Perpectivas 50 – + x : …

Amanhã voltamos para a nossa habitual rotina, afinal as férias de páscoa se foram. A empolgação de

Sim. A decepção tem sabor cítrico.

antes  das férias misturada com a alegria de encontrar pessoas amigas e queridas por acasião do meu aniversário e nossa viagem para o norte, se choca hoje, num fim melancólico de um domingo, com um misto de desânimo e indagações sobre novas perspectivas.

Pensando sobre este lindo termo: “Perpectivas 50 +”, o qual se ouve por aqui (não sei se no Brasil e outros países também) para motivar as pessoas, digamos, mais “maduras”, “experientes” a darem um novo impulso em suas vidas, resolvi compartilhar um pouco do que tenho vivenciado desde que resolvi (apesar de, ainda, não ter  chegado aos 50!!!) finalmente correr atrás de um diploma alemão, na busca das “perspectivas +”, além do que minhas filhas estão bem independentes, me restando certo tempo para novos desafios.

Esta maratona comeςou  em outubro do ano passado, quando uma senhora muito agradável que trabalha para a AWO me aconselhou a solicitar a avaliação da minha formação acadêmica brasileira. Para isto Ela me apresentou a Anabin e me ajudou, calmamente, a entender o processo burocrático para a futura odisséia da reunião de documentos, traduções oficiais, cópias autenticadas, envio para o departamento oficial em Trier, e a espera interminável por uma avaliação positiva, construtiva, estimulante! Contudo, eu não estava lá muito otimista e estava segura de que este documento me serviria basicamente  para conquistar uma vaga na escola para o meu próximo curso profissionalizante, com a intenção de obter o meu diploma alemão e então ter mais chances de voltar com todo o gás para o mercado de trabalho e obter uma certa independência financeira, além de poder acumular outros créditos para uma aposentadoria tranquila, talvez no sul da Espanha, Itália ou Portugal (sonhar não custa nada!)

Sim, a avaliação oficial dos burocratas me abriu diretamente perspectivas para o banco da escola, porém como não tenho tempo a perder, optei não por uma Uni, mas sim por um sistema dual de formação mais rápida e principalmente porque já está diretamente ligado com a prática. Achei o máximo, fascinante mesmo o sistema alemão:

  • Dois dias de escola
  • Três dias de trabalho,
  • Total=39 horas semanais.

Veja bem,  sem perca de tempo, ideal! Estudar, aplicar a teoria e, fantasticamente, tendo uma recompensa financeira satisfatória pelas horas de prática!

Mas, logicamente, quando algo parece bom demais é melhor ir desconfiando! Desde fevereiro estou procurando esta escola ou instituição que me ofereça a chance de executar a parte prática do meu curso. Fui orientada a me inscrever – e logicamente enviar, registrada formalmente em palavras escritas (curriculum vitae),  toda a minha vida para várias instituições.

A princípio estava muito animada e vibrei de alegria pelos convites de entrevistas. Depois fiquei muito feliz por conhecer meus prováveis futuros clientes e também os colegas de trabalho. No entanto, infelizmente, até hoje, não tenho o meu “Ausbildungsplatz”/local de formação prática. Conclui este fim de semana que a concorrência é acirrada. Me assustei quando me comparei com   jovens, dinâmicos, católicos, talentosos e alemães que estavam também em busca das mesmas intituições que eu e me considerei um pouco ousada.

Estive já decepcionada, triste, cabisbaixa, mas prefiro pensar que a vida sempre nos reserva o melhor e que outras janelas se abrirão. Por isso vou reunindo motivação para pensar em perspectivas + ou  x. Quanto asou : estou tentando ignorar.

Beijos e linda semana para você!

Não se intimide em me escrever para decifrar qualquer dúvida sobre o reconhecimento de diplomas na Alemanha ou outras pequenas burocracias mais. Estamos aqui para compartilhar experiências.

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