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Paz e Guerra – numa perspectiva muito pessoal

Montag, 28. März 2011

Há certos muros que nos parecem intransponíveis.

“Paz

A Paz nunca surpreende.

Ela nao cai do céu como a chuva.

Ela chega para aqueles que a preparam.”

Sabedoria Indiana.

Outro dia li este pequeno texto numa revista que recebo vez ou outra. Na primeira vez que li nao prestei realmente atencao no seu conteúdo e estava com preguica de traduzir o pequeno texto no canto direito da última página. No entanto meus olhos se chocaram várias vezes com o pequeno texto que ficou jogado de escanteio por uns dias na minha área de trabalho e me senti na obrigacao de prestar mais atencao às poucas palavras organizadas com cuidado em formato porta-retrato.

Hoje eu as li novamente e pensei sobre o significado do termo Paz após ler as últimas notícias, que nao me esclareceram nada, pelo contrário me confundiram bastante:

  • Eleicoes: Beck permanece no poder apesar do escândalo do projeto “Nürburgring” e do fracasso evidente do SPD no Estado traduzido pelo números;
  • O Estado será regido pela coalisao Vermelha (SPD) e Verde (Die Grüne), os quais terao como a mais forte oposicao o CDU , cuja representacao mais expressiva no momento é uma loira muito carismática – Julia Klöckner, a qual se mostrou muito mais feliz e radiante do que o “vencedor”;
  • Como os partidos de coalisao, apesar das próprias diferencas: direita/esquerda, se organizarao para administrar com competência o nosso Estado é uma incógnita;
  • Nato assume a lideranca militar absoluta no Líbano: triste assistir a mais um capítulo de outra guerra no planeta e ao sofrimento de mais um povo que solicitava apenas melhores condicoes de vida para suas famílias;
  • O tormento dos japoneses nao têm fim, principalmente para àqueles que vivem na costa marítima – a contaminacao da água é um fato. Há falta de água doce para a populacao e embora o governo afirme que a situacao dos reatores nucleares esteja sob controle, o próprio Japao e o mundo permanecem incrédulos;
  • Lampedusa (a pequena ilha italiana) é novamente invadida por pessoas que tentam fugir de suas condicoes de miséria e guerra: ontem atracou em uma pequena ilha paralela um barco com fugitivos também do leste africano – ex trabalhadores libaneses.

Eu poderia destacar  outros tantos pontos confusos que marcaram os últimos relatórios de notícias, mas nao gostaria de escrever sobre os últimos acontecimentos mundiais, senao sobre os últimos conflitos pessoais que me levaram a pensar no sentido do termo paz e o desafio que representa experimentar/vivenciar  este sentimento. Sim a paz precisa ser “preparada”. No entanto, existe  a grande questao: como? Existe realmente um caminho que nos leva a paz? Já me refiro à paz pessoal, pois quanto à paz mundial, no momento, nao consigo enxergar boas perspectivas – sinto muito!

Tenho um pouco de vergonha do meu egoísmo, mas preciso ser sincera comigo mesma e compartilhar que hoje estou preocupada com a minha guerra privada. Pode ser que pelo cansaco da noite atormentada por pesadelos e pelo fim de semana muito mais cansativo que relaxante – eu esteja me sentindo tao pessimista,  hoje tudo tem uma conotacao bastante dramática sob a minha perspectiva pessoal e eu gostaria muito de saber como preparar a paz para poder experimentá-la com mais frequência do que venho experimentando nos últimos anos ou em todos os anos da minha vida? Por que pensamos tanto? Por que sentimos tanto? Por que temos tanta necessidade de amar, ser amados, proteger, ser protegidos? Saber e ignorar? Falar e calar-se? Adormecer e despertar? Se abandonar ao trabalho e ao ócio? Ferir e curar? Sorrir e chorar? Por que, afinal de contas, somos tao contraditórios e insatisfeitos?

Segundo Richard Bach, a paz é uma questao pessoal – concordo com ele, em gênero, número e grau. Pena que eu ainda nao sei como dominar os meus mais primitivos sentimentos para, quem sabe entao, experimentar a liberdade – quem sabe nao é existe o caminho para a preparacao da paz? Talvez a fórmula básica seja “a liberdade” – a superacao das necessidades básicas primitivas inerentes aos seres humanos normais como eu, talvez como você…

A questao seguinte: o que é ser livre? E principalmente: como ser livre?

Beijos e linda semana!