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Quênia – beleza e sofrimento!

Domingo, Agosto 16th, 2015
"Was wir von der Sonne lernen sollten: Wenn sie kommt, dann strahlt sie."

“Was wir von der Sonne lernen sollten: Wenn sie kommt, dann strahlt sie.”

Depois de três semanas de férias aqui estou de novo quase que reintregada em minha cozinha e na rotina de vida “normal”. Preciso confessar que me sinto quase “nova em folha”, pois consegui, literalmente, folgar por vários dias longe do país, longe dos aparelhinhos tecnológicos e longe dos desafios que vinha encarando nos últimos meses. Desafios, os quais quando comparados ao nível de vida da maioria da população africana, me parecem muito banais.

Em minha temporada de férias do Quênia, consegui não apenas reabastecer minhas pilhas descarregadas, mas também conhecer e experimentar algo da beleza e do sofrimento daquele país banhado na sua porção leste pelo oceano índico e habitado no seu interior por animais imponentes e fascinantes como elefantes, girafas, zebras, leões e leopardos.

Nestes dias eu pedi silenciosamente licença para o resto do mundo e mergulhei na cultura, fauna e flora daquela porção do continente mais sofrido e explorado do planeta. Eu me senti  não apenas fascinada e absorta na riqueza e maravilha da vida marinha na área de  Diani Beach, mas também encantada pelas savanas e seus habitantes selvagens. Observei muitos templos naturais, os quais devem permanecer intocáveis por nós humanos.

Infelizmente a imponência da fauna e flora do país se contrasta com as paisagens urbanas e muitas de  suas ruas enlameadas, sem paralelepípidos ou calçadas, lotadas de lojas improvisadas em cabanas de chão batido. A caminho para os nossos paraísos encomendados na praia ou  Tsavo- Park observei centenas de pessoas magras e cansadas correndo, de um lado para o outro, na expectativa de garantirem de uma forma ou de outra o pão-de-cada-dia. Observei também muitas pessoas simplesmente estáticas em seus mundos, acostumadas com o caos e o rústico que as cercam.

Contudo, a alegria e a  simpatia da grande maioria das pessoas e principalmente das crianças que ousei encarar nos olhos são contagiantes. Não posso explicar, mas me senti de alguma forma meio que em casa, embora tão distante de Alemanha ou Brasil. Sem dúvida foi uma experiência singular, da qual jamais vou me esquecer. Por ali, me senti bem perto do paraíso e do seu criador.

 

Lindo domingo!

Beijos.