Posts Tagged ‘Sylvia Roesch’

Sementes da Primavera em Munique – Amor e Fantasia!

Sexta-feira, Agosto 9th, 2013

Série Entrevistas

Parte V

Fotógrafa - Leila Trovao

Livros - uma declaração linda de Amor!

Amor e Fantasia – no sentido mais puro, profundo e divino da expressão! Um convite à confabulação!

Naturalmente, aqui  se pode  mergulhar sem medo, sem culpas e sem riscos. Eu me refiro não à relação complexa e intrincada entre adultos, mas ao sentimento mais sublime e angelical que se pode vivenciar – o sentimento de uma Mulher que se tornou mãe e que anos depois se tornou Avó. Eu estou pensando e escrevendo agora sobre Sylvia Roesch.

Sylvia é uma das pessoas mais doces e discretas, a qual tive o imenso prazer de conhecer no I Encontro de Escritores Brasileiros na Baviera. E tenho que admitir o que mais me surpreendeu nela foi além de sua absoluta calmaria, o amor, o seu carinho pelos netos. Me encantei com Sylvia ao ouvi-la falar sobre sua finalidade ao escrever e publicar livros infantis – “um livro para cada um dos meus netos, é o que pretendo basicamente”. Naquela fração de segundos pensei lá com os meus botões:  uma doce pessoa, um amor de mãe 2x. Mãe duas vezes, é o que dizia minha mãe quando se referia a si mesma sobre o seu papel de avó.

Sylvia e minha mãe me transportam para um mundo bom. Um mundo de amor puríssimo, que, se permirtirmos, cura todas as nossas dores mais profundas…

Bem, sem outras divagações atingimos o parágrafo principal. O parágrafo onde deixo você, querido leitor, em contato direto com esta Mulher, Mãe, Avó, Profissional, Escritora tão especial!

Com muito orgulho compartilho com você, através desta entrevista, algo mais de Sylvia, de seu trabalho, dos  seus insucessos e sucessos.  Intere-se, vale a pena!

1.Querida Sylvia é um grande prazer para mim, de certa forma, reecontrá-la e sobretudo poder saber mais sobre a sua trajetória profissional. Minha primeira curiosidade trata-se do “Projeto Adote um Autor”: como e quando você se interou do mesmo? Como foi sua experiência de “adoção”

Conheci Alexandra Zeiner, a idealizadora do Projeto Adote um Autor durante o evento Focus Brazil Londres em 2012, ocorrido em setembro do mesmo ano. Ela me comunicou sua ideia, já no início de outubro. Para o I Encontro de Escritores na Baviera, em maio de 2013, em Munique, eu optei por não participar do projeto de adoção, uma vez que pernoitei num hotel nesta cidade com minha filha e neto. Eu havia convidado o meu neto, Julian de 12 anos, para contar a versão em alemão da história de meu livro “O Mistério da Mesa Arranhada”. Assim, realizamos uma contação bilíngue para as crianças que participaram do evento.

2. Por favor, nos conte algo sobre esta experiência realmente singular:

Percebi que o projeto de adoção ao aproximar as famílias associadas da DBKV dos escritores convidados foi um sucesso. Além de facilitar a vinda dos autores para o evento, ao eliminar suas despesas de acomodação. Outro resultado evidente foi constatar que as famílias brasileiras compareceram ao evento e trouxeram suas crianças para ouvir histórias escritas por alguns dos autores participantes, entre os quais me incluo. O evento contou também com a colaboração dos professores das escolas de português.

3.O I Encontro de Escritores Brasileiros na Baviera foi apoiado incondicionalmente pela DBKV e V., o qual por sua vez contou com o respaldo da comunidade brasileira de Munique e cidades vizinhas. Você considera viável esta experiência literária e artística em outros estados ou países?  Você trabalha junto a alguma associação comunitária na região onde você vive?

A ideia de trabalhar num projeto semelhante no Reino Unido em parceria com o Projeto Adote um Autor foi comunicada à Associação Brasileira de Iniciativas Educacionais no Reino Unido (ABRIR), para a qual participo como voluntária. Uma das dificuldades que antevemos é o fato de Londres não possuir uma associação cultural do porte da DBKV e V. Na ABRIR, eu coordeno o Projeto Biblioteca, em caráter voluntário. Por meio deste, procuramos divulgar a literatura e língua portuguesas no País. Assim, distribuimos obras publicadas no Brasil a bibliotecas públicas e organizamos eventos de contação de histórias para crianças, bem como outras oficinas, em bibliotecas e escolas. Por enquanto, os eventos que tenho iniciado são eventos internos, de baixo custo, que não envolvem o deslocamento de escritores.

4.Ou seja, há uma chance da Corujinha (a nossa mascote) pousar em terras britânicas? A propósito, sobre terras britânicas, como você está se sentindo como uma das autoras indicadas para um prêmio tão especial como o Press Award?

A ABRIR se dispõe a divulgar o projeto Adote um Autor no seu site, o qual é consultado por indivíduos e organizações envolvidas com a difusão da língua portuguesa e cultura brasileira no Reino Unido. Na oportunidade de um evento que envolva a vinda de escritores de outros países para o Reino Unido, creio que a viabilidade de implementação do projeto Adote um Autor teria de ser discutida diretamente pelos organizadores do evento com o grupo coordenador do projeto Adote um Autor, liderado por Alexandra Zeiner.

Para mim, foi uma honra ser premiada com o Press Award Reino Unido 2012. Acredito que eu tenha sido escolhida, não só pela publicação de livros infantis, como também pelas atividades voluntárias de contação de histórias para crianças em eventos, bibliotecas públicas, clubinhos de português e, mais recentemente, em escolas inglesas no País.

5.Querida Sylvia, você poderia nos descrever a sua relação com os seus leitores, os quais possuem diferentes nacionalidades ou seja dominam outros idiomas e estam inseridos em outros contextos sócio-culturais.Como estes reagem ao seu trabalho?

Venho contando minhas histórias em escolas e em outros eventos, tanto no Brasil como no exterior. Como escrevo meus livros em português, no Brasil, os eventos fluem, sem problemas. Lá, as crianças apreciam as rimas e acompanham o enredo e os personagens com naturalidade. Entretanto, contar histórias para os brasileirinhos no exterior vem a requerer a utilização de vários recursos não-verbais para facilitar o seu entedimento. Creio que as crianças apenas entendem realmente as histórias depois que estas lhe são contadas por seus pais, em casa. Recentemente, passei a usar contações bilíngues (português-inglês) na Inglaterra e (português-alemão) na Alemanha e no Brasil. Para tanto, mandei traduzir as histórias e durante o evento utilizo a interpretação consecutiva, página por página. Nestes eventos, sou acompanhada de um contador nativo, que lê a versão na língua do país hospedeiro. Noto que as crianças se acostumam a ouvir as duas línguas e passam a se envolver com a história e com os contadores, além de mostrar interesse em dialogar com o autor sobre a obra. E este é um resultado muito gratificante e independe do conhecimento de uma das línguas e do nível sócioeconômico das crianças.

6.Como se desenrolou o processo de publicação da sua primeira obra? Você encontrou dificuldades?

Mais um fantástico material ilustrativo de Petra Elster.

Publiquei meu primeiro livro “O Mistério da Mesa Arranhada” em 2010, de forma independente. O custo foi muito alto. Sim, tive muitas dificuldades para divulgar e vender os volumes. Acabei doando uma grande parcela deles para escolas e bibliotecas públicas no Brasil. Como resultado desta doação, fui convidada para visitar dez escolas em Caxias do Sul, onde os professores trabalharam o livro com antecedência com as crianças. Elas produziram desenhos, fantoches, poemas e até uma peça teatral, com base no livro. Foi muito gratificante. Em 2011, o livro foi publicado pela Editora Mediação de Porto Alegre que agora o distribui em seu site e nas livrarias no Brasil.

Graças à iniciativa da Editora Mediação de submeter meus livros a concursos federais e estaduais, esta obra acaba de ser comprada pelo governo do Estado de São Paulo para fazer parte do currículo do 3º ano do ensino fundamental naquele Estado. Então, talvez com isso possa vir a recuperar parte dos custos que incorri na produção do livro. Outro resultado positivo foi que a mesma editora publicou um segundo livro meu “Vi um Bicho Genial lá no Fundo do Quintal”, desta vez arcando com todos os custos de publicação.

7.Mas esta é uma notícia fantástica! Parabéns Sylvia! Me alegro muito mesmo por você! Já imaginou quantos pequenos leitores terão assim a chance de se encantarem com a sua arte? Já planeja uma viajem para visitar algumas destas escolas do estado de São Paulo?

Obrigada. Sim, fico a imaginar que o número de leitores vai aumentar significativamente. Se receber um convite, naturalmente irei visitar algumas destas escolas. A grande dificuldade é o fato de eu morar no exterior.

8.Estou muuuuito curiosa sobre seus novos projetos. Por favor, você pode me informar sobre eles?

Meu sonho era escrever um livro para cada um dos meus 4 netos. Eles seriam protagonistas das histórias. Este sonho está sendo realizado, uma vez que dois livros já foram publicados pela Editora Mediação de Porto Alegre: “O Mistério da Mesa Arranhada”, que escrevi para o neto Julian e “Vi um Bicho Genial lá no Fundo do Quintal” para a neta Luisa. O terceiro livro, intitulado “O segredo do Francisco”, para o neto de mesmo nome, deverá ser publicado até o final de 2013. Uma vez que não consigo uma editora que se interesse pela obra, estou pensando, novamente, em publicar esta obra de forma independente e vendê-lo pela Amazon, no sistema “print on demand”, que elimina o problema do estoque. As condições para a publicação independente de livros são hoje bem mais fáceis.

Sylvia muito obrigada mesmo pela sua atenção e por disponibilizar seu precioso tempo para nós! Foi encantador saber mais sobre o doce de pessoa que você é! Desejo a você muito sucesso para os seus “novos” projetos porque para os “velhos” você já, merecidamente, já obteve!

Agora, queridos leitores bem rapidinho, vamos clicar em Press Award votacao e no bloco literatura prestigiar nossa querida Sylvia que foi nomeada para receber o prêmio também neste ano!

Mais sobre Ela você encontra aqui  www.sylviaroesch.com

Beijos e lindo fim de semana!

Novas experiências na bagagem…

Terça-feira, Maio 7th, 2013

À vida! Aos desafios em todas as suas dimensões e extrapolações!

e o prazer que tive de ter conhecido muitas pessoas interessantes, verdadeiras, solidárias, além de poder, pelo menos por algumas horas pertencer à maravihosa cidade de Munique.  Estou sim impressionada positivamente quando penso em um saldo conclusivo para a minha viajem do último fim de semana. Aceitar o convite para participar do I Encontro de Escritores (desconhecidos) Brasileiros em Munique foi uma  das minhas muitas atitudes impensadas, porém sentidas. Pressenti muito claro lá por dentro de mim que eu precisa ir, mesmo sem grandes ilusões com a mídia ou alguma grande ressonância.

Foi muito difícil para mim deixar minhas filhas por aqui “semi-abandonadas” e cair na estrada “meio que de carona” com o Rubens para chegar no coraςão de uma cidade grande e desconhecida com o objetivo de me encontrar com outras pessoas, sobre as quais eu sabia apenas que tinham alguma ligação com o Brasil e se interessavam loucamente por livros, assim como eu.

A semana  anterior à minha escapada da pequena e aconchegante Mermuth foi “quase desesperadora” com os preparativos da viajem, todo o trabalho extra em casa para tentar deixar tudo em ordem para os meus três e executar com serenidade e bem todas as outras minhas atividades normais da semana. Logicamente que tudo parecia “dar errado”, ainda mais que, como de praxe, meu princípe reinventa novas e audociosas atividades quando eu tenho algo de importante e fora da rotina – previsto na agenda. Assim, poucas horas antes de viajar eu estava no jardim participando ativamente na limpeza de uma pequena máquina para revolver gramado, a qual deveria ser entregue no dia seguinte (limpa) e estava praticamente atolada em barro. O cansaςo, o frio do sereno e a impotência que senti enquanto pensava que já eram quase dez da noite,  não tinha minha bagagem pronta ou tomado sequer uma ducha e deveria  sair da cama no outro dia as 5 da manhã quase me fizeram desistir da aventura de ir para o sul. No entanto mesmo desanimada e descabelada, cheia de saudade antecipada de Laura e Vic levantei a cabeça e me preparei física, psicológica e espiritualmente para assumir o meu compromisso na Baviera.

Antes da viajem propriamente tudo parecia de novo “dar errado”, não sabíamos como chegaríamos ao nosso destino final, pois o GPS do Rubens não queria nos atender a princípio, mas sem desespero e drama – uma das qualidades do “temperamento” brasileiro – lá fomos na direção dos Alpes Bávaros, bem acompanhados pela Jandi – simpatia de carioca!

Tudo então passou a dar certo! Me surpreendi positivamente ao conhecer outros brasileiros que apesar do cansaço de viagens de carro, ônibus, trem ou avião não demonstraram nenhum sinal de desconforto e sorriam bem humorados uns para outros e iam se apresentando sem qualquer formalidade ou reserva.

As horas que passamos juntos foram muito agradáveis e de trocas de experiências mais do que enriquecedoras! Estou muito feliz por ter tido a chance de ouvir tantas histórias de vida surpreendentes e destinos manejados com grande sabedoria! Além de conhecer obras literárias ou não muito especiais, criativas e tocantes!

Rosanna - um amor de diretora para um amor de Projeto

Nestes momentos especiais eu tive a oportunidade de conhecer os autores: Alexandra Magalhães Zeiner, Eliana Keen, Evandro Raiz Ribeiro, Jacilene Brataas, Karina Martinelli, Lúcia Amélia Brüllhardt, Mara de Freitas Herrmann, Marcia Mar, Maria Cristina Schulze-Hofer, Sérgio Poeta-Beija-Flor, Sylvia Roesch, Roseni Kurányi, Zé do Rock, a cantora/compositora Valéria Dennin e algo mais sobre a obra do Rubens dos Santos.

Foi também muito prazeroso conhecer as pessoas que nos apoiaram muito como Rosanna – diretora do DBKV e todos os seus representantes, assim como a Vanessa e todas as pessoas que nos prestigiaram com uma visita, um sorriso, uma palavra, uma aperto de mão ou um olhar curioso.

A delícia do evento foi, de forma especial para mim, coroada por um passeio expontâneo pela cidade de Munique muito bem acompanhada pela Rosanna e seu marido, os quais gentilmente me mostraram pontos fantásticos de uma cidade, a qual apesar do seu tamanho consegue ser aconhegante para seus visitantes.

Bem, com tudo isso só me restou brindar com uma ótima cerveja Bávara ao nosso Encontro, à literatura, à arte em suas tantas dimensões, às pessoas, à vida!

Para terminar um fim de semana perfeito só me faltava encontrar um marido de bom humor em casa… Mas claro, nem tudo é perfeito!

Beijos e linda semana!