“Sem mae, por três dias

Somos seres vulneráveis - ninguém é insubstituível.

é possível, mas quatro não” – nos informou Vic (para meu alívio) alguns dias atrás quando conversávamos particularmente sobre este fim de semana. As férias de verão estão bem perto do seu fim, pena que o verão propriamente não chegou! Para a piscina aberta tivemos a oportunidade de ir apenas duas vezes. Muitos dias foram regados de chuva e de calor ninguém pôde reclamar. Quem pôde fugiu por alguns dias para o Sul da Itália, Espanha ou Turquia. No entanto, para a sorte das criancas a previsão do tempo aqui na região para o fim de semana não é das piores, ao menos parece que a chuvarada faz uma pausa, o que é realmente uma boa notícia já que elas estam acampando com o pai, além de outras crianças da vila acompanhadas também de seus repectivos pais, ou seja um programa para pais e filhos – as mulheres não estão convidadas e nem precisam aparecer por lá – eles mesmos organizam tudo de A a Z. ãNo sei o que as minhas colegas mães pensam sobre isso, não temos nos encontrado também nestes dias de “certo vazio”. Há dois anos nos encontramos para jantar e ir à um concerto num ponto priviligiado de Boppard – Gedeonseck, foi muito interessante, mas para mim estava um pouco estranho depois de tantos anos fazer algo “sozinha” a noite. Naquela tarde e noite de sábado pudemos ficar na noite até quando quiséssemos, não havia ninguém esperando por nós em casa, porém de pois de 1 da manhã já não tínhamos mais disposiςão para estar fora de nossas camas. O ano passado não nos organizamos para nenhum programa e este ano não sei ainda… talvez minhas vizinhas já tenham organizado os seus próprios programas. Quanto a mim, tenho que admitir que é muito engraςado em uma manhã ter o apartamento tão organizado e não ter qualquer obrigaςão de preparar as refeições ou como ontem escolher o canal de televisão – acabei vendo um especial na Vox sobre Amy Winehouse  (fui para cama super deprimida), mas confesso que sinto uma falta danada das conversas, dos risos, das brigas, reclamações e do caos que Laura e Vic provocam por aqui, ainda não fazem 24 horas que elas se foram, muito felizes, para a nova aventura no espaço de Camping (apenas há 2 kms daqui), mas eu já estou com saudades. Pela noite o vazio do apartamento ainda é mais agudo e não levá-las para cama, cobri-las de beijos e receber declarações de amor ainda são mais difícies de suportar. Por outro lado, incentivo bastante os três a participarem do evento pois é uma boa oportunidade para que eles vivenciam algo somente entre pais e filhos já que as mães estão sempre muito envolvidas nas vidas dos filhos. Nao sei como é acampar, nunca acampei na minha vida e nem gostaria, sinceramente acho muito desconfortável, talvez quando fosse criança acharia muito divertido, mas nesta altura do campeonato prefiro  hotéis e por que não os de 5 estrelas? Eu sei  – é metido da minha parte, mas estou sendo sincera comigo mesma, pois já vivenciei também situações de muito desconforto ao viajar para a Bahia e pernoitar num hotel reservado, infelizmente sem muita pesquisa – ou da nossa última viagem a Goiás, quando meu príncipe só queria saber de aventura e improvisação e depois de viajarmos 1500 kms num carrinho meio velho, encontramos nossa reserva não confirmada numa cidade mais distante ainda que Goiânia e Anápolis. De propósito esqueci o nome da cidade.

O fato é que acho muito legal que Laura e Vic vivenciem a experiência de acampar – tudo muito diferente do que o “cotidiano” –  as duas mesmo organizaram suas bagagens, mas eu sei que delas fazem parte também pijamas, escovas de dentes, pastas de dentes, toalhas, etc – mas não sei, sinceramente, se chegam a usar estes apetrechos durante os dias de acampamento. Desde quando existe esta tradição aqui na vila, não posso informar, mas admiro muito a iniciativa. Lá as crianças brincam entre si, enquanto os pais conversam,trocam “figurinhas”, se informam sobre as novidades da vila, tomam (bastante) cerveja e trabalham na preparação e organizadas refeicoes (churrasco = carne/pão ou macarrão) e “limpeza” do espaςo, além claro de fazerem a fogueira todo o fim de tarde. As crianças ficam meio perdidas entre sapatear no riacho, desvendar os “mistérios” da mata e dos bichos (os poucos e inocentes que a habitam), além de se preparem para a visita do “Quetschbuch”, o ponto alto do programa – um dos meninos maiores que também acampa, conta histórias de um ser (o Quetschbuch) que não gosta de crianças, assim quando tem a oportunidade  maltrata as mesmas. Após ouvir as histórias saem à caςa do inimigo de crianças (uma espécie de bruxa do sexo masculino) e encontram “pistas aterrorizantes”, o mais emocioanante é que podem ser flagradas a qualquer momento por ele, ou seja a sensação de perigo prevalece no ar…  a aventura está completa – para as crianςas maiores representa diversao, para as menores emoção/suspense… a primeira vez que vic vivenciou a experiência, ao voltar do acampamento dormiu semanas na minha cama, mas atualmente já se diverte com a possibilidade de que recebam a visita do “Quetschbuch”. Infelizmente não posso escrever muito sobre o tema já que o que sei é apenas o pouco que ouvi das duas, como escrevi as mães não são desejáveis nesta aventura…

Estive pensando sobre o que posso fazer por aqui sozinha já que minhas amigas já têm as suas respectivas ocupações e ainda não me decidi ao certo. Me lembrei agora mesmo que talvez possa fazer algo que minha família nao gostaria de fazer – visitar um abrigo de guerra subterrâneo. Isso mesmo,  empregar horas em um dos meus mais lindos e interessantes hobbys: H i s t ó r i a.

Depois eu conto para vocês…

Beijos.

Tags: , , ,

Leave a Reply

*