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Verwöhnte Kinder – Crianςas mimadas

Segunda-feira, Junho 28th, 2010

Os amigos, reais ou não, são importantes também para a resoluςão de conflitos internos.

Muitas vezes eu me senti, acho que assim como todas as mães, tentada a fazer “certas” vontades das minhas filhas, mesmo ser estar de acordo com elas. Eu como não sou perfeita e nem de ferro já cai algumas vezes no erro de responder sim, ao invés de não para uma pergunta ou outra. Muitas vezes estamos tão atrapalhadas  com as nossas obrigaςões que nada melhor que crianςas tranquilas e satisfeitas, ao invés de reclamaςões, choro e discussões na cabeςa! No entanto, sempre me policiei bastante para não atendê-las 100% nas suas reinvidicaςões. Eu não suporto tirania e teria um colapso se viesse a educar minhas filhas para a tirania. Assim apesar do medo do escândalo em um supermercado ou loja de brinquedos nunca comprei algo somente para atender uma extra vontade de Laura ou Vic. Confesso que em uma determinada fase foi difícil, pois elas testaram o tempo todo as fronteiras, como todas as crianςas normalmente fazem, mas hoje me sinto muito tranquila em dizer simplesmente um não  para Vic, por exemplo, quando ela quer mais um bichinho de pelúcia em uma loja, quando ela já tem uma montanha no próprio quarto.

Educar é uma tarefa muito árdua, que exige tempo, dedicaςão e muita paciência. Podemos cair no erro em tentar suprir uma carência afetiva com a compra de um produto, ou compensar a falta do tempo, que dizemos não ter para  as criancas, fazendo todas as suas vontades na expectativa de fazê-las felizes e satisfeitas.

Sobre este tema eu li na última semana na revista da escolinha da Vic,  Mobile, que me ajudou muito a reafirmar as minhas próprias concepςões. Neste artigo, especialistas em educaςão, afirmam que nunca devemos fazer pela crianςa o que ela mesma pode fazer, claro com excessão de situaςões especiais como doenςa ou perigo. Segundo eles, crianςas cujas tarefas elas mesmos são capazes de realizar, mas  são executadas pelos pais, se tornam paulatinamente desencorajadas. Elas não compreendem  a ordem de coisas a sua volta, raramente vivenciam os aspectos  positivos de sua personalidade e não sabem o que são capazes de fazer por elas mesmas, o que leva a crianςa a permanente dependência e a sentir muito medo perante à desafios.

Precisamos ter claro para nós, que falta de limites não significa liberdade, senão inseguranςa e podemos ajudar muito os nossos filhos nos atentando a proporcionar-lhes espaςo para descobrir, experimentar e sofrer as consequências das próprias atitudes. Assim eles estarão descobrindo as suas fortalezas e trabalhando as suas dificuldades. Mas sem dúvida, o nosso apoio diário é fundamental, fazendo cobranςas quanto as suas responsabilidades e dando-lhes colo quando baterem de cheio com  uma situaςão frustrante. Os conflitos são quase que constantes, porém aprender que não se  recebe tudo sempre  em bandejas de prata prepara a crianςa para a vida. Este, creio eu, é o nosso papel, ajudá-las a tornarem-se pessoas que sabem lidar com sucessos e insucessos, alegria e tristeza, felicidade e frustraςão… afinal a vida é uma dinâmica só, uma sequência de diferentes fases, as quais são impregnadas, misturadas à diferentes sentimentos…

Um beijo e muita energia positiva para você!