n°140 de 18.06.2011