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Unindo gerações!

Sexta-feira, Outubro 25th, 2013

Uma iniciativa maravilhosa!

Você também está convidado para  esta festa que promete!

Não há distinção de faixas etárias, cor, nacionalidade ou tamanho!

Beijos e

lindo fim de semana!

“Eu não nasci de óculos

Quarta-feira, Janeiro 11th, 2012

Educar é amar... amar é educar!

eu não era assim não…” Agora pensando nos meus novos bifocais acabei fazendo uma viagem ao passado e me lembrei do Herbert Viana/Paralamas – que saudades! Confesso que a nostalgia me assaltou agora…

No entanto estou inspirada para escrever sobre algo atual. Enfim me enchi de coragem e no fim do ano velho encomendei meus óculos bifocais. Por cerca de 6 meses, por vários motivos, ” fui empurrando com a barriga”,  a encomenda – logicamente o primeiro iten a ser pesado foi o preςo, não vou mentir aqui, me espantei com o tanto que é caro um óculos, com o qual se pode enxergar perfeitamente tanto a longa quanto a curta distância. Outros aspectos como modelos, cores e formas também influenciaram, mas eu tive esperanςa sim de que não precisaria mais usar óculos – doce ilusão! Com o passar das semanas e meses fui perdendo o gosto por ler, escrever, ver televisão, costurar, tricotar e tudo o mais… entao muito contrariada encomendei os meus bifocais. Por fim, depois de pesquisar em Koblenz, tive a alegria de receber um atendimento 100%  numa ótica aqui bem pertinho, em Emmelshausen e sinceramente estou encantada com os meus novos (muito moderno e confortável) óculos e com o fato de ver tudo de novo claramente.

Uma outra novidade que me alegrou bastante também foi ter recebido ontem pelo correio o certificado de abertura do nosso Club – Kinderturnclub. Fiquei contente sim pelo fato de que com este certificado talvez algumas pessoas que permancem ainda céticas quanto a nossa proposta de trabalho com as crianςas alterem este posicionamento negativo. Contudo me sinto motivada com o engajamento de cerca de 30 pais que inscreveram seus filhos no Club e com o fato de contarmos com 5 patrocinadores  (Agentur-Cafe, Anya Hohs, Stein Bäckerei, Gasthaus Paulus, Stadtdruck). No fundo o meu contentamento, sinceramente, se deve ao fato da confianςa que está sendo depositada nesta nova pespectiva de trabalho numa Associaςão Esportiva que já tem quase um século de vida e que se localiza num recanto (Hunsrück)) digamos que um pouco conservador, acho que por isso mesmo me sinto feliz com as novidades e com o fato de ter sido bem aceita como apoiadora da mesma. O que existe nas entrelinhas ( eu sou uma estrangeira), vocês me entendem, penso eu – não preciso aqui entrar em detalhes. Mas, creiam-me – “tudo vale a pena, quando a alma não é pequena”, como disse o grande poeta.

Sim (mudando de assunto) com o novo semestre, outros tantos desafios e dificuldades nos atordoam um pouco. A semana letiva para mim, Laura e Vic não comeςou lá grande coisa. Na noite de domingo para segunda as duas se meteram na minha cama, pois não conseguiam dormir – o resultado foi que ninguém conseguiu dormir direito. Na manhã seguinte – primeiro dia de aula: as duas perderam o ônibus, lá vai Mama-taxi levar as princesas para as escolas. Chegando em casa já tocava o telefone: se tratava da professora da Vic me avisando que ela chorava por causa de dor-de-barriga. Voltei correndo buscá-la, quase apostando que se tratava de um pouquinho de teatro – uma hora depois minha suspeita se confirmava, pois Vic estava apenas cansada e desanimada. Sabem quê? Não reclamei do cansaςo pela noite mal dormida, sabem por quê? Em torno das 6 da manhã eu estava lendo no cabeςalho do jornal regional que uma garota de 17 anos morreu na manhã de domingo vítima de um acidente de automóvel (o namorado motorista estava embriagado) ali pertinho de casa, em Gondershausen. Eu fiquei tão chocada! Voltando de uma festa a menina que completava 18 anos foi violentamente jogada para fora do carro e teve o corpo mortamente ferido com as pontas de uma cerca de jardim de uma das casas paralelas à rua principal que atravessa a vila. Eu fiquei muito triste pelos pais e não pude deixar de pensar na minha tranquilidade ao ter Laura e Vic esprimidas  junto a mim. Admito que tenho muito medo do tempo em que elas ousarão sair pela noite e se esquecerem da hora de virem para casa. Não posso parar o tempo e mantê-las assim doces e infantis… pensando nisto tenho investido bastante o meu tempo na educaςão delas, visando transferir sobretudo sentimentos de responsabilidade, amizade, compreensão, amor e logicamente limites. Céus como é difícil educar! Precisamos de absoluta “clareza”!

Educar significa também orientar nossos filhos a gostarem de si mesmos, a se respeitarem, a serem pacientes com as próprias limitaςões, mas também a reconhecerem o próprio potencial – “tudo é uma questão de manter  a mente quieta e o coraςão tranquilo…” ou seja sucesso para nós nesta grande empreitada/missão (quase) impossível.

Beijos e muitíssimo obrigada pelo apoio dos patrocinadores do nosso Kinderturnclub. A proposta é séria e promove um futuro!