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Depres-

Sexta-feira, Julho 8th, 2011

Algumas vezes a nossa fragilidade nos incomoda.

sao. A palavra é tão pesada quanto o seu significado. Qualquer um de nós está sujeito a ter que enfrentá-la em algum momento da vida. Não importa a condição social ou financeira. Ela nos abate a todos, mais cedo ou mais tarde, com muita ou pouca intensidade. A forma como reagimos à ela é que faz a diferença… Algumas pessoas ao enfrentarem situações difícieis, conflitantes, tristes, decepcionantes – após um período de dor e lágrimas, lavada a alma – conseguem levantar a cabeça, sacudir a poeira e seguir em frente. Quando vivenciamos experiências negativas precisamos e devemos nos proporcionar um período de introspecção para experimentarmos, entendermos e esgotarmos os sentimentos que nos machucam, porém sob o meu ponto de vista este período não deve durar muito, senão acaba por amargurar o coração, a alma, o nosso corpo e nossas relações, além do que não nos traz nenhum resultado positivo. O que fazer então quando não estamos dando conta de sair do casulo da tristeza, da decepção da amargura, da escuridão de um período depressivo? A resposta é óbvia: buscar ajuda. Sim, mas onde? Quem pode me ajudar? Quem pode abrir uma fresta da janela cerrada da minha existência? Com quem falar se os amigos e as pessoas da  família não me ouvem? Não me entendem? Não têm tempo para as minhas lamentações? Quem ainda suporta ouvir e tentar entender o que nem eu  mesma muitas vezes sou capazes de expressar através das palavras?

Há alguns anos atrás, após o falecimento da minha mãe, eu mesma enfrentei um período  crítico de depressão. Não apenas pela “perda” de uma pessoa que eu amava e admirava muito, mas porque eu comigo mesma enfrentava uma fase de turbulência profissional, afetiva e tudo mais… Eu não entendia de forma alguma a minha insatisfação, tristeza e falta de perspectivas, embora não me faltasse, no fundo, nada. Eu não entendia os meus sentimentos, não sabia como expressá-los, tinha medo daqueles considerados negativos e sobretudo de falar sobre eles. Em um dia qualquer, em meio da rotina e da necessidade automática de sair da cama todos os dias para encarar mais um dia de trabalho –  li um anúncio em algum lugar que não me lembro mais: aconteceria daí em algumas semanas um curso para voluntários do CVV – Centro de Valorização da Vida. Eu não sabia nada sobre a instituição, mas achei a proposta tão interessante que me inscrevi para o curso, tomando uma atitude expontânea. Na verdade eu pensei em preencher um grande vazio na alma quando talvez pudesse ajudar alguém, mas como o destino é muito bom e a vida uma escola maravilhosa – eu fui a primeira a ser ajudada enquanto frequentava o curso para ser voluntária. Através dele e pessoas muito especiais que tive o prazer de ali conhecer, eu aprendi que não temos que ter medo dos nossos sentimentos – tanto faz se lindos ou horríveis… precisamos sim experimentá-los, vivenciá-los, falar sobre eles, esgotá-los. Assim nos sentiremos, sem dúvida, muito melhores conosco mesmos, pois haverá  espaço interno para a luz e a paz – nossa ótica, percepção e perspectiva de mundo será mais positiva.

Escrevo hoje um post sobre o CVV anos depois, de forma bastante egoísta, abandoná-lo, não porque eu esteja deprimida, mas porque li um artigo de jornal que me lembrou esta instituição maravilhosa que promove “possibilidades de vida” ou “possibilidades qualitativas de vida”. Me informei através deste artigo que na região onde moro – Rheinland Pfalz (Renânia Palatinado) existe uma instituição que também foi criada, assim como o CVV, com o objetivo de prevenção ao suicídio, o qual representa a consequência mais dramática que um estado depressivo pode atingir. Um suicídio é um pedido tardio de socorro para dores penetrantes/insuportáveis na alma. Para evitar esta atitude há pessoas que estão 24 horas por dia atrás de um aparelho de telefone para atender pedidos de ajuda. Não importa para Elas o seu nome, sua profissão, sua condição civil ou financeira. O atendimento é realizado entre pessoas, não números ou informações para formulários. Apenas o como você se sente realmente importa. O título do artigo: bei Depressionen ist Scham kein guter Ratgeber – quando a questão é depressão a vergonha não é uma boa conselheira. 474 pessoas trabalham no Estado no programa de “Telefonseelsorge”, cujo número é 0800/111 o 111 e 0800/111 0 222.

Por detrás da sigla CVV existe o compromisso de atendimento 24 horas por dia, o que inclui um número bastante elevado de voluntários, além de sede e telefones próprios. Por isto mesmo, ainda no meu tempo em Itajubá nós perdermos o direito a usar o nome CVV. Quanto à instalação e telefones próprios, através de várias ações foram adquiridos, porém quanto ao aumento do número de voluntários, apesar dos esforços, não conseguimos ter o sucesso necessário. Adotando um outro nome o trabalho, logicamente, sob os mesmos princípios seguiu em diante. Agora mesmo consultando tio Google encontrei esta informação:

Telefone emergencia de Minas Gerais

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www.lagoasanta.com.br/…/telefones_emergencia_minas_ge…

CVV – Centro de Valorização da Vida CVV – Centro de Valorização da Vida GAVI – Grupo de Apoio à Vida de Itajubá Hospital Júlia Kubistchek

Infelizmente, nenhuma informação extra. No entanto os CVVs estão espalhados pelas grandes cidades do país, ou visite! Você está convidado!


Beijos.