Artikel-Schlagworte: „Pessoal“

Muito além de entraves…

Donnerstag, 29. Juni 2017

Sabe aquela fase em que você sente que a maré está a seu favor? Pois é, hoje me sinto assim! E pensei o porque não deveria escrever aqui que estou contente por estar me sentindo ao menos „agora“ realizada e em paz comigo mesma. Me sinto num daqueles raros momentos que não estou „nem aí“ para o que pensam ou falam de mim… Me permito curtir ao extremo, mesmo que seja apenas comigo mesma, minha libertação do banco da escola. Yes! Tenho meu diploma alemão! Quase no segundo século de vida, lá estava eu de novo numa escola, cercada de colegas de todas as idades e que não falam o meu idioma, senão o alemão ou russo. Contudo,  eu estava cheia de expectativa e motivação para encarar três anos de uma outra qualificação profissional e o que mais me animava é que o tempo na prática era bem maior que o tempo teórico. Confesso que me iludi pensando que não seria tão pesado quanto ouvi, ao informar algumas pessoas que havia me decidido, por vários motivos, fazer um curso profissionalizante de três anos – para trabalhar com pessoas deficientes física e psiquicamente. Muitas pessoas se assustaram com a minha disposição para encarar uma longa e diária maratona de trabalho, provas, projetos e a dificuldade de conciliar tudo com as tarefas de mãe e dona-de-casa.  Como se sabe, na  Alemanha não se tem o luxo de uma ajudante doméstica, como no Brasil. Aqui a gente tem que se virar mesmo e fazer tudo sozinha. Quando eu me encontrava disposta, dividia as tarefas domésticas com Laura e Vici, mas quando eu já estava saturada de „encheção de saco“ descarregava meu cansaço cognitivo e frutraçōes na vassoura, no rodo, no aspirador de pó e panelas… Vocês sabem da dificuldade para se envolver adolescentes nas nossas preocupações com a limpeza e organização da casa! Mas ficar reclamando nunca foi meu „slogan de vida“ e procurei na medida do possível, dia-a-dia, superar os desafios da minha própria opção e estou muito aliviada de ter conseguido terminar, até que com bastante sucesso (considerando minha idade e problemas com a língua) minha escola de formação profissional alemã e me sinto feliz por estar exercendo de coração uma profissão (Heilerziehungspflegerin ) reconhecida neste país, do qual  dificilmente vou me afastar. Logicamente para mim me sentir de novo absolutamente integrada no mundo do trabalho é uma satisfação muito grande, mas o que me levou a escrever este post foi a necessidade de motivar outras pessoas a recomeçarem, quando sentirem esta necessidade. Não se deixem abater pelas dificuldades, afinal a sensação de realização é muito boa e dar um „pé na bunda“ da frustração é melhor ainda!

Beijos ♥

 

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Nada de promessas…

Montag, 26. Dezember 2016

Nem prá este natal, nem pro ano novo!Me sinto absurdamente cansada de promessas para mim mesma… „I promised  may self „- me lembrei da música linda,  me tocou tanto! Um dia perguntei para minha amiga de décadas (Lurdinha), que também curtia a música e sempre foi mais competente em línguas estrangeiras que eu – o significado de „I promised may self“.  Fato é que nunca mais esqueci as „promessas para mim mesma“ e muitas vezes me sinto realmente injuriada de promessas. Assim… Não quero estar me desculpando por um post atrasado de natal e nem os recados atrasados de feliz natal que estive postando hoje… claro que para amenizar um pouco a culpa, estive explicando que na Alemanha hoje ainda é natal… Sim, o segundo dia de natal. Sem dúvida uma excentricidade alemã – como se pode pensar em dois dias de natal? Demorei bastante para me adaptar e me organizar para três dias especiais de festa, mas atualmente acho prático, pois se em  um ou dois dias tem que se trabalhar, no terceiro pode-se relaxar e aos poucos aprendi a não me contaminar pelo stress e correria que antecedem os dias de festas. Não me importa a correria das pessoas , ou os estacionamentos lotados de carros e muito menos listas de presentes e compras. Tudo fica muito mais simples e intenso quando priorizamos o que realmente é importante para as pessoas que estimamos, incluindo a nós mesmos. Resolvi que  faria neste período tão especial do ano  apenas o que fosse  essencial e posso afirmar que o mundo não veio abaixo… tudo está ok! As preocupações prevalecem, mas hoje resolvi que tudo fica adiado para outros dias, hoje foi o meu dia livre e decidi que não faço nenhuma promessa para o próximo ano.

Os dias me esperam para pequenas e grandes realizações… saúde é o que interessa, o resto não tem pressa!

Beijos e

tudo de bom!

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De Mulher para Mulher

Samstag, 10. Dezember 2016

Até porque penso que nenhum homem deste planeta possa realmente entender o universo feminino: Um complexo desgraçado ou engraçado (como se queira interpretar) de sentimentos, medos, procupações, alegrias, amores e neuras. Logicamente não se pode generalizar, mas assim me percebo, me sinto e assim percebo muitas das minhas relações do sexo feminino. O universo masculino há muito tempo procuro sim compreender, desde os tempos de infância, quando meu meu pai me parecia mais um muro do que que uma pessoa. Assim, falando enquanto mulher para mulheres percebo uma tênue possibilidade de ser entendida, se é que alguém pode ou quer ler este post, afinal o  mundo virtual é outra complexidade entre pessoas, prioridades e sentimentos.

Antes que eu me perca pensei em escrever sobre a idade, as rugas, a deformação corporal, psicológica, espiritual… os tormentos de uma mulher que ultrapassou o 1/2 século de vida. Não sei se é o caso da maioria, mas sei que este é o meu caso… Sim, passei dos 50, nem eu mesma acredito! Mas este é o fato! Procuro entender os preconceitos, as posições das pessoas que estão próximas a mim nesta fase da minha vida. Se estivesse muito preocupada com a opinião delas, estaria muitas vezes deprimida. É óbvia a linha de divisão entre jovens e não-jovens ou jovens e velhos? Algumas vezes me sinto assim… quando me defronto com o comportamento dos meus (alguns) colegas de escola ou vida de forma geral.

Por que escola? Claro, na busca de perspectivas concretas de trabalho, aposentadoria, seguro de saúde num país que não é o meu, me vi forçada a voltar para os bancos de escola, a qual estou prestes a finalizar (Graças a Deus!). Como eu poderia definir esta opção? Complicada, mas necessária! Quais entraves? O idioma,  a idade, o saco! Claro… nada acontece por acaso… estamos nesta vida para aprender…sempre, em qualquer lugar, em qualquer cultura. Conselho? Há alguém que precisa? Há alguém que gostaria de um? Há alguma mulher que necessita urgentemente de se sentir de novo uma pessoa? Há alguma mulher que gostaria imensamente de novo se encontrar? Encare seus problemas nus e crus, arregasse as mangas e vai fazer o que você tem que fazer? As lágrimas? Você pode secar! Os medos? Você pode superar… se você quiser… Se você nao puder? Procure ajuda!

 

Beijos e lindo fim de semana!

 

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Entre Anjos!

Donnerstag, 25. Dezember 2014

Me sinto quase que  insuportavelmente  feliz num natal tão confortável e quente apesar da temperatura baixa lá fora. Penso no privilégio da saúde física, mental, espiritual, familiar – além do aconchego material que uma casa quente nos proporciona. Sim,  hoje é o dia máximo da esperança, por isso celebramos o nascimento de Cristo, o sinal evidente de esperança. Como eu gostaria de pensar que este sentimento maravilhoso pudesse invadir todas as almas ao menos por alguns minutos!

Me sinto hoje muito bem com a sensação do corpo ligeiramente fragilizado pelo corre-corre do dia a dia e a alma em paz por lutas (internas e externas) bem travadas. Algumas derrotas, mas vitórias imprescindíveis.

Sim meus queridos (as) hoje é um dia muito especial, mas os próximos também! Desejo de coração para cada um de vocês muita força para todas as batalhas que serão travadas depois desta breve pausa natalina. Que vocês, assim como eu, literalmente, permaneçam entre alguns Anjos.

Beijos e muita p a z!

Ps Esta história de anjos conto numa próxima!

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Para Mamães, Vovós e aspirantes…

Sonntag, 11. Mai 2014
Maes nao podem estar sempre salvando o Mundo. Elas precisam também cozinhar!"

Mães não podem estar sempre salvando o Mundo. Elas precisam também, (ainda), cozinhar!

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Perpectivas 50 – + x : …

Sonntag, 27. April 2014

Amanhã voltamos para a nossa habitual rotina, afinal as férias de páscoa se foram. A empolgação de

Sim. A decepção tem sabor cítrico.

antes  das férias misturada com a alegria de encontrar pessoas amigas e queridas por acasião do meu aniversário e nossa viagem para o norte, se choca hoje, num fim melancólico de um domingo, com um misto de desânimo e indagações sobre novas perspectivas.

Pensando sobre este lindo termo: „Perpectivas 50 +“, o qual se ouve por aqui (não sei se no Brasil e outros países também) para motivar as pessoas, digamos, mais „maduras“, „experientes“ a darem um novo impulso em suas vidas, resolvi compartilhar um pouco do que tenho vivenciado desde que resolvi (apesar de, ainda, não ter  chegado aos 50!!!) finalmente correr atrás de um diploma alemão, na busca das „perspectivas +“, além do que minhas filhas estão bem independentes, me restando certo tempo para novos desafios.

Esta maratona comeςou  em outubro do ano passado, quando uma senhora muito agradável que trabalha para a AWO me aconselhou a solicitar a avaliação da minha formação acadêmica brasileira. Para isto Ela me apresentou a Anabin e me ajudou, calmamente, a entender o processo burocrático para a futura odisséia da reunião de documentos, traduções oficiais, cópias autenticadas, envio para o departamento oficial em Trier, e a espera interminável por uma avaliação positiva, construtiva, estimulante! Contudo, eu não estava lá muito otimista e estava segura de que este documento me serviria basicamente  para conquistar uma vaga na escola para o meu próximo curso profissionalizante, com a intenção de obter o meu diploma alemão e então ter mais chances de voltar com todo o gás para o mercado de trabalho e obter uma certa independência financeira, além de poder acumular outros créditos para uma aposentadoria tranquila, talvez no sul da Espanha, Itália ou Portugal (sonhar não custa nada!)

Sim, a avaliação oficial dos burocratas me abriu diretamente perspectivas para o banco da escola, porém como não tenho tempo a perder, optei não por uma Uni, mas sim por um sistema dual de formação mais rápida e principalmente porque já está diretamente ligado com a prática. Achei o máximo, fascinante mesmo o sistema alemão:

  • Dois dias de escola
  • Três dias de trabalho,
  • Total=39 horas semanais.

Veja bem,  sem perca de tempo, ideal! Estudar, aplicar a teoria e, fantasticamente, tendo uma recompensa financeira satisfatória pelas horas de prática!

Mas, logicamente, quando algo parece bom demais é melhor ir desconfiando! Desde fevereiro estou procurando esta escola ou instituição que me ofereça a chance de executar a parte prática do meu curso. Fui orientada a me inscrever – e logicamente enviar, registrada formalmente em palavras escritas (curriculum vitae),  toda a minha vida para várias instituições.

A princípio estava muito animada e vibrei de alegria pelos convites de entrevistas. Depois fiquei muito feliz por conhecer meus prováveis futuros clientes e também os colegas de trabalho. No entanto, infelizmente, até hoje, não tenho o meu „Ausbildungsplatz“/local de formação prática. Conclui este fim de semana que a concorrência é acirrada. Me assustei quando me comparei com   jovens, dinâmicos, católicos, talentosos e alemães que estavam também em busca das mesmas intituições que eu e me considerei um pouco ousada.

Estive já decepcionada, triste, cabisbaixa, mas prefiro pensar que a vida sempre nos reserva o melhor e que outras janelas se abrirão. Por isso vou reunindo motivação para pensar em perspectivas + ou  x. Quanto asou : estou tentando ignorar.

Beijos e linda semana para você!

Não se intimide em me escrever para decifrar qualquer dúvida sobre o reconhecimento de diplomas na Alemanha ou outras pequenas burocracias mais. Estamos aqui para compartilhar experiências.

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Anjo em jaula

Montag, 17. März 2014

Nós humanos, somos naturalmente falhos. Não precisamos ter qualquer ilusão do contrário.

Esta é a definição, em palavras, que  senti cravada em meus pensamentos, ontem, quando cuidava do café da tarde e depois do jantar de Martin. Eu já havia estado em sua casa, que de forma tão especial foi denominada „Jardim das Rosas“, mas apenas ontem eu olhei em seu rosto e em seus olhos ao ser incubida da tarefa de servir seu pudim regado com calda de caramelo e seu copo de chá – o seu cardápio de uma tarde meio nublada, triste e indecisa de domingo.

Eu me surpreendi quando Ele me olhou direto nos olhos e abriu um largo sorriso para mim. Não resisti e acariciei a pele branca e fina do seu rosto. Encarando seus olhos azuis estralados na minha direção – não pensei em nada, além de que Martin é um anjo enjaulado num corpo teso, imóvel, mudo. Não se ouve qualquer gemido, qualquer tom ou lamúria  de Martin. O único som que ouvi de seus lábios nos três dias que „estagiei“ no Jardim das Rosas foi quando, Ele, insatisfeito com a quantidade de chá que  estava sendo jorrado em sua garganta abaixo, cuspia a distância o excesso, causando tremenda  indignição de sua ajudante e risos de todas nós que nos ocupávamos com os outros moradores. Minhas simpáticas e competentes colegas  „temporárias“ de trabalho  já estavam acostumadas com esta reação de Martin, assim como de todas as formas de tratamento apropriadas para os outros nove moradores desta ala, os quais vivem em uma grande instituição para pessoas de todas as idades e com diferentes graus de dificiência física e ou psiquíca. Ali, Eles são atendidos em todas as suas necessidades e em intensidade individualmente dosada.

Diferente das profissionais que atuam no „Jardim das Rosas“ tudo para mim era novidade. Eu não sabia como e se poderia me inteirar com nossos pacientes. Eu não sabia sequer  porque eu me encontrava no fim de semana, quase no topo de uma montanha, circundada pelo Rio Lahn a cerca de 50 quilômetros de casa. No entanto, ao ser presenteada pelo sorriso de Martin e contactar sua alma de anjo ficou claro para mim que eu me encontrava no lugar certo, na hora certa.

Eu jamais serei a mesma depois deste fim de semana, às margens do Lahn. Eu me sinto um pouco melhor enquanto pessoa por ter optado, intuitivamente, por querer pertencer também a um outro mundo. Um mundo com outras perspectivas, e muitas outras limitações, mas que nos ajuda, concretamente, na lapidação de nossas almas, algumas vezes, perdidas entre o „ter“ ao invés do „ser“.

Beijos e

uma líndissima semana, especialmente, para você!

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Sim ao ano Novo! Sim aos desafios!

Dienstag, 31. Dezember 2013

"Erfolg kommt durch "ich kann" und nicht durch "ich kann nicht."

Afinal para a nossa sorte ou azar não temos, absolutamente, outra opção! Por isso prefiro olhar de forma otimista para o novo tempo que ganhamos de presente. Sim, porque o futuro é um novo presente que ganhamos da vida e sou grata por este maravilhoso presente, aliás por mais este outro presente, pois entre tantos outros não-materiais  – como minha saúde, amizades, amores frustrados ou não, minha família – recebi também: o ano que passou e outros anos passados. Sou também muito grata aos anos passados, porque eles me permitiram aprender a ser uma pessoa melhor, eles compuseram os meus anos escolares na grande e fascinante escola da vida.

Me considero, neste momento, muito privilegiada por ter tido tantas oportunidades de aprendizagem, pois tenho sorrido, chorado, odiado e amado muito nestes meus anos de vida. Eu gosto de viver assim intensamente, gosto de sentir intensamente e isto inclui também os momentos amargos, decepcionantes, desgastantes, desmoronantes. Eles são os lembretes para que não nos esquecamos de saborear e agradecer todos os momentos felizes, alegres, saudáveis, descompromissados. E, sem dúvida, são eles que nos preparam para  desafios novos e maiores. Os desafios também são grandes presentes, os quais  vamos recebendo ao longo da nossa frágil caminhada sobre este planeta. Morreríamos de marasmo e tédio se não fossem os desafios e no final das contas, o que saberíamos sobre nós mesmos? Como reconheceríamos nossos fortes e fracos? Como  poderíamos nos presentear para as pessoas, bichos e plantas que amamos? Por isso mesmo, desejo para você, querido (a) leitor (a), neste ano novo e também nos próximos, de coração aberto:  muitos desafios, porque sei que com eles estaremos motivados, rejuvenecidos e fortalecidos para nos tornarmos seres, talvez, com menos imperfeições, principalmente se contribuirmos para nossa melhoria pessoal, para a melhoria de um planeta mais verde, mais humano, justo e  alegre!

Tudo de bom!

Lindo fim de semana!

Beijos!

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Novas experiências na bagagem…

Dienstag, 7. Mai 2013

À vida! Aos desafios em todas as suas dimensões e extrapolações!

e o prazer que tive de ter conhecido muitas pessoas interessantes, verdadeiras, solidárias, além de poder, pelo menos por algumas horas pertencer à maravihosa cidade de Munique.  Estou sim impressionada positivamente quando penso em um saldo conclusivo para a minha viajem do último fim de semana. Aceitar o convite para participar do I Encontro de Escritores (desconhecidos) Brasileiros em Munique foi uma  das minhas muitas atitudes impensadas, porém sentidas. Pressenti muito claro lá por dentro de mim que eu precisa ir, mesmo sem grandes ilusões com a mídia ou alguma grande ressonância.

Foi muito difícil para mim deixar minhas filhas por aqui „semi-abandonadas“ e cair na estrada „meio que de carona“ com o Rubens para chegar no coraςão de uma cidade grande e desconhecida com o objetivo de me encontrar com outras pessoas, sobre as quais eu sabia apenas que tinham alguma ligação com o Brasil e se interessavam loucamente por livros, assim como eu.

A semana  anterior à minha escapada da pequena e aconchegante Mermuth foi „quase desesperadora“ com os preparativos da viajem, todo o trabalho extra em casa para tentar deixar tudo em ordem para os meus três e executar com serenidade e bem todas as outras minhas atividades normais da semana. Logicamente que tudo parecia „dar errado“, ainda mais que, como de praxe, meu princípe reinventa novas e audociosas atividades quando eu tenho algo de importante e fora da rotina – previsto na agenda. Assim, poucas horas antes de viajar eu estava no jardim participando ativamente na limpeza de uma pequena máquina para revolver gramado, a qual deveria ser entregue no dia seguinte (limpa) e estava praticamente atolada em barro. O cansaςo, o frio do sereno e a impotência que senti enquanto pensava que já eram quase dez da noite,  não tinha minha bagagem pronta ou tomado sequer uma ducha e deveria  sair da cama no outro dia as 5 da manhã quase me fizeram desistir da aventura de ir para o sul. No entanto mesmo desanimada e descabelada, cheia de saudade antecipada de Laura e Vic levantei a cabeça e me preparei física, psicológica e espiritualmente para assumir o meu compromisso na Baviera.

Antes da viajem propriamente tudo parecia de novo „dar errado“, não sabíamos como chegaríamos ao nosso destino final, pois o GPS do Rubens não queria nos atender a princípio, mas sem desespero e drama – uma das qualidades do „temperamento“ brasileiro – lá fomos na direção dos Alpes Bávaros, bem acompanhados pela Jandi – simpatia de carioca!

Tudo então passou a dar certo! Me surpreendi positivamente ao conhecer outros brasileiros que apesar do cansaço de viagens de carro, ônibus, trem ou avião não demonstraram nenhum sinal de desconforto e sorriam bem humorados uns para outros e iam se apresentando sem qualquer formalidade ou reserva.

As horas que passamos juntos foram muito agradáveis e de trocas de experiências mais do que enriquecedoras! Estou muito feliz por ter tido a chance de ouvir tantas histórias de vida surpreendentes e destinos manejados com grande sabedoria! Além de conhecer obras literárias ou não muito especiais, criativas e tocantes!

Rosanna - um amor de diretora para um amor de Projeto

Nestes momentos especiais eu tive a oportunidade de conhecer os autores: Alexandra Magalhães Zeiner, Eliana Keen, Evandro Raiz Ribeiro, Jacilene Brataas, Karina Martinelli, Lúcia Amélia Brüllhardt, Mara de Freitas Herrmann, Marcia Mar, Maria Cristina Schulze-Hofer, Sérgio Poeta-Beija-Flor, Sylvia Roesch, Roseni Kurányi, Zé do Rock, a cantora/compositora Valéria Dennin e algo mais sobre a obra do Rubens dos Santos.

Foi também muito prazeroso conhecer as pessoas que nos apoiaram muito como Rosanna – diretora do DBKV e todos os seus representantes, assim como a Vanessa e todas as pessoas que nos prestigiaram com uma visita, um sorriso, uma palavra, uma aperto de mão ou um olhar curioso.

A delícia do evento foi, de forma especial para mim, coroada por um passeio expontâneo pela cidade de Munique muito bem acompanhada pela Rosanna e seu marido, os quais gentilmente me mostraram pontos fantásticos de uma cidade, a qual apesar do seu tamanho consegue ser aconhegante para seus visitantes.

Bem, com tudo isso só me restou brindar com uma ótima cerveja Bávara ao nosso Encontro, à literatura, à arte em suas tantas dimensões, às pessoas, à vida!

Para terminar um fim de semana perfeito só me faltava encontrar um marido de bom humor em casa… Mas claro, nem tudo é perfeito!

Beijos e linda semana!

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Aventuras (mil) em abril

Freitag, 19. April 2013

"Liebe ist alles, was wir brauchen..." "Amor é tudo que nós precisamos..."

Não posso realmente me expressar através das palavras as últimas emoções que vivi nestas semanas… um misto de altos e baixos numa velocidade quase que estonteante!  Lógico que posso estar sendo um pouco exagerada, porém  vivendo num país de extremos é normal que se contagie um pouco (!?). Sim a Alemanha é um país de extremos e quem não se encaixa neste carrocel de alegria estupenda, tristeza profunda, stress diário, amor pelos detalhes e tradiςão – corre o risco de permanecer a margem do mundo alemão e ter uma vida paralela numa sociedade multiculti, exigente, mas solidária.

Quanto a mim depois dos meus doze anos plantada neste país posso afirmar que o aprendizado e os desafios são constantes. Não há qualquer possibilidade onde deixo de tirar uma lição de vida. Naturalmente minha motivação para ter buscado sempre a interação com a cultura e os extremos alemães provém da minha família – principalmente das minhas filhas. E considerando esta interação havia resolvido há tempos que minhas filhas seriam batizadas na igreja católica, sinceramente não por ser extremamente católica, senão por ter nascido numa família católica e por não perceber qualquer diferenςa em estruturas superficiais, prefiro (tentar) cultivar a solidariedade entre todos os seres animais independentemente de seu credo, cor, procedência ou forma. Assim me sentindo de certa forma íntima com os rituais católicos, Laura e Victoria foram batizadas e optaram também, logicamente incentivada por mim, pelo ritual de „Primeira Comunhão“. Esta opção, também foi uma questão mais interativa do que religiosa, já que a minha religiosidade é profunda, mas tão somente encravada no coração e na alma – não preciso de recursos externos para me sentir próxima ao criador. No entanto, eu não queria que minhas filhas se sentissem excluídas de um evento tão importante na região onde vivemos. Assim me informei sobre os detalhes com algumas mães mais simpáticas sobre as primeiras providências a serem tomadas. Ai foi o meu primeiro espanto quando me informaram que eu deveria um ano antes reservar um restaurante ou buffet. Não acreditei muito, mas para a minha sorte segui este conselho e depois constatei que realmente quando não se pretende cozinhar é necessário estar atento às datas pelo menos doze meses antes. Não que eu não goste de cozinhar, mas considerando todos os detalhes desta festa é humanamente impossível para apenas uma pobre mãe cozinhar, fazer vários bolos, colocar todos os talheres, copos, pratos, etc… além da preocupação com o número de cadeiras, mesas e além do mais a decoração, flores, velas e todos os compromissos oficiais com a igreja. Enfim, são tantos os detalhes que nem sei como compartilhar… Mas não importa, hoje estou livre destas preocupações e outras também. Para Vic sua festa foi muito interessante, assim como todos os presentes e euros que ganhou, mas  principalmente o carinho dos amigos e vizinhos. Apenas por ver sua felicidade ao abrir tantos cartões me sinti mais do compensada por todo o trabalho de antes, durante e depois da festa. Sim, esta semana foi também muito dura para ser pontual e compentente com as minhas atividades normais além de limpar, organizar e conferir todos os utensílios domésticos que emprestamos ou alugamos para poder promover um almoςo e um café da tarde razoável para nossos convidados – todos muito simpáticos, e tão próximos que não se esqueceram que neste dia eu também completava mais um ano de vida – por isso mesmo mereciam o melhor… para a próxima festa pretendo  contratar um serviço completo. Frescura? Nem um pouco, acho que ainda preciso de vários dias para me recuperar da canseira!

Não, as aventuras não representaram apenas organizar as mesas, toalhas brancas, velas e todos os talheres, copos, tentar ser atenta e gentil com cada um de nossos convidados e depois organizar tudo de volta (e limpo) nos lugares, mas também uma corrida contra o tempo para colocar nosso novo e possante carro em ordem, pois nos últimos tempos imprimi nele certas marquinhas. Para tanto tive que correr atrás de favores e ônibus de linha, pois queria dar conta de todos os meus compromissos semanais.

Hoje estou bem, é sexta, e me permito tomar uma Bittburger, mas ontem no ápice da correria para pegar Vic e Laura na escola e levá-las ao dentista, aproveitando uma carona inesperada e sensacioanal do meu querido amigo Rubens, esqueci a chave do apartamento dentro do próprio apartamento. Qual seria nossa chance de voltar para o aconchego de casa depois de horas incertas correndo entre Kastellaun e Halsenbach?

Me poupem dos detalhes… digo a vocês, queridos e queridas, que Vic me lembrou, depois de horas de encabulamento, que teríamos uma chance de entrar no apartamento por uma abertura no teto do corredor… para a minha saúde e sorte não me desesperei, embora pensasse constantemente na conta extra ao pagar um profissional abridor de portas ou no preço da própria porta… e para o nosso júbilo a ideia da minha pequena funcionou 100%, ou seja, ontem lá pelas 18 hs pudemos invadir o nosso ninho e para a minha tranquilidade o „nosso possante“ reluz de novo na garagem!

Para o coramento de um feliz final de  semana só posso desejar muito bom humor para o meu príncipe, o qual passou a semana em Munique – muito longe dos distúrbios e incertezas do ninho em Mermuth…. bom prá Ele que pôde se concentrar totalmente no seu produto e no seu trabalho…

Beijos e lindo fim de semana para todos nós que merecemos!

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