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“Viver é um risco”

Sábado, Junho 4th, 2011

Wohin? Para onde?

“Ehec – Há dias se ouve com muita frequência nos noticiários de rádio e TV algo sobre as minúsculas bactérias com este nome estranho. Ehec é a abreviatura para Enterohämorrhagische Escheria coli: este é o nome em latim/grego para um germe intestinal, o qual causa terrível diárreia, insuficiência renal e convulsoes. Algumas pessoas aqui na Alemanha já morreram em funcao da acao mortal deste verme. Os cientistas supoem que através de excrementos de ovelhas, vacas e cabritos estes vermes sao transportados para legumes e frutas, os quais transportam para os humanos os vermes ao serem comidos. Por isso atualmente nao se aconselha comer legumes ou frutas crus. O cuidado ao se lavar as maos sempre depois que se usar o toilette e  antes de se cozinhar deve ser triplicado. Os cientistas nao conseguiram ainda entender como os bacilos (supoem que sejam dois) se juntam e reagem. Os médicos têm esperanca que os meios para o combate aos mesmos sejam rapidamente encontrados, considerando que os bacilos foram decodificados (…)”.

A esperanca é realmente grande que mais uma onda de medo, inseguranca e transtorno seja parte do passado, assim como a gripe suína e outras epidemias que, infelizmente vivenciamos com cada vez mais frequência no nosso cotidiano. Já li até mesmo algumas piadas sobre o como os vegetarianos têm uma vida difícil no momento, mas eu nao consigui rir – pois as considerei macabras. Eu nao sou vegetariana, ninguém da minha família é – mas faz parte do nosso cardápio diariamente legumes, verduras e frutas e embora nao goste de forma alguma de drama ou ataque de pânico, simplesmente passei vários dias com a gaveta de baixo da geladeira fechada. Quando percebi que poderia perder as verduras, resolvi ignorar as notícias e com o aval do Jörg preparei uma bela salada… que delícia!

Hoje ao fazer compras, comprei também a pedido da Laura e da Vic cerejas, 1/2 kg que já nao se encontram na nossa geladeira e ao comprá-las já experimentamos se estavam doces… eu com dor na consciência nao consegui dar uma resposta negativa para a Senhora que com um sorriso tao simpático nos ofereceu as primeiras cerejas para serem experimentadas. Eu pensei apenas nas quantas vezes comemos tao expontaneamente as amoras, ameixas, morangos e outras frutas que encontramos por aí nesta época do ano. Quando chegamos em casa, as duas continuaram a comer cereja sem lavar mesmo eu dizendo que deveriam ser lavadas. Quando Jörg viu teve um ataque de nervos, nos “informando” do perigo que representava “atualmente” comer frutas sem lavar… eu estava também servindo cenoura e tomate crus, pois Laura e Vic nao comem cozidos. Depois ao ler o pequeno texto  no jornal de hoje, o qual acabei traduzindo acima – só consegui tentar pensar em nao pensar no tal “Ehec” e que consigamos  nos safar  dos tais “bacilos”, mesmo comendo legumes crus e frutas sem lavar… nao sei onde vamos parar… “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”. E vocês como estao convivendo com o “Ehec”? Hilfe! Socorro! Help!

Beijos e lindo fim de semana apesar de todos os pesares.

Texto básico com informacoes traduzidas do caderno “Welt & Wissen” – Rhein-Hunrück-Zeitung, n° 129.