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Os restos do Muro de Berlim

Sexta-feira, Julho 24th, 2015
Para saber mais: O Paraíso sem Bananas!

Para saber mais: O Paraíso sem Bananas!

Estudo: a divisão do território alemão e suas consequências ainda perduram.

25 anos após a reunificação da Alemanha, as diferenças do estilo de vida entre os alemães do leste e do oeste tornaram-se amenas em muitos aspectos. No entanto, por questões estruturais uma completa unidade entre a ex RDA (socialista) e a RFA (capistalista) nunca será concretizada.

Segundo o Instituto Berlinense de povoamento e desenvolvimento, com relação à taxa de natalidade, educação formal e condições ambientais não existe mais diferenças marcantes entre o leste e o oeste, porém quanto aos temas: Desenvolvimento populacional, robustez ecônomica, bens, herança ou na agricultura – as diferenças são visíveis.

No leste vivem mais solteiros, menos voluntários e maior evasão escolar. No oeste, uma a cada quatro crianças frequentam a pré-escola antes dos 3 anos. No leste mais da metade. Uma a cada 3 crianças recebem orientação religiosa no oeste. No leste uma a cada oito.

Segundo esta mesma pesquisa – quanto ao tema imigração – a Alemanha também está dividida. A tolerância para o fênomeno no leste é menor que no oeste e radicalismos de direita são mais frequentes na região leste do país.

Os alemães do leste vão raramente para as urnas e têm salários mais baixos. Possuem rendimento bruto estagnado há anos com margem de 25% inferior aos alemães do oeste. Também a produção nas empresas, após um rápido crescimento nos primeiros anos de unificação, atualmente não se aproxima das taxas do nível  ocidental.

Mas afinal onde estão as semelhanças entre o leste e o oeste?

  • As mulheres têm o mesmo número de filhos
  • Mães que trabalham (fora de casa) são bem vistas em ambos os lados
  • todos têm acessos à todos os programas de televisão
  • o telefone é acessível em todas as partes

Uma notícia conclusiva: o fluxo de migração do leste para o oeste foi estancado.

 

Tradução resumida do artigo “Was Ost und West noch trennt” – Rhein-Hunsrück-Zeitung, em 23.07.2015. As informações da pesquisa do Intituto berlinense foram divulgadas por seu diretor:  Reiner Klingholz.

 

 

Beijos e

um lindo dia!

 

Londres e seu charme me aguardam!

Terça-feira, Setembro 17th, 2013

"...Desde que o vento me opõe resistência velejo com todos os ventos."

Logicamente com bastante expectativa estive hoje medindo a minha pequena bagagem de mão – segundo a companhia aérea as medidas não podem exceder a 55 cm x 40 cm x 20 cm e o peso absolutamente restrito a 10 kg. Esta foi a minha menor preocupação já que minha estadia na charmosa capital britânica se restringe a dois dias. Infelizmente minha pequena mala ainda  está vazia, mas minha apresentação em power point no espaςo que será  gentilmente cedido para mim no I Encontro Mundial de Escritores Brasileiros está devagar tomando silhueta. Difícil é se ater a doze minutos,  considerando tanto a explicitar e sobretudo meu próprio entusiasmo em apresentar para convidados tão interessantes e intelectualizados o meu livro. Sim,  O Paraíso sem Bananas está viajando para Londres para juntar-se à outras tantas obras artísticas e literárias sensacionais reunidas num grande evento denominado Focus Brasil. Sem dúvida, uma grande oportunidade para brasileiros espalhados por todo o mundo para divulgarem seus trabalhos e compartilharem de uma miscelânia apetitosa de prosa, poesia, crônica, relatos, fatos, imagens, indagações, afirmações, mundos de verdades e de mentiras.

Como eu me interei deste interessante Encontro até é fácil esclarecer, mas o porque realmente me senti interessada por Ele – não sei. Abandonar minhas responsabilidades, minha família, meus coelhos, minha pequena e aconchegante Mermuth  não é simples. No entanto a aventura que o desconhecido significa me atrai terminantemente. Espiar outras esquinas, ouvir outros sons, sentir outros cheiros, ler outras placas me impulsionam algumas vezes ao caos emocioanal, mas me fortalecem na busca do meu aperfeiçoamento individual enquanto pessoa do Mundo. Talvez exatamente esta necessidade de ir além das fronteiras, combinada com as possibilidades do destino, me tirou do magnetismo das montanhas de Minas Gerais. Hoje estou aqui plantada em território germânico, mas dentro das possibilidades em conexão com o mundo, com o universo. Contudo minha aventura Londrina esteve por várias vezes quase comprometida até que minha participação neste grande evento fosse oficialmente confirmada e até vinte quatro horas atrás estive me questionando se deveria voar ou não, pois me procurando na agenda de trabalho do dia 20 não me encontrei, automaticamente não teria mais compromisso com o Evento. Mas, de novo procurei averiguar o porquê da minha ausência e fui atendida por duas grandes  Pessoas e Profissionais – Sônia, escritora e diretora da ACIMA e professora Else Vieira, também escritora e principal responsável pela organização do Encontro. Me senti hoje com a necessidade de agradecê-las publicamente pelo apoio e carinho que me dispensaram ao tomarem conhecimento da não inclusão oficial do meu nome na agenda e publicidade on-line. Para mim o ocorrido significou mais uma oportunidade de apredizagem, tolerância e a constatação de que estarei em breve conhecendo pessoalmente outras Pessoas bastante especiais, principalmente Sônia e Professora Else. Me alegro agora por poder passar algumas horas em Londres, vivenciar na pele seu charme e mistério! Me alegro em conhecer tantos brasileiros envolvidos e entusiasmados por nosso idioma, nossa cultura, nossos contrastes! Me alegro por apresentar meu trabalho num Ilha tão interessante! Me alegro por mais esta oportunidade de aprendizagem e crescimento!

Beijos, até mais

e provavelmente meu próximo post terá como título: Uma caipira em Londres.

O que aconteceu em 17 de junho?

Terça-feira, Junho 18th, 2013

"Wer die Vergangenheit nicht kennt, wird die Gegenwart nicht verstehen"/ "Quem não conhece o passado, não entende o presente".

ontem e em 1953?

Ontem, eu particularmente, vivi duas grandes aventuras:

  • Fui para Koblenz depois de ter recebido uma carta me avisando que deveria resgatar alguns livros que Claudia, a meu pedido, me enviou de Itajubá e nós inocentemente pensávamos que eu os receberia sãos e salvos aqui na porta de casa. Nada é tão fácil quanto às vezes nos parece. Lá fui para uma instituiςão chamada Zollamt – só o nome me causou medo e me lembrou muita burocracia e multas. Bem, de multas ainda estou livre, mas de burocracia infelizmente não. Assim meus livros lá ficaram de novo trancafiados em uma caixinha de papelão toda envolta em fitas adesivas onde se lê “Zollamt” em cada centímetro delas. Me sinto frustrada hoje depois de buscar uma soluςão para o meu problema com a aduaneira – sem grandes perspectivas de sucesso.
  • Agora o segundo evento me enviou os céus para contrabalanςar o insucesso da minha conversa com o fiscal sem uniforme e sem perdão. Eu pude assistir da minha sacada o pôr do sol e como se não bastasse este espetáculo divino, um bando de andorinhas executou uma coregrafia bem na altura dos meus olhos. Elas danςaram longos minutos em todas as direςões e todos os passos só prá mim.

Agora, sobre o 17 de junho de 1953?

Ontem fomos lembrados sobre este dia porque Ele tem um peso histórico bastante considerável no contexto Alemão. Há 60 anos multidões de cidadãos do leste saíram às ruas para protestar contra as condições precárias e injustas de trabalho, as quais lhes foram impostas com a ocupaςão soviética naquela parte do país com o fim da Segunda Guerra Mundial. Segundo as autoridades, Eles deveriam trabalhar ainda mais, porém sem receber qualquer aumento de salário. Considerando que a maioria dos cidadãos  já não estava nada satisfeita, pois mesmo após oito anos do fim oficial da Guerra Eles ainda necessitavam apresentar seus “Cartões alimentícios”/Lebensmitellkarten para tentarem reabastecer suas dispensas vazias e muitos produtos não estavam disponíveis para compra em toda a Alemanha Oriental – este  fato foi a gota d’água para a organização de um grande movimento contra as autoridades e o sistema sócio-econômico e político que vigorava no leste da Alemanha. No entanto, quando as pessoas protestavam inocentemente contra as injustiςas sociais que sofriam, foram surpreendidas por tanques de guerra.

Neste dia muitos tiros ecoaram entre as ruas de grandes cidades do leste, alguns cidadãos pagaram com suas vidas o preço da rebeldia, muitos foram para diferentes prisões. Neste dia ficou claro que manifestaςões populares contra o regime estavam expressamente proibidas.

Curiosamente o dia 17 de junho até a reunificação do país era considerado feriado na Alemanha Ocidental em homenagem ao ato de coragem dos manifestantes que ousaram desafiar a ditadura socialista.

Para implementar suas informações: uma indicação muito pessoal – O Paraíso sem Bananas

Beijos e linda semana!

Um kit, certa expectativa e muita curiosidade!

Terça-feira, Abril 30th, 2013

Um amor de kit para um amor de projeto!

Sim, exatamente isto é o que estou levando de mais interessante para a Baviera na sexta-feira próxima, quando nós os autores brasileiros  participantes do Projeto Adote um autor teremos o prazer imenso de sermos apresentados para a equipe organizadora do I encontro de escritores brasileiros na Baviera, nossos apoiadores e na verdade para nossos próprios colegas de aventuras , sucessos, insucessos, avanςos, retrocessos e tentativas constantes de extrapolaςão de tantos tabus e fronteiras  literário-sócio-culturais.

Estamos em contagem regressiva para o Encontro e tenho a impressão que a equipe responsável pela organização esteve por muito tempo ocupada por preparar o nosso Encontro nos mínimos detalhes, o que me proporciona seguranςa para pegar a estrada rumo a Munique na sexta bem cedinho. De carona, estou levando no porta-malas do Rubens um kit que organizei com muito carinho para ser sorteado entre os participantes do nosso Encontro, cujos produtos embora sejam marcas registradas da Alemanha do leste, nascidos ainda antes da queda do Muro de Berlim – se popularizam entre nós aqui da parte ocidental justamente por representarem qualidade.

Além dos produtos: uma garrafa de Rotkäppchen, uma caixa de Goldmännchen, um pacote de Russisch Brot, um pendurico cheiroso para o carro, também uma camiseta com estampa exclusiva e logicamente um exemplar do meu livro: O Paraíso sem Bananas – compõem o kit, o qual ilustra o post.

A verdade é que sobre o  kit é simples escrever, mas sobre a expectativa e a curiosidade não é tão simples assim… de qualquer forma apenas pelo fato de estar presente neste encontro, conhecer tantas pessoas interessantes e abertas à novidades já desperta em mim um sentimento de otimismo e alegria, sem esquecer da cerveja da Baviera e o encanto daquelas montanhas!

Estou certa de que voltaremos para casa com ótimas experiências na bagagem e quem sabe com muita energia para investir nos nossos futuros projetos.

Bem, só me resta desejar sucesso para todos nós e agradecer desde já à equipe organizadora por nos proporcionar esta oportunidade fantástica!

Beijos mil!

História para ser (também) saboreada!

Domingo, Março 17th, 2013

Telefone, prestigie, participe!

É verdade! Sem exagero! Na próxima quarta-feira, dia 20.03 – 11:00 horas, tenho um compromisso muito importante com Nilda Bitencourt, a colunista social mais popular e simpática de todo o Brasil, quando então Ela assume totalmente soberana os microfones da Rádio Futura FM e não apenas se coloca mais uma vez em conexão direta com Itajubá e região como também estará me concedendo o privilégio de também falar um pouco com seus ouvintes. Sim,  na próxima quarta, vou telefonar para Itajubá para além de tentar matar um pouco as saudades da Terrinha também divulgar o sorteio de um Kit exclusivo composto por um livro O Paraíso sem Bananas e alguns produtos que poderão ser literalmente saboreados, os quais têm a marca inconfundível da História do leste da Alemanha.

Os produtos que compõem o Kit foram produzidos e consumidos antes da queda do Muro de Berlim apenas na parte oriental de uma Alemanha ainda dividida em dois Sistemas sócio-político-econômicos antagônicos entre si. Atualmente alguns deles podem ser encontrados por aqui nos supermercados das cidades vizinhas, mas outros ainda são escassos na parte ocidental da Alemanha, podendo ser encomendados em shops on-line quando não se pode viajar para o leste.

Este Kit que pode ser seu contém:

  • Um livro, escrito por mim, cujo tema central são as experiências do cotidiano vivenciado por minhas “Testemunhas do Tempo”quando então viviam sob o sistema socialista e massiva influência do poder soviético e dois marcadores (um para você/outro para ser presenteado) de livros com logotipo exclusivo;
  • Uma relíquia em formato marcador de livros, o qual é ilustrado com fotos de cenários típicos da área do Muro antes de sua queda e muito especial – um pequeno pedaςo original do Muro, o qual está cada vez mais raro de se adquirir e sinceramente despachei para Itajubá com uma certa dor no coraςão, pois eu o adquiri há dois anos atrás quando conheci Berlim, para onde não pude mais viajar;
  • Um pacote de bolachas crocantes e com leve sabor de chocolate: Russisch Brot/Pão Russo – com tradiςão de qualidade desde 1889;
  • Uma garrafa de champanhe – Rotkäppchen/Chapéuzinho Vermelho;
  • Uma caixa de chá com 25 sachês- Goldmännchenn/humanos dourados. Com Sabor e cheiro incomparável de maςã. Ele é produzido em Thüringen e é o preferido também das minhas filhas;
  • Um pote de mostarda Bautz`ner – deliciosa e levemente picante;
  • Um pendurico cheiroso para o seu carro com a informaςão “Geboren in der DDR”/Nascido na República Democrática Alemã.

Só me resta torcer para que você que se interessa pela História e Cultura Alemã ganhe este Kit e que possa, além de se informar através da leitura deste livro que foi concebido, escrito e publicado num contexto muito especial possa também:

  • olhar,
  • sentir,
  • manusear,
  • saborear, ou seja
  • experimentar com todos sentidos um pouco da História contemporânea da Alemanha – um país lindo, instigante e contraditório.

Com muito prazer e carinho o meu muito obrigada à duas grandes Mulheres, Amigas, Mães, Profissionais…

  • Ana Claudia  Tavares
  • Nilda Bitencourt por me ajudarem na concretizaςão deste projeto publicitário e todo o time receptivo e simpático da Rádio Futura FM de Itajubá.

Beijos!

Boa sorte!

Mermuth em Foco

Quarta-feira, Setembro 26th, 2012

Agora, aqui de passagem, gostaria de compartilhar com vocês algo do programa de TV na rede SWR, o qual foi transmitido ontem em torno de 19.20 hs. Clique em:

e conheça algo desta doce vila!

Estou orgulhosa de ter participado do programa, mas sinceramente só tenho críticas para mim mesma – me achei horrível e senti muito não ter ido à cabeleleira e providenciado um extra make-up. O que me alivia um pouco é o fato de Laura ter me afirmado que eu estava bem (doce da parte dela!), além de não ter ouvido críticas por parte de Jörg.

Logicamente mostrar algo do meu “Paraíso sem Bananas” foi muito interessante, independentemente das falhas.

Muito obrigada ao Babst e sua amável equipe, além de Lony que de forma tão simpática me convidou a participar do programa, e logicamente às três das minhas mais corajosas e lindas vizinhas, as quais fizerem o possível para vencer a timidez e conversar um pouco comigo sobre o nosso projeto, em frente e apesar das  câmaras.

Beijos carinhosos e um lindo dia ainda!

Uma experiência única…

Segunda-feira, Setembro 10th, 2012

4 meninos bem educados, discretos, charmosos, pacientes, simpáticos e muito competentes!

foi a que eu vivenciei na última quinta-feira, quando então tive o prazer de receber em minha casa uma visita surpreendente – uma das equipes de uma rede de televisão – SWR – esteve aqui por cerca de duas horas. Nós conversamos bastante sobre alguns aspectos pessoais da minha vida, sobre minhas atividades cotidianas, sobre Mermuth, sobre o Brasil e principalmente sobre História Alemã. Em funςão do atual projeto de trabalho deles – Mermuth caiu aleatoriamente no roteiro de filmagens. A rua onde moro foi escolhida por Lony – nossa prefeita. Ela a escolheu por considerá-la interessante no contexto da vila.

Há duas semanas Lony subiu correndo as escadas daqui de casa, o que me surpreendeu um pouco, pois costumamos sempre telefonar antes de tocar a campainha de uma casa. No entanto,  para minha surpresa maior Ela tinha em mente me perguntar se eu teria um tempo para uma entrevista com uma equipe de TV. Logicamente minha primeira pergunta foi sobre o porque Mermuth estaria em foco numa rede de televisão já que não temos qualquer novidade por aqui. Ela me informou que Eles estavam trabalhando em Hunsrück e por acaso Mermuth apareceu no roteiro. Como consequência uma das ruas da vila deveria ser nomeada e nesta rua algo de interessante deveria ser pesquisado, averiguado e filmado para passar a ser parte da programaςão do canal no dia 25.09. 12.

Bem, a minha rua é composta  por algumas construções seculares e interessantes, mas pessoas também estavam no foco de interesse do chefe da equipe – Babst, o qual foi informado por Lony que aqui morava uma brasileira engajada em atividades esportivas/artísticas  para crianςas e tão interessada em História Alemã que escreveu um livro sobre uma fase da mesma. Basicamente foi este o motivo pelo qual dias depois da visita de Lony eu recebi uma chamada telefônica de Babst – Ele gostaria de saber se poderia me visitar para conversarmos mais sobre o meu interesse por História, livros e minha vida por aqui. Logicamente eu fiquei feliz por seu interesse em minhas atividades, quem não ficaria? Logicamente  a minha resposta à sua pergunta foi positiva, ainda mais considerando a sua simpatia permeada por muita diplomacia e interesse pelo meu principal Hobby. Marcamos sim uma entrevista para a quinta, 10 horas.

Neste dia, eu acordei muito cedo pois tinha muito o que preparar. Tinha conversado com Eles no dia anterior e os intimei a tomar café da manhã aqui. A princípio recusaram com veemência a minha intimaςão afirmando que estavam aqui só para trabalhar. No entanto eu com minha hospitalidade mineira os convenci que estar bem alimentado faz parte de um bom trabalho. Assim depois da primeira etapa do dia de trabalho deles aceitaram fazer pausa na minha cozinha para um lanche, se abstiveram de café, Seckt e caipirinha, mas aceitaram água e suco (bons meninos!).

Para terminar tenho que admitir que eu estava muito  confusa até tomar uma taςa de Rotkäppchen. Depois minha timidez diminuiu um pouquinho e minhas ideias clarearam mais ou menos. Eu estava sim preocupada em fazer uma figura razoável. Aqui correu tudo muito bem, não me preocupei muito com o buraco negro que representa uma câmara e contei com a ajuda dos 4 meninos que sempre me diziam com muito tato como eu deveria me comportar ou como esconder os cabos do microfone. Agora quanto ao resultado da aventura em frente às câmaras só mesmo no dia 25. Não tenho porém qualquer expectativa super positiva, como escrevi – fazer uma figura razoável era a minha pretensão e sobretudo poder ser eu mesma além dos nervos.

Beijos e linda semana!

O Paraíso na Suíςa

Segunda-feira, Outubro 10th, 2011

Depois de um fim de semana bem cansativo, mas bastante interessante, já que  tivemos o prazer de receber a visita de dois anjinhos de Nürnberg (Luna e Colin),  acompanhados de seus pais – estou eu aqui tentando me concentrar nos desafios que já estão programados para esta semana. Pelos quais tenho apenas que agradecer – os desafios nos mantêm mais vivos e estou muito feliz por estar com saúde e disposiςão para ir  à luta sem me preocupar muito com as pequenas ou grandes dificuldades que fazem parte de novas conquistas. Cada dia que saio da cama me sentindo saudável e em paz já é motivo bastante para agradecer à Deus e à vida. Na semana passada assisti um documentário sobre dois soldados ingleses que voltaram do Afeganistão entre a vida e a morte ao serem “praticamente” explodidos ao caminharem sobre  território minado. Depois de semanas acordaram de suas comas sem pernas, um deles também sem o braςo esquerdo e o outro com os dois braςos inteiros, mas sem poder enxergar nada… Após meses de terapias intensivas e com muitas vontade de viver abandonaram os hospitais andando sobre suas pernas mecânicas. Fiquei muito impressionada, triste e me perguntando por que ainda há tantas regiões em guerra no mundo e como os governantes são capazes de enviar pais de famílias,  jovens e crianςas para a auto-destruiςão (???). Sei que muitas perguntas deste genêro são feitas por milhares de pessoas sobre o planeta, as quais assim como eu nunca obterão respostas. Sinto muitíssimo por todas as vítimas de todas as guerras que, infelizmente, já foram e ainda são promovidas sobre a terra.

No entanto não quero escrever somente coisas tristes neste post de uma segunda-feira de frio e chuva. Há uma novidade maravilhosa que faςo questão de compartilhar com vocês: meu livro está na vitrine virtual da livraria mais simpática e linda de toda a Europa –  Livraria Varal do Brasil, a qual se localiza num dos cantinhos mais charmosos do Mundo – Genebra/Suíςa. Confira você mesmo Aqui e compartilhe um pouco da minha alegria e orgulho por ter o meu livro alí exposto.

Não posso deixar de agradecer muito a dica, o apoio e o carinho de sempre de Sandra Santos – Minerinha n’Alemanha e da própria diretora da livraria Jacqueline Aisenman – muito obrigada às duas e todo o sucesso que vocês merecem  nos atuais e futuros projetos profissionais e pessoais.

Beijos e linda semana!

Ampliando perspectivas…

Quinta-feira, Agosto 4th, 2011

Mermuth é explêndida!

Exatamente assim me senti na última terca-feira – com a possibilidade de olhar algo além do presente imediato. Numa tarde fantástica tive o privilégio nao apenas de vivenciar um dia lindo de sol e de calor, mas também de receber uma visita inédita e também de fazer uma visita inédita. Neste dia tive a sensacao rara e deliciosa de que “tudo deu certo” num dia muito mais produtivo do que eu poderia imaginar. Comecando pela manha, me senti obrigada a trabalhar muito rápido para tentar colocar o jardim em melhores condicoes para se tomar um café lá embaixo – o dia estava espetacular, depois de semanas de chuva e mal tempo, eu receberia a visita de uma das funcionárias do jornal Rhein-Hunrück-Zeitung, uma pessoa muito simpática que acabei conhecendo por puro acaso e na primeira vez que nos vemos, entre outros temas,  abordamos também na nossa conversa o fato de eu ter muito interesse pela História recente da Alemanha. Nao pude deixar de comentar (lógico, com certo orgulho! Sou apenas humana!) com ela – que tinha ido um pouco longe com este hobby e havia  escrito/ publicado um paradidático sobre a Alemanha Socialista (O Paraíso sem Bananas). Para a minha alegria ela ficou mais interessada na minha aventura literária do que eu poderia imaginar e me perguntou sobre uma possibilidade futura para saber mais sobre o livro e talvez organizar uma publicacao para uma das revistas internas do jornal. Lógico que a minha resposta foi afirmativa e tenho que admitir que depois de muitas semanas desta nossa conversa eu já havia desistido de receber qualquer mensagem do seu escritório, mas nesta semana tive sim o prazer de receber sua visita, tomamos café no jardim e conversamos sobre este trabalho meu e sobre a possibilidade de trabalhar num material próprio, sob perspectivas individuais –  experiências de pessoas que sobreviveram  à Segunda Guerra Mundial. Ela nao apenas me ouviu atentamente como prometeu me ajudar em relacao à algumas testemunhas. Nao sei ainda se vamos obter sucesso, mas estou feliz por receber uma ajuda tao valiosa e despretenciosa – um desses tremendos presentes da vida que a gente recebe quando se está quase desistindo de algo que parecia enraizado na alma. Sei lá por que muitas vezes sinto que tenho que remar exatamente contra a maré, ultrapassar limites que parecem insuperáveis, “dar murro em ponta de faca”… quem entende?

Nao importa, seguindo o fluxo dos acontecimentos e da agenda –  no comeco da noite eu estava de novo encontrando pessoas pouco conhecidas ou nada conhecidas, mas que a partir da próxima semana vou estar encontrando com muito mais frequência, pois já passei a trabalhar para o mesmo club esportivo que elas. Nossa chefe, uma pessoa muito linda que conheco desde que Laura tinha 18 meses, organizou para nós um primeiro encontro, numa atmosfera muito, muito agrádavel! Nao pude acreditar que ao invés de uma mesa redonda para tratar de planos e datas eu encontrei uma mesa posta no jardim e preparada com muito carinho – decoracao, canapés, velas e para tomar poderíamos ter água, sucos ou vinhos: secos, semí-secos, doces ou seja luxo absoluto! Contudo, apesar do acolhimento super gentil de cony nao pude estar tao à vontade considerando que sou “a nova”, mas ao fim da nossa reuniao de trabalho mesmo após tomarmos apenas água ou Weinschorle (vinho com água mineral gasosa) duas horas depois voltei para casa com uma sensacao agradável de grande aceitacao e sinceramente – “frio na barriga” – na próxima semana estarei assumindo oficialmente as sessoes de esporte com duas turmas e nas próximas semanas com uma mais, ou seja 3 turmas. Incrível as surpresas que vamos vivenciando ao longo de nossas vidas… me sinto como se minha vida, neste exato momento, esteja tomando um novo rumo… o que me deixa um pouco tranquila é saber que estou de certa forma, mesmo há 10 000 kms de distância e num país tao diferente do meu, em um reduto que conheco – o reduto da Educacao. De novo uma oportunidade para envolver-me de corpo, alma, sangue e suor com pessoas… é ameacador, é apavorante, mas é o desafio me agrada muito!!!

Porque estou numa semana mais do que positiva hoje recebi expontaneamente a pergunta de uma Senhora muito elegante, inteligente e bem humorada – apesar dos seus 70 + anos –  a informacao de que gostaria de conversar comigo sobre as suas experiências pessoais em torno da  Segunda Guerra Mundial. Já havia conversado um pouco com ela sobre os tempos de Hitler, mas hoje ela tomou a iniciativa de me perguntar se quero mesmo registrar suas memórias daqueles dias – eu respondi muito rápido: Ja!! Wenn Sie Zeit für mich haben!

Sabe que? Ela estava feliz e eu também!

Hoje ainda tive a oportunidade maravilhosa de visitar uma grande mulher – Aricélia, que estava muito bem acompanhada pelo docinho da Cíntia. E quem me acompanhava? Só grandes mulheres: D. Eloísa, Regina, Laura, Victoria, Sarah e Aline (nomes por ordem de idade – breve info).

Ou seja, nao posso reclamar de nada… o mundo está em ordem (mesmo que seja “por enquanto”!)

Beijos.

Hammer = Martelo = insuperável!

Sábado, Junho 11th, 2011

Na minha ótica feminina o termo Hammer/Martelo  até poucos meses depois da minha chegada em terras germânicas era quase que absolutamente negativo. Não sei  porque demorava “uma onda” para eu pensar no “martelo” como uma simples e muito importante ferramenta de trabalho. Me vinham à cabeca imagens e mesmo a sensaςão de dor ao pensar em todos os “prováveis” acidentes que se pode sofrer quando não se sabe usar bem esta ferramenta, além do trabalho pesado que ela “quase sempre” envolve.  Meses, após eu estar vivendo na Alemanha e “entendendo” o idioma, ficava muito encafifada quando lia ou ouvia a expressão: “Das war ou ist “der Hammer”! Eu perguntava cá com os meus botões: “Hammer significa martelo” – o que  significa então esta expressão de contentamento e elogio quando os meus novos vizinhos e conhecidos assim se expressam?” Nunca perguntei nada para o meu marido ou qualquer outra pessoas pois nem sabia como explicar esta e outras tantas dúvidas que circulavam como doidas na minha massa cinzenta. Ainda sinto o medo que eu passei a sentir do “meu” novo idioma ao perceber que eu não tinha mesmo talento para aprender línguas estrangeiras, juntamente com a minha primeira gravidez no meu primeiro inverno neste país. Posso afirmar com todas as letras: d e s e s p e r a d o r !!!! Eu me sentia a última criatura do planeta, a sensibilidade física e psicológica em níveis altíssimos. Foram tantos os momentos de solidão e estômago revirando que perdi a conta. Meu objetivo era apenas sobreviver da forma menos dramática possível…

Nao comecei este post, no entanto, para reclamar ou me lamentar. Exatamente o contrário. E afirmar que ” foi ou é um martelo” por aqui é afirmar algo de “insuperável”! Ou seja, prá lá de bom! Eu gostaria muito de compartilhar que por várias horas eu tive a expressao “Der Hammer” saltidando por dentro de mim, desde que ouvi  o que Laura disse  ao descobrir que eu lia um texto que a Nilda Bitencourt publicou esta semana em dos Jornais de Itajubá e também em sua Coluna Eletrônica. Entre outras notícias, dicas e fotos  lá estava também uma imagem minha ao lado de informaςões sobre “O Paraíso sem Bananas”. Eu não sabia quem estava mais orgulhosa aqui em casa! Não posso deixar de agradecer o carinho de uma grande mulher: Nilda – uma grande profissional com um coraςão maior ainda. A Nilda é uma dessas mulheres que vão estar sempre além do seu tempo. Admiro muito a sua dedicaςão ao seu trabalho e atenςão à todas as pessoas que a cercam fisicamente ou não. A sua aura de positividade simplesmente encanta e envolve! É bom me sentir em conexao com Itajubá, apesar de ter estado nos últimos anos cerca de 10.000 kilômetros de distância. Temos o Atlântico nos separando. Porém as lembranςas são de carinho e para cá eu trouxe comigo marcas e  exemplos fascinantes de pessoas que “nunca deixam a peteca cair”. Melhor mesmo é nao comecar a citar nomes para não correr o risco de ser injusta!

Em uma semana tão produtiva e cheia de altos e baixos estou 100% convicta de que o saldo é surpreendentemente positivo!

Beijos e ótimo fim de semana!

Abaixo no posso deixãar de colar a “minha presenςa” em Itajubá, que seja por outras poucas horinhas.

10/06/2011 | 00h02
O Paraíso sem Bananas.
Neusa Arnold Cortez com personagens famosos no atual contexto berlinense.
A itajubense, Neusa Arnold Cortez, radicada na cidade de Mermuth, na Alemanha, escreveu um livro muito interessante, “O Paraíso sem Bananas” que enfoca experiências de vida de pessoas que viveram na Alemanha do leste, antes da queda do Muro de Berlim. Como em um bate-papo, alguns de seus entrevistados informam, de forma simples e direta, como eram conduzidas as suas vidas sob o sistema socialista – o qual foi implantado na Alemanha Oriental, após o fim da Segunda Guerra mundial e que lá perdurou por quarenta anos.
Segunda a escritora, através da leitura dos relatos de pessoas comuns, o leitor mergulhará em uma realidade completamente distinta daquela que nós brasileiros assimilamos, desde que fomos “descobertos” pelos portugueses – a realidade capitalista.
Ela destaca que os relatos das “testemunhas do tempo” são absolutamente fiéis ao cotidiano que elas vivenciaram, entrecortados pela abordagem de fatos específicos da História recente da Alemanha e misturados com toques peculiares sobre o envolvimento da autora com suas testemunhas. Através de uma leitura prazerosa, os textos podem ser compreendidos mesmo por pessoas que não conhecem a fundo a História alemã ou européia. O livro destina-se a todas as pessoas que têm algum interesse e curiosidade pela concepção do socialismo associada a um país europeu.
Em tempo: O livro está à venda na Livraria Nobel.
Fonte: NB