Posts Tagged ‘Alemanha’

Ter (haben) ou ser (sein) eis a motivação!

Quarta-feira, Fevereiro 25th, 2015

Tentando entender o jeito alemão de ser, perceber, julgar, ponderar e viver –  estive hoje seriamente pensando sobre a gramática alemã e sua relação com a cultura do povo gemânico. Já que vivo por aqui há quase quinze anos, e experimentando na pele os últimos invernos, primaveras, verões e outonos neste país tão exêntrico –  me permito hoje a compartilhar com vocês alguns dos verbos mais conjugados e imprenscidíveis no cotidiano do povo alemão. Por favor, tentem compreender o que escrevo sobretudo nas entrelinhas, afinal uma das minhas poucas qualidades é a de ser diplomática.

No momento minha lista está assim definida:

  • haben: ter
  • essen: comer
  • trinken: beber
  • sitzen (schön): sentar num lugar lindo, de preferência bastante confortável e com vista panorâmica
  • nutzen: usar
  • ausnutzen: usar uma pessoa
  • ausnutzen werden: ser usado enquanto pessoa
  • Verarschen: sacanear/tapear
  • Verarscht werden: ser sacaneado/ser tapeado
  • fahren: dirigir
  • kaufen: comprar
  • lesen (die Uhr): ver as horas
  • Termin haben: ter  compromisso com hora marcada
  • fühlen (Körper Temperatur): es mir kalt, es mir warm

No momento não penso em mais nada, mas você pode acrescentar verbos à lista – wenn Du willst, wenn Du Lust und Zeit hast!

Boa noite lindos e lindas do Planeta Água!

Beijos.

“Ando tão a flor da pele”

Domingo, Agosto 24th, 2014

"Ando tão a flor da pele que até beijo de novela me faz chorar."

…Que não sei como escrever um post sobre mim mesma. Já perdi a noção de quando escrevi algo sobre mim mesma. O tempo me falta, mas para ser sincera sobretudo a motivação e a indiscrição. Meus dias têm sido absorvidos por experiências tão reais e fortes que o virtual me esbarra apenas de leve. Meus últimos dias do semestre foram regados de despedidas doloridas. Me desliguei oficialmente das minhas aulas de artes e esportes na escola  e associações esportivas onde vinha atuando desde 2011,  afinal  optei por um diploma germânico, o qual já vem sugando minha energia, minha alegria, algumas lágrimas  e muito tempo desde o dia primeiro desde mês.

Sim, na verdade, minha formaςão acadêmica para trabalhar com pessoas com deficiência física e mental (HEP) teve um início fenomenal. A intensidade prática do curso atingiu quase o auge em poucas horas de trabalho – o típico extremo alemão – se você não gosta do que vai fazer no futuro “caia fora agora mesmo”.

Não, eu não tenho decepcionado nem gregos, nem troianos, muito menos a mim mesma. Apesar do  cansaςo de três semanas extremamente difícies atrás de mim, posso compartilhar com vocês,  que me sinto em plena forma e muito feliz por ter optado por um caminho estreito, mas que com certeza me aponta novas e positivas perspectivas profissionais.

Continuo fiel ao meu papel de mãe, amiga, esposa, jardineira, lavadeira, passadeira, arrumadeira, cozinheira e etc. Contudo me sinto  mais inteira por ter conquistado um outro espaςo profissional, o qual exige de mim muito mais do que meus hobbys e me impulsiona a aprender algo totalmente novo, no qual me sinto  praticamente analfabeta. O desafio renova minha sede de vida, faz meu coração pulsar confuso quando utilizo minhas próprias chaves para invadir a morada dos meus dez clientes. Meus únicos e tão especiais clientes! Eles são tão problemáticos desde que nasceram, mas atingiram de cheio minha alma e se apossaram do  meu pobre e insensato coração.

Eu não posso me ater aos detalhes e nem descrever meus sentimentos. Também escrever todas as experiências que tenho vivenciado nestes dias tornaria meu post muito longo e cansativo, mas com certeza posso compartilhar com vocês que estou pronta e curiosa para a escola, pois na prática já me encontrei.

Beijos com muito carinho!

Linda semana!

Reno e Poesia

Domingo, Junho 29th, 2014

“Quem procura (quase sempre) acha”!

Quinta-feira, Maio 22nd, 2014

Matar o sonho é mutilar a nossa alma. Fernando Pessoa

O quantas vezes ouvi esta afirmação nos meus tempos de criança, não sei dizer. Assim como também não tenho nenhuma ideia sobre quantas vezes a repito aqui em casa. Se perde, se esquece ou não se encontra uma variedade incrível de “coisas”. Contudo, meu post hoje se refere à minha busca (desesperada) pessoal de um “Ausbildungsplatz” ou seja um local de prática para meu curso de “Heilerziehungspflegerin”, o qual terá início em setembro. Logicamente, meu leitor conhecedor do idioma português, poderá estar se perguntando neste momento ” que diabo significa isso? E setembro está tão longe ainda, por que o desespero?

Sim, certas expressões alemãs são o diabo para se traduzir, em outras palavras posso esclarecer, como escrevi no post Perspectivas 50 – + x : … tomei a decisão de correr atrás de um diploma alemão e optei por uma profissão que corre paralela à minha atual, porém com desafios extras, pois trabalhar com “Pessoas Especiais”, ou seja deficientes físicos ou mentais – exige uma dose extra de paciência, perseverança e a capacidade de enfrentar muitos tabus. Não me importando com os entraves, estou segura, há alguns meses, que este é o trabalho que gostaria de ter para o resto da minha vida. Porém para me profissionalizar preciso da escola e para a escola preciso do trabalho, daí minha busca desesperada pelo meu “espaço de prática”, senão minha matrícula na escola teria sido em vão – uma lógica muito interessante neste sistema de curso profissionalizante na Alemanha, assim como o fato de que tudo se define e se organiza, por aqui, com muita antecedência. Planos a longo e longuíssimo prazos fazem parte da cultura europeia, por questões climáticas.

A boa notícia é que na última semana tive mais uma entrevista, como resultado um convite para conhecer a instituição e os clientes  (Hospitation)- o qual aceitei alegremente, mas no fundo me sentia muito pessimista por causa dos recentes insucessos com outras experiências. No entanto,  minha intuição – a qual traduzo como a voz dos anjos – me impulsionava à mais uma tentativa. E o resultado desta tentativa foi tão, surpreendemente, positivo que recebi a proposta de um contrato de trabalho numa instituição muito aberta e interessante (ninguém me perguntou sobre minha religião), na qual moram vários doces anjos enjaulados em corpos pouco móveis.

Me sinto tão feliz com a novidade, que titubiei em publicá-la. A alegria que sinto por esta nova perspectiva se contrasta com a tristeza que sinto por tantos fatos negativos que correm soltos por áreas do planeta como Nigéria, Afeganistão, Síria, Ucrânia e infelizmente Brasil. Com a aproximação da copa, o mundo observa mais atentamente o Brasil e infelizmente notícias ruins, destaques negativos são uma constante. Me alegrei, ontem, quando assisti um programa sobre o Brasil no canal Servus – Terra Mater, Wildes Brasilien – onde os personagens principais eram os animais da Floresta amazônica e do Pantanal. Nada sobre favelas, políticos, futebol ou samba.

A esperança é que continuemos implacáveis na procura por dias melhores para todos os seres do planeta, afinal “quem procura, acha”!!!

Beijos.

Perpectivas 50 – + x : …

Domingo, Abril 27th, 2014

Amanhã voltamos para a nossa habitual rotina, afinal as férias de páscoa se foram. A empolgação de

Sim. A decepção tem sabor cítrico.

antes  das férias misturada com a alegria de encontrar pessoas amigas e queridas por acasião do meu aniversário e nossa viagem para o norte, se choca hoje, num fim melancólico de um domingo, com um misto de desânimo e indagações sobre novas perspectivas.

Pensando sobre este lindo termo: “Perpectivas 50 +”, o qual se ouve por aqui (não sei se no Brasil e outros países também) para motivar as pessoas, digamos, mais “maduras”, “experientes” a darem um novo impulso em suas vidas, resolvi compartilhar um pouco do que tenho vivenciado desde que resolvi (apesar de, ainda, não ter  chegado aos 50!!!) finalmente correr atrás de um diploma alemão, na busca das “perspectivas +”, além do que minhas filhas estão bem independentes, me restando certo tempo para novos desafios.

Esta maratona comeςou  em outubro do ano passado, quando uma senhora muito agradável que trabalha para a AWO me aconselhou a solicitar a avaliação da minha formação acadêmica brasileira. Para isto Ela me apresentou a Anabin e me ajudou, calmamente, a entender o processo burocrático para a futura odisséia da reunião de documentos, traduções oficiais, cópias autenticadas, envio para o departamento oficial em Trier, e a espera interminável por uma avaliação positiva, construtiva, estimulante! Contudo, eu não estava lá muito otimista e estava segura de que este documento me serviria basicamente  para conquistar uma vaga na escola para o meu próximo curso profissionalizante, com a intenção de obter o meu diploma alemão e então ter mais chances de voltar com todo o gás para o mercado de trabalho e obter uma certa independência financeira, além de poder acumular outros créditos para uma aposentadoria tranquila, talvez no sul da Espanha, Itália ou Portugal (sonhar não custa nada!)

Sim, a avaliação oficial dos burocratas me abriu diretamente perspectivas para o banco da escola, porém como não tenho tempo a perder, optei não por uma Uni, mas sim por um sistema dual de formação mais rápida e principalmente porque já está diretamente ligado com a prática. Achei o máximo, fascinante mesmo o sistema alemão:

  • Dois dias de escola
  • Três dias de trabalho,
  • Total=39 horas semanais.

Veja bem,  sem perca de tempo, ideal! Estudar, aplicar a teoria e, fantasticamente, tendo uma recompensa financeira satisfatória pelas horas de prática!

Mas, logicamente, quando algo parece bom demais é melhor ir desconfiando! Desde fevereiro estou procurando esta escola ou instituição que me ofereça a chance de executar a parte prática do meu curso. Fui orientada a me inscrever – e logicamente enviar, registrada formalmente em palavras escritas (curriculum vitae),  toda a minha vida para várias instituições.

A princípio estava muito animada e vibrei de alegria pelos convites de entrevistas. Depois fiquei muito feliz por conhecer meus prováveis futuros clientes e também os colegas de trabalho. No entanto, infelizmente, até hoje, não tenho o meu “Ausbildungsplatz”/local de formação prática. Conclui este fim de semana que a concorrência é acirrada. Me assustei quando me comparei com   jovens, dinâmicos, católicos, talentosos e alemães que estavam também em busca das mesmas intituições que eu e me considerei um pouco ousada.

Estive já decepcionada, triste, cabisbaixa, mas prefiro pensar que a vida sempre nos reserva o melhor e que outras janelas se abrirão. Por isso vou reunindo motivação para pensar em perspectivas + ou  x. Quanto asou : estou tentando ignorar.

Beijos e linda semana para você!

Não se intimide em me escrever para decifrar qualquer dúvida sobre o reconhecimento de diplomas na Alemanha ou outras pequenas burocracias mais. Estamos aqui para compartilhar experiências.

“Mein Ding”- Brega prá lá de chic!

Sexta-feira, Fevereiro 21st, 2014

Als ich noch ein junger Mann war/ quando eu era ainda um homem jovem
saß ich locker irgendwann da/ eu estava relaxadamente sentado em algum tempo aqui
auf der Wiese vor’m Hotel Kempinski/ sobre a grama em frante ao  hotel Kempinski
Trommelstöcke in der Tasche/ baquetas na bolsa
in der Hand ne Cognacflasche/ uma garrafa de cognac na mão
und ein Autogramm von Klaus Kinski/ e um autógrafo de Klaus Kinski

Guckte hoch aufs weiße Schloss/ olhava para cima na direção do palácio branco,
oder malochen bei Blohm & Voss/ ou o” trabalho duro” do Blohm & Voss
Nee irgendwie, das war doch klar/ não,  de alguma forma, isto estava claro
irgendwann da wohn ich da/ em algum dia eu moro aqui
In der Präsidentensuite/ na suíte presidencial
wos nicht reinregnet und nicht zieht/onde nunca chove dentro e não tem corrente de ar
und was bestell ich dann?/ E o que encomendo então?
Dosenbier und Kaviar / Latas de cerveja e caviar

Und Ich mach mein Ding/ E eu faço “minha coisa”
egal was die anderen sagen / indiferente o que o outros dizem
Ich geh meinen Weg/ eu sigo meu caminho
ob gerade ob schräg, das ist egal/se reto ou em curvas, isto é indiferente
ich mach mein ding /eu faço “minha coisa”
egal was die anderen labern/indiferente o que os outros conversam
Was die Schwachmaten einem so raten/ o que os “fracotes” pressupõem
das ist egal /isto é indiferente
ich mach mein Ding… / eu faço “minha coisa”

Und jetzt kommst du aus der Provinz/ E agora você chega da Província
und wenn auch jeder sagt du spinnst/ e quando cada um diz que você delira
du wirst es genauso bringen/ você vai trazer exatamente
machst auf die charmante Art/ faz de forma elegante
mal elastisch/ às vezes flexível
manchmal hart/às vezes dura
manchmal musst du Glück auch zwingen… /às vezes você precisa também forçar a felicidade
Später spricht dann Wilhelm Wieben / Mais tarde então fala Wilhelm Wieben
er ist sich immer treu geblieben/ ele se manteve sempre fiel
die Mode kam die Mode geht/a moda vem, a moda vai
man war immer noch der King/ a pessoa sempre foi ainda o rei

Ja du machst dein Ding/ Sim você faz a “sua coisa”
Egal was die ander’n sagen/ indiferente o que os outros dizem
Du gehst deinen Weg/ você segue o seu caminho
Ob geradeaus schräg/ se reto ou em curvas
Das is doch egal/ isto é indiferente

Du machst dein Ding / você faz  “sua coisa”
Egal was die ander’n labern/ indiferente os que os outros falam
Was die Schwachmaten einem so raten/ o que os “fracotes” pressupõem
das ist egal/ isto é indiferente

Und dann bist du dir immer treu geblieben/ E então você permaneceu fiel
Und Roomservice wird mit U und H geschrieben/ E serviço de quarto será escrito com “U” e “H”

Und ich mach mein Ding
Egal was die ander’n labern
Das ist egal
Was die Schwachmaten einem so raten
Ja ich mach mein Ding
Egal was die ander’n labern
Was die Schwachmaten einem so raten
das ist egal
Ich mach mein Ding.

Maravilhoso Udo!

Maravilhoso fim de semana para você!

Beijos!

As bolinhas de gude de Anne Frank

Sexta-feira, Fevereiro 7th, 2014

Os fatos são sonoros. O que importa são os silencios por trás deles. Clarice Lispector

foram encontradas.

Anne Frank foi uma menina que se tornou conhecida, mundialmente, através de seu diário. Neste diário ela escreveu o que estava vivenciando durante a Segunda Guerra Mundial. Ela e sua família por serem judias foram obrigadas a fugir da Alemanha por causa da perseguição  dos nazistas, os quais naquele período ocupavam o poder. Os nazistas perseguiram implacavelmente os judeus e todas as pessoas que consideravam “lebensunwertem”- “indignos para viveram”, entre Elas estavam também  os ciganos, os homossexuais, os deficientes físicos ou doentes mentais e os encaminhavam para os campos de concentraςão, onde morriam sufocados por gases que escapavam das “duchas”.

Anne e seus pais tentaram fugir dos nazistas e se esconderam por longo tempo em porões ou casas abandonadas. Quando Ela tinha treze anos, viveu em Amsterdã, a capital da Holanda. Lá Ela presenteou uma amiga, que morava na vizinhança, uma caixinha de alumínio. Esta caixinha deveria ser guardada por sua amiga, já que Ela tinha que novamente fugir. Nesta caixinha encontravam-se suas bolinhas de gude.

No entanto, antes que Anne fugisse com sua família para um novo esconderijo, os nazistas os encontraram. Anne foi assassinada.

Sua amiga, para a qual Anne presenteou sua caixinha de alumínio, tem hoje oitenta e três anos e se chama Toosje Kupers. Durante muitos anos Ela manteve a caixinha no fundo de um armário e a esqueceu completamente. Porém, recentemente, ao desvaziar os armários porque teve que mudar-se da casa, redescobriu a caxinha.

Toosje levou a caixinha de Anne para o Museu Anne-Frank, em Amsterdã. O museu foi organizado na casa onde Anne, naquele tempo, se escondeu com sua família.

Tradução – fonte: Kindernachrichten, Rhein-Hunsrück-Zeitung, 05.02.14

Ps. Mais um bom motivo para se visitar Amsterdã, não é mesmo?

Beijos e um final de semana maravilhoso!

Velhas, mas explosivas:

Sábado, Janeiro 11th, 2014

Cuidado: granadas.

"Quem não conhece o passado, não pode entender o presente."

Em uma construção, numa cidade próxima daqui:  Euskirchen, mais um fato nos trouxe de volta fragmentos  da  Segunda Guerra Mundial. O motorista de um dos tratores que ali trabalhava – morreu e treze pessoas ficaram feridas,  por causa da explosão de mais uma bomba que foi jogada sobre a região, nos dias  de  guerra. Infelizmente, estas bombas que se chamam “Blindgänger”- bombas que não explodiram – são encontradas, frequentemente, em regiões que foram alvos específicos da forςa aliada, por exemplo – as regiões paralelas ao Rio Reno e Rio Ruhr. Ainda hoje, escondem-se, no coração da terra muitos exemplares deste tipo de bomba. Todos os anos especialistas procuram estes resquícios da guerra para desarmarem estas velhas, porém, altamente explosivas bombas, antes que  causem danos materiais e, principalmente, humanos. Nesta procura, antes, são analisadas as fotos antigas para a identificação das áreas que estiveram, com maior intensidade, na mira dos pilotos americanos, franceses ou ingleses. Em muitos casos, os especialistas encontram estas bombas antes dos moradores  e as desarmam, graças ao conhecimento e recursos técnicos que adquiriram. Em  alguns casos Eles optam por  “explosões controladas”, as quais são muito bem organizadas, inclusive com o evacuamento de quarterões completos de cidades. Infelizmente, quantas bombas ainda estão escondidas no subsolo deste país, os especialistas não podem informar.

Artigo traduzido da coluna: Notícias para Crianças, Rhein-Hunsrück-Zeitung, em 04.01.2014

Bem, para você, especialmente, um pouco de História Alemã no fim de semana, afinal… saber é sempre bom!

Beijos.

Balanςo do terror – Pogrom

Domingo, Novembro 10th, 2013

Estrela negra - para os ciganos - identificaςão em tempos de guerra.

Na noite de 09 para 10 de novembro de 1938 sinagogas judaicas são incendiadas por toda a Alemanha. O balanςo “oficial” do terror pode-se  traduzir através dos números:

  • 91 mortos,
  • 267 igrejas e casas comunitárias são destruídas e
  • 7500 casas comerciais são destruídas

No entanto segundo informaςões do Museu de História Alemã mais de 1300 pessoas morreram nesta noite e mais da metade das sinogogas ou casas de oraςão foram semi ou totalmente destruídas em toda a Alemanha e Áustria. No dia 10 de novembro foram transportados mais de 30.000 judeus para campos de concentração. Como pretexto para a “ira expontânea do povo”, os nacionais socialistas usam o assassinato do secretário da delegação alemã – Ernst vom Rath – no consulado de Paris pelo jovem Herschel Grynszpan, o qual – segundo os nazistas – através desta ação pretendia chamar a atenção  para a causa  dos 17.000 judeus, entre Eles seus pais, que foram deportados para a Polônia.

O regime nazista declarou cinicamente que a aςão “Pogrom” ou Noite dos Cristais referiu-se à uma reaςão justa e a indignação do povo alemão como compreensível, a qual signalizaria a despedida das atividades comerciais judias em território alemão. Paralelamente outras privações, expropriaςões e a propaganda em  torno do “arianismo”tinham como objetivo específico movimentar os judeus para emigrarem-se.  A propósito, depois do Pogrom “Público” de novembro/1938 a perseguiςão aos judeus adquire um novo caráter – a eliminação silenciosa. (…)

Fonte: Rhein-Zeitung Nr. 260

Beijos e linda semana apesar dos pesares!

Aqui um link muito interessante para consultas, sobre o qual me chamou a atenção minha querida Sandrinha Santos


Cafuchico – um convite especial!

Quarta-feira, Setembro 4th, 2013

Beijos e quem sabe nos vemos por lá! Seria um prazer enorme!

Lindo fim de tarde!