Artikel-Schlagworte: „Viagem“

Autistas são (também) pessoas maravilhosas!

Samstag, 29. September 2018

Na verdade eu gostaria de escrever sobre Amsterdã, a capital holandesa que conheci na última semana e o título do post seria „Amsterdã, cuidado bicicleta!“. Sim, é verdade nunca me senti mais ameaçada por uma bicicleta do que em Amsterdã… A quantidade de ciclistas e a velocidade com que atravessam a cidade, que por sinal é toda atravessada por ciclovias, me espantou de uma tal forma que passei a tomar muito mais cuidado por não estar ocupando uma „ciclovia“ do que uma „rodovia“. Foi sim uma esperiência fantástica a de tirar uns dias de férias na  na Holanda, um país que fica aqui do lado, mas o qual eu nunca tinha realmente „de perto“ experimentado. Os canais, as vacas soltas, a liberdade dos ciclistas me encantaram muito! Já planejo voltar no verão do ano que vem.

Agora o que ocupava tão intensamente os meus pensamentos que provocou a explosão das palavras escritas são as pessoas com o diagnóstico „ASS“ /“ASD“ ou melhor em português: Transtornos do espectro do autismo, com os quais me ocupo profissionalmente, mas com tanta paixão que algumas vezes, mesmo chegando em casa, meus pensamentos permanecem com eles.   Há tempos sinto que uma boa parte do meu coração pertence aos autistas. Não sei explicar o por quê, mas hoje depois de meses me ocupando intensamente com as necessidades especiais de alguns seres humanos portadores do „Autismo“, me sinto imensamente tocada e mergulhada no mundo destas pessoas tão sensíveis e especiais. Procuro intensamente entender a lógica das suas opções para favorecer-lhes  segurança e assim poderem se expressar  através das palavras ou dos gestos. Uma vez que se sentem compreendidos, transportam tanta paz através dos olhos que me sinto „de bem“ com o mundo todo. Tenho que agradecer muito à vida por me proporcionar tomar parte da rotina diária de algumas pessoas portadoras de autismo, pois me sinto absolutamente realizada ao contribuir para que eles tenham acesso à certa qualidade de vida apesar da muralha que se interpõe entre nossos mundos.

 

Beijos ♥

 

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Férias, Mar e Cultura

Mittwoch, 26. April 2017

Nem sonhei tanto! Eu precisava apenas com muita urgência certa distância da rotina,a qual nos últimos meses esteve extremamente sobrecarregada de altos e baixos. Pensei o quanto seria bom a beira mar sentir o sol e a brisa batendo no rosto para esquecer os pesadalos dos últimos meses, mas a meteorologia não estava lá interessada nos meus planos e previa chuva no nordeste de Chipre.  Não prestei muita atenção na previsão pessimista e fui por isso presenteada pelo universo com lindos dias de sol e temperaturas super amenas às margens do nosso espetacular Mar Mediterrâneo de águas anis-turquis. E como se não bastasse os 20 graus diários acabei conhecendo e me surpreendendo com a graça da parte antiga de Famagusta – a segunda cidade mais movimentada da ilha.Famagusta é famosa por uma belíssima construção do período veneziano, a muralha que circunda a parte antiga da cidade. No que diz respeito à arquitetura, destaca-se também por uma igreja do mesmo período, convertida em mesquita depois da invasão pelos turcos otomanos.

Entre as construções históricas pudemos também conhecer  pequenos bazares, onde o profissionalismo turco na arte de vender não no deixou ir embora sem algumas sacolas de bons produtos a preços acessíveis. E para completar a deliciosa mistura de mar e cultura, pudemos visitar no fim da tarde as  Ruinas de Salamis https://es.wikipedia.org/wiki/Salamina- cidade romana antiga. Já sinto saudades da brisa e da história do Mediterrâneo!

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Sì l’Italia è la vita sono belle

Sonntag, 27. März 2016
Pisa fabulosa!

Pisa fabulosa!

Sim, a Itália e a vida são belas – principalmente quando se está de férias e em plena primavera! Nestes últimos dias tive o privilégio de recarregar as baterias de sol passeando pelo norte de um país encantador por sua beleza natural e histórica. Há tempos, me sinto atraída por conhecer La bella Italia, mas são raras as oportunidades para se fugir do corre corre do dia-a-dia e (paralelamente) conciliar os interesses da família com os próprios. Assim com muita sorte, nestas férias de páscoa, descemos para o sul e pudemos conhecer cidades encantadoras como Milão, Veneza e Pisa, sem gastar uma montanha de dinheiro, pois alugamos um pequeno apartamento nos arredores do centro de Milão e de lá, utilizando o transporte público (muito bom e em conta) da cidade fomos nos aventurar por esta cidade tão fascinante que tem muito mais a oferecer do que as vitrines de marcas famosas como Chanel, Gucci ou Rolex. Eu estava mesmo era interessada nos monumentos e vida cultural da cidade, as quais superaram todas as minhas expectativas. Fiquei encantada com a Catedral principal da cidade, conhecida por todos como a Duomo, um monumento em estilo gótico construído durante 400 anos e me senti como uma criança num parque de diversão ao andar sobre o seu telhado e poder ver de perto a Madonina, padroeira da cidade e ao mesmo tempo olhar os detalhes artísticos externos desta obra, na qual DaVinci participou. Atravessar e observar os detalhes da Galeria Vittorio Emanuelle II foi para mim uma grande sensação, assim como o super famoso teatro Scalla. Na verdade, gostaria de visitar cada canto de Milão, mas o tempo foi curto! Fomos de carro no terceiro dia de viagem para Veneza e achei a cidade mais linda e

encantadora do que havia imaginado! O céu azul num dia claro, ensolarado em contraste com os últimos meses cinzas da Alemanha numa cidade tão fascinante, me fizeram tão bem que me curei, repentinamente, de uma gripe encrustada de semanas! Por mim ficaria em veneza por dias a fio, mas desta vez ainda não foi possível, infelizmente. Depois de um dia tranquilíssimo na região do lago de Garda fomos conhecer Pisa e me surpreendi de novo com a beleza das ruelas, construções e monumentos que atravessamos e observamos antes de chegar à torre inclinada e lindíssima! Gostaria muito de ter subido até sua cúpula, mas de novo o tempo foi curto demais! Já planejei voltar à Itália, pois me surpreendi e me encantei não apenas com os monumentos e possibilidades culturais deste país, meio que primo nosso, mas também com a simpatia dos italianos… Eles foram tão gentis comigo e com o meu idioma próprio: uma mistura de português, espanhol e italiano!

Va bene!

Prego!

Amore tichau!

Ps: Aqui  uma super dica e lindas fotos para  você que quer saber mais sobre Milão.

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„Eu voltei prás coisas que eu deixei…“

Sonntag, 15. April 2012
O Rio é lindo!

O Rio é lindo!

E quantas coisas… difícil escrever rapidinho um post para tentar  descrever as minhas últimas duas semanas. Já vou concluindo que apenas com este post não posso compartilhar minhas emoςões ao visitar o meu país e diga-se de passagem – como turista, pois apesar de poder entrar no Brasil como brasileira, desta vez me fui obrigada  a usar o meu passapore alemão e entrar na fila de estrangeiros para atravessar a barreira de fiscalizaςão, pois o meu passaporte brasileiro assim como o da Vic estavam com o prazo de validade vencidos e eu não me animei com toda a burocracia e dificuldades para ir à Frankfurt renovar os nossos passaportes, sem falar nos preςos e no mal humor dos funcionários do consulado. Eu simplesmente resolvi me poupar do transtorno que sempre tenho quando tenho que me comunicar de alguma forma com o consulado e tudo transcorreu da forma mais simples e tranquila possível, graςas a Deus!

Movimentadas foram mesmas as duas semanas que estivemos no Brasil. Sobre as mesmas provavelmente vou escrever outros posts. Este é para matar as saudades das teclas e „falar“: oi, estou de volta à minha rotina alemã, mas com os pensamentos e o coraςão lá no Brasil, pois não foi possível matar as saudades da terrinha, tanto é que hoje cozinhei arroz com feijão – ao menos à mesa eu me senti mais no Brasil que por aqui, onde eu encontrei ainda o frio e uma natureza meio que morta. Eu estava esperando mais vida e calor. O frio alemão quase me chamou de volta à realidade, mas eu me permiti ainda umas horas de ilusão tentando sentir o calor e o brilho do sol  e admirando mesmo que em pensamento a riqueza do verde em abundância, a confusão de cores, a discontraςão e   facilidade dos brasileiros em trocar beijos.

Um dos idealizadores dos teleféricos – os quais foram construídos por brasileiros e portugueses com equipamentos e materiais alemães.

Nestas duas semanas visitamos também o Rio – a cidade maravilhosa, mas que antes eu ousava apenas passar por perto, pois a visão que eu tinha da capital carioca era extremamente negativa. Eu não pensava em apresentá-la para minhas filhas, mas as notícias que ouvi sobre o Rio nos últimos meses me fez mudar de ideia e acabei convencendo meu príncipe que o Rio seria uma cidade interessante  de ser visitada. E sinceramente valeu a pena correr atrás de um GPS brasileiro (o qual gentilmente a Selma, uma grande amiga, nos emprestou)  para chegar sem mais problemas no Flamengo, onde nos hospedamos por dois dias. O Flamengo em si já me impressionou positivamente, principalmente o parque e a praia. Nos outros dias fomos conhecer o Pão de Aςúcar e o Corcovado. Para a minha surpresa tudo transcorreu muito tranquilamente, apesar de termos dispensado uma excursão pronta recomendada pelo hotel. Fomos mesmo de ônibus de linha e sendo ajudados pelos cobradores chegamos nos nossos destinos e estávamos de volta ao hotel sem qualquer incoveniência. Fiquei positivamente surpresa com a normalidade com a qual se pode transitar pelas ruas da zona sul do Rio e sinceramente empolgada com a sua beleza. Me senti orgulhosa do Rio! Do Brasil? Sempre…

Beijos e linda semana!

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Índia sob nova ótica

Dienstag, 26. Juli 2011

Respeitar o que é "diferente" representa um tremendo desafio.

Respeitar o que é "diferente" - representa um tremendo desafio.

Na tarde cinza e chuvosa, me encontro por algumas horas só. As criancas estao ocupadas em brincar, Jörg apesar das férias está entusiasmo por terminar a sua última obra – sua oficina. Estava pensando em como vivemos uma semana triste. O ataque de terror em Oslo, a morte de Emy Winehouse, a fome e a seca em vários países da costa leste da África. É revoltante a sensacao de impotência que sinto frente a tantos acontecimentos trágicos que nos circundam. Por isto resolvi publicar algo bem diferente. Resolvi que compartilharia a possibilidade de viajarmos para a Índia ao lermos as experiências de viagem de uma pessoa muito querida – Apparecida Zaroni –  e que me proporcionou o prazer e a licenca de publicar aqui as suas impressoes mais pessoais sobre este país quando o visitou. A descricao de sua viagem é fantástica e me ajudou muito a quebrar outros tabus.

„Vivendo a Índia em minha viagem

Dizer para alguém que você vai fazer uma viagem à Índia desperta reações adversas: há os que aprovam e aplaudem; há os que estranham e se escandalizam com sua decisão.

Uma coisa é certa: ninguém fica indiferente à sua comunicação.

Só por isto já se vê que a Índia desperta no imaginário das pessoas uma repulsa ou atração, muitas das vezes sem nenhum fundamento. Todos, sem exceção sabem de algo, ouviram contar uma história, formaram uma impressão a priori e como aquele país/continente é  mágico e cheio de mistérios, a expectativa se instala.

Foi cheia de expectativa que, em início de janeiro, com um grupo de amigos liderado por um indiano, rumei via África do Sul para um passeio à  Índia.

No primeiro dia, não nego, assustei-me. O trânsito caótico, a multidão na passarela da mesquita de Haji Ali que me deixou meio perdida, o cheiro forte  exalado do mar naquele lugar estranho,  o grande número de mendigos, muitos mutilados na passarela e o gosto do alimento, tão diferente de nosso costumeiro arroz com feijão, provocaram em mim  o famoso choque cultural.

A cada dia sempre aparecia algo de inédito: suntuosos templos, cavernas misteriosas, fortes enormes, mesquitas, manada de búfalos em meio ao trânsito, mercados movimentados, vacas solitárias pelas ruas, camelos puxando carroças, caminhões coloridos e enfeitados, festas animadas de casamento, vendedores ambulantes com mercadorias  de preço accessível.

À medida que os dias foram se passando, quase sem aperceber-me, fui   me apaixonando pela Índia, por seu povo com seu olhar penetrante, sua hospitalidade, sua cultura,  sua arquitetura, seus templos e monumentos milenares.

Tomar o masala  chai  (chá com mistura de especiarias e ervas aromáticas) após as refeições, comer  biryani  e  pulau ( tipos de arroz com  misturas) saborear o  puri, o chapatis ou o naan  (espécies de pão) ou  o pastel somoza foi se tornando rotineiro e agora, à distância,  chego a sentir  saudade daquele gosto.

A viagem  no avião da South África, com escala em Joannesburgo (África do Sul) tanto na ida como na volta foi a maior dificuldade que enfrentamos não só pela distância como pelo desconforto de suas instalações, na classe econômica.

Dos  meios de transporte que usamos, destaco  a liteira , carregada que fui por quatro homens na entrada da ilha,  quando do acesso à caverna de  Elefhanta (Mumbai); o riquixá que usamos  quando chegamos ao Taj Mahal (Agra); o auto riquixá – o popular ‘tuc- tuc”  que várias vezes nos transportou  pela cidade de Bubhaneswar e o elefante todo enfeitado e pintado que nos levou até o Forte Amber, na cidade de Jaipur.

As emoções mais fortes foram desencadeadas quando:
– da visita  à casa de Ghandi;

– do atravessar o Portal da Índia;

– do sentir um pouco os ensinamentos budistas nas cavernas Kanheri, em MUMBAI;

– do extasiar com a beleza do hall de entrada do Hotel Ramada Plaza, onde  nos hospedamos em Delhi;

– do convite à interiorização, no templo Lótus e quando do percorrer  embevecidos as alas do templo Akshardham,  também em DELHI;

– da visita ao monumento símbolo do culto ao AMOR – o indescritível Taj Mahal, em AGRA;

– de elefante, chegamos ao Forte Amber;

– apreciamos o Palácio Hawa Mahal- o palácio das janelas, em JAIPUR;

– das minhas andanças, sozinha, pelas ruas de BUBHANESWAR;

– vimos crematório público em plenas funções na cidade de PURI;

– fizemos a massagem ayurvédica que ativou nossa circulação, ao mesmo tempo que relaxou nossos  tensos músculos após tantas andanças  no micro ônibus que  seguramente nos transportava pelas ruas e estradas indianas.

Na Índia, sons, cheiros, cores, sabores, movimento de vida, velocidade do tempo têm  uma originalidade e uma característica especial. Se tudo é difícil de entender  pela originalidade e pelo ineditismo, mais difícil torna-se  explicar.

A Índia dos contrastes nos leva  a indagações sem respostas claras, mas  não deixa de ser um enigma difícil de entender:

Por que tanta  gente pobre  em meio a um PIB crescente?
Por que tanta desurbanização frente  a uma tecnologia avançada?
Por que tantos desabrigados ante a suntuosidade de prédios recentemente construídos?

A India dos contrastes nos deixa uma imagem misto de sonho e realidade como a:

  • da jovem de sari rosa pink  bordado de pedrarias brilhantes alimentando vacas num curral lamacento de barro preto que vimos  da janela do ônibus;
  • do festival de pipa, em Jaipur,  colorindo o céu (os soltadores   calmamente estavam posicionados sobre as lajes do casario) e nas ruas, o trânsito caótico;
  • de homens mijando pelo chão dos caminhos, enquanto no ar pairava   um misticismo  e um mistério enigmáticos.

A Índia dos contrastes provoca-nos muitas exclamações, muitos questionamentos, porém mais de que tudo  isto, um mundo de reflexões.

A experiência de visitar terras do oriente foi  para mim, como ocorre em todas as viagens,  intransferível e despertou o desejo de  voltar outra vez ao país misterioso.

Vamos?“

Apparecida Zaroni (fevereiro 2011)

Beijos.

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